quarta-feira, 25 de maio de 2016

Visita guiada de exposição conta a história de bares e restaurantes tradicionais de Curitiba

Em cartaz desde dezembro na Casa Romário Martins, a exposição “Entre mesas e balcões: restaurantes e bares de Curitiba nas décadas de 1950 e 1960” recebe nesta sexta-feira (27), às 10h, visita guiada com a participação da curadora da mostra. Andando com os visitantes, a socióloga e doutora em História, Maria Do Carmo Marcondes Brandão Rolim, contará a história da pesquisa que originou a exposição bem como curiosidades sobre o tema. O projeto de montagem da exposição a partir da pesquisa acadêmica foi viabilizado pelo Fundo Municipal da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural.
Trazer à tona a memória curitibana dos restaurantes e bares é um convite a sentar novamente em suas mesas e balcões, e saborear suas histórias. Registros fotográficos, notícias de jornais da época, acervos pessoais de proprietários e frequentadores fazem parte do acervo que poderá ser visto até 29 de junho de 2016.
Tendo como ponto de partida a tese de doutorado em História de Maria do Carmo Marcondes Brandão Rolim, Gosto, Prazer e Sociabilidade: bares e restaurantes de Curitiba, orientada pelo professor Dr. Carlos Roberto Antunes dos Santos, o que se vê na exposição é a história dos estabelecimentos mais prestigiados no período das décadas de 1950 a 1960, identificando as especialidades da casa, cardápios, pratos preferidos pela clientela, ingredientes e condimentos utilizados no preparo das comidas, receitas concebidas, louçaria, ambiente e características do espaço físico.
Entre os lugares pesquisados estão o Bar Palácio, o Restaurante Duque de Caxias, Restaurante Rio Branco, Ile de France, Bar Stuart, Churrascaria Cruzeiro, Bar Triângulo, Bar Mignon, Caça e Pesca, Bar Palácio, Bar Paraná, Restaurante Embaixador, Restaurante Zacarias, Restaurante Gruta Azul, Cascatinha, Iguaçu, Madalosso, Buraco do Tatu, Cinelândia da Ermelino, Cinelândia da Barão, Lá no Pasquale, Bar Cometa, Confeitaria Iguaçu, Vagão do Armistício, Restaurante Colibri, entre outros.

Seminário Internacional de Patrimônio Alimental e Cultural - Como parte do projeto de divulgação da pesquisa que deu origem a exposição, a curadora Maria Do Carmo Marcondes Brandão Rolim, participa com a visita guiada da programação do Seminário Internacional de Patrimônio Alimentar e Cultural que ocorrerá nos dias 30 e 31 de maio na PUCPR, no auditório Thomas Morus (bloco amarelo, 2º andar). A visita guiada acontece no dia 31, às 14 horas, na Casa Romário Martins.

A exposição “Entre mesas e balcões: restaurantes e bares de Curitiba nas décadas de 1950 e 1960” fica aberta à visitação até dia 29 de junho de 2016, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 14h, com entrada franca.

