quinta-feira, 3 de abril de 2014

Curitiba decretará ponto facultativo nos dias de jogos da Copa

O prefeito de Curitiba,Gustavo Fruet, anunciou nesta quinta-feira (3) que Curitiba não terá feriados nos dias de jogos da Copa do Mundo FIFA 2014. Nos próximos dias será assinado um decreto que estabelece ponto facultativo nas datas nas quais as partidas serão realizadas no estádio da Arena da Baixada.
A proposta foi aprovada pela Comissão da Copa da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Paulo Rink, e acatada pelo prefeito. “Com a adoção do ponto facultativo, a cidade segue sua rotina normal, mantendo o comércio aberto, sem prejudicar a economia de Curitiba”, disse Fruet, durante cerimônia realizada no Salão Brasil.
Curitiba vai receber quatro jogos da Copa do Mundo FIFA 2014. Irã x Nigéria jogam no dia 16 de junho, uma segunda-feira, as 16 horas. No dia 20, sexta-feira, Honduras enfrenta o Equador, as 19 horas. No dia 23, segunda, Austrália x Espanha se enfrentam as 13 horas e no dia 26, quinta-feira, jogam Argélia x Rússia, as 17 horas.
Nos dias 16, 20 e 26 será decretado ponto facultativo de meio período, a partir das 12 horas. No dia 23, data em que o Brasil também joga, contra Camarões, em Brasília, deve ser decretado feriado nacional.

Feijoada Footwork propõe inclusão social através da Cultura

A Footwork Complexo de Patinação e Dança promove neste sábado, 5 de abril, a partir das 13h, a tradicional feijoada Footwork, em sua sede (Av. Cândido Hartmann, 5118, Santa Felicidade). O evento que dá a largada aos preparativos para ao novo espetáculo de patinação artística “A Rainha do Gelo”, inspirada na animação “Frozen”, da Disney, que será apresentado em setembro, no Teatro Positivo, tem como objetivo promover a inclusão social para crianças carentes através da cultura. A cada ingresso do almoço vendido, serão oferecidos cinco ingressos para a FAS (Fundação de Ação Social) levar crianças carentes para assistir à produção.
E para o sucesso deste evento, a Footwork convida a todos para participar da Feijoada Footwork, que além de contribuir para o espetáculo, irá proporcionar alegria para crianças carentes. Os ingressos comprados antecipadamente também terão descontos especiais e ajudam a organizar melhor os detalhes do evento.
Quem participar da feijoda terá a oportunidade de utilizar a pista de patinação, que estará aberta entre as 16h e 17h, para que todos possam se divertir, com direito a utilizar os patins da escola gratuitamente. Para isso, é necessário levar um par de meia. Mais informações: 3273-7163.

Governo do Paraná inicia processo de conservação das obras do acervo Ney Braga

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio da equipe do Museu Paranaense (MP), faz atualmente um trabalho de conservação das obras pertencentes ao Memorial Ney Braga, localizado na Lapa (PR). As peças, que se encontravam em situação precária de acondicionamento, estão sendo também identificadas e listadas. Compõem o acervo, de cerca de dois mil itens, placas, troféus, medalhas, comendas, diplomas, documentos, fotos, entre outros. “Com este acervo é possível preservar uma parte riquíssima da história do Paraná”, comenta o diretor do Museu Paranaense, Renato Carneiro. Ney Braga nasceu na Lapa em 1917 e foi o político paranaense mais importante no século XX. Foi prefeito de Curitiba, deputado federal, senador, governador por duas vezes, ministro da agricultura, da educação e cultura, além de presidente da Itaipu Binacional.
Esta ação reforça a vocação do Museu Paranaense de resguardar e abrigar importantes acervos que contam a história do Paraná. Outro exemplo disso é o acervo adquirido do extinto Museu Coronel David Carneiro, com mais de cinco mil itens, entre peças de mobiliário, obras de arte, livros, documentos, numismática, ferramentas, utensílios, porcelanas, indumentária e armaria. Há também a coleção de medalhas paranaenses de Julio Moreira e documentos da família do Presidente Farias.
Peças que contam um pouco sobre o desenvolvimento industrial do Estado também foram cedidas ao acervo, como as máquinas industriais da Todeschini e da Impressora Paranaense. Além dessas, o Memorial à Indústria da Erva-Mate, por exemplo, é constituído de obras doadas pela família Leão ao Museu Paranaense. Móveis, embalagens diversas, medalhas, fotos, quadros, livros, ferramentas, material de marketing da empresa, documentos e uma coleção de cuias e bombas de prata para chimarrão compõem as doações. “No Museu Paranaense temos peças de valor histórico inestimável. Além de serem preservadas corretamente, estando aqui, a população pode ter acesso a elas e saber mais sobre a nossa história”, finaliza Renato. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

