terça-feira, 31 de outubro de 2017

Música andina na Caixa Cultural em raro recital solo de charango

O charango não é propriamente um instrumento desconhecido do público brasileiro. Basta ver a maioria dos grupos latino-americanos, aquele instrumento de cordas que lembra um cavaquinho, mas possui características próprias, como o fato de ser tradicionalmente construído com casca de tatu. Recitais solo de charango, contudo, no Brasil são muito raros, daí que concertos como o do peruano Federico Tarazona na Caixa Cultural, nesta terça-feira (31), dentro da Série Solo Música serem especiais. O que se propõe é uma aproximação com a música latino-americana e, ao mesmo tempo, uma porta de entrada no universo do charango com um dos seus principais mestres.
Federico Tarazona é um músico visionário e revolucionou o instrumento com a criação do hatun charango, desenhado por ele e construído por Fernando Luna, e que possui duas cordas a mais que o tradicional, sendo seis cordas simples e uma dupla. Isso fez a sua música se aproximar do violão e atingir a um patamar musical elevado”, diz Alvaro Collaço, produtor e curador da Série Solo Música e que conheceu o trabalho de Tarazona ao comprar um CD do músico. “Sua vinda tornou-se uma ideia com a audição do CD “Ayacucharango”, no qual traz para o charango a música de Raul Garcia Zárate. Um disco belíssimo e que é base dos seus recitais”, diz. Tarazona além de exímio instrumentista é luthier de violões e charango, um nome de referência no instrumento e na cultura andina. O recital faz parte também de uma filosofia da Série Solo Música de sempre abrir espaço para artistas latino-americanos, que raramente têm a possibilidade de tocarem no Brasil, apesar de estarem no mesmo continente.
Federico Tarazona atentou para isso ao criar o programa do recital, escolhendo obras que traduzam a arte do charango. O recital começa com quatro músicas tradicionais da região de Puno e outras quatro de Ayacucho. Federico tocará também composições contemporâneas, com destaque a um arranjo seu para “El Condor Pasa”, de Daniel Alomía Robles, que ficou conhecida do grande público pela versão de Paul Simon.

Mestre em charango - Tarazona é um dos maiores virtuoses de charango da atualidade, além de violonista, compositor e luthier. Ele nasceu em Huaraz e estudou violão clássico e composição no Conservatório Nacional de Música de Lima, trabalhando em paralelo como professor na Escola Nacional de Folclore José María Arguedas. Em 1995 ganhou o Prêmio Nacional de Composição CNM de Lima e, em 1997, o prêmio “Southern Peru”. Especializou-se em composição na Rússia, no Conservatório de São Petersburgo. Depois, estudou composição e violão clássico no Instituto Superior de Música de Friburgo, na Alemanha, composição eletroacústica mo Conservatório de Bordéus, França e tornou-se mestre em composição pela Universidade de Laval, em Quebéc, no Canadá, onde hoje leciona. Como compositor, ganhou em 2012 os prêmios “Casa de las Américas”, em Havana e, em 2014, foi menção honrosa na primeira edição do Ibermusicas, concurso realizado em Buenos Aires para composição para orquestra sinfônica. Como intérprete, ganhou em 2011 a competição de Productions D´Oz, em Quebéc.
Tarazona escreveu o livro “La Escuela Moderna del Charango” e lançou os CDs “Poemas de Luz”, de 2006, “Ayacucharango - Homenaje a Raúl Garcia Zárate”, em  2008 e  “Nueva Sangre: Sonidos del Ande Peruano”, em 2012. Por integrar instrumentos e elementos da cultura andina em seu trabalho recebeu em 2008 a Medalha da Educação do Peru, pela promoção da arte e cultura do país.

A apresentação de Federico Tarazona dentro da Série Solo Música, acontece às 20h e tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e é uma realização de Alvaro Collaço Produções. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia) podem ser adquiridos na bilheteria da Caixa Cultural, na Rua Conselheiro Laurindo, 280. Informações pelo fone 2118-5111.

Biblioteca Pública expõe fotografias feitas por deficientes visuais

A Biblioteca Pública do Paraná inaugurou a exposição fotográfica “Te empresto meus olhos”. A mostra é resultado da Oficina de Fotografia para Pessoas com Deficiência Visual, promovida há três anos pela Seção Braille da Biblioteca e ministrada pela fotógrafa Juliana Stein. O evento faz parte da programação da Bienal de Curitiba 2017 e segue em cartaz até 30 de dezembro no hall térreo da BPP. A entrada é gratuita. Também serão projetadas imagens com os bastidores das atividades.
A exposição tem o objetivo de refletir sobre temas centrais na fotografia contemporânea e envolve, sobretudo, a experiência da imagem - seus modos de aparição e produção. Partimos do desafio concreto de abordar a questão pela especifidade de sua produção - pessoas que não utilizam a retina e sim o corpo como câmera escura”, diz Juliana Stein.
Os alunos Adriana Barbosa, Isabel Bruck, Wagner Bittencurt, Antônio Nunes e Anastácio Braga, que acompanham a oficina desde seu início, assinam - e estão retratados - nas fotografias da mostra. “Cada um vem descobrindo e aprimorando formas de experienciar a fotografia. Por exemplo, o toque do que está sendo fotografado, a noção espacial, a presença e ausência de luz”, explica Adriana Barbosa.