Sábado é dia do Festival Estação Pedreira

Curitiba será palco para a segunda edição de um dos maiores festivais de música do sul do país, o Estação Pedreira, uma grande celebração musical que será realizada neste sábado (28), no Parque das Pedreiras (Rua João Gava, s/n), que contempla a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame. Com realização da Like Entretenimento, o festival vai reunir mais de 40 diferentes atrações nacionais, internacionais e locais, com um cardápio musical composto por diversos estilos, que vai do rock passa pelo pop, hip-hop, reggae e alternativo, dá espaço à nova MPB e à música eletrônica. Tudo isso, distribuído em, nada menos que, quatro palcos da megaestrutura que será montada no complexo do Parque das Pedreiras. O evento celebra a mistura de sons e culturas, abraçando diferentes matizes da música. Mas as atrações vão muito além da música: o espaço também irá abrigar um verdadeiro parque de diversões, com direito a drink nas alturas, tirolesa, giro máximo, queda-livre e Sky line. A abertura dos portões será às 13h com apresentação do dj Terribas na Pista Eletrônica Dance Paradise.
O festival reúne um elenco composto por ídolos de diferentes gerações, ritmos e estilos. No palco principal da Pedreira Paulo Leminski estão escalados: a paranaense Namastê, Cidade Verde Sounds, For Fun (foto), Ponto de Equilíbrio, o grupo de rap Oriente, Detonautas, Armandinho e MarceloD2. Além disso, terá um “Tributo ao Charlie Brown Jr”, onde os artistas do evento serão convidados a participar de uma jam session em homenagem a uma das principais bandas de rock nacional dos últimos tempos, que terá a frente o grupo Test Drive. Nos intervalos das apresentações, a discotecagem fica por conta do dj norte-americano Whoo Kid, que toca com o rapper 50 Cent.
Na Ópera de Arame, o palco estará voltado para o encontro inédito de bandas paranaenses com artistas de outros Estados. A abertura fica por conta do quinteto paulistano Maneva. Foram escalados para dividirem o mesmo palco ainda, 3030, Scracho, Haullys com participação de Zeider (vocalista do Planta & Raiz) e Marceleza (vocalista do Maskavo); Makai com participação do gaúcho Rafael Machado (Chimarruts) e Vitor Kley; Lou Dog, Felipe Harp, Edu Ribeiro e Macucos prometem um encontro inédito; Outra jam session que promete fazer barulho será formada pela curitibana Damatz, Ari, do Cone Crew, São Nunca e Costa Gold. Para fechar o encontro no palco da Ópera, os paranaenses do Locomotiva Duben, dividem palco com a inglesa Jesuton e a curitibana Raíssa Fayet.
O palco Mundo Livre será dedicado às bandas locais. Estão escaladas: NizioJr & Alquymystics, Cabes MC, Monreal, Cadillac Dinossauros, Confraria da Costa, Colorphonic e Braveheart. Já no palco Eletrônico, intitulado de “Dance Paradise”, estão entre os confirmados, o dj israelense Skazi e o duo carioca de DJs e produtores musicais Felguk, formado por Felipe Lozinsky e Gustavo Rozenthal.

CRONOGRAMA DAS APRESENTAÇÕES (horários sujeitos a alterações)

PALCO PRINCIPAL
Namastê / Cidade Verde – 15h às 15h40
Four Fun – 16h às 16h50
Test Drive “Tributo ao Charlie Brown” – 17h10 às 17h50
Ponto de Equilíbrio – 18h às 19h
Detonautas – 19h20 às 20h20
Oriente – 20h30 às 21h20
Armandinho – 21h40 às 23h
Marcelo D2 – 23h30 às 1h

PALCO ÓPERA DE ARAME
Maneva – 14h.
Makai, Rafael Machado (Chimarruts) e Vitor Kley – 15h15
Haullys, Zeider (vocalista Planta & Raiz) e Marceleza (vocalista do Maskavo) – 16h25
Damatz, Ari (Cone Crew), São Nunca e Costa Gold – 17h35
Lou Dog, Felipe Harp, Edu Ribeiro e Macucos – 18h50
Locomotiva Duben, Jesuton e Raíssa Fayet – 20h
Scracho – 21h20
3030 – 22h40

PALCO ROCK STREET/MUNDO LIVRE
NizioJr & Alquymystics – 14h
Colorphonic – 14h55
Cabes MC – 15h50
Braveheart – 16h45
Monreal – 17h40
Confraria da Costa – 18h30
Cadillac Dinossauros – 19h20

PISTA ELETRÔNICA/DANCE PARADISE
Dj Terribas – 13h
Lucky T. - 15h
Bag2Gab - 17h
Villa Nova – 18h30
Felguk (Felipe Lozinsky e Gustavo Rozenthal) – 20h
Edu Lima & Maykon Santolli – 21h
Skazi – 22h
Dj Maia – 23h

Os ingressos estão disponíveis e os valores variam de R$ 70,00 (meia) a R$ 310,00 (inteira), de acordo com o setor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br. Para o transporte: www.pedreirabus.com.br. As passagens são vendidas apenas de forma antecipada até às 12h no dia do evento. Não haverá venda no local do embarque. Além do Pedreira Bus, o único acesso ao local é com táxi.

