quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Exposições nos EUA marcam aniversário de Elvis Presley


Elvis Presley comemoraria 75 anos de idade nesta sexta-feira (8) se estivesse vivo. Para homenagear o Rei do Rock, o Instituto Smithsonian preparou duas exposições nos Estados Unidos, uma em Washington e outra em Los Angeles.
“One life: Echoes of Elvis” (“Uma vida: Ecos de Elvis”, em inglês) abre na National Portrait Gallery em Washington. A exposição pequena, em uma única sala, é dedicada à influência da imagem de Presley depois de sua morte.
Ela conta com retratos, um busto de ouro de Elvis como Júlio Cesar e um selo postal de 1993 com o rosto do cantor que se tornou o selo mais vendido de todos os tempos nos EUA.
Em Los Angeles, o Grammy Museum inaugura a edição local da exposição itinerante do Smithsonian “Elvis at 21: Photographs by Alfred Wertheimer” (“Elvis aos 21: Fotografias de Alfred Wertheimer”, em inglês). O fotojornalista foi contratado para realizar imagens promocionais do jovem cantor antes que Elvis se tornasse famoso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O melhor de Clarice Lispector segundo seus fãs


Lidos e relidos, os contos de Clarice Lispector mantêm-se muito próximos de seus leitores, seres apaixonados e extasiados com os escritos da que ultrapassou fronteiras, conquistou todos os continentes, sendo eternizada até nos idiomas mais incomuns. Clarice na Cabeceira, organizado pela doutora em Letras Teresa Montero, é uma bem escolhida amostra de instantes de beleza retirados das obras de Clarice Lispector e apontados por 22 integrantes da legião de fãs da escritora. E não se trata de quaisquer fãs. Luis Fernando Verissimo, Fernanda Torres, Affonso Romano de Sant’Anna, Rubem Fonseca, José Castello, Maria Bethânia e Luiz Fernando Carvalho são algumas das personalidades que compõem o time estelar de colaboradores do livro.
A seleção afetiva realizada por esses escritores, atrizes, cineastas, cantoras, jornalistas e críticos literários reúne textos de cada um dos livros de contos de Clarice: “Laços de família” (1960), “A legião estrangeira” (1964), “Felicidade clandestina” (1971), “A via crucis do corpo” (1974), “Onde estivestes de noite” (1974) e “A bela e a fera” (1979). Junto a cada um desses 22 contos que compõem Clarice na Cabeceira, cada um dos leitores convidados compartilha a experiência de ter Clarice Lispector em suas vidas, seja por ter convivido com ela em algum momento, seja apenas por meio de seus livros. Em ambos os casos, a presença da escritora se faz marcante.
Luis Fernando Verissimo presenteia os leitores com recordações da amizade com Clarice. Iniciada primeiro através dos pais, Erico e Mafalda, na década de 50, quando todos viviam nos Estados Unidos, e continuada na década seguinte com a convivência de vizinhos no bairro do Leme, no Rio de Janeiro. A primeira impressão de Verissimo foi igual a de todo mundo: fascinação. Não só pela beleza eslava, pelos olhos meio asiáticos ou pelo erre carregado que dava a sua fala um mistério especial, mas também pelo humor e “aquele jeito de garotona ainda desacostumada com o tamanho do próprio corpo”.
Enquanto alguns descrevem o deslumbramento diante do poder de Clarice de criar textos ricos de significados a partir de passagens aparentemente comuns do cotidiano, outros preferem calar-se, como fez Fernanda Torres: “Tenho até vergonha de escrever. Qualquer comentário me parece obsoleto”. Há quem se veja diante de um mistério insolúvel ao lançar um olhar mais demorado sobre determinado texto, como faz Claire Williams, especialista em literatura luso-brasileira da Universidade de Oxford, com “O ovo e a galinha”: “É um conto em que se descobre algo novo em cada leitor, e em que se perde. Nunca o entendo, mas não é propriamente para entender”.
Clarice na Cabeceira revela os contos favoritos da autora de A hora da estrela e outros clássicos de acordo com as preferências de 22 formadores de opinião, e deixa no ar, implicitamente, a mesma pergunta para cada leitor: qual o seu texto de cabeceira de Clarice Lispector?
Cada um dos 22 participantes do projeto indicou uma biblioteca ou instituição para a qual a Rocco doou uma coleção da obra completa de Clarice Lispector.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

No país das cotas: Cinemas comerciais terão cota mínima de 28 dias para filmes nacionais em 2010


O decreto 7.061/2009, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 30 de dezembro, estabelece a cota mínima de dois filmes brasileiros diferentes e 28 dias de exibição nos complexos comerciais de cinema em 2010.

