quinta-feira, 2 de março de 2023

Exposição homenageia atriz curitibana Odelair Rodrigues

A partir desta quinta-feira (2) quem for ao Café do Teatro, no Centro, poderá conferir a exposição “É Ser Odelair”, que homenageia a atriz paranaense Odelair Rodrigues. A exposição integra as comemorações dos 330 anos de Curitiba e ficará até 10 de abril, no segundo piso do Café do Teatro.

Produzida pela Cia Ká de Teatro, a mostra resgata a história da vida da primeira atriz negra paranaense a fazer carreira na televisão e nos palcos. Odelair começou cedo, no grupo de teatro do Colégio Estadual do Paraná, e foi construindo uma carreira sólida, ganhou muitos prêmios por suas interpretações.

Sua importância vai além da sua contribuição para o teatro paranaense. Ela foi um exemplo de determinação e de resistência, por ser mulher e negra, e, nessa condição, ter enfrentado o preconceito e a discriminação. Infelizmente, uma luta ainda muito presente nos dias de hoje”, destacou a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro.

Ao lado de outro paranaense, o ator Ary Fontoura, Odelair brilhou nos palcos e nas telas da TV. Na década de 1960 ela interpretou a comovente Mamãe Dolores, na novela “Direito de Nascer”, produzida pela TV Paraná – Canal 6. Odelair também ficou conhecida por estrelar e cantar no comercial do Café Damasco.

A exposição conta com fotos originais, documentos, cartazes e até roteiros da atriz. A pesquisa e a curadoria foram feitas pelo diretor de teatro Kelvin Millarch.

Parte da história do teatro no Paraná, Odelair Rodrigues foi uma atriz que rompeu barreiras por sua cor de pele, pelo status social e pelas escolhas profissionais. Expor esse acervo teatral e a biografia dessa mulher se torna um dever social e cultural, é especial”, explica o diretor.

ESPETÁCULO - Nesta quinta-feira (2), às 20h, será apresentado também no Café do Teatro o espetáculo “Odelair: Uma Peça Teatral”. A montagem, que estará em cartaz no Festival de Teatro de Curitiba, será apresentada para o público em formato reduzido. A performance narra a vida da musa do teatro paranaense e pioneira na televisão nas radionovelas. O ingresso custa R$ 8,00.

ODELAIR - Odelair Rodrigues nasceu em Curitiba, no dia 27 de janeiro de 1935. Foi registrada em cartório quase cinco meses depois, no dia 14 de junho.

Aos sete anos, quando era aluna do Grupo Escolar Xavier da Silva, uma professora entrou em sala e perguntou se alguém sabia dançar, cantar, declamar, sapatear ou outra atividade artística. Odelair levantou a mão, decidida, e cantou um sucesso da época, “Vatapá”, de Dorival Caymmi. Foi imediatamente aprovada para sua primeira aparição no palco, lugar que ela nunca abandonou.

Em 1952 passou a integrar o grupo de Teatro Experimental do Colégio Estadual do Paraná. Ajudou a fundar o Teatro de Bolso, localizado da Praça Rui Barbosa, e foi integrante do Teatro de Comédia do Paraná. Ganhou diversas premiações durante a vida, casou, mudou-se para o Rio de Janeiro e retornou a Curitiba.

Faleceu no dia 1º de julho de 2003. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Água Verde, na capital.

O Café do Teatro está situado na Rua XV de Novembro, 1.037, Centro e está aberto de segunda a sexta, 11h30 às 14h e das 18h até o último cliente

quarta-feira, 1 de março de 2023

Aniversário nos palcos: espetáculo didático conta a história de Curitiba

No mês em que a cidade comemora 330 anos, as Ruas da Cidadania e outros espaços públicos terão encenações sobre a história de Curitiba.

Nos bairros, o tradicional Auto da Fundação de Curitiba será apresentado para as crianças. O mesmo espetáculo, mas em versão ampliada, será exibido nos fins de semana no Memorial de Curitiba, no Passeio Público, na Câmara Municipal e no Teatro da Vila.

A encenação de caráter didático e artístico foi concebida a partir do painel Fundação da Cidade de Curitiba do artista paranaense Theodoro de Bona (1904-1990) que se encontra no Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná. Desta vez o cenário foi montado em formato 3D e serve como pano de fundo para 13 atores que representam os indígenas e os primeiros colonizadores.