Marcos & Belutti fazem show intimista neste sábado no Teatro Positivo

Com seis anos de muito sucesso, a dupla Marcos & Belutti chega a Curitiba nesta semana para se apresentar pela primeira em um teatro. Com realização da Prime, eles fazem única apresentação no sábado (28), no palco do Teatro Positivo, às 21h15. Na bagagem, eles trazem um repertório baseado no novo CD/DVD “Acústico Tão Feliz”, que possui uma atmosfera muito mais intimista e romântica. Antes, os paranaenses do Trio Harém estão escalados para fazer o pocket-show de abertura, uma iniciativa do Projeto Prime Cultural de valorização da arte local.
Após terem se consagrado como uma das duplas sertanejas de maior destaque do cenário musical com o hit “Domingo de Manhã”, Marcos & Belutti reúnem multidões por onde passam. Neste show da turnê “Tão Feliz”, o público vai poder conferir de perto esse projeto mais intimista, onde os cantores optaram por seguir a linha acústica do trabalho anterior, e fazem do cenário do palco, um espetáculo à parte.
No show a ser apresentado, os sertanejos esperam agradar os fãs com o novo trabalho que traz canções inéditas como “Romântico Anônimo”, atual música de trabalho e que promete ser o novo hit da dupla, e a canção título “Tão Feliz”, além do hit “Aquele 1%” (Wesley Safadão), da canção “Mar de Lágrimas” (Roupa Nova) e as já conhecidas do público como “Então Foge”, “Irracional”, “I Love You” e, claro, o sucesso “Domingo de Manhã”.
A dupla já soma quatro DVDs, seis CDs, uma indicação ao Grammy Latino e faz em média 20 shows por mês. Todas essas conquistas, além do constante aplauso do público, são apenas combustíveis para a dupla sempre mostrar toda sua energia no show.

Mais sobre o Trio Harém - O Trio Harém surgiu a partir da união de três amigos de Campo Largo que se reuniam para tocar músicas sertanejas em formato acústico em bares da região. Formado pelos músicos Jhonny Mello (vocal e violão), Josney Gritten (vocal e baixo) e Cristiano José Paulena (gaita/bateria), o trio é acompanhado ainda por Jean Cordeiro (violão) e Sidney de Andrade (guitarra).
O nome foi criado para homenagear a beleza das mulheres presentes nos shows. O cantor Jhonny Mello, tinha carreira solo com cd próprio, o baixista Josney acompanhou várias duplas sertanejas juntamente com o gaiteiro Kiko. A denominação Trio Harém conta com aproximadamente três anos, porém os músicos já tocam juntos há mais de dez anos. O grupo é influenciado por  Marcos & Belutti, Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba, Henrique & Juliano, Michel Teló, entre outros. Atualmente o Trio Harém está trabalhando para gravar seu primeiro disco.