A Cota de Tela é regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e tem como objetivo promover a auto-sustentabilidade da indústria e o aumento da produção cinematográfica. Nos últimos três anos, a obrigatoriedade da cota de exibição também foi fixada em 28 dias.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor da Ancine, Mário Diamante, disse que a cota de tela é sem dúvida a principal ferramenta para ajudar na expansão do cinema brasileiro. Ele ressaltou que é interessante a agência ter mantido essa estabilidade por criar condições de planejamento para as empresas exibidoras e distribuidoras.

“A gente tem mantido a estabilidade, com bons resultados, porque tem permitido às empresas exibidoras e distribuidoras maior capacidade de planejamento. Essa é a grande característica hoje da política pública audiovisual, a continuidade e a estabilidade de condições para o planejamento. De certa forma, o que está sendo feito hoje é o que os estúdios norte-americanos fazem, por isso que eles já planejam com longo prazo o lançamento dos seus filmes”, afirmou.

A obrigatoriedade abrange as empresas proprietárias, locatárias ou arrendatárias de salas pertencentes à mesma empresa exibidora e que integrem espaços ou locais de exibição pública comercial localizados em um mesmo complexo.

O número de dias e filmes diferentes exibidos varia de acordo com a quantidade de salas em cada complexo. Grandes complexos com vinte salas, por exemplo, terão uma cota de 64 dias e exibirão até 11 filmes distintos.

Museu Oscar Niemeyer tem 10 mostras em cartaz


Dez mostras podem ser apreciadas no Museu Oscar Niemeyer, neste período de festas e férias escolares. Entre grandes atrações internacionais há obras de Espanha, Portugal e França, nas exposições O Olhar do Pintor Joaquín Sorolla (pinturas), Figuras e Padrões – A Encomenda do Azulejo em Portugal do Século XVI à Atualidade(cerâmicas portuguesas), Le Corbusier, Entre Dois Mundos (projetos arquitetônicos, pintura, desenho e tapeçaria) e Carlos Alonso – Hay que Comer (pinturas).

Já a mostra Burle Marx – Mostra Antológica e a Paisagem enfatiza a produção artística de Burle, internacionalmente reconhecido como paisagista. Vik Muniz, Preto no Branco – Flávio Damm e Bernie DeChant são as três exposições de fotografias em exibição, além de duas mostras com obras do acervo do Museu Oscar Niemeyer. Uma programação com opções diversificadas em técnicas, escolas e períodos à disposição do público. O Museu permanece aberto de terça a domingo, das 10h às 18h.

As atividades de Ação Educativa, habitualmente oferecidas ao público, também sofrerão pequena alteração na rotina. Durante o período de férias escolares, o Museu oferecerá uma programação de Colônia de Férias, dirigida ao público na faixa etária entre 06 e 12 anos, mediante inscrição prévia.


Colônia de Férias

As atividades de Colônia de Férias serão realizadas durante o mês de janeiro, no período da tarde, entre 14h30 e 17h. Os interessados em participar da Colônia de Férias deverão se inscrever através do envio de informações para o email educativo@mon.org.br. Para a inscrição é necessário informar o nome completo de quem irá participar da colônia, idade, escolaridade, nome completo do responsável pela inscrição, endereço, telefone, celular e contato de emergência, entre outros dados a serem fornecidos e que podem ser obtidos no site www.museuoscarniemeyer.org.br.

O programa prevê a recepção dos visitantes, a visita monitorada a uma exposição em cartaz no Museu, o desenvolvimento de uma prática artística, por meio de oficinas, a realização de uma atividade lúdica e intervalo para lanche. O lanche poderá ser levado de casa ou adquirido no MON Café, com três opções de escolha. Todos os materiais para o desenvolvimento das atividades programadas serão fornecidos pelo Museu. A participação na colônia tem custo de R$ 10,00 ao dia, por pessoa. Mais informações pelo telefone (41) 3350-4469.

Serviço:

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h
R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes
Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.