quinta-feira, 3 de julho de 2014

Peça de teatro usa história clássica de João e Maria como base

Com texto de Pagu Leal, “A Curiosa História de...” relata, através do privilegiado olhar de três narradores, o desenrolar de algumas horas na vida de João e Maria, dois desconhecidos que habitam um grande centro urbano.
O público acompanha intimamente a vida destes dois personagens, pelos olhos destes três oniscientes narradores, que sabem aquilo que João e Maria nunca irão descobrir, que apesar de desconhecidos, de nunca terem se visto, um modificará para sempre a vida do outro.
E, paralelamente, a antiga história das crianças abandonadas na floresta e o temeroso universo infantil que ela desperta, servem como mote para a criação da peça. Uma reflexão crua sobre aspectos profundos da paternidade.
“A Curiosa História de…”, dirigida por Rafael Camargo, dá  continuidade à pesquisa do teatro da inação, desenvolvida pela Inusitada Cia.  Na peça, a cronologia e a narrativa propõem todo o movimento. No cenário, composto por três mandalas, a ideia de uma microconstelação de encontros, desencontros, acasos, tragédias e possíveis desfechos criados pelos narradores e não pela vida real. Narradores brincam de deuses/entidades, desenhando o futuro, apostando e apontando caminhos enquanto narram.
Estrelada por Pagu Leal, Rafael Camargo, Diego Marchioro e Martina Gallarza (stand in), “A Curiosa História de…” dá continuidade à pesquisa da Inusitada Cia, que agrega trabalhos como “END” e “Uma Entre Mil Histórias de Amor”, “O Buraco da Fechadura” e “Cronópios da Cosmopista”.
As encenações de “A Curiosa História de…” acontecem no TEUNI – Teatro Experimental da UFPR (entrada pela praça Santos Andrade - Prédio Histórico da UFPR) até dia 3 de agosto, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h, com ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia). Aos sábados, uma sessão extra às 19h, com a entrada correspondendo a 1 livro não-didático. A peça é indicada para maiores de 14 anos. Mais informações: 3434-4891 ou 9876-3596.

O clássico “Rapunzel” é atração no festival “Era uma vez... eram duas... eram três”

Emoção, alegria e arte estarão presentes no palco do Teatro Bom Jesus até novembro, com doses a mais de diversão para toda a criançada. Curitiba é palco do primeiro festival de contos de fadas no Brasil, “Era uma vez… eram duas... eram três”, um celeiro de clássicos do teatro infantil, que tem por intuito oferecer mais cultura às crianças. Com realização do Ministério da Cultura, apresentação da Montenegro Produções Culturais e apoio do Hospital Pequeno Príncipe, a primeira edição da mostra contempla seis peças de leituras já consagradas, sob a temática de contos de fadas. Após a estreia com a “Roupa Nova do Rei”, a programação segue neste sábado (5) e domingo (6), com o clássico “Rapunzel”, às 16 horas.Toda a renda da bilheteria será doada ao Hospital Pequeno Príncipe.
A história revela a trajetória de uma menina que, após ser roubada de seus pais, passa a viver aprisionada em uma torre. Criada na Alemanha pelos Irmãos Grimm no ano de 1812, o clássico “Rapunzel” traz em seu enredo pontos de discussão como vaidade, fraqueza, coragem, solidão, amor e ódio. Sob uma nova e criativa abordagem, o espetáculo integra a programação da coletânea de contos de fadas “Era uma vez…eram duas…eram três”, e conta a história de uma repórter de TV que faz a cobertura jornalística do desaparecimento da garota. A trama envolve a mãe de Rapunzel, Doroteia, que acusa o melhor amigo da filha, Caio, de sumir com a menina. A verdade, porém, é que Doroteia maltrata a filha e a mantém presa no alto do sobradinho onde moram. O terrível segredo da mãe de Rapunzel é revelado ao fim da peça, em um desenrolar tão surpreendente quanto o tamanho das tranças da menina.
Desenvolvido em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, o projeto prevê contações de histórias e apresentações exclusivas na Associação Eunice Weaver.
Após “Rapunzel”, a programação dá sequência com os seguintes contos: “O Flautista de Hamelin”, nos dia 2 e 3 de agosto; “A Bela e a Fera”, 13 a 14 de setembro; “O Gato de Botas”, 11 e 12 de outubro e encerra com “O Mágico de Oz”, nos dias 8 e 9 de novembro.
O projeto inclui ainda contações de histórias no Hospital Pequeno Príncipe e apresentações exclusivas na Associação Eunice Weaver, que promove a pesquisa científica e o atendimento médico, educacional e social a crianças e adolescentes, com prioridade aos filhos sadios de hansenianos.

