quinta-feira, 8 de junho de 2017

Octetos russos são tema de concerto do Ensemble de Cordas

Com formação exclusiva, o Ensemble de Cordas da Orquestra de Câmara de Curitiba realiza no próximo sábado (10), às 18h30, concerto único sob o som de violinos, violas e violoncelos e direção musical do spalla Winston Ramalho. A apresentação na Capela Santa Maria reúne octetos dos compositores russos Reinhold Glière (1875-1956) e Dmitry Schostakovich (1906-1975). Os ingressos são gratuitos para todos os ensembles da temporada 2017.
A execução do “Octeto para Cordas em Ré Maior, Op. 5”, de Reinhold Glière, abre o concerto. A obra data de 1900 e foi dedicada a Jan Hrimaly, professor de violino de Glière no Conservatório de Moscou. O Octeto obteve bastante sucesso na sua estreia, e desde então tem sido reconhecido como um dos melhores octetos já escritos.
De Dmitry Schostakovich será apresentada a obra “Duas Peças para Octeto de Cordas, Op. 11”, com subtítulo “Prelude e Scherzo”. Sobre a composição, Shostakovich haveria dito que era um sinal de que ele estava "se tornando mais modernista".

Winston Ramalho - O diretor musical Winston Ramalho comanda ainda na próxima semana, de 11 a 17 de junho, o I FestpieleBrazil, um encontro que propõe sete dias de vivência com a finalidade de aprimorar técnica e artisticamente violinistas da nova geração, resgatando a tradição e o papel da capital paranaense como referência de música de cordas no País.
Os alunos, com o professor, se apresentam no dia 17, às 19h, concluindo o trabalho realizado na semana, na Capela Santa Maria.

Os Bambas de Sampa e Riachão celebram o samba na Caixa Cultural

A Caixa Cultural Curitiba apresenta, de 9 a 11 de junho, o espetáculo “Riachão – 95 Anos de Samba, espetáculo que traz a Curitiba um dos sambistas da velha guarda mais reconhecidos do país, acompanhado do grupo Os Bambas de Sampa. Riachão é considerado a lenda viva do samba da Bahia. Sempre se apresentando de gorro e sapatos brancos, paletó e toalha em volta do pescoço, o artista traz a Curitiba o mesmo vigor e a alegria que o consagraram.
O baiano de Salvador, que foi alfaiate, é considerado um dos mais importantes sambistas da Bahia e do Brasil, ao lado de Nelson Sargento e Dona Ivone Lara. Suas canções foram gravadas por artistas como Jackson do Pandeiro, Jamelão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Cássia Eller, Zélia Duncan, dentre outros.
Começou a se apresentar na década de 1930, aos 9 anos. Entre os seus sambas estão "Retrato da Bahia", "Bochechuda" e "Papuda", canções que lhe renderam o Troféu Gonzaga. Sempre teve uma maneira peculiar de compor - transformava fatos relevantes em crônicas ao ritmo do samba numa linguagem direta e de alcance popular. Nos anos 1940, já conhecido nas rodas de samba, estreou na Rádio Sociedade da Bahia. Ganhou o título de "cronista musical da cidade". Em 1972, Caetano Veloso e Gilberto Gil gravaram “Cada Macaco no Seu Galho”, de autoria de Riachão.
O sambista conta que foi lendo uma revista que resolveu deixar o ofício de alfaiate e se dedicar integralmente à música, quando se deparou com a frase "se o Rio não escrever, a Bahia não canta". Respondeu à altura: aos 95 anos, o artista contabiliza mais de 500 composições. Além de sambas, Riachão compõe marchas, modas e toadas. Em 2015 recebeu uma homenagem da sua terra natal, que batizou um dos circuitos do carnaval de Circuito Riachão.

Os Bambas - No palco, Riachão estará acompanhado do grupo Os Bambas de Sampa, que reúne sambistas de diversos conjuntos paulistanos, sob a direção musical de Paulinho Timor, percursionista, compositor e integrante de grupos como Inimigos do Batente, Gafeira São Paulo, Picafumo. Os músicos formaram o grupo em 2013 para desenvolver um projeto de pesquisa sobre a obra de Riachão, denominado “Valeu Riachão”, em agradecimento à contribuição do sambista à Musica Popular Brasileira.
O grupo busca resgatar e preservar a cultura popular. Os integrantes já acompanharam artistas como Elza Soares, Paulinho da Viola, Monarco, Paulo Moura, Wilson Moreira, entre outros.

Indicadas para maiores de 12 anos, as as apresentações de “Riachão - 95 Anos de Samba” acontecem sexta-feira e sábado, às 20h; domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.

Cineclubes apresentam produções da Espanha e França na Cinemateca

A Cinemateca de Curitiba tem sua sala reservada nesta semana para as sessões de cineclube promovidas pelo Centro Cultural da Espanha e pela Aliança Francesa. A entrada é gratuita.
Na sexta-feira (9/6), às 19h, será exibido o filme espanhol "Pecados Antigos, Longas Sombras" (foto) – uma produção premiada, vencedora em 2015 de 10 prêmios Goya incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Interpretação Masculina e Melhor Atriz Revelação.
No sábado (10/6), às 16h, estará em cartaz o filme francês "O Demônio da Argélia".

