quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Músicos do Brasil e Argentina estão na programação da Oficina de Música

A programação artística da 34ª Oficina de Música de Curitiba nesta sexta-feira (22) é bem variada, com shows reunindo músicos brasileiros e argentinos. O primeiro a se apresentar é o grupo Nymphas (foto), de Curitiba, às 12h30, na Capela Santa Maria. O grupo Dura Tierra, de Buenos Aires, faz show às 19h, no Teatro do Paiol. No mesmo horário, na Capela Santa Maria, acontece o espetáculo de bandas, com alunos do professor Maurício Pereira. Às 20h, no Paço da Liberdade, dividem o palco os argentinos Gabriel Costa (clarinete) e Hector Costita (saxofone). Para terminar a noite, dois grandes talentos do violão, Paulo Belinati e Marco Pereira, fazem o show das 21h no Teatro da Reitoria da UFPR.
O grupo Nymphas faz o lançamento do CD “Brejeiro”, com um repertório totalmente dedicado a choros, serestas, valsas-choro e afins, incluindo obras como “Carinhoso”, de Pixinguinha, “Lua Branca”, de Chiquinha Gonzaga, e “Brejeiro”, de Ernesto de Nazareth, além de choros dos compositores paranaenses.
Neste show, o grupo apresenta o repertório completo do novo trabalho com a participação dos músicos Sérgio Justen (piano), Vinícius Chamorro (violão de sete cordas), Ricardo Janotto (percussão) e Daniel Migliavacca (bandolim). Integram o grupo atualmente Carmen Bakker, Cristina Bakker, Rosa Lídia, Rosa Maria, Mara Fontoura, Mariana Fontoura, Juju Fontoura e Helena Bel. Para esta apresentação o Nymphas contará também com a participação especial de Gabriella Fontoura.
O professor Mauricio Pereira orientou um dos cursos novos da Oficina de Música (worshop de bandas), em que os participantes aprendem a conceber o show como espetáculo e, portanto, a pensar sua produção para além da parte musical, preocupando-se também com postura de palco, parte técnica, iluminação, divulgação e roteiro. Seus alunos fazem uma apresentação mostrando os resultados desse aprendizado.
O duo Paulo Bellinati & Marco Pereira são outra grande atração. Os violonistas unem seus violões, arranjos e composições neste encontro inédito. Com brilhantes carreiras individuais, vários CDs solo gravados nos Estados Unidos, Europa e Brasil, ambos conquistaram reconhecimento internacional tendo seus arranjos e composições gravados e tocados pelos maiores intérpretes da atualidade. Para esse encontro especial Pereira e Bellinati decidiram homenagear grandes mestres da música brasileira, escolhendo obras de Dilermano Reis, Garoto e Dominguinhos, adaptadas para a sonoridade desse novo duo.

Argentinos - Com mais de dez anos de trajetória, o grupo Dura Tierra vem da Argentina para apresentar canções originais, projetando-se como uma das bandas mais representativas da música popular latino-americana da atualidade. O grupo reúne Micaela Vita (voz), Juan Pablo Saraco (violões), Matias Zapata (teclado e acordeão), Nicolás Arroyo (bateria, percussão e voz) eTomas Pagano (baixo).
Da Argentina também vêm o clarinetista Gabriel Castro (atualmente radicado em Curitiba) e o saxofonista Hector Costita, que juntos apresentam um espetáculo de música instrumental baseado em suas mais recentes composições. Os dois músicos trilham caminhos em que a música rio-platense, como o candombe, une-se de maneira harmônica ao jazz contemporâneo e às diversas correntes da música brasileira.

Mais informações: www.oficinademusica.org.br.

Universo dos games e da saga Star Wars em concerto na Oficina de Música

“Games Classic Show” é um espetáculo no formato "game music" que une o erudito ao eletrônico em um grande concerto ao vivo que será apresentado como participação especial na programação da 34ª Oficina de Música de Curitiba. A apresentação acontece no domingo (24), às 16h, no Teatro Guaíra e promete surpreender com uma releitura e adição de temas de games e da saga Star Wars.
Imagens de jogos clássicos projetadas em 3 grandes telas, acompanhadas pela emoção do som ao vivo de uma grande orquestra composta por 35 instrumentistas, coro com 12 vozes e vários personagens "cosplay", compõem a cena do maior espetáculo de "game music" do Brasil e 3º maior do mundo, segundo a mídia especializada.
Segundo o maestro Carlos Domingues a proposta inovadora de concerto promove a interação da plateia com o mundo dos games. "Demonstrar para as pessoas a relevância de uma orquestra como grande vedete das trilhas sonoras de games famosos e reconhecidos mundialmente é uma das grandes propostas de nosso Concerto. Isso toca as pessoas, fazendo-as perceber de forma intensa o grande trabalho artístico envolvido nas produções desses jogos. É uma experiência incrível assistir trechos de games em telas de grande formato e de alta resolução, com suas trilhas sonoras tocadas e interpretadas, inteiramente, ao vivo", declara o maestro responsável pela direção musical do “Games Classic Show” e pela regência da Eruditu Philharmonic Orchestra.

