quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Defesa Civil divulga orientações de segurança em vendavais e tornados

Com a ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos, como vendavais e tornados, a Defesa Civil de Curitiba reforça a importância de medidas preventivas e de segurança para reduzir riscos à vida e ao patrimônio. A adoção de cuidados antes, durante e depois desses fenômenos pode evitar acidentes graves e facilitar a recuperação das áreas atingidas.

Prevenção é fundamental - O chefe de Planejamento da Defesa Civil de Curitiba, Marcelo Adriano Alves dos Santos, alerta que os órgãos de segurança devem ser acionados para orientações e em casos de emergências. “Acione imediatamente a Defesa Civil ligando para o 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193”, orienta.

Além disso há diversas medidas a serem tomadas antes da ocorrência dos vendavais.

Revise a resistência de sua casa, com especial atenção ao madeiramento de apoio do telhado e a amarração das telhas e coberturas.

Mantenha bem fechadas as janelas, basculantes, portas de armários, evitando canalizações de ventos no interior de sua residência.

Feche persianas, cortinas, blecautes para, no caso de quebrar algum vidro de janela, os estilhaços não ferirem ninguém.

Retire objetos de varandas e janelas que possam ser arremessados pelo vento.

Desligue os aparelhos elétricos e feche o registro do gás de cozinha, evitando que ocorram acidentes com a eletricidade ou fogo.

Abaixe para o piso todos os objetos que possam cair de estantes e armários.

Mantenha as árvores dentro do seu terreno sadias e bem podadas, para diminuir o risco da queda de galhos.

O que fazer durante ventanias e tornados

Atitudes corretas durante as tempestades são fundamentais para que os eventos climáticos não causem tragédias

Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção;

Evite transitar nas proximidades de fiação elétrica;

Evite ficar próximo de estruturas como outdoors, andaimes e escadas.

Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Não se abrigue debaixo de árvores ou em frágeis coberturas metálicas.

Se houver queda de cabos de energia, mantenha distância e acione imediatamente os bombeiros 193, Defesa Civil 199 ou a Copel.

Em caso de tornado, a melhor proteção individual é constituída por abrigos subterrâneos, como um porão. Se a sua residência não tem porão, fique no corredor interno, deitado próximo ao chão (no piso mais inferior) e coloque-se debaixo de uma peça do mobiliário resistente ou de um colchão.

Se você for surpreendido por um tornado fora de casa, deite-se em uma vala ou depressão do terreno que se encontra fora de estrada, afastado de árvores, postes ou muros. Não tente fugir de um tornado de automóvel, saia imediatamente do veículo.

O que fazer após as tempestades

Mesmo com todas as medidas de prevenção, esses fortes ventos podem ser muito destrutivos e a colaboração do cidadão auxilia muito para a normalização dos serviços e a recuperação das áreas atingidas. Veja como sua atitude pode ajudar.

Colabore com a limpeza e recuperação da área onde se encontra, começando pela desobstrução das ruas e outras vias.

Ajude os vizinhos que foram atingidos; nestes momentos, a solidariedade é fundamental.

Evite o contato com cabos ou redes elétricas caídas.

Procure não utilizar serviços hospitalares e de comunicações, a não ser que necessite realmente. Deixe estes serviços para os casos de emergência.

Serviços de limpeza pública e retirada de galhos de árvores nas vias públicas poderão ser solicitados à Prefeitura Municipal de Curitiba via 156.

Procure o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo se necessitar de apoio com mantimentos, cobertores ou colchões.

CAIXA Cultural Curitiba celebra os 165 anos da Caixa com show inédito de Paulinho Moska

Em comemoração aos 165 anos da CAIXA, celebrado no dia 12 de janeiro, a CAIXA Cultural Curitiba recebe o cantor e compositor Paulinho Moska com o espetáculo “Os Violões Fênix do Museu Nacional”, hoje e amanhã (dias 13 e 14 de janeiro). Em um show carregado de simbolismo e emoção, Moska utiliza dois violões criados pelo luthier e bombeiro Davi Lopes, confeccionados a partir da madeira resgatada do incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em 2018.