FILMES

PECADOS ANTIGOS, LONGAS SOMBRAS (La Isla Mínima, 2015, de Alberto Rodríguez, com Raúl Arévalo, Javier Gutiérrez e Nerea Barros)
Em um pequeno povoado, que parece ter ficado no passado, duas adolescentes desaparecem durante uma festa. Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo) são dois policiais de Madri enviados para a investigação. Diferentes ideologicamente, eles precisam superar tais desavenças durante o trabalho de resolução do caso.
Classificação: 14 anos / Horário: 19h

O DEMÔNIO DA ARGÉLIA (Pépé le Moko, França, 1937, ficção, 93’, de Julien Duvivier, com Jean Gabin, Mireille Balin e Line Nor)
Nos anos 30, na Argélia, o charmoso criminoso francês Pépé está foragido da polícia. Depois de ter que ir embora de Paris, ele vive no Casbah, a parte árabe de Argel, e por lá se tornou um manda-chuva. Mesmo cheio dos poderes na cidade, ele sente falta de Paris, e quando conhece a bela turista francesa Gaby, sua vontade de voltar à terra natal aumenta. Ela é a personificação de todos os seus desejos. Só que em Paris ele não é nem um pouco bem-vindo. Mesmo tendo passado dois anos no Casbah, no momento em que ele tentar retornar a Paris poderá ser pego pelo detetive Slimane.
Classificação: livre / Horário: 16h

Mais informações: 3321-3310.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Turnê "Atento aos Sinais" de Ney Matogrosso retorna a Curitiba

Pode acreditar: Ney Matogrosso está com 75 anos, mas não parece. A energia é a mesma e ele volta a Curitiba para matar a saudade de seu público neste sábado (3), às 21h, no Guairão. Ney, com 44 anos de estrada, se reinventa a cada apresentação e vai mostrar toda sua vitalidade num espetáculo pulsante. Irrequieto e moderno, o artista se mostra com uma proposta dançante e nada intimista que começa com rock e terminará pop. Seu repertório concilia músicas de artistas projetados nos últimos anos (Criolo, Dan Nakagawa, Maria Gadú, entre outros) ao lado de nomes consagrados (como Arnaldo Antunes, Paulinho da Viola, Lenine, Lobão e Itamar Assumpção). Os ingressos já estão à venda e este é mais um evento Verinha Walflor, a assinatura dos bons espetáculos.
Em seu reencontro com o público curitibano o cantor aposta em um repertório com tons mais pop-rock numa performance com figurinos “salientes e pouquíssima roupa”, tudo assinado pelo estilista Ocimar Versolato (parceiro de Ney desde 1994) ao lado de Milton Cunha e Marta Reis. Ney conta que "apenas estou dando um passo adiante, à frente daquilo que venho fazendo nesses anos todos”. No entanto, dissociar a nova turnê, de toda a sua trajetória, iniciada em 1973 com a banda Secos e Molhados, é simplista demais. Carregando o peso e a experiência do sucesso conquistado desde aqueles anos, quarenta e três anos de Ney são significativos para a música popular brasileira.
Ney Matogrosso retorna com a turnê do show “Atento aos Sinais”, que foi lançado em DVD, e que, segundo ele, está melhor do que nunca, pois amadureceu ao longo das apresentações. Ney explica que as músicas foram selecionadas ao longo de um ano. Uma marca constante e inovadora do intérprete é gravar novos músicos. Depois de subir ao palco com Rafael Rocha, da banda carioca Tono, Ney Matogrosso traz para sua turnê as canções “Samba do Blackberry” e “Não Consigo”. A última música incluída foi “Noite Torta”, mais uma de Itamar Assumpção. A escolha pelo compositor é recorrente e vem de 1988, quando Ney gravou “Chavão Abre Porta Grande”. “Tenho uma enorme admiração por ele, quem considero um dos maiores compositores da música brasileira”, finaliza.

Livre para todas as idades, a apresentação de Ney Matogrosso tem ingressos que variam de R$ 86,00 (meia) a R$ 296,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 6,00 está incluída no valor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Adélia Woellner participa do projeto Aventuras Literárias

A escritora Adélia Maria Woellner é a convidada da próxima edição do projeto Aventuras Literárias, em que autores falam sobre suas experiências de leitura e escrita com o público infantojuvenil. O evento acontece na Seção Infantil da Biblioteca Pública do Paraná, em 7 de junho, às 14h30. A entrada é gratuita.
Adélia fez sua estreia literária nos anos 1960 e desde então vem construindo uma vasta obra. Escreveu mais de 20 livros, em diversos gêneros. Conhecida pela produção poética, também se dedica à literatura infantil. Entre seus livros no gênero, destacam-se “Férias no sítio”, “A menina do vestido de fitas” e “A menina que morava no arco-íris”. A escritora também pertence à Academia Paranaense de Letras e à Academia Paranaense de Poesia.