Esta apresentação do “Games Classic Show” tem ingressos custando R$ 50,00 R$ 25,00 (meia) + R$ 6,00 de taxa administrativa. Mais informações e vendas: www.gamesclassic.com.br.

34ª Oficina de Música chega à Boca Maldita

A 34ª Oficina de Música de Curitiba também vai às ruas e neste sábado (23) promove uma série de shows no centro da cidade. Um palco estará montado na Boca Maldita para receber, a partir das 11h, uma série de atrações. A programação começa com a Banda Gentileza e tem ainda João Pedro Teixeira e Octeto de Acordeons, a cantora Cida Airam, o som dos beats digitais de Felipe e Manoel Cordeiro, e a emblemática banda curitibana Blindagem (foto).
A curitibana Banda Gentileza mistura diversos ritmos e gêneros musicais, e tem no bom humor elemento constante em suas letras. O grupo formado por João Pedro Teixeira e Octeto de Acordeons apresenta em sua formação instrumentos que fazem parte da família das sanfonas: a sanfona de oito baixos, a cromática e a concertina, além do próprio acordeom. No repertório, músicas de Hermeto Pascoal.
Cida Airam, cantora natural de Natal (RN) e radicada em Curitiba, lança seu CD de estreia, que apresenta influências que vão do Nordeste ao Sul do país. O paraense Felipe Cordeiro ganhou destaque com o álbum Kitsch Pop Cult (2012). O artista mistura a tradição popular musical do Pará com a sonoridade contemporânea dos beats digitais da América Latina, tais como a cúmbia, zouk, reggaeton, bachata, cacicó. Esse show conta com a participação de Manoel Cordeiro, guitarrista e pai de Felipe.
Encerrando a festa da 34ª Oficina na Boca Maldita está a banda Blindagem, patrimônio do rock local, que em 2015 completou seus 40 anos de existência.

Confira a programação:

11h – Banda Gentileza

13h – João Pedro Teixeira e Octeto de Acordeons

15h – Cida Airam

17h – Felipe Cordeiro e Manoel Cordeiro

19h – Blindagem

Mais informações: www.oficinademusica.org.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Museu Oscar Niemeyer realiza visita mediada ao “Olho” neste domingo

Neste domingo, 17 de janeiro, o Museu Oscar Niemeyer (MON) tem entrada gratuita pela manhã (10h às 13h), além de visita mediada às 11h com a equipe da Ação Educativa da Bienal Internacional de Curitiba, no Olho, onde estão as obras do artista homenageado desta edição, Julio Le Parc, além da obra da artista e arquiteta japonesa Yumi Kori.
Além disso, o visitante pode conferir as exposições: “Charif Benhelima, Polaroids: 1998-2012”, “Colapso”, “Glück: o tempo e a imagem”, “Nos pormenores um universo – Centenário de Vilanova Artigas”, “Obras sob guarda do MON”, “Museu em Construção”, “Cones”, “Espaço Niemeyer”, “Pátio das Esculturas”, o projeto especial “Isolde Hötte, sua obra” e duas salas que contam com obras da coleção do Museu: “Histórias do Acervo MON – em aberto”.

LE PARC - Julio Le Parc nasceu no ano de 1923 em Mendoza, Argentina. Considerado expoente da arte contemporânea e um dos pioneiros da arte cinética, é o artista homenageado desta edição da Bienal, com 14 obras em exposição no Olho.
O curador da Bienal, Teixeira Coelho, analisa o impacto do trabalho de Le Parc: “Luz e movimento combinam-se para retirar o observador do estado tradicional de imobilidade diante de uma obra e transformá-lo no ‘espectador total’ como o definiu Arnauld Pierre, aquele espectador que é instaurado pelo conjunto de suas faculdades perceptivas, ativas e intelectuais. O deslumbramento predomina, é verdade, e, com ele, a emoção, primeiro modo de relacionamento do indivíduo com o mundo. Os outros dois modos, o da atividade e o da reflexibilidade, seguem-se”, conclui. As obras da Bienal Internacional de Curitiba ficarão no Museu Oscar Niemeyer até o dia 14 de fevereiro.

Mais informações: 3350-4400 ou www.museuoscarniemeyer.org.br.

