A programação das duas salas de cinema
mantidas pela Fundação Cultural de Curitiba - a Cinemateca e o Guarani, no
Portão Cultural - está passando por uma reformulação. A ideia é principalmente
definir novos conceitos para ambas, para que passem a atrair públicos regulares
e maiores.
Parte da programação de outubro ainda
deve ser definida ao longo do mês. Por isso vale ficar atento ao site e às
redes sociais da Fundação Cultural de Curitiba. Mas uma das principais ações já
começou em setembro, com a criação da Sessão Clássicos do Acervo. O primeiro
filme exibido foi “Ran”, de Akira Kurosawa, que encheu a sala da Cinemateca.
O clássico escolhido para outubro é “Fitzcarraldo” (foto),
filme de Werner Herzog que conta a história de Brian Sweeney Fitzgerald,
excêntrico empreendedor irlandês que, no século XIX, no apogeu do ciclo da
borracha, sonha em construir um teatro de ópera no meio da Amazônia Peruana. A
exibição acontece no sábado (5), às 19h.
Entre os dias 7 e 16, será exibida mais
uma mostra, a de Cinema Japonês: Retrospectiva Mikio Naruse, um dos mestres do
cinema oriental.
Já no Cine Guarani haverá programação
fixa entre os dias 1º e 24, sempre às 16h, de terça-feira a domingo. A sessão
exibida é a Curtas para a Primeira Infância, com curtas-metragens para as
crianças escolhidos entre os melhores produzidos no Brasil nos últimos anos.
Entre os dias 25 e 31, o filme das 18h
será o sul-coreano A Visitante Francesa, de Hong Sang-soo, que participou da
Seleção Oficial do Festival de Cannes 2012. Às 20h, é a vez da Mostra de Cinema
Nikkei em Curitiba, composta por filmes de curta e longa metragem, e que visa
exibir momentos da vida dos imigrantes japoneses, ainda pouco divulgados entre
as comunidades nipo-brasileiras e de apreciadores da cultura daquele país.
Regularidade - “O importante é que
nossos cinemas sejam locais que tenham fluxo de pessoas com regularidade. E que
também sejam espaços de pensamento e discussão do cinema”, afirmou o presidente
da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli.
Para que isso aconteça, ele - que
assumiu a coordenação da linguagem de Cinema e Audiovisual da FCC em junho -
acredita que os locais precisam melhorar suas estratégias de divulgação.
“Porém, antes disso, é necessário que tenham programações consistentes, regulares
e temáticas”, completou.
Ideias não faltam. Entre os trabalhos
que podem inspirar essas mudanças em Curitiba estão os que a Fundação Joaquim
Nabuco vem promovendo no Recife, atraindo 60 mil pessoas por ano a sua sala de
cinema. Projetos realizados em Fortaleza e Belo Horizonte também podem servir
de modelo.
Cordiolli também lembra que, além de
convênios com distribuidoras e outros municípios, é possível fortalecer
parcerias internacionais, seja com consulados ou com outros órgãos estrangeiros
que atuam em Curitiba. Outra possibilidade é replicar, nas salas curitibanas, a
programação de mostras e festivais de outras cidades.

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