O PROJETO - Coordenado pela Seção Infantil da BPP, o projeto Aventuras Literárias promove encontros com autores infantojuvenis para discutir e valorizar a leitura e a literatura. Desde 2011, mais de 50 escritores já participaram do evento.  Mais informações: 3221-4980.

Camerata Antiqua apresenta música contemporânea brasileira na Capela

“Música Brasileira” é o concerto que a Camerata Antiqua de Curitiba realiza nesta sexta-feira (2), às 20h, e sábado (3), às 18h30, na Capela Santa Maria Espaço Cultural. Com obras de Henrique de Curitiba, Danilo Guanais, Osvaldo Lacerda e Davi Sartori, o grupo homenageia compositores brasileiros contemporâneos. O concerto conta ainda com integrantes do Coro da Camerata como solistas – a soprano Luciana Melamed, a contralto Daniele Oliveira, o tenor Alexandre Mousquer e o baixo Marcelo Dias. Os ingressos custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia).

O concerto começa com obras dos músicos curitibanos Henrique de Curitiba (1934-2008) e Davi Sartori (1982), cujas composições se inspiraram em poemas. Serão executadas as peças “Evocação das Montanhas”, poema sonoro de Henrique de Curitiba, e “Cumprimento das Juras”, inspirada no poema “Hupónoia”, de Luci Collin. As obras “Provérbios”, de Osvaldo Lacerda (1927-2011), e a “Missa em Ré”, de Danilo Guanais (1965), completam o repertório do concerto.

Mostra no MON apresenta a relação estreita entre arte e cartografia

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abriu a exposição “A vastidão dos mapas - Arte contemporânea em diálogo com mapas da Coleção Santander Brasil”. A mostra traz um conjunto de mapas originais dos séculos XVI ao XVIII do núcleo de cartografia da Coleção Santander Brasil, num diálogo instigante com obras contemporâneas que se relacionam com questões como o mapeamento do espaço, das fronteiras, dos deslocamentos e fluxos territoriais, econômicos, culturais e subjetivos.
“Essa exposição que chega agora ao Museu Oscar Niemeyer, com curadoria do genial Agnaldo Farias, que mostra um pouco da cartografia dos séculos XVI ao XVIII, é uma exposição que tem esse aspecto histórico, de resgate, que mostra os espaços, as fronteiras, os fluxos territoriais, os deslocamentos. Acredito que vai deixar marcas importantes para quem conferir de perto essa exposição”, comenta o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani.
Segundo Juliana Vosnika, diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, "a mescla de mapas históricos com os realizados por artistas contemporâneos, fará com que o público do Museu Oscar Niemeyer, além da oportunidade de conhecer obras do significativo acervo da Coleção Santander Brasil, forme uma análise crítica sobre o papel da arte e as relações com o mundo”.
Para Marcos Madureira, vice-presidente executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil, “propiciar renovadas possibilidades de leitura do acervo de arte do Santander e apresentar o que de mais novo tem se produzido na arte contemporânea brasileira é um dos nossos objetivos. Acreditamos que é na interação com as pessoas que se forma e se ativa o significado da arte”.
A mostra apresenta mais de 90 obras de artistas dos séculos XVI ao XVIII como Jocodus Hondius, Justus Danckerts, Guillaume de L’Isle, Joan Blaeu, Giacomo Gastaldi, Henricus Hondius, Arnoldus Montanus - inclusive o mapa mais antigo da coleção, de Giacomo Gastaldi, feito em 1556 -  aos contemporâneos Adolfo Montejo Navas, Angelo Venosa, Anna Bella Geiger, Chang Chi Chai, Carmela Gross, Feco Hamburguer, Fernando Zarif, Guga Szabzon, Humberto Guimarães, Lina Sôlha, Manoel Veiga, Marcelo Brodsky, Marcius Galan, Nelson Leirner, Rafael Assef, Rodrigo Torres, Sylvia Amélia, Vik Muniz, entre outros.
A cartografia dos séculos XVI ao XVIII teve um papel fundamental para o conhecimento e domínio do território, bem como para difundir a imagem do Novo Mundo por toda a Europa. Hoje, além do refinamento atingido pela ciência da cartografia e saberes afins, deve-se considerar o pensamento da arte contemporânea sobre o tema, disseminando múltiplas ideias, visões e interpretações sobre o nosso tempo. 
Agnaldo Farias, o curador da mostra e do Museu Oscar Niemeyer, explica que  “o desejo de produzir mapas e modelos de toda ordem deve-se aos limites da nossa percepção, condenada ao que se alcança com os olhos e ouvidos”.

A mostra fica em cartaz até o dia 6 de agosto de 2017 e os ingressos custam R$ 16,00 e R$ 8,00 (meia-entrada). Maiores de 60 anos e menores de 12 anos têm entrada franca. Mais informações: 3350-4400 ou museuoscarniemeyer.org.br.