Os instrumentos tornam-se metáfora da resiliência, da memória e da capacidade de reconstrução da cultura brasileira. A história por trás dos violões é apresentada ao público nos minutos iniciais do espetáculo, com trechos do documentário “Fênix: o Voo de Davi”, dirigido por Vinícius Dônola, João Rocha e Roberta Salomone, que tem a canção “Tudo Novo de Novo” como tema central.

Com esses instrumentos que renasceram das cinzas, Paulinho Moska revisita mais de três décadas de carreira solo. O repertório reúne sucessos marcantes como "A Seta e o Alvo", "Pensando em Você", "A Idade do Céu", "Lágrimas de Diamantes", "Último Dia" e "Muito Pouco", que ganham novas nuances e significados. O artista apresenta também uma canção do mestre Pixinguinha, "A Dor Traz o Presente", que ganhou letra escrita pelo próprio Moska.

SOBRE PAULINHO MOSKA - Com mais de 30 anos de carreira, Paulinho Moska é um dos nomes mais relevantes da música popular brasileira de sua geração. Cantor, compositor e multiartista, construiu uma obra marcada por letras poéticas e melodias sofisticadas, que ultrapassam fronteiras e dialogam com diferentes gerações. É autor de canções consagradas, além de ter suas músicas gravadas por artistas como Elba Ramalho, Gal Costa, Maria Bethânia, Marina Lima e Ney Matogrosso.

Ao longo da trajetória, realizou parcerias importantes, entre elas com Lenine e o argentino Fito Páez, com quem lançou o álbum “Locura Tota” (2015), indicado ao Grammy Latino. Moska também se destaca por sua atuação em outras linguagens artísticas, tendo apresentado o programa “Zoombido” (Canal Brasil) e criado a série documental “Tu Casa es Mi Casa” (HBO), dedicada à cultura latino-americana. Em constante reinvenção, o artista segue celebrando a música como espaço de memória, afeto e transformação.

Livre para todos os públicos, as apresentação de Paulinho Moska em ingressos custando R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada para cliente CAIXA e todos os casos previstos em lei); disponíveis presencialmente na bilheteria da CAIXA Cultural Curitiba(Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro), e em http://www.bilheteriadigital.com. Mais informações: (41) 3041-2155|  ou no site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Graziela Medori apresenta o show “Estrada Natural”

A cantora Graziela Medori chega pela primeira vez a Curitiba para duas apresentações do espetáculo "Estrada Natural" dentro do Circuito Off da Oficina de Música.  Os shows acontecem nesta quarta-feira (14), às 20h30, no Dizzy Café e na sexta-feira (16), às 20h30, no Ushuaia Piano Bar. O repertório percorre obras de Milton Nascimento, Ivan Lins, Djavan e Caetano Veloso, entre outros compositores fundamentais da MPB, e inclui uma homenagem especial ao Clube da Esquina, movimento que marcou profundamente a história da música brasileira. O espetáculo presta ainda tributo a Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald, referências essenciais na formação afetiva e artística da cantora.  

No palco Graziela Medori será acompanhada pelo pianista Alexandre Vianna, seu companheiro musical e de vida. A cantora conta que esse espetáculo é uma uma viagem afetiva pelas canções que embalaram sua infância, músicas que giravam na vitrola de sua mãe, a consagrada cantora Claudya, uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira nas décadas de 1970 e 1980. "Mais do que uma homenagem, acho que esse espetáculo é um reencontro entre passado e presente, entre herança e identidade, entre memória e criação. Eu vou apresentar ao público um pouquinho da minha história, da minha estrada, num formato intimista de voz e piano", adianta a cantora.

"Estrada Natural" revela um delicado encontro entre gerações, memórias e afetos. Ao lado de Alexandre Vianna, Graziela constrói uma narrativa musical que une emoção, refinamento e sensibilidade, transformando lembranças em presença viva no palco. Com arranjos que equilibram sutileza e força expressiva, o espetáculo celebra a continuidade de uma linhagem musical que segue pulsando da mãe à filha, da vitrola ao palco.