Projeto Prime Cultural - Com total pioneirismo, a iniciativa tem a proposta de valorizar os artistas locais e regionais com trabalhos autorais e produções próprias. Assim, a produtora curitibana Prime lança seu Projeto Prime Cultural, uma oportunidade aos grupos locais de mostrarem o calor paranaense que se encontra na arte.
O projeto é uma iniciativa inédita no cenário artístico e exclusiva da Prime, sem fins lucrativos, com o intuito de divulgar e gerar a movimentação artística e dinâmica da cena paranaense. No início será focada a música, mas no futuro outras formas de arte e cultura serão incluídas. O Projeto Prime Cultural visa dar oportunidade única para os artistas mostrarem seu potencial criativo a grandes plateias.
Além de toda a divulgação do artista no evento, seu diferencial é oferecer também boa estrutura de palco, equipamentos de som, luz, backstage e, claro, a presença significativa de público. Para isso, os shows/espetáculos que a Prime vier a realizar no Paraná deverá ter a participação de um artista local. As bandas serão selecionadas conforme a produção e a atuação delas. Cabe ao projeto então reuni-las, viabilizar os shows e realizar a divulgação do evento. “As bandas que participarem do Projeto Prime Cultural terão a mesma atenção que os artistas de renome nacional com os quais dividirão o palco”, afirma Mac Lóvio Solek, idealizador do projeto e diretor da Prime. “Aproveitando o prestígio dos artistas nacionais que se apresentam em Curitiba e em outras cidades do Paraná e Santa Catarina pela Prime, vamos proporcionar aos artistas locais/regionais uma boa formação de plateia para conhecer e divulgar seus projetos. Além disso, o público poderá vivenciar a diversidade cultural popular do Paraná”, completa.
Neste primeiro momento, a produtora está convidando projetos já conhecidos, com referência e que fazem parte da cena local. Os artistas interessados em se apresentar pelo Projeto Prime Cultural podem encaminhar seu material de trabalho e currículo para o e-mail projetoprimecultural@maisumadaprime.com.br. O material deverá conter um breve release da banda, vídeos, músicas autorais, fotos, set list e logomarca do artista/grupo. Os trabalhos serão escolhidos por meio de carta convite e de acordo com a afinidade musical com o público do artista principal. Será avaliada a apresentação do trabalho e comprometimento do grupo.
As apresentações de abertura do show principal serão em formato de pocket-show e deverão conter músicas autorais e alguns covers. A duração será de até 40 minutos.
“O Projeto Prime Cultural é, sem dúvida, o primeiro projeto que vai fazer uma ponte direta entre as bandas locais passando a ter acesso com os artistas nacionais e, na medida do possível, vamos tentar promover uma interação cada vez maior”, finaliza o diretor da produtora curitibana.

A apresentação de Marcos & Belutti é livre para todas as idades e os ingressos estão disponíveis e variam de R$ 101,00 (meia) a R$336,00 (inteira), já incluída a taxa administrativa, de acordo com o setor. Mais informações: 3315-0808 / 3317-3283 / www.maisumadaprime.com.br ou www.diskingressos.com.br.

Nesta quarta, Wesley Safadão faz show na Pedreira Paulo Leminski

Um dos maiores fenômenos da música da atualidade, Wesley Safadão desembarca em Curitiba pela primeira vez nesta quarta-feira (25), na Pedreira Paulo Leminski. O cantor tem feito tanto sucesso que o público estimado é de 20 mil pessoas. E não são só os curitibanos que estão ansiosos por esse encontro. “Essa é a primeira vez na cidade e terceira vez no Estado. Tudo muito novo. Tenho sido recebido com muito carinho em todos os lugares que fui pela primeira vez, espero que em Curitiba não seja diferente”, disse Safadão.
O cantor disse ainda que espera fazer o público de Curitiba curtir bastante o show, do começo ao fim. Para a apresentação na capital, Safadão preparou um repertório bem variado, que faz parte da turnê do DVD “Wesley Safadão - Ao Vivo em Brasília”. “Procuro fazer um show bem diversificado. Músicas dançantes, românticas, de sofrência. Além das músicas lançadas recentemente, trago também alguns sucessos que tocávamos antes”, revelou.
A famosa “Camarote”, que já teve mais de 100 milhões visualizações no YouTube, é a música mais esperada. Para Safadão, que começou à frente da banda Garota Safada, em 2007, e estourou na carreira solo há um ano, tudo que vem acontecendo é impressionante. “Não esperava essa repercussão toda. Graças a Deus, a música (“Camarote”) nos rendeu bons frutos, abriu muitas portas e estamos conseguindo mostrar nosso trabalho em todo o Brasil”.
Os ingressos para o show, com abertura da dupla Jean & Júlio (com previsão de começar às 21h), ainda estão disponíveis e podem ser comprados pelo www.diskingressos.com.br. Os valores variam de R$ 80,00 a R$ 1.100,00 (inteira), de acordo pelo setor. Para quem quiser ir de ônibus, o site também disponibiliza venda de passagem a partir de R$ 25,00 do Pedreira Bus, com saída da Praça Oswaldo Cruz, algumas horas antes do show. Mais informações: 3315-0808.


