quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Raquel Frota expõe "Spyruckets" no La Pasta Gialla

O La Pasta Gialla, um dos restaurantes mais tradicionais da culinária italiana na cidade de Curitiba, com sua unidade no Espaço Gourmet do Park Shopping Barigui, apresenta desde 2014 a Gastronomia apreciada com Arte, que de lá para cá, sob a curadoria e orientação dos artistas visuais Carla Schwab e Eloir Jr., mantém a presença de obras em exposições especiais de artistas paranaenses e convidados.

A mostra - Do reencontro com sua adolescência, a artista cria sua série Cápsula Spyrukets, e retorna a psicodélica década de 1970 na qual consegue inspirações para esta irreverente fase. Amante das artes e admiradora das diversas expressões culturais, Raquel Frota retrata a sua inquietude gestual e matérica com forte presença pictórica, e revela figurações exóticas e descontraídas. A abstração funciona como cenário e palco para suas personagens, que interagem no bidimensional como atrizes de uma tropicália adormecida, e que acordam ao olhar da artista, repaginadas no século XXI.
Na contemplação deste reencontro “Teenager” oferecido por Raquel Frota, ainda reside e persiste o seu inato gestual, de frenéticas pinceladas e generosas faturas plásticas, que são finalizadas com símbolos muito particulares. Suas Spyrukets são genuínas, resultado desta sensibilidade expressiva da artista, e em certo momento de sua criação, as ditas personagens inspiram moda e dão gênese há uma série de bonecas de pano e feltro.

Sobre a Artista - Raquel Frota é graduada em psicologia pela PUC-PR, língua italiana pela Università di Perugia (Itália), frequentou o atelier de pintura da Associação Cultural Solar do Rosário com orientação da artista visual Carla Schwab, expondo suas obras em coletivas e individuais nos principais espaços culturais do país. Atualmente recebe orientação no curso de artes do Museu Alfredo Andersen em Curitiba-PR.

O La Pasta Gialla está situado no Park Shopping Barigui e os trabalhos de Raquel Frota estarão expostos até dia 7 de novembro, no horário de funcionamento do Shopping. Mais informações: 3317-6910.

Plinio Oliveira comemora 35 anos de carreira com “Show da Paz” no Guairão

No dia 21 de Setembro é celebrado o Dia Mundial da Paz e, para comemorar 35 anos de carreira, o cantor, compositor, pianista, regente e produtor cultural Plínio Oliveira fará o “Show da Paz 2017” no Teatro Guaíra, às 20h. O show é promovido pelo próprio artista, com o apoio do Grupo de Comunicação Rede Massa, da Associação Comercial do Paraná, do Disk Ingressos, do Shoppng Novo Batel, Studio D e do Centro Cultural Teatro Guaíra, e traz a participação especial da cantora lírica carioca Anatasha Meckenna.
Entre os projetos do artista o mais importante é o “Show da Paz”. Realizado desde 2004, Plinio Oliveira almeja que o show faça parte do calendário oficial da ONU, em comemoração ao Dia Mundial da Paz. Para ele, “trata-se de um show diferente, pois a cada música histórias de grandes personalidades humanitárias são contadas, criando um crescente envolvimento emocional da plateia. É comovente e profundo!”, explica. Com 13 anos de história, o “Show da Paz” já reuniu mais de 2 mil crianças no coro e mais de 30 mil pessoas na plateia, em 16 cidades diferentes.
O repertório deste ano apresenta canções do artista, canções populares brasileiras e clássicos internacionais, além da estreia da Orquestra Jovem da Paz. “Desejo que o "Show da Paz" seja meu legado. Que daqui a 220 anos as pessoas ainda continuem saindo de casa para cantar, assistir, exercitar solidariedade e se emocionar com a grandeza da vida”, conta Plinio, que ainda revela que o “Show da Paz” é a missão que escolheu para sua vida, a sua vocação. Os alimentos arrecadados com o show serão doados para a Associação Esperança e para o Pequeno Cotolengo, entre outras.
Comemorar 35 anos no palco do Guairão é um sonho para Plinio Oliveira, que já tem 52 CDs gravados. Ao longo desse tempo, muitos momentos foram marcantes na vida do artista como chegar no Uruguai para participar de um show e ser recebido com fogos de artifício. “O mais importante foi tocar minha primeira Sinfonia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, mas o mais tocante é ver as crianças cantando minhas canções de amor e paz”, orgulha-se Plinio.
As canções de Plinio Oliveira versam sobre amor e paz. Seus shows apresentam sensibilidade e suavidade. Suas composições navegam no mar da filosofia abordando temas da vida e do bem. “Se você, como a gente, acha que a vida pode ser melhor, com ternura, bondade, emoção, alegria e amor, venha para o "Show da Paz 2017". Você não está só!”, finaliza Plinio.

Sobre o artista - Plinio Oliveira é cantor, pianista, compositor, regente, produtor cultural, escritor, palestrante, orquestrador, apresentador de TV e diretor artístico. Começou a compor aos 8 anos sozinho ao piano. Com 16 anos ganhou seu primeiro prêmio em festivais de mpb. Aos 18 começou a trabalhar como arranjador em estúdios de gravação. Somente aos 27 anos Plinio lançou seu primeiro CD independente. Hoje são 52 CDs gravados, 11 DVDs lançados e 10 livros escritos.

O ingresso para o “Show da Paz 2017” corresponde a 1kg de alimento que pode ser trocado na bilheteria do Teatro Guaíra. Ingressos VIP, com lugares marcados na plateia central, serão oferecidos às pessoas que puderem contribuir financeiramente com o show. Contribuições: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/show-da-paz-2017. Mais informações no site www.showdapaz.com.br.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Cândido de setembro recupera a geleia geral de Torquato Neto

A edição de setembro do jornal Cândido, editado mensalmente pela Biblioteca Pública do Paraná, revisita a trajetória de Torquato Neto (1944-1972). Morto há 45 anos, a sua obra será celebrada em 2017 por meio de um série de iniciativas, da publicação de uma coletânea de poemas a eventos literários.
Biógrafo de Torquato há pelo menos dez anos, o jornalista Toninho Vaz aborda em três textos o percurso intelectual desse multiartista tropicalista, que deixou sua marca em várias frentes da cultura brasileira - do jornalismo à MPB, passando também pelo cinema e literatura.
A edição também traz a transcrição do bate-papo com a escritora Ana Miranda, que participou do projeto “Um Escritor na Biblioteca” no mês de julho. A autora falou, entre outros assuntos, sobre as suas primeiras experiências de leitura, o convívio com Rubem Fonseca e a criação de Boca do inferno, obra que representou um divisor de águas em sua produção literária.
O escritor cearense José de Alencar ganha destaque na ampla reportagem assinada pelo jornalista e escritor Marcio Renato dos Santos, que conta como o pesquisador Wilton José Marques localizou oito textos do autor que estavam perdidos no acervo do jornal Correio Mercantil (1848-1868). Inédito em livro, o material foi editado no recém-publicado Ao correr da pena (folhetins inéditos).
Entre os inéditos da edição, o Cândido publica contos de Edyr Augusto, Ana Maria Machado e Pedro Carrano, além de um poema de Francisco Alvim. A seção Cliques em Curitiba mostra o trabalho do músico e fotógrafo Denis Mariano.

O Cândido tem tiragem mensal de 10 mil exemplares e é distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba. O jornal também circula em todas as bibliotecas públicas e escolas de ensino médio do Estado. É enviado, pelo correio, para assinantes a diversas partes do Brasil. É possível ler a versão online do jornal em www.candido.bpp.pr.gov.br. O site também traz conteúdo exclusivo, como entrevistas, vídeos e inéditos. 

Escritora Cristiane Souza conversa com o público nesta quinta-feira na BPP

A Biblioteca Pública do Paraná promove nesta quinta-feira (21) mais uma edição do projeto “Aventuras Literárias”. A convidada é a escritora Cristiane Souza, que conversa com o público infantojuvenil sobre suas experiências de leitura e escrita. O evento acontece na Seção Infantil em dois horários, às 10h e às 14h30, com entrada franca.
Durante o bate-papo, que acontece no Dia da Árvore, a autora fala sobre seu livro “Pitangueiras”, que relata o passeio de uma menina com sua avó pela natureza, onde acontecem descobertas e experiências afetuosas. A obra será comercializada por um preço promocional (R$ 15,00) e no final do evento as crianças receberão mudas de árvores.
Cristiane Souza é jornalista, escritora de livros infantis e ministra oficinas literárias para crianças e adultos. É autora dos livros “Pinguinhos de Chuva” e “Qual é a Cor de Saturno?”. Sua obra é voltada para crianças em processo de alfabetização ou recém-alfabetizadas.

O PROJETO - Coordenado pela Seção Infantil da BPP, o projeto “Aventuras Literárias” promove encontros com autores infantojuvenis para discutir e valorizar a leitura e a literatura. Desde 2011, mais de 60 escritores já participaram do evento.

Mais informações: 3221-4980.

Programação do Natal terá música e o tema Curitiba, Luz dos Pinhais

Nesta terça-feira (19), o prefeito Rafael Greca fechou detalhes da programação oficial do Natal de Curitiba, que ocorrerá de 22 de novembro a 24 de dezembro. Além de decoração típica, apresentações musicais estão sendo programadas para diversos pontos da cidade. “Além dos concertos do Palácio Avenida, que já são tradicionais, nós vamos convocar todas as bandas de música, corais e orquestras”, disse Greca.
A decoração especial e os espetáculos serão levados aos atrativos e espaços conhecidos da cidade, como o Centro Histórico, a Rua XV de Novembro, as Ruas da Cidadania, a Capela Santa Maria, o Mercado Municipal, Aeroporto, a Rodoferroviária. Os ônibus da Linha Turismo ganharão um visual especial.
O prefeito ainda ressaltou o fato de programação ter início em 22 de novembro. “Dia de Santa Cecília, padroeira da música”, salientou. “A ideia é que a luz dos pinhais, que brilha em Curitiba, nos devolva um Natal de luz”, disse Greca.

Tradicionais - Nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, o Paço da Liberdade será iluminado com projeções de luz de temática natalina. O evento é gratuito e começa às 20h30.
O espetáculo de Natal do Bradesco 2017 está em sua 27ª edição – a segunda sob o comando do Bradesco. O tradicional coral natalino se apresentará de 1º a 17 de dezembro, às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h15, no Palácio Avenida em Curitiba.
Com o tema O Palácio Encantado, o espetáculo contará com mais de 100 crianças interpretando músicas nacionais e internacionais, com duração de 45 minutos por apresentação.

Turismo em alta - Com a temática Curitiba: Luz dos Pinhais, a programação tem o propósito resgatar o espírito natalino, segundo a presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra. “É uma forma de promovermos um Natal autêntico, com os traços tradicionais da cultura curitibana e dos povos que a formaram”, relatou.
Para Tatiana, a extensa programação também é uma forma de reposicionar a cidade como destino turístico na época. “Queremos que o turista tenha uma experiência inesquecível na cidade”, reforçou. Tatiana reforçou ainda a preocupação em antecipar a programação, para que a cadeia de serviços de turismo, como agências de viagens, possam se programa e divulgar o destino ao consumidor final.

Aliança Francesa comemora lançamento de livro de George Sand, em português

O romance “François, O Menino Abandonado” (editora Kazuá), de George Sand, pseudônimo da escritora francesa do século XIX, Aurore Dupin, será lançado em português, nesta quinta-feira (21), a partir das 17h, na Aliança Francesa. A tradução é de Liliane Mendonça, formada em Letras - Francês, pela UFPR.
Quando leu “François, Le Champi”, por recomendação da sua professora, a doutora em Letras pela USP e então professora da graduação na UFPR, Lúcia Cherem, a estudante apaixonou-se pelo romance campestre que conta a história do menino abandonado e depois adotado, que jamais se livrou do preconceito da sociedade.
No prefácio, Lúcia Cherem faz um apanhado sobre a autora francesa que adotou um cognome masculino para ser melhor aceita entre os intelectuais do século XIX. Contemporânea e muito amiga de autores geniais, como Gustave Flaubert e Honoré de Balzac, Aurore Dupin é uma referência para as feministas do mundo todo por ter conquistado seu lugar numa época em que dificilmente a mulher vivia de seu próprio trabalho.

Programa - O evento conta com o apoio de Marcelo Almeida, do projeto Soirées Littéraires, criado para estimular o hábito da leitura e a formação de grupos de discussão literária, sempre com obras da literatura francesa e francófona. Os livros serão fornecidos e colocados à disposição dos leitores por meio de empréstimo. Na ocasião, o romance campestre de George Sand será discutido pelo grupo que já terá lido e se emocionado com a história de François.
Para reviver o ambiente da casa onde a autora costumava receber seus amigos famosos, em Nohant, interior da França, a Aliança Francesa programou um recital de piano, uma Soirée Littéraire à Nohant, com composições de Liszt e Chopin, com quem Aurore Dupin viveu durante nove anos. A partir das 17h, a tradutora, Liliane Mendonça, estará à disposição para autografar o livro que será comercializado no local.

A autora - George Sand influenciou também o célebre autor Marcel Proust, que teve a obra lançada em português entre suas leituras preferidas da juventude. O livro é citado em seu famoso “Em Busca do Tempo Perdido”. “Esse romance de Sand parece inspirar toda a obra de Proust”, disse Antoinette Fouque, estudiosa da autora.
Segundo Lúcia Cherem, “o texto de Proust revela intimidade com a alma feminina, doméstica, sensorial, muito semelhante com o que nos encanta em Sand”.

A Aliança Francesa de Curitiba está situada na Rua Prudente de Moraes, 1101, Centro. Mais informações: 3223-4427.

Caixa Cultural Curitiba faz resgate da obra de Farnese de Andrade

A Caixa Cultural Curitiba apresenta até dia 19 de novembro, a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. A mostra reúne um conjunto de obras pertencentes a coleções particulares e dos herdeiros do artista, mapeando sua produção ao longo dos anos 1970, 1980 e 1990.
A exposição revela a linguagem única e singular do artista, mostrando sua personalidade e trajetória fundida com as fases de sua obra. A mostra prevê recursos de cor, som e iluminação para acentuar as características dos trabalhos e proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. Farnese de Andrade (1926-1996) é considerado um dos mais expressivos artistas de sua geração.
A exposição na Caixa Cultural propõe o resgate de sua memória através de uma mostra abrangente e relevante. O artista contribuiu de forma decisiva para a história da arte brasileira e agrega valores internacionais na construção das questões vanguardistas do século XX. Com uma produção ininterrupta participou de diversas bienais no Brasil e no exterior e suas obras hoje são disputadas entre grandes colecionadores.
Farnese é um dos mais valorizados artistas brasileiros e tem obras nas maiores coleções particulares e museus do Brasil e do mundo, como: Coleção de Arte Latino-Americana da Universidade de Essex, na Inglaterra, Instituto de Arte Contemporânea de Londres, MAC Niterói (RJ), Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), MAM RJ, Museu Nacional de Belas Artes e MAM SP, entre outras.
Além de obras, a mostra apresentará o filme “Farnese” (1970) do cineasta Olívio Tavares e Araújo – premiado como melhor curta-metragem no Festival de Brasília, em 1971, e único filme latino-americano selecionado no Festival de Cannes, em 1972. Também será exibido um vídeo contendo uma entrevista com o curador Marcus Lontra e textos/poemas que ajudam a elucidar a trajetória e os fundamentos artísticos de Farnese de Andrade.

Múltiplo Farnese - Farnese de Andrade foi um artista múltiplo, cuja produção, vida e arte se enlaçam de maneira inseparável dando origem a uma obra densa, de caráter fortemente autoral. Começou sua carreira como desenhista e gravador e, a partir de 1964, cria objetos ou assemblages com cabeças e corpos de bonecas, santos de gesso e plásticos, todos corroídos pelo mar, coletados nas praias e nos aterros. Passa a comprar materiais como redomas de vidro, armários, oratórios, nichos, caixas e imagens religiosas em lojas de objetos usados, de antiguidades e depósitos de demolição.
Utiliza com frequência velhos retratos de família e cartões-postais, e começa a realizar trabalhos com resina de poliéster, sendo considerado um pioneiro da técnica no Brasil. Apontado como dono de uma personalidade difícil e de um trabalho marcadamente autobiográfico, Farnese revelou nas obras sua densa trajetória pelas memórias de infância, do pai, da mãe, dos irmãos, da sagrada família mineira e de sua fase oceânica, além de um certo aspecto libertário e transgressor, a partir de sua mudança para o Rio de Janeiro.
Enclausurado na própria solidão, expressou principalmente o embate dos seus medos, dores, tristezas, rancores, complexos, perdas, depressões, recalques, pânicos, relações, fetiches, libido, euforias e alguma alegria. A poética de Farnese de Andrade, pautada no inconsciente, contrasta com as de outras tendências do período, como as da arte construtiva e concreta. Construiu assim, uma obra na qual o lirismo oscila do concreto ao abstrato e o bruto consegue ser gentil.

Sua história - Farnese de Andrade nasceu em Araguari. Entrou em 1945 na Escola do Parque de Belo Horizonte, onde foi aluno de Guignard e contemporâneo de artistas como Amílcar de Castro, Mary Vieira e Mário Siléso. Quando mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1948, trabalhou como ilustrador para o suplemento literário dos jornais Diário de Notícias, Correio da Manhã e Jornal de Letras, e para as revistas Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete, entre 1950 e 1960. Sua primeira exposição individual de desenhos foi em 1950.
Em 1959, começou a frequentar o ateliê de gravura do MAM RJ, onde estudou gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez. Produziu gravuras abstratas, com formas regulares e cores fortes. Nas matrizes, utiliza materiais encontrados nas praias, como pedaços de madeira cheios de sulcos. Em 1965, realiza a série de desenhos Eróticos e inicia os Obsessivos. Bolsista do governo brasileiro, viajou em 1970 para Barcelona. Sua volta em 1975 rendeu frutos e a fama de Farnese fortaleceu a paisagem artística brasileira.
Mas não é por seu trabalho na gravura, sempre abstrato, nem como desenhista, seja abstrato ou figurativo, que ele é, hoje, conhecido e reconhecido, mas pela criação dos objetos chamados BoxForms, cuja matriz explodida e iconoclasta é o Barroco da sua infância. Oratórios, pedaços de madeira de igreja, ex-votos, etc. constituíram, até a sua morte, um mundo estranho, às vezes mórbido e com fortes referências eróticas. Resultado de uma infância secreta, a obra sempre onírica e poética dá força e senso a um trabalho sem igual.

A mostra “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial” pode ser visitada de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h.