O espetáculo destaca a atuação de personagens históricos como Cacique Tindiquera, Mateus Leme, Baltazar Carrasco dos Reis, Eleodoro Ébano Pereira e Gabriel de Lara. Um ator interpreta o Curitibinha, personagem de quadrinhos criado por Marcos Vaz. A versão estendida e musicada do mesmo espetáculo, que será levada a outros locais, conta com participação de 16 atores.

De acordo com o diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, Edson Bueno, os espetáculos apresentam para as crianças e ao público em geral a história da cidade de forma alegre, festiva e com espírito cívico. 

A abertura nas regionais será nesta quarta-feira (1º), no Bairro Novo. Na quinta-feira (2), a peça será apresentada no Tatuquara e na sexta-feira (3), no Boqueirão. Domingo (5) será a primeira apresentação da peça no Memorial de Curitiba.

Apresentações do Auto da Fundação de Curitiba

Regionais (Ruas da Cidadania)

1º de março (quarta feira) – Bairro Novo – 15h30 (R. Tijucas do Sul, 1.700 - Sítio Cercado)

2 de março (quinta-feira) – Tatuquara – 15h30 (R. Olivardo Konoroski Bueno, 100)

3 de março (sexta-feira) – Boqueirão – 15h30 (Avenida Mal. Floriano Peixoto, 8.430)

6 de março (segunda-feira) – Boa Vista – 15h30 (Avenida Paraná, 3.600)

7 de março (terça-feira) – Cajuru – 15h30 (Av. Prefeito Maurício Fruet, 2.150)

8 de março (quarta-feira) – Portão – 15h30 (Rua Carlos Klemtz, 1.700, Fazendinha)

9 de março (quinta-feira) – Pinheirinho – 15h30 (Av. Winston Churchill, 2.033 - Capão Raso)

10 de março (sexta-feira) – CIC – 15h30 (Parque dos Tropeiros - Rua Maria Lúcia Locher de Athayde – CIC)

13 de março (segunda-feira) – Matriz – 15h30 (Praça Oswaldo Cruz- Rua Brigadeiro Franco, 2.335 – Centro)

14 de março (terça-feira) – Santa Felicidade – 15h30 (Rua Santa Bertila Boscardin, 213)

Versão estendida do espetáculo

Memorial de Curitiba - Dias 5, 12, 19 e 26 de março (domingos), às 12h (R. Dr. Claudino dos Santos, 79 - São Francisco)

Passeio Público - Dias 10, 11, 12, 17, 18 19, 24, 25, 26 e 31 de março (sextas-feiras, sábados e domingos), às 19h30 (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, s/n – Centro)

Teatro da Vila – CIC - Dia 27 de março, às 10h30 (Rua Davi Xavier da Silva, 451)

Câmara Municipal de Curitiba - Dia 29 de março (quarta-feira), às 9h (R. Barão do Rio Branco, 720 – Centro)

Primeiro Cândido de 2023 traz um painel com as etapas da produção de um livro independente

O especial de capa da primeira edição de 2023 do jornal Cândido, editado pela Biblioteca Pública do Paraná, discute todas as etapas e possibilidades que envolvem a cadeia produtiva do livro independente no Brasil. A partir de depoimentos de autores e editores, as repórteres Isabella Serena e Juliana Sehn traçam um painel com custos, dicas e reflexões sobre a autopublicação e o trabalho dos selos médios e pequenos - um segmento que a cada ano ganha mais espaço na imprensa especializada e nas premiações literárias.

Muitas vezes, as editoras independentes conseguem ter visões e propostas mais ágeis e interessantes do que as tradicionais”, diz o editor e professor Daniel Lameira, um dos entrevistados da reportagem, que ainda aborda questões como tiragem, impressão, captação de recursos, distribuição e estratégias de divulgação.

Outros destaques do Cândido 134: poemas de Mariana Marino, conto de Rafael Sperling, ensaio fotográfico de Maria Coelho e a transcrição de duas mesas-redondas realizadas durante a Festa Literária da Biblioteca Pública do Paraná (Flibi), em novembro - “Livros e séries” (com Morgana Kretzmann, Jim Anotsu e Ana Johann) e “Abaixo Doistoiévski” (com Letícia Mei, Irineu Franco Perpétuo e Yuri Al’Hanati). A ilustração de capa é de Felipe Lui.

Leia no site candido.bpp.pr.gov.br ou faça o download gratuito aqui.

Skank se despede dos palcos no White Hall, em Curitiba


Em clima de despedida e de pura nostalgia, a banda mineira Skank se prepara para encerrar três décadas de uma intensa, duradoura e gloriosa trajetória na música. Donos de hits memoráveis e de discos que se enquadram nas melhores produções do pop rock nacional, Samuel Rosa (guitarra e voz), Lelo Zanetti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria) chegam a Curitiba no próximo sábado (4) para seu último show na capital paranaense. Com realização da Prime, a “Turnê de Despedida” será realizada em uma superestrutura no White Hall Jockey Eventos (Rua Dino Bertoldi,740). Os portões vão abrir às 16h. 