“Quinta +MON” tem visita mediada na exposição de Abraham Palatnik

O Museu Oscar Niemeyer (MON) realiza nesta quinta-feira (3), o “Quinta + MON”, dia em que o horário é estendido até as 20 horas, e depois das 18 horas a entrada é gratuita. Nesta ocasião haverá visita mediada pela exposição “Abraham Palatnik - A reinvenção da pintura”, a partir das 18h30 na Sala 1, com Caroline Schroeder, professora colaboradora de História da Arte na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).
A mostra do artista brasileiro Abraham Palatnik tem curadoria de Pieter Tjabbes e Felipe Scovino e traz uma retrospectiva com aproximadamente 90 obras de Palatnik - a maior já dedicada totalmente ao seu trabalho. Com uma mistura de tecnologia e estética em suas criações, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como os principais instrumentos de trabalho. O uso que este artista faz da tecnologia e suas possibilidades inovadoras imprimem em sua arte grande potencialidade poética.
O público pode aproveitar para ver as demais exposições em cartaz: “Revisitações Plásticas – Arte Mexicana”, “FotoBienal Masp”, “45 Manoel Coelho - Arquiteturadesign”, “Museu em Construção”, “Cones”, “Espaço Niemeyer” e o “Pátio das Esculturas”.
Além das mostras há a sala em homenagem ao artista paranaense Waldemar Freyesleben. O café e a loja também ficam abertos até as 20 horas neste dia.

Ilustrações e histórias paranaenses inéditas estão na Revista Helena

Já está em circulação a nova edição da revista Helena, da Secretaria da Cultura do Paraná. Cada vez mais plural e abrangente, a publicação segue apostando em reportagens especiais que muitas vezes contam histórias inéditas ou pouco conhecidas no Estado. Mais de 20 colaboradores participam deste número 5, entre jornalistas, escritores, acadêmicos, fotógrafos e artistas gráficos.
A edição abre com um perfil da rapper curitibana Karol Conka, que revela passagens pouco conhecidas da trajetória da cantora antes de seu reconhecimento internacional. Quem também fala com exclusividade à Helena é o veterano artista plástico Fernando Velloso, em entrevista acompanhada pelo crítico, curador e professor Fernando Bini. Igualmente experiente, Naomi Nissikawa explica por que é o último haicaísta da velha guarda do município de Assaí.
A revista ainda investiga as origens do salame Krakóvia e a vida cultural no populoso bairro curitibano do Sítio Cercado. Resgata a história da poeta Júlia da Costa e do espetáculo “O grande circo místico”, do Balé Teatro Guaíra. E traz textos inéditos de Jair Ferreira dos Santos, Teixeira Coelho e Antonio Cescatto, além de um ensaio fotográfico sobre shows na capital e uma história em quadrinhos assinada pelo artista DW Ribatski.
Distribuída gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em outras bibliotecas e pontos de cultura do Estado, a Helena também pode ser lida em issuu.com/revistahelena/docs 