Os ingressos custam R$25,00 (alunos e professores da Oficina de Música tem 50%). Mais informações pelo whats 99629 0837 (Luciana Monteiro). Nas redes: @grazi.medori

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

SESC PR abre inscrições para seleção de contos infantis inéditos

A literatura infantil e a identidade paranaense estão em foco. Até o dia 10 de fevereiro, escritores paranaenses ou residentes no estado, com idade igual ou superior a 18 anos, podem se inscrever para a seleção de contos inéditos que, após curadoria, serão ilustrados e farão parte da 11ª edição da Coletânea Sesc de Contos Infantis - livro impresso que será lançado durante a 45ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro, em agosto deste ano. Desde a primeira edição da coletânea já foram publicados 100 contos e, com isso, o Sesc PR reafirma seu papel na promoção e acesso à literatura ao público infantil, propondo reflexão e proximidade com a cultura paranaense.

O edital – disponível AQUI – traz temática livre, desde que o Paraná seja cenário de onde a história se passa. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente por meio do formulário disponível no edital, mediante o envio do conto conforme as especificações descritas no documento.

Cada participante poderá inscrever apenas uma produção inédita e os autores contemplados nas duas últimas edições, em 2024 e 2025, da Coletânea Sesc de Contos Infantil não poderão participar desta seleção.

A proposta do Sesc com esta seleção é incentivar novos olhares sobre os diversos elementos que formam a cultura do estado nas suas mais diversas manifestações. Após o período de inscrição, os textos passarão pela análise de uma curadoria que selecionará dez deles.

Para obter mais informações entre em contato pelo telefone (44) 3265-2755 ou pelo e-mail eventos.culturais@sescpr.com.br. 

Como participar? Quer participar  mas está em dúvida sobre o formato, estrutura e elementos de um conto?  O Sesc PR preparou um roteiro para você se aventurar neste gênero literário. As inscrições estão abertas até o dia 10 de fevereiro. 

O que é um conto? O conto é um gênero literário que tem como característica principal ser uma narrativa curta, breve. Ele tem poucos personagens, mas sua estrutura precisa ter começo, meio e fim.

Os contos nasceram das narrativas orais, passadas de pais para filhos, da necessidade de contar, de ouvir histórias e de transmitir conhecimento.  

Quais são os elementos de um conto? Todos os contos precisam ter personagens, que podem ser objetos, pessoas, animais ou até mesmo seres imaginários. Nestas curtas histórias eles ganham vida e também consciência.

Essas histórias são contadas por um narrador, que pode também ser um personagem, um observador que não participa da história ou um narrador que sabe de tudo, inclusive o que os outros personagens estão pensando ou sentindo.

Como as narrativas necessitam ter começo, meio e fim, elas se passam em um período de tempo determinado, que pode ser no passado, presente ou em um futuro imaginado pelo autor.

Os contos precisam ocorrer em um espaço e uma das exigências da seleção de contos promovida pelo Sesc PR é que a narrativa se passe no estado do Paraná. Este local pode estar implícito ou explícito, fazendo uso de expressões regionais, citando cidades paranaenses, pontos turísticos do estado, lendas locais ou gentílicos.       

Quais os tipos de contos? Os contos também possuem diferentes tipos de textos, dependendo dos elementos que compõem a história. Estes textos podem ser de ficção científica, mágico, de fadas, fantásticos, infanto juvenil ou até mesmo de terror.

Independentemente dos personagens, do tempo, do espaço, do tipo ou do narrador que você escolher, tenha em mente que as histórias, sobretudo, são fonte de transmissão de conhecimento.

Hemepar registra baixa no estoque e convoca doadores dos tipos O- e O+

O início do ano costuma ser um período desafiador para os hemocentros, com a redução no número de doadores. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), faz um apelo à população para a doação de sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-). As doações são para as 23 unidades da Hemorrede Paranaense, fornecendo hemocomponentes a 384 hospitais.

Os estoques desses tipos sanguíneos estão baixos nas unidades do Estado, o que reforça a importância da participação dos paranaenses que possuem essa tipagem. A doação é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, reforça que, nesta época do ano, o número de doadores costuma cair em razão das férias e viagens. “Doar sangue é um gesto simples, seguro e solidário, capaz de salvar até quatro vidas. Orientamos que os doadores procurem a unidade do Hemepar mais próxima. Cada doação pode fazer toda a diferença”, destaca.

O Hemepar ressalta que, para maior conforto do doador, é importante agendar a doação com antecedência. O agendamento pode ser realizado online, por meio do site da Sesa.

DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia.  Desde o início do ano, já foram disponibilizadas 3.171 bolsas de sangue.

"O estoque adequado de todos os tipos sanguíneos é fundamental para o funcionamento das unidades hospitalares. Para garantir os estoques adequados dos tipos O + e O-, solicitamos o apoio da população para realizar a doação”, afirmou a chefia da Divisão Administrativa do Hemepar, Michele Zabrocki.

O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Assim, uma única bolsa pode ajudar a salvar até quatro vidas.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Caixa Cultural Curitiba apresenta “Pés, Bolas, Sons e Algo Mais”, da Orquestra Brasileira de Sapateado

A CAIXA Cultural Curitiba apresenta, de 23 a 26 de outubro, o espetáculo “Pés, Bolas, Sons e Algo Mais”, da Orquestra Brasileira de Sapateado (OBS). Com 35 anos de trajetória, o grupo revisita seus números mais emblemáticos, incorporando novas sonoridades, intérpretes e formatos cênicos. A proposta une tradição e inovação, com releituras e novas criações, reafirmando o papel da OBS como referência nacional na difusão do sapateado.

Único grupo com esse perfil no país, a Orquestra Brasileira de Sapateado construiu uma linguagem artística singular ao produzir mais de quinze espetáculos que integram sapateado, teatro, humor, música brasileira e recursos tecnológicos. Em sua nova montagem, preservam a característica da música ao vivo, reunindo em cena oito sapateadores e três músicos, como dois naipes de uma orquestra. Juntos, apresentam números que homenageiam o gênero, exploram sua evolução e propõem novas possibilidades estéticas.

 

DESTAQUES DO ROTEIRO - Durante o espetáculo, o repertório selecionado conta a história do sapateado, apresenta versões para sapato midi, assim como números que conectam o gênero às sonoridades infantis, ao esporte e outros ritmos populares brasileiros, à exemplo do funk e gafieira, contemplando ainda um olhar para o futuro do sapateado.

“Tap Dance” é uma homenagem ao sapateado, reverenciando suas principais figuras. Ao longo de 12 minutos frenéticos, 8 sapateadores cantam e dançam mostrando a evolução da linguagem do tap ao longo das décadas.                                                                    

“Concerto para Tap”, na versão de sapato midi, é de fato uma peça de concerto onde o solista é um sapateador, acompanhado por uma orquestra de músicos e sapateadores.                                                                                                                              ​​​

“Tap Toys” é número descontraído que remete à infância, onde músicos e sapateadores brincam de fazer sons com seus pés, utilizando brinquedos e instrumentos infantis.

“Pés e Bolas” é uma ode a esse objeto circular, demonstrando que o diálogo do sapateado com a bola foi um experimento exitoso, gerando uma movimentação cênica original.                                                                                                                              

“The Jazz”, um turbilhão de ritmo e energia. Sapateado explosivo dá vida ao espírito vibrante do jazz, em um número pulsante, que celebra liberdade e movimento. Uma atmosfera que cria um diálogo intenso entre som e corpo.                                                          ​​

“Musical Americano” é um duo musical, onde um par de sapatos é tocado com as mãos por um percussionista como se fosse um instrumento.                                                       ​​

​“Gafieira” é um número que conta com todo o elenco e alia o sapateado à dança de salão, proporcionando ao público um espaço tão musical e brasileiro.                                      

​“Dublagem”, quando um sapateador e um baterista exploram as possibilidades sonoras e expressivas do instrumento e do ato de dublar. Um intérprete dubla o som produzido pelo outro, simulando também os movimentos característicos.

“Passinho”, com movimentos rápidos e coordenados, mostra a evolução desse estilo popular das comunidades e suas variações.                                                                                                                                        

“Funk”, em um número essencialmente carioca, a narrativa remete a um confronto no estilo West Side Story, adaptado para a realidade da zona norte do Rio de Janeiro.                     ​​

​”Step-okê”, um dos maiores sucessos do grupo, a apresentação é uma homenagem aos grandes intérpretes e momentos marcantes da história do sapateado. Enquanto um karaokê desafia os cantores, o step-okê desafia os sapateadores criando cenas inesquecíveis.

​​“Black-out” apresenta uma minicanção em uma pequena cena de passagem, para destacar a capacidade e a importância deste recurso na elaboração de um roteiro.                               