Já disse um crítico que a importância de uma banda se mede pela quantidade e qualidade de músicas “indispensáveis” que acabaram ficando de fora do repertório de seu show. Com quase 30 anos de contribuições para as festas, os romances e para a vida dos brasileiros, o Skank já ouviu muito que “faltou esta” e “faltou aquela”. Pois nessa turnê, que vem celebrando a história da banda antes de sua separação por tempo indeterminado, o desafio tem sido encaixar num mesmo roteiro tudo o que esses caras já deixaram gravado no coração do público desde o comecinho dos anos 1990. E é nessas horas retrospectivas que a gente vê que foi muita coisa – mesmo para generosas duas horas (ou mais!) de show que será apresentado na capital paranaense. A banda vai levar para o palco um repertório repleto de sucessos que marcaram gerações, como "Vou Deixar", "Sutilmente", “Garota Nacional” e "Ainda Gosto Dela".

Foram nove álbuns de estúdio, alguns deles presença obrigatória em listas de melhores de todos os tempos do pop-rock nacional e que somam mais de 5 milhões de exemplares vendidos; três ao vivo que registraram para a posteridade o nível de ataque e a catarse de seus shows em diferentes fases da carreira; e uma coleção de sucessos que não encontra paralelo nas últimas três décadas no país. Foram cerca de 40 hit singles, 29 deles entre as 100 mais tocadas do ano no Brasil (muitas vezes defendendo sozinhas o pop-rock num mar de sertanejo universitário), 25 em trilhas de novela, dois mega-hits que marcaram fases distintas e igualmente bem sucedidas do grupo (“Garota Nacional” em 1996 e “Vou Deixar” em 2004) e um sem-número de favoritas do fãs que vez por outra aparecem de surpresa nos shows. “Algo Parecido”, o single inédito lançado em 2018, passou dos 30 milhões de plays em pouco mais de um ano. E ainda tem a nova “Simplesmente”, delicada balada folk lançada especialmente para acompanhar a “Turnê da Despedida”

Até onde pode se enxergar, esta será a última oportunidade de assistir o Skank tocando seus clássicos, juntos, num mesmo palco. A banda anunciou a separação motivada pelos desejos individuais de experimentar novos caminhos – musicais e pessoais. Sem brigas, sem decadência, sem barracos públicos e sem descartar a possibilidade de reuniões futuras. Pontuais? Comemorativas? Definitivas? Só o tempo dirá. Por hora, é melhor aproveitar a “Turnê da Despedida” como se não houvesse amanhã.

A separação do Skank é uma forma de colocar um ponto final (ou um ponto-e-vírgula) numa carreira iniciada na curva entre a moda do rock brasileiro dos anos 1980 e uma nova década que apontava para a brasilidade, para o ritmo e para as misturas. Inicialmente uma simpática banda de vinda de Minas Gerais tocando música de inspiração jamaicana, rapidamente o Skank tanto apontou caminhos para toda uma nova geração (de Chico Science, Raimundos, Pato Fu, Jota Quest, Mundo Livre SA, O Rappa e tantos outros) como ganhou musculatura e tamanho de mercado. Isso ali por 1996, quando chegou no incrível feito de ter, no mesmo período de doze meses, dois álbuns diferentes com mais de um milhão de exemplares vendidos – Calango e O Samba Poconé.

Foram tempos de turnês internacionais, hits no mercado latino e a confiança para arriscar a mudança que viria nos anos seguintes: canções mais melódicas, com mais violões e guitarras e climas psicodélicos. Em meio a momentos tão diferentes, algumas características continuavam: os sucessos na boca do público, as canções na vida das pessoas, os grandes shows pra lavar a alma e a coerência com sua própria história, de olhar para frente e encarar os desafios.

É essa coerência que levou Samuel, Lelo, Henrique e Haroldo a dependurar as chuteiras por hora e buscar desafios em outros territórios. A “Turnê de Despedida” é a versão da banda para aqueles jogos em que os craques do futebol juntam os amigos, num clima incrível de festa e gratidão. Os craques estarão no palco, os amigos são o público que  estiveram juntos a eles por tanto tempo. E vai ser um jogo de goleadas, isso todo mundo sabe.

