
Picasso viveu 92 anos. O diretor e coreógrafo da peça, Marcos Morau, resumiu toda essa riqueza cultural em um espetáculo de 50 minutos. “Essa é a graça da arte: dá para sintetizar tudo”, diz ele. “É um bombardeio de ideias. E aí acaba”.
O bombardeio proposto por Morau é deliberadamente exagerado. “Fomos muito atrevidos”, diz. Tanya Beyeler, atriz e assistente de direção, antecipa que histrionismo e hiper-realismo permeiam toda a apresentação. “É quase caricato. A força das imagens foi o modelo encontrado pela produção para retratar a grandeza do pintor".
O nome do espetáculo, Los Pájaros Muertos (“os pássaros mortos”), é uma alegoria à longevidade do pintor, que ao longo da vida viu muitos de seus amigos partirem. O espetáculo foi premiado no maior evento de teatro de rua da Espanha, o Festival de Carrega, em San Miguel.
O que a produção espanhola espera do público curitibano? “Todo dia eu me pergunto: o que eles vão achar disso tudo?”, confessa o diretor. “Trouxemos a figura de Picasso...” O resto fica por conta da plateia.
Acompanha a programação do festival pelo site: http://www.festivaldecuritiba.com.br/busca
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