
Meursault leva uma vida banal: recebe a notícia da morte da mãe, comete um crime, é preso, julgado e arrastado pela correnteza da vida e da história. Seu drama pode ser lido como o drama de qualquer pessoa do seu século, que se depara com o absurdo, ponto central da obra de Camus. O protagonista não encontra consolo para o que acontece em sua trajetória, não acha explicação na fé, religião ou ideologia, ou seja, não tem onde se amparar. É um homem livre, sua vida está em aberto. Ele se depara e se angustia diante da liberdade e do absurdo e quando descobre que essas duas condições são intrínsecas, finalmente encontra a paz.
A versão apresentada é do dinamarquês Morten Kirkskov, amigo de Guilherme, assistida pelo ator e por Vera Holtz na própria Dinamarca. O processo de maturação da ideia para a encenação da peça durou dois anos, período em que o ator fez leituras dramatizadas para amigos. "Eu já gostava do livro e fiquei encantado com a possibilidade de levar ‘O Estrangeiro' aos palcos", conta Guilherme.
Vera Holtz aceitou o desafio de dirigir o amigo, apesar da agenda atribulada. "Aceitei dirigir o Guilherme porque somos amigos há 20 anos e existe uma cumplicidade muito grande entre nós. Já trabalhamos juntos na televisão e no palco, mas agora posso exercer outro olhar e ver o Guilherme de fora", explica.
“O Estrangeiro” será encenada na sexta e no sábado, às 21h e no domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia e clientes Caixa). Mais informações: 2118-5111.
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