Neste dia 6 (terça-feira), a Tulipas
Negras Editora promove o lançamento de sua quarta fornada editorial, a partir
das 19 horas, no Museu Guido Viaro (rua XV de Novembro, 1.348), em Curitiba. Na ocasião,
serão distribuídos - gratuitamente - 4 mil livros-contos, 1 mil de cada título
dos quatro autores editados. O selo curitibano publica “O velho poeta”, de Dalton
Trevisan, “Encontros e desencontros”, de Marisa Villela, “4 Contos”, de Oneide
Diedrich e “Walter”, de Paulo Venturelli. A entrada é franca. Os livros, vale
repetir, são gratuitos.
“Será uma celebração na qual o destaque
é o conto. Dizem que conto não vende, não é mesmo? Por esse motivo, a Tulipas
Negras só publica conto e distribui. Gratuitamente”, diz o editor e idealizador
da Tulipas Negras, Marcio Renato dos Santos, contista, autor dos livros
“Minda-Au” (Record, 2010) e “Golegolegolegolegah!” (Travessa dos Editores,
2013).
Nesta quarta fornada, a Tulipas Negras
conseguiu reunir, a exemplo do que acontece desde a primeira edição, autores de
variadas gerações. Do jovem roqueiro e psicanalista Oneide Diedrich à
jornalista e publicitária Marisa Villela, incluindo o escritor e professor da
UFPR Paulo Venturelli. Os três estarão presentes e vão autografar os seus
livros-contos.
A fornada se destaca, no entanto, pela
participação de Dalton Trevisan. “É um sonho realizado”, confessa Marcio Renato
dos Santos. “Desde o início, o desejo era publicar um conto do Dalton Trevisan.
Fiz o convite, por meio de meu amigo e escritor Guido Viaro e, no início deste
ano, o Dalton Trevisan aceitou. Ele me autorizou escolher qualquer conto de sua
obra e escolhi “O velho poeta”, do livro “O anão e a ninfeta”, um dos melhores
contos do Dalton e da literatura brasileira de todos os tempos. É uma honra
publicar o Dalton Trevisan”, afirma o editor da Tulipas Negras.
Projeto em andamento - A Tulipas Negras
surgiu do desejo do escritor Marcio Renato dos Santos de publicar e fomentar o
conto. A primeira edição aconteceu durante a Quadra Cultural 2012, evento que
reuniu 10 mil pessoas no bairro São Francisco - com a publicação de
livros-contos de Cristiano Castilho, Fábio Campana, Marcio Renato dos Santos e
Renan Machado. Foram distribuídos 4 mil livros-contos em menos de 8 horas.
Em seguida, os lançamentos aconteceram
no Museu Guido Viaro. A segunda fornada, em junho do ano passado, veiculou
livros-contos de Andrey Michalzechen, Guido Viaro, Izabel Campana e Luci Colli.
Em dezembro de 2012, a
terceira fornada teve a participação dos autores Diogo Cavazotti, Luiz Rebinski
Junior, Nilson Monteiro e Ricardo Freire.
“Os
livros-contos publicados anteriormente estão esgotados. Sinal de que o público
lê conto. Alguém poderia questionar que a boa saída se deve ao fato de que os
livros são distribuídos gratuitamente. Mas há distribuições que empacam. No
caso da Tulipas, tudo se esgota rapidamente”, diz Marcio Renato dos Santos,
destacando a participação de Marciel Conrado, artista visual e designer
responsável pela programação visual impecável de todos os livros-contos
publicados pelo selo.
“Temos,
enfim, uma história. Com essa, será a quarta fornada. São 16 autores. Dezesseis
livros-contos publicados. 16 mil livros-contos distribuídos em pouco mais de 1
ano. Está bom, não está?”, finaliza o editor da Tulipas Negras, autor de
dissertação de mestrado, defendida na UFPR em 2005, sobre a obra do pioneiro do
conto no Paraná, Newton Sampaio.

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