ESTRUTURA - O evento contará com uma superestrutura para que o público possa curtir o show e se tornar ainda mais memorável essa despedida dos palcos de uma das bandas mais emblemáticas do Brasil. O evento estará dividido por Área Vip (espaço em frente ao palco, serviço de bares e alimentação, entrada exclusiva e banheiros exclusivos); Camarote Coletivo (superestrutura coberta com acesso à área vip, que contará com serviço de alimentação e bares, banheiros exclusivos e entrada exclusiva); Bistrôs (espaço reservado dentro do camarote coberto com serviço de garçons e com acesso para todas as áreas do camarote, além da área vip); Pista e terá ainda a área reservada para PcD (Pessoa com Deficiência).

Ambulâncias e UTIs móveis também estarão disponíveis para atendimento ao público assim como uma equipe de brigadistas e bombeiros para o atendimento de primeiros socorros. Seguranças uniformizados (homens e mulheres) garantirão a segurança do evento. Todas as saídas de emergência, postos médicos, banheiros, bares e setores estarão amplamente sinalizados. Orientação para o público e controladores de acesso – Indicadores uniformizados orientarão na formação de filas, acessos, setores e portões. Orientadores uniformizados ajudarão na validação e leitura de ingressos.

INGRESSOS - Os ingressos estão disponíveis e custam a partir de R$180,00 (meia-entrada) + taxa adm, de acordo com o setor. Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio. A meia-entrada é para estudantes, maiores de 60 anos, professores, doadores de sangue, pessoas com deficiência (PCD) e de câncer. Clientes Clube Prime, Clube Disk Ingressos possuem 50% de desconto na compra de até dois ingressos por associado. Ingresso social - doares de 1kg de alimento não-perecível possuem 50% de desconto sobre o valor da inteira. A entrega será feita na entrada do evento. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei.  Os ingressos podem ser adquiridos através do Disk Ingressos (Ventura Shopping - de segunda a sexta, das 11h às 22h, aos sábados, das 10 às 22 horas, e aos domingos, das 14 às 20hs), Call-center Disk Ingressos (41) 33150808 (de segunda a sexta, das 9h às 22h, e aos domingos, das 9 às 18h e pontos de vendas credenciados Disk Ingressos. Online – www.diskingressos.com.br. É obrigatória a apresentação de documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário na compra do ingresso e na entrada do evento.

Censura: 18 anos (de 16 a 18 anos, acompanhados por um responsável maior de 18 anos e abaixo de 16 anos somente com os pais). Informações para o público: 3315-0808 / @maisumadaprime

Balé Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica abrem a temporada 2023 com "Terra Brasilis"

A temporada do Guaíra de 2023 começa com a reapresentação de um dos grandes sucessos do ano passado: "Terra Brasilis". A montagem é uma parceria entre o Balé Teatro Guaíra (BTG) e a Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) e reflete sobre a identidade brasileira a partir do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, colocando em diálogo a dança contemporânea e a música barroca. As apresentações acontecem nos dias 3, 4 e 5 de março, com ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00.

"Terra Brasilis" é composto por duas coreografias – “Piá” e “Outras Estações”. Jorge Garcia e Alex Soares, dois nomes de destaque da nova geração de coreógrafos contemporâneos no País, foram convidados a criar as obras.

“Piá”, trabalho de Soares, debate no palco a mestiçagem brasileira, elemento caro na formação de nossa identidade. Já “Outras Estações”, de Garcia, traz reflexões sobre as migrações contemporâneas por parte de determinados grupos, tribos, povos, comunidades ou outras formas de coletividade. A regência da OSP fica por conta de Victor Hugo Toro, que já tinha assumido a condução da peça em 2022.

 Nosso desejo é que os espetáculos possam ascender questões relevantes a respeito do mundo atual e assim colaborar para a construção de um mundo melhor”, diz Luiz Fernando Bongiovanni, diretor do BTG. “Peças de dança são sempre obras abertas a cada olhar. Cada um de nós é convidado a sentir, mais do que compreender. Esperamos que estes trabalhos possam encontrar terreno fértil de sensações em cada um de nós”.

'Terra Brasilis' tem um valor simbólico muito forte para a gente aqui no Guaíra”, afirma Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra. “Afinal, foi o primeiro encontro entre dois dos nossos corpos artísticos, o Balé e a Orquestra, depois do hiato dos últimos anos. Por isso é tão importante para a gente poder começar 2023 com essa montagem”.