Tiê chega a Curitiba para quatro shows na Caixa Cultural

A Caixa Cultural Curitiba apresenta o show da cantora e compositora paulista Tiê. De 26 a 29 de maio, a artista vem à capital paranaense para mostrar ao vivo o repertório do seu mais recente álbum, “Esmeraldas”, além de outros sucessos da carreira.
“Esmeraldas” é o terceiro disco da cantora e veio após um período de bloqueio criativo. Depois de dois álbuns bem recebidos por público e crítica, Tiê resolveu procurar conselhos para encontrar novamente o caminho de suas composições. Foi atrás de ninguém menos que David Byrne, músico norte-americano ex-vocalista da banda Talking Heads.
Em 2013, os dois se encontraram em Nova York para um bate-papo. Depois de explicar a ele o que estava acontecendo, recebeu do músico duas ideias de músicas. Uma delas, “All Around You”, acabou entrando no disco, com a participação do próprio Byrne nos vocais.
De volta ao Brasil, outra inspiração que a ajudou a compor foi uma viagem a Minas Gerais, que deslanchou o processo criativo de Tiê e a auxiliou a fechar o repertório para o novo trabalho. Outra participação especial de peso no disco é a de Guilherme Arantes, responsável pelo piano na faixa “Máquina de Lavar”.
O álbum contou com dois produtores: André Cintra, ligado à música pop; e o norte-americano Jesse Harris, entusiasta do jazz e ganhador de um Grammy pela canção “Don’t Know Why”, interpretada por Norah Jones.
Recentemente, a faixa “A Noite” fez grande sucesso em todo o Brasil. A música foi tema da novela “I Love Paraisópolis” e seu clipe já foi visto mais de 24 milhões de vezes no Youtube. A composição é uma versão de Tiê para a música italiana “La Notte”, de Giuseppe Anastasi.

Livres para todas as idades, as apresentações de Tiê acontecem de quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h e os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.

“Pixinguinha na Praça” do CMPB ao som da Orquestra À Base de Sopro

A Orquestra À Base de Sopro lança neste sábado (28), uma nova atração no Conservatório de MPB de Curitiba, o “Pixinguinha na Praça”. O projeto pretende ao longo do ano homenagear o artista apresentando os principais sucessos do músico com diferentes arranjos. A entrada é franca e acontece na Praça Jacob do Bandolim, mensalmente nas manhãs de sábado a partir do meio-dia.
O maestro Sérgio Albach conta que após as apresentações na Corrente Cultural e no Dia Nacional do Choro o repertório foi muito bem recebido pelo público. "Sentimos a necessidade de mantê-lo na programação da Orquestra, tanto para a divulgação deste trabalho como para que os músicos estejam em contato com as raízes da orquestra popular brasileira”, disse Albach.
Na apresentação de estreia serão executadas 13 obras entre Choros, Maxixes, Polcas, Valsas entre outros gêneros que foram a base da formação da música popular.
Segundo o maestro Sérgio Albach a ideia é que mais músicos participem das apresentações em um intercâmbio com os músicos da Orquestra.

Sobre a Orquestra - Mantida pelo ICAC e considerada um dos principais grupos de música instrumental brasileira, a Orquestra À Base de Sopro foi fundada em 1998 pelo regente Roberto Gnatalli. Com aproximadamente 17 anos de existência, tem em seu currículo seis lamentos fonográficos e mais de 20 artistas convidados, dentre eles: Nelson Ayres, Joyce Moreno, Vocal Brasileirão, Toninho Ferragutti, Vittor Santos, Itiberê Zwarg, Nailor Proveta, Roberto Sion, Mauro Senise, Laércio de Freitas, Emílio Santiago, entre outros, além de um repertório de Gafieira com a cantora Roseane Santos. Atualmente com 18 integrantes, a Orquestra realiza anualmente cerca de 16 apresentações. 

