“Cinco Peças e Uma Farsa”, novo livro
do escritor e jornalista Otavio Frias Filho, será lançado no Festival de
Curitiba, dia 29 de março, no Memorial de Curitiba, às 16h. A obra reúne seis
peças escritas na entrada dos anos 1990 e no início da década passada: “Tutankáton”,
“Rancor”, “Típico Romântico”, “Sonho de Núpcias”, “Utilidades Domésticas” e “Breve
História de uma Perversão Sexual”.
Duas delas, “Tutankáton” e “Utilidades
Domésticas”, ainda não foram encenadas. A vida semiclandestina desses textos se
explica pelas resistências de um autor que nunca deixou de se sentir uma
espécie de penetra no reino de Dionísio, a despeito de sua relação visceral com
o teatro.
Os temas que percorrem “Cinco Peças e
Uma Farsa” (320 páginas, 6 ilustrações, R$ 49,90) vão desde política, religião,
arte e amor, passando pelo romântico, homossexual e transgressivo. A sequência
das peças obedece a uma ordem: “Tutankáton”, na abertura, à “Breve História de
uma Perversão Sexual”, a farsa final, a linguagem vai do registro elevado ao
escracho e à paródia pornográfica.
As peças apontam para algo como uma
crítica da Restauração – na política, nas artes e no comportamento, na esfera
dos afetos. Cada uma à sua maneira, elas encenam a revanche conservadora das
últimas décadas contra as ilusões da sensibilidade e dos ideais progressistas.
O autor - Otavio Frias Filho nasceu em São Paulo , em 1957. Fez
os cursos de direito e ciências sociais na Universidade de São Paulo. Desde
1984, é diretor jornalístico da Folha de S. Paulo. Publicou um livro de peças teatrais,
“Tutankáton” (1991), e três coletâneas de ensaios, “Deponta-cabeça” (2000), “Queda-livre
- ensaios de risco” (2003) e “Seleção natural - ensaios de cultura e política”
(2009).
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