Jorge Ben Jor foi o escolhido para
celebrar o Dia das Mães do Shopping Curitiba. O cantor e compositor vai reunir
os hits de sua carreira, em show exclusivo, terça-feira (10), 21h, no Teatro
Positivo. Com uma carreira longa e repleta de êxitos, mais de 20 discos
lançados, Jorge Ben Jor é um dos principais nomes do suingue e do sambalanço –
este, gênero que o músico criou e popularizou. Sua primeira composição, “Mas Que
Nada”, já foi gravada por Ella Fitzgerald, Julio Iglesias, Milton Nascimento,
Paulinho Nogueira, Sérgio Mendes e a banda The Black Eyed Peas.
Em sua agenda de shows permanentemente
lotada, o artista inclui os clássicos eternos que todo mundo sabe de cor e que
têm tudo para animar a festa. O carioca subirá ao palco acompanhado pela Banda
do Zé Pretinho. A Campanha de Dia das Mães vai até 08 de maio e funciona da
seguinte forma: a cada R$ 300,00 em compras, o cliente ganha 1 ingresso para o
show de Ben Jor. A promoção vale enquanto durarem os ingressos.
Sobre Jorge Ben Jor - O poeta e músico
Jorge Mautner filosofando sobre Jorge Ben Jor em seus “Panfletos da Nova Era”,
de 1980. Jorge Ben, alquimista, sábio, que sabe ser a mitologia negra em igual
valor-poder-potência-qualidade-relevância à mitologia dos Antigos helenos que
em vão a Alemanha e toda a Europa tentaram imitar. Jorge Ben e seu Flamengo,
seu futebol, suas mulheres com nomes de flores, sua mitologia absolutamente
popular, urbana & cósmica, sensual e ideogrâmica “chove chuva, chove sem
parar”.
Um paradoxo harmonizado: revolucionário
e machista! Sorridente como todos os superiores crânios, da cultura negra do
país de cultura nascente, é um tranquilo navegador de oceanos por vezes hostis
(como quando de seus inúmeros boicotes por parte desta mesma inteligentzia
(burrítzia?) nacional na época da jovem guarda, etc.).
Sua imediaticidade direta ideogrâmica
ao invés de ser estudada e respeitada foi ridicularizada como “oportunismo”,
evidente projeção destes colonizados e complexa dos escribas acadêmicos para
cima de Jorge. Sábio, naturalmente participante desta cultura nova
equivocadamente batizada pelos inimigos de “inferior” “primitiva” “oportunista”
“superficial”, sempre confiou em sua intuição soberana.
Já intuiu há tempos atrás o soul music,
o disco, e foi um dos primeiros a sincretizar o rock, mais do que Roberto
Carlos ou Erasmo, em sua definitiva e profunda aparição nacional contemporânea.
Por vezes exagerado em sua facilidade de comunicação imediata com os mitos e
atmosferas da nação jamais porém deixou de ser autêntico.
Sabedoria malandra e filosófica,
integrado e simultaneamente à parte do todo de sua classe artística, é hoje
ainda, um dos pioneiros, mesmo que, ao contrário de Gil, sua novidade nunca se
apresente como inclusão de dados novos e reatualizados, mas sim como aquela
novidade eterna da repetição do batuque da eterna alegria que diz sim ao
próprio não, Gil e Caetano são além-dialéticos, Einsteinianos, Heraclitianos,
Jorge Ben é Parmênides, mas como já nos ensina Heidegger e nos ensinam Cae e
Gil e Jorge Ben, Parmênides que diz tudo estar parado é igual a Heráclito que
afirma tudo estar em movimento.
Mais informações: 3026-1000 ou www.shoppingcuritiba.com.br.
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