O Teatro Bom Jesus está localizado na rua 24 de maio, 135, Centro, e as encenações de “Rapunzel” acontecem no sábado e domingo às 16h. Informações sobre ingressos: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br

Dilma sobe 4 pontos e vai a 38%, Aécio oscila 1 ponto para cima a 20%, diz Datafolha

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) cresceu 4 pontos percentuais na pesquisa Datafolha realizada nesta semana e agora tem 38 por cento das intenções de voto para a Presidência, recuperando o patamar registrado entre abril e maio, enquanto seu principal adversário, Aécio Neves (PSDB), oscilou positivamente 1 ponto para 20 por cento.
O desempenho de Dilma pode estar ligado a uma melhora no humor da população com a Copa do Mundo, também detectada pelo Datafolha.
Em terceiro lugar, Eduardo Campos, candidato do PSB, passou para 9 por cento, ante os 7 por cento de junho, variando exatamente os 2 pontos percentuais da margem de erro da pesquisa. O pastor Everaldo (PSC), que aparecia em empate técnico com Campos no mês passado, manteve 4 por cento.
Os demais presidenciáveis que pontuaram somaram, ao todo, 5 por cento das intenções de voto, aumentando as chances de um segundo turno, que muitos já consideram inevitável.
A soma de pessoas que disseram planejar votar em branco ou anular o voto ou se mostraram indecisas caiu para 24 por cento, ante os 30 por cento de junho.
A melhora de Dilma e as oscilações de Aécio e Campos no Datafolha, no entanto, praticamente repetem os números mostrados por pesquisa Ibope há duas semanas, quando a petista tinha 39 por cento, o tucano 21 por cento e o socialista 10 por cento.
O Datafolha ouviu 2.857 pessoas entre terça e quarta-feira, em 177 municípios do país.

Fan Fest terá bandas curitibanas e abrirá para 15 mil pessoas nesta sexta

A Pedreira Paulo Leminski terá capacidade ampliada para o dia do jogo do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (4), 15 mil pulseiras de acesso à FIFA Fan Fest serão distribuídas a partir das 9 horas no Centro de Criatividade de Curitiba, no Parque São Lourenço. Cada pessoa poderá receber até duas pulseiras, válidas apenas para o mesmo dia, sendo que uma será imediatamente colocada no braço e outra pode ser levada.
Os portões abrirão às 11 horas. Pouco depois, sobe ao palco a banda Hillbilly Rawhide. Às 13 horas, o telão exibe ao vivo o jogo entre França e Alemanha. Em seguida, é a vez do Relespública preparar o público para a partida entre Brasil e Colômbia, que começa às 17h. Depois tem mais show, com a banda MusiK.
No sábado (5), os outros dois jogos das quartas de final acontecem entre os shows de Audac, Lou Dog e do tremendão Erasmo Carlos. Para este dia, serão distribuídas duas pulseiras por pessoa, também no Centro de Criatividade de Curitiba.
Além das linhas de ônibus normais que levam à região, a FIFA Fan Fest tem uma linha especial gratuita saindo das praças Tiradentes e Rui Barbosa direto para a Pedreira, a partir das 10 horas da manhã.

Confira a programação:

4/7 – Sexta-feira

 9h início da distribuição das pulseiras
11h  abertura dos portões
11h15  DJ
11h30  Hillbilly Rawhide
13h  França x Alemanha
15h05  Relespública
17h  Brasil x Colômbia
19h05  Banda MusiK
20h35  DJ
21h  fechamento dos portões

5/7 – Sábado

 9h  início da distribuição das pulseiras
11h  abertura dos portões
11h15  DJ
11h30  Audac
13h  Argentina x Bélgica ou EUA
15h05  Lou Dog
17h  Holanda x Costa Rica
19h05  Erasmo Carlos
20h35  DJ
21h  fechamento dos portões



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Após 40 anos, Queen vai lançar álbum ao vivo considerado “perdido”

Segundo o jornal "The Guardian", o disco "Queen: Live at the Rainbow'74" traz faixas de três shows feitos pela banda em Londres. O primeiro deles foi gravado em 31 de março de 1974 por Roy Thomas Baker, coprodutor dos quatro primeiros álbuns da banda.
Cerca de três mil fãs estiveram presentes no show, com ingressos esgotados. A apresentação foi uma das primeiras em que o vocalista Freddie Mercury apareceu com sua roupa de águia, e a única na qual a canção "The Fairy Feller's Master-Stroke" foi gravada ao vivo.
Após o disco ficar pronto, na década de 1970, o grupo decidiu engavetá-lo e lançar no lugar o álbum "Sher Heart Attack". Agora, os ex-integrantes Brian May e Roger Taylor recuperaram os arquivos, remixando e remasterizando as canções.
O trabalho final será lançado em CD e vinil duplo, além de ganhar uma edição "ultra-deluxe" incluindo um DVD, um livro de capa dura e um pôster.
Os membros sobreviventes do grupo participam atualmente de uma turnê com o cantor Adam Lambert e revelaram que pretendem lançar ainda uma compilação de material inédito do grupo. (Folhapress)

