O memorial de Curitiba abriga a partir
desta terça-feira (9) a mostra “Brasil, Passado e Futuro”. Em cartaz até o
início de 2015, a
exposição convida o público para uma visita ao passado do Brasil e a uma
reflexão sobre o seu futuro. Aborda de forma dinâmica as diversas
características – políticas, econômicas, sociais e culturais – que formam a
nação brasileira.
Os mais importantes períodos e
fenômenos históricos e a vida de alguns dos mais influentes personagens da
história do país estão detalhados em painéis fotográficos e em vídeo
instalações. Além da exposição, que reúne também fotografias,
vídeos-entrevista, mapas e infográficos, o projeto inclui um espetáculo teatral
e um documentário.
A exposição – A exposição é dividida em
duas partes. A primeira aborda os muitos “brasis” do período colonial, época na
qual faltava integração e a palavra “brasileiro” ainda não tinha significado. A
ausência de uma identidade é percebida pelos visitantes nos textos e imagens
que remetem à diversidade brasileira e à falta de unidade nacional.
O período entre o Império e o início da
República é o segundo a ser contextualizado pela exposição. “Nesse momento, a
exposição retrata a modernização e a integração dos diversos brasis’”, adianta
André Lima, curador e diretor geral do projeto. Entre os temas abordados estão
os grandes conflitos sociais da época, as imigrações, a herança da escravidão,
a Semana de Arte Moderna, a industrialização e a Era Vargas.
Na sequência, temas como a intensa
mobilização política entre o fim do governo JK e o regime militar dão
continuidade à exposição, entremeados por aspectos culturais do período como a
criação do Cinema Novo, cuja proposta era a de promover o filme do autor, com
foco na realidade e cultura nacionais. As amplas manifestações a favor de
eleições diretas e o processo de redemocratização do país fecham a primeira
parte da exposição.
A segunda parte representa o futuro.
Fala sobre o Brasil atual e aquele que os brasileiros desejam, a partir de
temas discutidos no século XXI, como o desenvolvimento sustentável que foi
abordado durante o Rio+20, em 2012.
A visão de personalidades e acadêmicos sobre os diversos
assuntos relacionados ao futuro do Brasil, juntamente com o espaço de cinema,
que exibirá um documentário com a visão de cidadãos brasileiros sobre o futuro
da nação, compõem esta parte da mostra.
Espetáculo teatral – Com estreia no
mesmo dia da abertura da exposição, no Auditório Londrina, dentro do Memorial,
a peça “Relatos de uma Nação” fica em cartaz até o dia 25 de setembro. De terça
a sexta-feira, as apresentações são reservadas para grupos e escolas mediante
agendamento prévio. No sábado, às 14h e às 19h, e domingos, às 11h e às 14h,
são abertas ao público em geral.
O espetáculo narra a história do
desenvolvimento do Brasil, sua sociedade e fatos importantes que ajudaram a
formar a identidade do país. Os eventos brasileiros são apresentados pelos
cinco atores que, munidos de adereços e objetos cênicos, compõem a dinâmica da
encenação. Na parede, a projeção sinaliza a passagem do tempo, mostrando os
dias, meses, anos, décadas e séculos transcorridos.
Com um formato simples, a peça é
reescrita a cada dia, assim como acontece na História. Um ator entra no palco
com o jornal da data. Ao fundo, a imagem projetada sinaliza o ano em que
estamos. O ator escolhe uma das notícias publicadas e a partir dela que a
história começa a ser contada, levando o público de volta ao passado do Brasil
.
“Relatos de uma Nação” cria um diálogo
entre passado e futuro, colocando a humanidade no centro da História. “Com
teatro, exposição e audiovisual procuramos promover o interesse do jovem pela
história do Brasil. Pois só entendendo o passado e o presente é que poderemos
construir um futuro a partir de uma visão crítica”, conclui Lima.
A concepção e direção geral da peça são
de André Lima, que também é ator e produtor cultural. A direção teatral é de
David Rock, ator e diretor de teatro, que acumula a direção de diversos
espetáculos premiados. O cineasta e dramaturgo Daniel Lopes assina o texto. O
elenco conta com Leandro Allves, Pedro Abhull, Karen Asevedo, Maggie Abreu e
Jeferson Kucioyada. Todo o projeto foi patrocinado pela Caterpillar e produzido
pela Cultura Invest por meio da Lei Rouanet.

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