Diretor Edson Bueno inaugura espaço cultural com novo espetáculo

Diversos contos desenfreados e falsamente cômicos onde as paixões assumem a cena e provocam desfechos patéticos, trágicos e inusitados. Este é mote do novo espetáculo teatral do diretor Edson Bueno, chamado “Paixões Desenfreadas”, que estreia em 21 de janeiro e permanece um mês em cartaz. A peça inaugura oficialmente o Estúdio Delírio, novo espaço cultural do Grupo Delírio Cia. De Teatro, localizado na Rua Saldanha da Gama, 69, no Centro de Curitiba.
Os atores Diogo Biss, Luiz Carlos Pazello e Robysom Souza interpretam todos os personagens, femininos e masculinos, num espetáculo onde a palavra assume a cena e a atuação é a verdadeira razão do acontecimento teatral.
“Há, em cada conto encenado, um desejo reprimido que, ao se transformar em acontecimento, provoca uma verdadeira revolução na vida de cada personagem. São os apaixonados traídos, traidores, violentos, doloridos, cômicos e desesperados. Histórias de vida que passam diante de nossos olhos, mas que não temos coragem de olhar com o devido apuro”, explica o diretor.

ESTÚDIO DELÍRIO - O Estúdio Delírio, administrado pelo Grupo Delírio Cia. De Teatro, vai oferecer uma agenda de espetáculos de teatro, a princípio, pautada pelo repertório da própria companhia, com peças de pesquisa da palavra e da interpretação e sempre voltados para a reflexão e o artístico.
O espaço também oferecerá oficinas teatrais voltadas para a formação e a pesquisa de diversas áreas do teatro. Um dos cursos já está com matrículas abertas e chama-se “A Paixão Segundo William Shakespeare”, que culminará em espetáculo de teatro a estrear no mês de junho. A oficina ocorre de 15 de fevereiro a 15 de junho. Inscrições e informações pelo email grupodelirio@outlook.com.br.

As encenações de “Paixões Desenfreadas” acontecem de 21 de janeiro a 21 de fevereiro, de sexta a domingo, 20 horas (apenas a estreia ocorre na quinta-feira). Os ingressos custam R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia) e a venda é feita no local. Mais informações: grupodelirio@outlook.com.br e 3016-3769 / 9693-1776.

Fase de música popular da 34ª Oficina abre com show da Orquestra de Corda e Pife Muderno

A fase de música popular brasileira da 34ª Oficina de Música de Curitiba começa neste domingo (17), com o show “Orquestra à Base de Corda convida Pife Muderno”, às 20h30, no Teatro Guaíra. O espetáculo marca o início de uma intensa programação de cursos, espetáculos, feiras e debates que serão promovidos durante os próximos 10 dias. Nesta etapa da Oficina estarão participando aproximadamente 1.200 alunos de todo o Brasil e países vizinhos, inscritos em 70 cursos de MPB e do núcleo de música e tecnologia, uma das novidades desta edição.
O espetáculo une no palco do Guairão as sonoridades da Orquestra À Base de Corda e do Pife Muderno, grupo de sopros dirigido por Carlos Malta e famoso pelas suas adaptações da música brasileira ao som das bandas de pífaro. O grupo, que em 2015 completou 20 anos, produz um repertório que mistura influências do jazz, rock e MPB, com ênfase no timbre dos pífaros. É formado por Malta (flautas, pifes, sax soprano, arranjos e direção musical), Andréa Ernest Dias (pifes e flautas) e os percussionistas Oscar Bolão, Marcos Suzano, Bernardo Aguiar e Durval Pereira. O primeiro CD do Pife Muderno, gravado em 1999, rendeu-lhe uma indicação ao Grammy Latino. O grupo já se apresentou em diversos países, levando a originalidade da música brasileira.
No repertório do show, as adaptações elaboradas por Carlos Malta para alguns sucessos da MPB se misturam a arranjos de João Egashira, diretor artístico da Orquestra à Base de Corda. É o caso de “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinan, “Pipoca Moderna”, de Caetano Veloso e Sebastião Biano, e “Carinhoso”, de Pixinguinha. No repertório estão também composições do próprio Malta (“Espocando o Frevo” e “Tupyzinho/O trem/ Viva Seu João do Pife/Lá no Suzano”) e de Egashira (“Nicolas no forró” e “Essa é de Malta”).