Mais informações: www.teatroguaira.pr.gov.br ou www.ticketfacil.com.br

Museu Oscar Niemeyer terá programação especial para o Mês das Mulheres

Em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres, em 8 de Março, o Museu Oscar Niemeyer (MON) oferecerá ao público, ao longo do mês, diversas atividades gratuitas dedicadas ao tema. A programação conta com oficinas, mediações e videoconferências com artistas convidadas.

A primeira ação do mês será a oficina “Laboratório de Experiências: Tinta Acrílica”, no dia 1º, com sessões às 13h30 e 15h30. Inspirada nas obras da artista Leila Pugnaloni, a atividade irá explorar as potências da tinta acrílica, experimentando diversas formas de pintar. No dia 8, às 15 horas, haverá uma visita mediada que propõe um roteiro exclusivo pelos trabalhos de artistas mulheres em exposição no MON, explorando suas linguagens e diversidade.

Para o dia 11, às 15 horas, está marcada uma conversa com as artistas Beatriz Dagnese, Bina Monteiro, Dani Remião, Myra Gonçalves e Kelly Wendt, que participam da exposição “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea”, e com a curadora da mostra Ana Zavadil. É uma oportunidade para se aproximar dos trabalhos, conhecer e conversar diretamente com as artistas.

A oficina artística “Paisagens Costuradas” acontecerá no dia 15, com sessões às 13h30 e 15h30, inspirada na obra da artista Mariana Palma. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Afinidades II – Elas!”, na Sala 3 do MON, e na mostra “MON sem Paredes”, no gramado do Museu. Durante a oficina, o público participante fará uma expedição sensorial na área externa do MON, onde haverá coleta de materiais que, como fragmentos do mundo com suas cores, formas e texturas, irão compor imagens diversas.

Uma visita mediada à exposição “Afinidades II – Elas!” acontecerá no dia 15, às 15h. A mostra reúne obras de dez artistas mulheres de diversas regiões do Brasil. 

No dia 16, às 19h30, será realizada a videoconferência “A Dimensão do Feminino Traumático”, com a artista Juliana Notari. A atividade estará acessível também em Libras. Artista, pesquisadora, doutora e mestre em Artes Visuais, Juliana Notari abordará temas que compõem sua trajetória artística, como corpo, sexualidade, nascimento e morte, experiência estético-política, femininos, feminismos, trauma e a relação entre natureza e cultura. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Afinidades II – Elas!”, na Sala 3 do MON.

Para encerrar a programação de março, no dia 22, às 14 horas, haverá uma oficina com a artista Cintia Ribas: “Laboratório Experimental de Colagem”. Neste laboratório experimental, uma conversa irá anteceder a produção de colagens e a investigação das imagens. A atividade é recomendada para maiores de 14 anos.

A artista é cofundadora do Clube da Colagem de Curitiba (CCC), faz parte do grupo de artistas participantes da ação e exposição coletiva Queer Museu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, com curadoria de Gaudêncio Fidelis. Seu trabalho pode ser visto atualmente na exposição “Carne Viva”, na Sala 7 do MON.

Mais informações pelo fone 3350-4448 ou pelo e-mail educativo@mon.org.br.

Biblioteca Pública abre exposição sobre memória cultural e religiosa de Antonina

Entrou em cartaz, na Biblioteca Pública do Paraná, a exposição "Rogai Por Nós", que apresenta a memória das comunidades frequentadoras das capelas e igrejas do município histórico de Antonina, no Litoral do Estado.

São 21 estandartes, além de fotos e imagens religiosas, organizados por meio de uma parceria entre o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal do Paraná (MAE-UFPR) e o Grupo Folclórico Boi Barroso. A mostra está no hall térreo da BPP e fica disponível para visitação até o dia 1º de abril. A entrada é gratuita.

Já apresentada em Antonina e em espaços da UFPR, "Rogai Por Nós" busca mostrar que as comunidades do entorno de cada capela são parte fundamental da configuração da cidade como espaço de memória.

A exposição tem curadoria da Família Pinto, responsável pelas atividades do Boi Barroso e conhecida por seu trabalho de preservação cultural no município, e da professora Deise Picanço, do projeto Mutirão Mais Cultura, da UFPR. Esse projeto desenvolve ações em parceria com associações de moradores de comunidades tradicionais de pescadores, quilombolas, indígenas, carnavalescos e artesãos.

Trata-se de um trabalho de pesquisa que revela não só o caráter religioso de Antonina, mas também a riqueza de sua memória afetiva traduzida pela produção poética, hinos de louvação e oralidades presentes em cada estandarte”, diz Ronald Pinheiro, produtor executivo da mostra na BPP. “É uma experiência inconfundível, situada no fluxo entre o passado e o presente”, completa.