 “Tapnologia” encerra o espetáculo em um número que vislumbra o futuro do sapateado, ressaltando as possibilidades de evolução do gênero, especialmente quando aliado à tecnologia.

A CAIXA Cultural Curitiba está situada na Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro. As apresentações acontecem nos dias 23 e 24, às 20h; dia 25, às 17 e 20h; e dia 26, às 17h. Os ingressos custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia, para clientes CAIXA e casos previstos em lei).

 

Oficina Por Dentro da Orquestra Brasileira de Sapateado: Maracatu - Integrando a programação, os interessados no gênero podem participar da oficina “Por Dentro da OBS: Maracatu”, prevista para o dia 26 de outubro e voltada para iniciantes básicos no sapateado, com idade a partir de 14 anos.

A oficina, ministrada por Sarah Santos e Maria Luiza Cavalcanti, propõe uma vivência de canto e sapateado em um número essencialmente brasileiro inspirado no Maracatu – ritmo afro-brasileiro de Pernambuco. A oficina é gratuita, com vagas limitadas a 30 participantes, mediante inscrição pelo site da CAIXA Cultural Curitiba.

Mais informações: https://www.caixacultural.gov.br/Paginas/Curitiba.aspx

"Maria em Busca de Hovy": Guaíra recebe peça infantil que celebra cultura paranaense

O azul das gralhas, o verde das araucárias e outras belezas do Paraná ganham vida no palco em “Maria em Busca de Hovy”. A montagem combina dança contemporânea, teatro de bonecos e projeções visuais para recriar o imaginário do estado com poesia e emoção. Com direção de Eunice Oliveira e trilha original de Andrea Oliveira, o espetáculo estreia no dia 23 de outubro (quinta-feira), às 19h30, no Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha). A entrada é gratuita mediante reserva pelo Sympla.

A obra propõe uma jornada poética pelo território paranaense inspirada na lenda da Gralha Azul, ave encarregada de semear a araucária, árvore símbolo do Estado. A história acompanha Maria, uma menina curiosa e corajosa que sai em busca do pássaro Hovy, palavra que significa "azul" em guarani, e embarca em uma travessia pelas paisagens e encantos do Paraná.

Em cena, a protagonista percorre do Litoral às Cataratas do Iguaçu, passando pela Capital, por Vila Velha e pelo Cânion do Guartelá, contracenando com bonecos que representam animais locais, como a capivara, o tatu e o mico-leão-de-cara-preta, além de projeções criadas a partir das ilustrações do artista Márcio Arcoverde, que completam o universo visual do espetáculo. O resultado é uma narrativa sensorial que une arte, território e infância em um mesmo gesto de encantamento.

Ao transformar o palco em um espaço de descoberta e pertencimento, "Maria em Busca de Hovy" amplia o olhar sobre a infância e a identidade paranaense. "Queremos que as crianças se reconheçam nesse território e percebam que sua própria terra é feita de histórias, cores e vozes que merecem ser ouvidas", afirma Simone Bönisch, coordenadora do projeto.

A concepção de "Maria em busca de Hovy" dialoga diretamente com a trajetória de sua idealizadora, Eunice Oliveira, mestre e doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Há mais de uma década, a coreógrafa busca compreender as relações entre infância, arte e movimento, desenvolvendo obras que tratam o público infantil como sujeito estético e cidadão em formação. Seu trabalho parte da ideia de que a arte é um direito e uma experiência transformadora, capaz de impulsionar o desenvolvimento social, cognitivo, emocional e cultural.

 

NOVAS EXPERIÊNCIAS – Ainda em outubro, a produção realiza apresentações exclusivas para alunos da rede pública de ensino. Todas as sessões contam com medidas de acessibilidade comunicacional, como tradução para Libras, audiodescrição e abafadores de ruídos.

Após a temporada no Guairinha, Maria em busca de Hovy retorna aos palcos nos dias 29 e 30 de novembro (sábado e domingo), no Teatro José Maria Santos, com sessões gratuitas abertas ao público às 16h e às 18h. E em dezembro, o projeto ganha o ambiente digital, com duas exibições do registro completo do espetáculo no canal da @bpcproducoes no YouTube, incluindo uma versão com recursos de acessibilidade ampliados.