Show “No Samba” se despede de Curitiba com apresentações no Paiol

Após temporada de sucesso em 2015, no Teatro José Maria Santos e na Oficina de Música, em janeiro deste ano, o show “No Samba” se despede de Curitiba com últimas apresentações no Teatro Paiol. Quem ainda não viu ou quer ver de novo terá nova chance nos dias 27, 28 (sexta e sábado, às 20h) e 29 de maio (domingo, às 19h).
Entre os anos de 1930 a 1945 a música brasileira viveu um período de apogeu. O desenvolvimento da indústria elétrica e da indústria fonográfica proporcionaram um impulso à expansão do primeiro veículo de comunicação de massa, o rádio. O panorama musical destes 15 anos, que ficaram conhecidos como a Era de Ouro, caracteriza-se, principalmente, pelo surgimento e reconhecimento de compositores regionais responsáveis pela criação de uma identidade musical nacional, pela complexidade e sofisticação dos arranjos, pela ascensão do samba e da marchinha como os estilos mais populares, além da intensa e ampla interação entre compositores, instrumentistas e cantores da época. O rádio era o principal veículo de divulgação da música e impulsionou a carreira de muitos artistas. Os discos de vinil foram se tornando cada vez mais acessíveis.
Tal fase da música brasileira, marcada por sucessos atemporais, como “Morena Boca de Ouro”, “Nega do Cabelo Duro”, “Touradas em Madri”, entre tantas outras canções, que até hoje são referências da nossa música, inspirou o cantor e ator Marcio Juliano para criar o show “No Samba”.
O show destaca o repertório de sambistas consagrados, como Ary Barroso, Noel Rosa, Dorival Caymmi, Assis Valente e Braguinha, mas não reproduz a estética, nem a sonoridade dos intérpretes da época. Trata-se de uma releitura que promove o diálogo entre o samba e outros gêneros musicais.  O talentoso músico curitibano Gabriel Schwartz além de tocar flauta, clarinete e saxofone é quem assina a direção musical. O idealizador, Marcio Juliano (voz e direção), que também estava à frente do aclamado show Noël, agora divide o palco com uma turma de virtuoses: Daniel Migliavacca (bandolim, violão tenor e cavaquinho), Lucas Melo (violão de sete cordas), Luiz Rolim (percussão).  A codireção artística e iluminação é de Nadja Naira, da Companhia Brasileira de Teatro; o cenário de Fernando Marés; o figurino de Áldice Lopes e a produção audiovisual de João Marcelo Gomes, grandes e antigos colaboradores da Cia Ilimitada, realizadora do projeto.
“O conteúdo das letras foi o principal critério de seleção do repertório, não foi fácil diante de tamanha e vasta produção, mas escolhi ao todo 15 músicas. Embora também sejam interessantes e muito ricas musicalmente, não me deixei levar só pela melodia, mas sim pela narrativa". “Eu Quero um Samba” (Janet de Almeida e Haroldo Barbosa), “Alegria” (Assis Valente e Durval Maia) e “Com Que Roupa?” (Noel Rosa) são algumas das escolhidas. “No Samba”, também inclui outros estilos musicais que na época faziam sucesso no Brasil, “Judiaria”, uma guarânia composta por Lupicínio Rodrigues, “Sarambá”, composição com letra em francês e a cubana “Quizás, Quizás, Quizás”, somam no roteiro.
“Nosso interesse não é preservar a estética tradicional do samba, com todo o respeito que o gênero merece, misturamos, recortamos e colamos sonoridades distintas neste show que acabou ganhando uma pegada com influências variadas da música moderna, sem preconceitos”, revela Schwartz. “Trata-se de um show inusitado, cuja linguagem vem sendo desenvolvida em trabalhos anteriores como “Noël - Show” em homenagem a Noel Rosa, que esteve na Oficina em 2015. Com preocupação cênica e de roteiro, não é só um show de música, mas também não é um musical, tecnicamente seria um show cênico musical, mas ainda não há um termo para definir este estilo de apresentação”, complementa.
A participação virtual de um trio vocal feminino composto por Katia Drumond, Fátima Castilho e Roseane Santos e projeções mapeadas de vídeos em algumas músicas dão uma ideia do que esperar do trabalho que oferece não só entretenimento, mas abre espaço para protestar usando o samba como ferramenta e, sendo assim, vale até fusões mais radicais como samba e rap. “O público vai ver um show multidisciplinar, divertido, com interpretação bem-humorada e músicas muito bem escolhidas, compondo um repertório representativo desta rica fase da música popular”, adianta Schwartz.

Este projeto foi incentivado pela Caixa Cultural por meio da Lei de Incentivo à Cultura e tem ingressos custando R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia).