quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Violinista francês Nicolas Krassik mistura samba, forró e jazz na Oficina nesta quinta


O público curitibano terá a oportunidade de assistir, nesta quinta-feira (24), um dos maiores músicos de jazz do mundo. O violinista francês Nicolas Krassik, que se apresentará no Teatro do Paiol, às 19h, promete um show vibrante para ouvir e também dançar, pois além de jazz tem choro, forró e samba.
Krassik já era um músico e tanto quando veio ao Brasil pela primeira vez, em 2001. Passou o carnaval no Rio de Janeiro, e se deixou levar para sempre pelos ziriguiduns, choros e sambas que ouviu no bairro boêmio da Lapa.
Instrumentista formado pelo Conservatório de Nacional de Música da França e aluno egresso de uma das melhores escolas de jazz do país, Nicolas Krassik, 49 anos, é um dos professores debutantes da 36ª Oficina de Música de Curitiba, que segue até domingo (27).
“Já era apaixonado pela música brasileira que ouvia na França. A melhor coisa que fiz foi conhecer a Lapa e todo seu forte movimento instrumental”, diz Krassik, com sotaque carioca de fazer inveja à Garota de Ipanema.
Não demorou para o francês se inserir na cena do choro e do jazz urbano carioca, na companhia privilegiada de Yamandú Costa, Henrique Cazes, Eduardo Neves e Carlos Malta. “Quando vi, estava dando canja ao lado destes bambas”, lembra.
Nicolas Krassik radicou-se no Brasil ainda em 2001, e hoje mora em São Paulo. Desde então, já tocou e gravou com Beth Carvalho, Marisa Monte e João Bosco. Para homenagear a turma que lhe abriu as portas, lançou em 2004 o disco “Na Lapa”, com obras de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Dominguinhos, Gilberto Gil e Luiz Gonzaga.
Em 2009, seu disco “Odilê, Odilá”, em que interpreta obras de João Bosco com arranjos do pianista e acordeonista Marcelo Caldi, foi incluído na relação de os melhores discos do ano, do jornal “O Globo”. Atualmente a música nordestina é seu mais novo interesse. Krassik criou o projeto “Cordestino”, em que se dedica ao forró e ao baião, sempre com o violino em destaque.

ENRIQUECEDOR - Participar da Oficina de Música, mesmo para um músico de currículo indiscutível, é uma oportunidade enriquecedora. “Serão duas semanas de encontros intensos, de trocas musicais com professores e alunos. Estou muito feliz por isso, e por saber que minha oficina está com as inscrições esgotadas”, diz o músico, que mesmo carregando a tradição francesa dos violinistas de jazz, irá ministrar o curso de Cordas Populares (violino, viola e violoncelo), reforçando o caráter eclético da Oficina de Música de Curitiba.
Com sólida formação erudita num continente historicamente musical como a Europa, Nicolas Krassik destaca a relevância e o ineditismo da Oficina de Música de Curitiba. “Por lá existem cursos e oficinas no meio erudito, geralmente no verão. Mas não assim, abrangente e musicalmente democrático”.

A programação da 36ª Oficina de Música de Curitiba continua até domingo (27) com muita música pela cidade. Os eventos podem ser consultados diretamente no site www.oficinademusica.org.br.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

André Midani: “O Brasil inteiro deveria conhecer a Oficina de Música”


Nome fundamental para a indústria fonográfica brasileira, André Midani esteve em Curitiba no último fim de semana para um bate-papo na Capela Santa Maria, como parte da 36ª edição da Oficina de Música de Curitiba. Aos 87 anos, o “midas” da música nacional, responsável por lançar João Gilberto, Elis Regina, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Raul Seixas, entre outros, falou sobre sua primeira visita à Curitiba, a relação que mantém com a música e os novos movimentos musicais no Brasil.
“A falha de nunca ter vindo para cá é totalmente minha. Este evento, a Oficina, é algo que o Brasil inteiro deveria conhecer, é maravilhoso”, disse Midani, que nasceu Síria e chegou ao Brasil em 1955. Até a década de 1990, Midani esteve à frente das principais gravadoras do país, como Companhia Brasileira de Discos, filial da Philips, Phonogram, Polygram e Warner.
Suas histórias são saborosas. Midani gosta de dizer que “nunca descobriu” os artistas com os quais já trabalhou “porque eles já estavam lá”. Nos anos 1960, o empresário recebeu um desafio de seus patrões da Polygram-Europa: fazer com que em três anos o selo desse lucro no Brasil. Para isso, catalogou 150 artistas e “ouviu tudo em um mês, sem nem ter tempo de ir ao banheiro”. Destes, selecionou 50, levando em consideração critérios “lógicos” como qualidade musical, empatia e força de trabalho.

FIM DE UMA ERA? - Com a popularização dos streamings e a independência autoral proporcionada pela internet e pelas novas tecnologias, a figura do empresário musical é colocada em xeque.
“Sinceramente, não sei se a música ainda precisa dessas pessoas. Há sinas de que sim, e outros de que não. Hoje um músico de 15 anos já faz sucesso sozinho, estamos no meio dessa loucura”, explicou. “O desaparecimento das companhias de disco e dos empresários pertence ao passado. Haverá outras manifestações profissionais mais adaptadas a esses novos tempos”.
Responsável também por lançar Kid Abelha, Barão Vermelho, Titãs, Ultraje a Rigor e Arnaldo Antunes – “o maior poeta de sua geração” –, além do cubano Céspedes, do argentino Fito Paez e do mexicano Luis Miguel, Midani vê com bons olhos os recentes movimentos musicais brasileiros, como o sertanejo universitário e o funk.

RESPONSABILIDADE CULTURAL - “É muito bom saber que a juventude tem uma música para dialogar. Esse mundo do sertanejo, por exemplo, é muito rico. E por isso é necessário alguém para fazer com que estes músicos acordem para a responsabilidade cultural que têm. Eu já tenho 87, não farei isso”, brinca Midani, que em 2008 lançou seu livro de memórias, “Do Vinil ao Download”.
Depois de uma vida inteira dedicada à música brasileira, Midani “deslocou sua sensibilidade musical” e hoje prefere ouvir sonatas de Schubert, Debussy e Beethoven em casa, seja em programas de streaming ou no toca-discos. E as dicas que dá para novos artistas? “Trabalhe, trabalhe, trabalhe, trabalhe. Movido a paixão ou ódio. Mas trabalhe”.
O bate-papo teve a participação de estudantes da Oficina de Música, da presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Ana Cristina de Castro, e do presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Marino Galvão Júnior.

Mariah Luz, do O que fazer Curitiba, ministra palestra gratuita no "Vem pra FAE"


A FAE promove nesta quinta-feira (24) o concurso cultural “Vem pra FAE”, que premiará três participantes com bolsas de estudos de 50 a 75%. O evento tem a intenção de apresentar os cursos da instituição, de promover troca de experiências com ex-alunos e de tirar dúvidas sobre o mercado de trabalho. Ainda, nesta edição, a influencer Mariah Luz, do “O que fazer Curitiba”, estará presente para contar ao público como fez do seu hobby um negócio. O evento, que acontece no Teatro Bom Jesus, na rua 24 de Maio, 135, é gratuito e está programado para iniciar às 19h30min. Não é necessária a inscrição prévia. Para mais informações, ligue 0800 727-4001.

VEMPRAFAE - O “Vem pra FAE” é voltado aos calouros e aos vestibulandos interessados em mais informações da FAE e dos cursos ofertados no processo seletivo de verão. No evento, os presentes terão, ainda, a oportunidade de concorrer a bolsas de estudos, que serão concedidas aos que melhor descreverem esta frase “O que eu espero da FAE para a minha formação?”. As três melhores frases ganharão bolsas de estudos que devem ser utilizadas em 2019, conforme regulamento, acessível no fae.edu/vemprafae.
O primeiro colocado terá direto a uma bolsa de 75% durante todo o primeiro ano. O segundo e o terceiro colocados ganham 50% de desconto no primeiro semestre. As melhores frases serão escolhidas pela comissão julgadora, formada por membros da organizadora.

O QUE FAZER CURITIBA - A Mariah Luz, formada, em 2017, em Administração pela FAE, criou este canal, focado em gastronomia e entretenimento, “O que fazer Curitiba” no Instagram® como um hobby. O canal, atualmente referência no segmento, conta com cerca de 200 mil seguidores e mais de 3 milhões de impressões semanais. No Vem pra FAE, a Mariah vem contar um pouco sobre como está trilhando sua carreira de sucesso e vai falar também de como a FAE a ajudou nessa caminhada.

Sairam as listas com os indicados ao Oscar e ao Framboesa de Ouro 2019


A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta terça-feira (22) os indicados ao Oscar 2019. Os destaques da lista são “Roma” e “A Favorita”.
Os dois filmes são os recordistas de indicações do Oscar 2019, com dez cada um. Ambos estão selecionados nas principais categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção e Melhor Roteiro. “Roma, o longa de Alfonso Cuarón, ainda conseguiu uma dobradinha ao ser indicado para Melhor Filme Estrangeiro.
Outros destaques ficaram por conta de “Pantera Negra”, primeiro filme da Marvel a concorrer por Melhor Filme, que ficou com oito indicações. Ao lado do longa do herói estão ainda “Nasce Uma Estrela”, com Bradley Cooper e Lady Gaga, e “Vice”, também concorrendo em oito categorias.
A 91ª edição do Oscar acontece no dia 24 de fevereiro. Após a desistência de Kevin Hart, a cerimônia não contará com um apresentador fixo pela primeira vez em 30 anos.

Confira a lista completa de indicados ao Oscar 2019:

MELHOR FILME
Pantera Negra
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book: O Guia
Roma
Nasce Uma Estrela
Vice

MELHOR ATRIZ
Yalitza Aparicio (Roma)
Glenn Close (A Esposa)
Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)

MELHOR ATOR
Christian Bale (Vice)
Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (Vice)
Marina De Tavira (Roma)
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR DIREÇÃO
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Alfonso Cuarón (Roma)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
A Favorita
First Reformed
Green Book: O Guia
Roma
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
The Ballad of Buster Scruggs
Infiltrado na Klan
Poderia Me Perdoar?
Se a Rua Beale Falasse
Nasce Uma Estrela

MELHOR FIGURINO
The Ballad of Buster Scruggs
Pantera Negra
A Favorita
O Retorno de Mary Poppins
Duas Rainhas

MELHOR CABELO
Border
Duas Rainhas
Vice

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE/DESIGN DE PRODUÇÃO
Pantera Negra
A Favorita
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Roma

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Pantera Negra
Infiltrado na Klan
Se a Rua Beale Falasse
Ilha dos Cachorros
O Retorno de Mary Poppins

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
All the Stars – Pantera Negra
I’ll Fight – RBG
The Place Where Lost Things Go – O Retorno de Mary Poppins
Shallow – Nasce Uma Estrela
When A Cowboy Trades His Spurs For Wings – Ballad of Buster Scruggs

MELHOR FOTOGRAFIA
Guerra Fria
A Favorita
Never Look Away
Roma
Nasce Uma Estrela

MELHOR EDIÇÃO
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Green Book: O Guia
Vice

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Um Lugar Silencioso
Roma

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
O Primeiro Homem
Roma
Nasce Uma Estrela

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin
O Primeiro Homem
Jogador N°1
Han Solo: Uma História Star Wars

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Free Solo
Hale County This Morning, This Evening
Minding the Gap
Of Fathers and Sons
RBG

MELHOR ANIMAÇÃO
Os Incríveis 2
Ilha dos Cachorros
Mirai
Wifi Ralph
Homem-Aranha no Aranhaverso

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Capernaum (Líbano)
Guerra Fria (Polônia)
Never Look Away (Alemanha)
Roma (México)
Shoplifters (Japão)

MELHOR CURTA ANIMADO
Animal Behavior
Bao
Late Afternoon
One Small Step
Weekends

MELHOR CURTA EM DOCUMENTÁRIO
Black Sheep
End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence.

MELHOR CURTA EM LIVE-ACTION
Detainment
Fauve
Marguerite
Mother
Skin


FRAMBOESA DE OURO - A Framboesa de Ouro não poderia ficar de fora da temporada de premiações. Na noite de domingo (20), os indicados ao prêmio de piores do cinema foram anunciados.
Na 39ª edição da premiação, até mesmo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, não escapou de concorrer ao título. A organização da Framboesa de Ouro usou como justificativa as aparições do político nos documentários “Fahrenheit 11/9” e “Death of a Nation”.
Entre os filmes, “Robin Hood: A Origem”, “Holmes & Watson”, “Crimes em Happytime”, “Gotti” e “A Maldição da Casa Winchester” concorrem ao principal, ou menos aclamado, prêmio da Framboesa de Ouro.
A cerimônia para conhecer os piores do cinema acontece no dia 23 de fevereiro, uma noite antes do Oscar.

Confira a lista completa dos indicados ao Framboesa de Ouro 2019:

PIOR FILME
Robin Hood: A Origem
Holmes & Watson
Crimes em Happytime
Gotti
A Maldição da Casa Winchester

PIOR ATRIZ
Jennifer Garner – A Justiceira
Amber Heard – London Fields
Melissa McCarthy – Crimes em Happytime
Helen Mirren – A Maldição da Casa Winchester
Amanda Seyfried – Espectador Profissional

PIOR ATOR
Johnny Depp (apenas voz) – Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim
Will Ferrell – Holmes & Watson
John Travolta – Gotti
Donald J. Trump (como ele mesmo) – Death of a Nation e Fahrenheit 11/9
Bruce Willis – Desejo de Matar

PIOR ATOR COADJUVANTE
Jamie Foxx – Robin Hood: A Origem
Ludacris (apenas voz) – Show Dogs: O Agente Canino
Joel McHale – Crimes em Happytime
John C. Reilly – Holmes & Watson
Justice Smith – Jurassic World: O Reino Ameaçado

PIOR ATRIZ COAJUVANTE
Kellyanne Conway (como ela mesma) – Fahrenheit 11/9
Marcia Gay Harden – Cinquenta Tons de Liberdade
Kelly Preston – Gotti
Jaz Sinclair – Slender Man
Melania Trump (como ela mesma) – Fahrenheit 11/9

PIOR COMBINAÇÃO
Qualquer dupla ou fantoches (especialmente naquelas cenas de sexo grotescas) – Crimes em Happytime
Johnny Depp e a sua carreira que rapidamente desaparece (ele fazendo voz para animações) – Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim
Will Ferrell & John C. Reilly (acabando com dois personagens amados da literatura) – Holmes & Watson
Kelly Preston & John Travolta (conseguindo críticas ao estilo A Reconquista) – Gotti
Donald J. Trump e a sua mesquinharia que se perpetua – Death of a Nation & Fahrenheit 11/9

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA
Death of a Nation (remake da América de Hillary)
Desejo de Matar
Holmes & Watson
Megatubarão (cópia de Tubarão)
Robin Hood: A Origem

PIOR DIRETOR
Etan Cohen – Holmes & Watson
Kevin Connolly – Gotti
James Foley – Cinquenta Tons de Liberdade
Brian Henson – Crimes em Happytime
Os irmãos Spierig (Michael e Peter) – A Maldição da Casa Winchester

PIOR ROTEIRO
Death of a Nation
Cinquenta Tons de Liberdade
Gotti
Crimes em Happytime
A Maldição da Casa Winchester


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Cinemateca tem programação de filmes com temáticas musicais


Os acordes musicais se apresentam em diversas formas de arte na Oficina de Música de Curitiba. A Cinemateca está com uma programação que une a temática musical com drama, romance e aventura, em longas metragens selecionados pelo jornalista e cinéfilo Marden Machado. A programação segue até o último dia da Oficina de Música (27). As entradas custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).
Com seleção de filmes brasileiros, o documentário “Torquato Neto, Todas as Horas do Fim” abre a agenda. O longa acompanha a infância do artista integrante da Tropicália, até sua morte com 28 anos. O ator Jesuíta Barbosa dá vida a poemas e outros escritos de Torquato.
Filmes ficcionais completam a programação, como “Todas as Canções de Amor” (foto), “Paraíso Perdido” e “Quase Samba”. “Quis valorizar o produto nacional, escolhendo filmes de grande qualidade que tiveram pouca visibilidade na cidade. Usando a música como mote, pude ver filmes que envolvam compositores e escolas musicais, universos que os estudantes da Oficina se sintam familiarizados”, explica Marden.
Mas não é só para os especializados em música que a programação está montada. “A intenção é que quem assista ou se sinta em casa ou que desperte o interesse pela música, não só aprender um instrumento, mas para saber apreciar a arte”, conclui Machado. 

Veja a programação abaixo

22 de janeiro, às 16h
Filme: TORQUATO NETO - TODAS AS HORAS DO FIM
Direção: Eduardo Ades, Marcus Fernando

24 e 26 de janeiro, às 16h e 27, às 19h
Filme: TODAS AS CANÇÕES DE AMOR
(BR, 2018, romance, 90’, 14 anos) Direção: Joana Mariani
Elenco: Marina Ruy Barbosa, Bruno Gagliasso, Luíza Mariani. Chico e Ana se mudam para um novo apartamento em São Paulo. Enquanto arrumam as coisas, ela acha uma fita K7 e decide escutar. Trata-se de uma mixtape que Clarisse fez 20 anos antes para seu marido, Daniel. Os dois casais, apesar de distanciados pelo tempo, têm muito em comum.

23 de janeiro às 16h e 26 de janeiro, às 19h
Filme: PARAÍSO PERDIDO
(BR, 2018, drama musical, 111’, 14 anos) Direção: Monique Gardenberg
Elenco: Lee Taylor, Jaloo, Júlio Andrade. Paraíso Perdido é um clube noturno gerenciado por José (Erasmo Carlos) e movimentado por apresentações musicais de seus herdeiros. O policial Odair se aproxima da família ao ser contratado para fazer a segurança do jovem talento Ímã, neto de José e alvo frequente de homofóbicos, e aos poucos o laço entre o agente e o clã de artistas românticos vai se revelando mais e mais forte - com nós surpreendentes.

25 e 27 de janeiro, às 16h
Filme: QUASE SAMBA
(BR, 2015, drama, 82’, 16 anos) Direção: Ricardo Targino
Elenco: Mariene de Castro, João Baldasserini, Otto. Teresa é uma cantora de samba, que mora na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Mãe solteira de um filho pequeno, ela está grávida do segundo filho, e luta para sustentar a família. Dois homens aparecem em sua vida: o primeiro é o antigo namorado, um policial grosseiro e violento, e o segundo é um jovem atencioso, disposto a assumir a paternidade do futuro bebê. Enquanto o coração de Teresa se divide, ela conta com a ajuda do melhor amigo.


Mônica Salmaso e Nelson Ayres apresentam cancioneiro popular na Oficina de Música nesta terça


A cantora Mônica Salmaso e o pianista Nelson Ayres são os músicos convidados do Coral Sanepar para um show nesta terça-feira (22), no Guairão, na 36ª Oficina de Música de Curitiba.
Em apresentação única, o espetáculo terá cancioneiro popular, com ênfase em temas que remetem ao meio ambiente e em especial à valorização da água.
O Coral Sanepar é formado por 20 vozes masculinas e femininas, empregados e ex-empregados da Sanepar, regidos pela maestrina Cristiane Alexandre e pelo maestro Dirceu Saggin, ambos de Curitiba.
Mônica Salmaso é uma das maiores intérpretes da música brasileira. Em 2018, recebeu o Prêmio da Música Brasileira como melhor cantora regional e com o álbum “Caipira”, na categoria regional.
Nelson Ayres está entre os grandes nomes da música instrumental brasileira, com longa trajetória como regente, arranjador, instrumentista e produtor musical. Foi maestro da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo por dez anos e regente de outras orquestras no Brasil e no exterior, como a Orquestra Filarmônica de Israel.
“É uma alegria dividir o palco com esses dois músicos que nos inspiram e ainda mais dentro da programação da Oficina de Música de Curitiba, um dos maiores eventos da música brasileira”, afirma a maestrina do Coral Sanepar, Cristiane Alexandre.
Os ingressos para o show Coral Sanepar convida Mônica Salmaso e Nelson Ayres custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia) e estão à venda pelo site Disk Ingresso.
A Oficina de Música de Curitiba vai até domingo (27) com grandes shows, concertos e formação musical. A programação completa está o site www.oficinademusica.org.br.
Você também pode receber informações da programação pelo WhatsApp, cadastrando o número 41 9876-2903 (no whats não precisa do 9 a mais) ou mande um “oi” pelo link https://goo.gl/ucboic para ser automaticamente cadastrado.


Oficina de Música nesta terça-feira (22)

RECITAL DE VIOLÃO COM WALMOR BOZA
John Dowland - Tarelon’s Resurrection, Dr. Case’s Pavan, A Dream, Dowland’s First 12h
Comunidade Luterana Igreja de Cristo (Rua Inácio Lustosa, 309, São Francisco)
Gratuito

FRAGMENTOS DE GUERRA – RELEITURAS DO ROSA ARMORIAL PARA A OBRA DE GUERRA-PEIXE
Teatro da Caixa (RUA Conselheiro Laurindo, 280, Centro)
Às 12h30
R$ 30,00 e 15,00 (meia)

RODA DE SAMBA DO SINDICATIS
Sindicatis se reúne para cantar sambas antigos, partido alto e de terreiro
Memorial da Cidade (Rua Claudino dos Santos, 79, São Francisco)
Às 18h30
Gratuito

LANÇAMENTO DO DVD FARREAR – ROGÉRIA HOLTZ E CONVIDADOS
Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n, Prado Velho)
Às 19h
R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)

DOXOLOGY BIG BAND JAZZ
Reservatório São Francisco (Rua dos Presbíteros, 59 - São Francisco)
Às 19h30
Gratuito

CORAL SANEPAR CONVIDA MONICA SALMASO E NELSON AYRES
Guairão (Rua Conselheiro Laurindo, s/n – Curitiba)
Às 20h
R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)

MÚSICA DE CÂMARA
Capela Santa Maria (Rua Conselheiro Laurindo, 273)
Às 20h
R$ 30,00 e 15,00 (meia)

NOITE DO CHORO
Em clima de Roda de Choro os professores da Oficina de Música se encontram para interpretar clássicos do gênero.
Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1.299, Centro)
Às 21h
R$ 30,00 e 15,00 (meia)

A nova edição da revista “Helena” já está disponível


Já está em circulação o número 10 da “Helena”, a revista de artes, ensaios e reportagens da Biblioteca Pública do Paraná. A edição abre com um perfil, assinado pela jornalista Mariana Sanchez, do curitibano Rimon Guimarães, um dos nomes mais festejados da street art na atualidade. Também em Curitiba, o repórter André Pugliesi mostra o cotidiano dos beatmakers locais, que transformaram a cidade em um centro de empreendimentos relacionados ao movimento hip-hop.
Nesta edição da revista, João Moreira Salles fala sobre cinema, violência, jornalismo e o futuro do Brasil em entrevista a Luiz Rebinski. Adriana Negreiros trata dos perigos da construção romanceada em torno das figuras de Lampião e Maria Bonita. Jones Rossi alerta para o efeito nefasto que a censura em nome das “boas intenções” pode produzir na cultura e na intelectualidade.
André de Leones resgata a dicção única e o estilo febril de “Madona dos Páramos”, romance lançado em 1982 pelo mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke (1936-2008). Cristian Brayner aponta caminhos para a valorização do equipamento cultural mais popular do país - a biblioteca. Christian Schwartz apresenta uma investigação pessoal sobre o aforismo, gênero que atravessa os séculos conquistando leitores.
A revista ainda traz uma crônica de Paulo Krauss, contos de Luci Collin e Nelson de Oliveira, poemas de Zuca Sardan, HQ de Aline Daka e fotos de Isabella Lanave, Murilo Ribas e Elisandro Dalcin - além de ilustrações de Caco Galhardo, Tereza Yamashita, Tita Blister, Mário de Alencar, FP Rodrigues, Guilherme Caldas, Benett e Visca.
A “Helena” tem tiragem de mil exemplares e distribuição gratuita na BPP e em todas as bibliotecas públicas do Paraná, além de pontos de cultura de Curitiba. Também é enviada por correio para jornalistas, escritores, acadêmicos e artistas gráficos de todo o Brasil. Leia online em http://www.helena.pr.gov.br.