Orquestra à Base de Corda - Criada por Roberto Gnattali, em 1998, a Orquestra À Base de Corda dedica-se à pesquisa e à divulgação da música brasileira. A sonoridade peculiar do grupo deve-se a sua formação instrumental ímpar, com violino (Helena Bel), bandolim (Renan Bragatto), cavaquinho (Julião Boêmio), viola caipira (Júnior Bier), violão (João Egashira), violão 7 cordas (Vinícius Chamorro), contrabaixo (Rodrigo Marques), piano (Fábio Cardoso) e percussão (Luís Henrique Rolim).
O repertório reúne arranjos especialmente elaborados por músicos da orquestra e por nomes como Paulo Bellinati, Maurício Carrilho, Leandro Braga, Dante Ozzetti, Jayme Vignoli, Mario Manga, André Abujamra, Paulo Aragão e Josimar Carneiro. A orquestra registra apresentações com importantes convidados, entre eles Mônica Salmaso, Roberto Corrêa, Ceumar, Pedro Amorim, Dominguinhos, Joel Nascimento, Andréa Ernest Dias, Caíto Marcondes, Maurício Carrilho, Zé Renato, Ná Ozzetti, Renato Borghetti, André Abujamra e Dimos Goudaroulis.
O violonista, bandolinista, arranjador e compositor João Egashira responde pela direção artística do grupo desde 2001, somando seu aprimoramento artístico pessoal ao sucesso da Orquestra À Base de Corda. Um dos criadores do Clube do Choro de Curitiba, Egashira dirigiu em 2004 o I Festival Nacional Curitiba no Choro, com a participação de compositores do Brasil, Argentina, Canadá, Estados Unidos e Holanda. Em 2009 participou como músico e arranjador do projeto “Circular BR”, ao lado de Roberto Corrêa, Jaques Morelenbaum e Gabriel Levy. Este ano assumiu a direção artística da fase de MPB da 34ª Oficina de Música de Curitiba.

Mais informações: www.oficinademusica.org.br.

Orquestra sinfônica e coro encerram fase erudita com Carmina Burana

Com 420 integrantes, a orquestra sinfônica e o coro de alunos da 34ª Oficina de Música de Curitiba fazem neste sábado (16), no Teatro Guaíra, o concerto de encerramento da fase erudita. A expectativa é de um espetáculo grandioso, já que a obra escolhida para marcar esta edição é “Carmina Burana”, na famosa versão de Carl Orff, considerada uma das obras corais e instrumentais mais importantes do século 20.
Os dois grupos, formados por estudantes de canto e dos mais variados instrumentos de orquestra, estarão sob o comando geral dos regentes Cláudio Cruz e Mara Campos. O espetáculo contará ainda com a participação dos cantores solistas: Marília Vargas (soprano), Jabez Lima (contratenor) e Erick Eduardo (barítono).
“Carmina Burana” é uma obra coral baseada em poemas profanos escritos em latim e alemão medievais, provavelmente entre os séculos 12 e 13, encontrados num mosteiro da Baviera, em 1837. Os poemas fazem exaltações ao jogo, ao amor e ao vinho, e críticas mordazes às autoridades eclesiásticas, à hipocrisia e ao poder econômico da época. Obra exuberante com grande força rítmica, Carl Orff apresentou-a pela primeira vez na Alemanha em 1937, em pleno período de ascensão do III Reich.

Outros concertos – Antes do espetáculo de encerramento da fase erudita, outros concertos estão na programação deste sábado, marcando o final do trabalho desenvolvido nos cursos de prática de instrumentos. Às 12h30, na Capela Santa Maria, será realizado o concerto de música contemporânea da classe dos professores de composição Flo Menezes e Harry Crowl.
Um conjunto instrumental, sob a regência de Simone Menezes, interpretará peças compostas pelos alunos durante a Oficina. No programa também estão uma obra de Harry Crowl (Tropicus interemptus), de Flo Menezes (Scriptio), de Igor Stravinsky (Octeto para flauta, clarinete, dois fagotes, dois trombones e dois trompetes) e de Gilberto Mendes, compositor brasileiro que faleceu no início deste ano, aos 94 anos. O concerto será dedicado a ele. A peça escolhida para homenageá-lo foi “Ulisses em Copacabana surfando com James Joyce e Dorothy Lamour”.
Os alunos das classes de música antiga formaram uma orquestra e se apresentam às 15h30, no Teatro do Paiol. A Orquestra de Cordas da 34ª Oficina faz a sua apresentação às 16h, na Capela Santa Maria, sob a regência de Reginaldo Nascimento. No programa, obras de Edward Elgar (Serenata para cordas), Jeff Manookian (Suite “Carminos argentine”), Heitor Villa-Lobos (Três miniatures) e Bela Bártok (Romanian folk songs).
A Oficina de Música prossegue até 27 de janeiro, com novos cursos e espetáculos de música popular brasileira. A abertura da fase de MPB será neste domingo (17), com o espetáculo “Orquestra À Base de Corda convida Pife Muderno”, com direção musical de João Egashira e Carlos Malta.

Mais informações: www.oficinademusica.org.br.