Banda curitibana de samba rock se apresenta no Paiol

A banda curitibana Os Milagrosos Decompositores se apresenta nesta quinta e sexta-feira (3 e 4), às 20h30, no Teatro do Paiol. O show é dedicado ao samba rock, um ritmo genuinamente brasileiro que nasceu de uma mistura de estilos e ganhou força nos anos 60 com Jorge Ben.
O grupo trabalha com canções próprias, como “Assédio”, “A Mafagafa” e “Samba da Mentira”. Mas em seu repertório também constam canções de compositores como Luis Vagner, Bebeto, Jorge Ben e dos expoentes atuais como Seu Jorge e Rogê. É um show carregado de brasilidade, que trabalha a rica história desse gênero musical, caracterizado pela malícia do samba e pelo swing americano.
A banda, composta por Ariel Mujica, Luciano Gatto, Fernando Schubert, Fábio Abu, Samir “Saman” e Macarrão, já dividiu o palco com Jorge Ben Jor e abriu shows para Mart'nália, Seu Jorge, Monobloco, e banda Pedro Luis & A Parede.
Esta apresentação da banda Os Milagrosos Decompositores tem ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia ou 1 quilo de alimento).

“O Incrível Segredo da Mulher Macaco” mistura suspense e humor na Caixa Cultural Curitiba

Uma história desmiolada e sangrenta, repleta de piadas, revelações bombásticas e referências a clássicos do cinema e da literatura. Resultado de uma parceria entre o autor e diretor Saulo Sisnando, do Pará, e os atores Rodrigo Fagundes e Wendell Bendelack, do Rio de Janeiro, o espetáculo “O Incrível Segredo da Mulher Macaco” manipula gêneros como suspense, comédia, terror e policial para homenagear o cinema norte-americano e a literatura inglesa.
O trio ainda não se conhecia quando, em 2009, Fagundes e Bendelack viajaram a Belém para apresentar uma peça e foram procurar Sisnando no teatro onde ele se apresentava. “Eu estava me preparando para entrar em cena quando alguém disse: ‘Olha, tem dois rapazes da novela querendo falar com você’. Trocamos algumas palavras e, meses depois, nos encontramos em São Paulo, onde conversamos sobre cinema e Agatha Christie”, conta.
Nascia assim a comédia escrita em solo paraense e encenada no Rio de Janeiro. No palco, os dois atores revezam-se para encarnar seis personagens parodiados do romance “O Morro dos Ventos Uivantes”, da inglesa Emily Brontë: uma heroína preocupada com os preparativos de seu casamento, um noivo milionário, uma criada malévola, um desconhecido em busca de abrigo, uma matriarca paralítica e uma atriz de cinema com identidade falsa. Contam, para isso, com a participação em cena do ator Renato Bavier e a voz em off da atriz Malu Mader.
Sisnando lembra que, mesmo à distância, a sintonia entre ele e os dois atores foi perfeita. “Conseguimos erguer o esqueleto do espetáculo em uma semana e fazer nosso primeiro ensaio corrido logo em seguida. São atores muito criativos, que muitas vezes ensaiavam sozinhos. Quando eu os encontrava, o espetáculo estava diferente e sempre melhor. Cabia a mim apenas aparar as arestas com um olhar de diretor”, explica.

Peças-filmes - Cearense radicado em Belém desde os anos 1980, Sisnando é hoje um dos mais populares autores paraenses, graças às suas “peças-filmes”, que aliam as linguagens do cinema e do teatro. Leitor voraz de literatura de terror e cinéfilo de carteirinha, ele mergulhou de cabeça no universo noir em “Quatro Versus Cadáver”, de 2009, e nos melodramas norte-americanos da década de 50 na peça “O Misterioso Desaparecimento de Deborah Rope”, de 2011, inspirada nos filmes de Douglas Sirk. 
“Como minha pesquisa busca uma interface entre cinema e teatro, o melodrama surge como uma forma de estabelecer esse diálogo entre as duas artes, pois é um gênero teatral que foi muito bem absorvido pelo cinema e está presente em outro produto audiovisual muito querido dos brasileiros, a telenovela”, diz.  Em “O Incrível Segredo da Mulher Macaco”, o cinema não aparece como uma referência direta textual ou pelo já costumeiro uso das projeções, mas na escolha da trilha sonora, dos cortes, da maquiagem, do figurino, da iluminação e das interpretações.
Para transpor o terror ou qualquer outro gênero cinematográfico para o palco, o diretor de 36 anos afirma que, é preciso utilizar “armas” teatrais, e não cinematográficas. “Cada arte tem suas ferramentas. É tolice levar o cinema do jeito que ele é para o palco, assim como é sempre sofrível ver um teatro filmado. Quando fazemos um espetáculo cinematográfico, precisamos ter em mente que ele é o convidado de honra, mas o dono da festa é o teatro”, explica.
As encenações de “O Incrível Segredo da Mulher Macaco” acontecem nos dias 3, 5 e 6 de julho, quinta-feira, às 20h; sábado, às 18h e 21h; e domingo, às 19h, com ingressos custando R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada). Mais informações: 2118-5111. A peça é recomendada para maiores de 14 anos.