Casa Andrade Muricy passará por obras de manutenção e conservação

A Casa Andrade Muricy, espaço expositivo ligado ao Museu de Arte Contemporânea, administrado pelo Governo do Estado, passará por obras de manutenção e conservação para atender as atuais exigências e normas museológicas. Por ser antigo e considerado patrimônio cultural do Estado, o próprio local já é uma obra de importância histórica.
A Casa Andrade Muricy é mais um espaço que será revitalizado pelo Governo do Estado pelo Programa de Recuperação de Espaços Culturais previsto nas metas de Governo, assim como o Museu da Imagem e do Som (MIS), que está sendo totalmente restaurado, com obras já adiantadas e com entrega prevista para o final de 2014. Outros locais atendidos pelo programa são a Biblioteca Pública do Paraná, que também recebeu nos últimos dois anos diversas obras de restauro e modernização dos serviços prestados aos usuários, e o Teatro Guaíra, que pela primeira vez passará pela mais completa obra de restauro.
Inaugurada em 1998, a Casa Andrade Muricy passou apenas por pequenos reparos estruturais. O local é um importante espaço que realiza mostras de artes visuais contemporâneas nacionais e internacionais e, também, exposições de relevância histórica.
A Coordenação do Patrimônio, unidade da Secretaria da Cultura, já fez o levantamento de serviços a serem realizados, de acordo com as necessidades do prédio. O pedido foi encaminhado à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, que está organizando a planilha de obras, custos e prazos necessários para a execução.

ESPAÇO FÍSICO - Situada em um prédio de estilo eclético, construído em 1926, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, a Casa Andrade Muricy possui dois pavimentos de amplas salas de exposição. O pavimento térreo tem área de 412 metros quadrados e o pavimento superior 509 metros quadrados - sendo 300 metros lineares com altura média de 4 metros - além da Sala Miguel Bakun, espaço de eventos. A denominação do espaço é uma homenagem a José Cândido de Andrade Muricy (1895-1984), escritor e crítico literário e musical.
A casa já abrigou importantes exposições como o 4º Salão Nacional de Cerâmica, Espaço Arte Alemanha, Erich Salomon e Barbara Klemm, Guilherme Glück, Direitos Humanos, imagens do Brasil e A Renault de Doisneau, entre outros. 

A obra do pioneiro Humberto Mauro na Cinemateca de Curitiba

Humberto Mauro foi um dos pioneiros do cinema nacional. Fez cerca de 260 filmes entre 1925 e 1974, sempre com temas brasileiros. Como nasceu em abril, este mês será homenageado pela Cinemateca de Curitiba com exibição de parte de sua obra cinematográfica, pertencente ao próprio acervo da Cinemateca ou cedido pela Programadora Brasil.
Personagem que atravessou diversas épocas históricas, do ciclo regional de Cataguases (período de produção cinematográfica regional centralizado na cidade da Zona da Mata mineira, de 1925 a 1930) até seu trabalho na direção do INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo) durante o Estado Novo, sua trajetória única lançou bases no registro do homem simples do interior, de seus costumes e tradições. "Não sou literato. Sou poeta do cinema. E o cinema nada mais é do que cachoeira. Deve ter dinamismo, beleza, continuidade eterna", dizia.
Nascido em 1897 em Volta Grande (na região de Cataguases), Mauro já tinha 26 anos quando se interessou por cinema. Seu primeiro filme, Valadião, o Cratera, foi rodado com uma câmera amadora e lançou uma das primeiras estrelas do cinema brasileiro, Eva Nil – filha do parceiro de Mauro, Pedro Comello.
O trabalho da dupla chamou a atenção do comerciante Homero Cortes, que os ajudou a comprar uma câmera mais profissional. Outro comerciante, Agenor de Barros, se juntou ao grupo e ajudou a viabilizar a criação da produtora Phebo Sul America Film, em 1926. Era uma época em que o Brasil vivia a expansão do mercado cinematográfico e a repercussão da Semana de Arte de 1922.
Após o colapso da Phebo, em 1929, Mauro rumou ao Rio de Janeiro com a família. Passou dificuldades no início, mas depois conseguiu se restabelecer. Uniu-se a Adhemar Gonzaga, fundador do estúdio Cinédia, onde dirigiu alguns filmes. Anos depois, a convite de Edgar Roquette-Pinto, passou a trabalhar no INCE. Lá dirigiu cerca de 300 documentários. O período lhe rendeu críticas devido ao alinhamento com o Estado Novo. Porém, muitos estudiosos ressaltam que, apesar de atender às encomendas do governo, sua produção escapava da rígida cartilha burocrática ao manter um olhar próprio, com as sequências e planos muitas vezes falando mais alto que a narração. Mauro morreu em 1983, na mesma cidade onde nasceu.