OFICINA - Voltada para deficientes visuais parciais ou totais, a Oficina de Fotografia para Pessoas com Deficiência Visual funciona desde 2015. Os alunos não precisam ter equipamento fotográfico, apenas um celular com câmera. “Nos colocamos na abertura para invenção e nas diferenças de mundo entre quem não vê e quem vê”, destaca a fotógrafa e idealizadora do curso Juliana Stein, que já apresentou seus trabalhos em mais de 10 países e foi a representante brasileira no Pavilhão da América Latina da Bienal de Arte de Veneza em 2013.

Mais informações: 3221-4917.

Curitiba recebe festival de cinema da diversidade

Em poucos dias, Curitiba vai ganhar novos tons. O festival COLORS: Cinema + Diversidade divulgou, a relação dos filmes brasileiros e internacionais, curtas e longas, que foram selecionados para as mostras desta primeira edição. O festival será realizado de 31 de outubro a 4 de novembro e a programação é inteiramente gratuita, mediante retirada de ingressos. A maratona cinematográfica acontece no Cine Guarani (Portão Cultural) e na Cinemateca de Curitiba.
Foram selecionados mais de 40 filmes de 15 países, incluindo produções de todas as regiões do Brasil. Em tempos tão radicais, nada melhor do que a arte para abrir o caminho da reflexão. “São produções que nos ajudam nos questionamentos contemporâneos acerca da diversidade, da igualdade e da liberdade”, afirma Camila Macedo, uma das jovens curadoras do festival.
O filme de abertura – terça-feira, 31/10, às 19h30, no Cine Guarani – Portão Cultural – será o premiado documentário "Kiki" (2016, EUA/Suécia), com direção de Sara Jordenö, que bebe da fonte do icônico filme
"Paris is Burning" para mostrar o ativismo político e a organização comunitária da cena jovem LGBT de Nova Iorque.
Outros títulos de destaque estão na programação, como o longa "Corpo Elétrico", de Marcelo Caetano, e "Tchindas", co-produção entre Cabo Verde e Espanha que ganhou prêmio do júri no Outfest Los Angeles.
A programação paralela inclui três mesas de debate que acontecerão na Casa da Leitura – Portão Cultural com os temas “Interseccionalidade e representatividade”, “Mercado audiovisual e as diversidades sexuais e de gêneros” e “Cultura, diversidade e macropolítica”, este último realizado em parceria com o movimento Cultura Resiste.
Para celebrar a diversidade com todas as cores e ritmos, o festival organizou cinco festas ao longo da semana realizadas em parceria com diferentes estabelecimentos com um gran finale na Festa das Excluídas: Encerramento Colors + Pré-Parada da Diversidade, no sábado (4/11).
O COLORS é uma realização da Gesto de Cinema em parceria da Processo MultiArtes, com apoio da EBANX e direção artística assinada por Camila Macedo e Caio Baú.

Ingressos - Retirada uma hora antes das sessões nos locais de exibição. Ingressos gratuitos sujeitos a lotação da sala. Verificar classificação indicativa para cada sessão – de livre até 18 anos.

Premiações - A primeira edição do COLORS irá conferir os seguintes prêmios:

– Prêmio do Júri Oficial para longa-metragem

– Prêmio do Júri Oficial para curta-metragem

– Prêmio do Júri Jovem

– Prêmio do Público para longa-metragem

– Prêmio do Público para curta-metragem

– Prêmio Gesto de Cinema + Processo MultiArtes

Mostra Competitiva de Longas Metragens - A Mostra Competitiva de Longas Metragens é composta por 5 filmes, ficções e documentários, vindos da América do Sul, América Central, América do Norte, África e Europa. As temáticas das narrativas, ainda que diferentes, estabelecem diálogos entre si, fazendo um pequeno panorama de questões contemporâneas ligadas às diversidades sexuais e de gêneros. As abordagens formais, bastante diversificadas entre os filmes, vão desde uma estética mais próxima a dos cinemas comerciais até o experimentalismo e à inovação da linguagem.

Mostra Competitiva de Curtas Metragens - A Mostra Competitiva de Curtas Metragens organiza-se em quatro sessões, abarcando filmes das 5 regiões do Brasil e de outros 5 países, incluindo ficção, documentário, hibridismo, animação e videoclipe. Explorando tanto formas mais estabelecidas quanto mais experimentais, o conjunto de filmes desta mostra aponta para a variação de abordagens estético-discursiva de temáticas amplamente pertinentes.

Mostra Regional - A Mostra Regional visa expor um panorama de filmes realizados no estado do Paraná cujas temáticas sejam relativas às diversidades sexuais e de gêneros. O espaço de exibição para filmes locais se apresenta tanto como uma oportunidade de acesso aos filmes para o público de Curitiba – que, muitas vezes, não conhece as produções da cidade e do estado -, quanto como convite à reflexão e à discussão coletiva sobre o que, quem e por quais vias se tem produzido cinema e audiovisual no Paraná.

Mostra Infanto-Juvenil - A Mostra Infanto-Juvenil é composta por 8 curtas-metragens, divididos em duas sessões, cada uma voltada ao público de uma faixa etária específica. A sessão destinada às crianças menores (de 9 a 12 anos) traz filmes de animação e ficção que promovem, de maneira didática e acessível, o respeito às diferenças e a noção de alteridade. A sessão para adolescentes (de 13 a 16 anos) traz filmes que suscitam a reflexão sobre as relações familiares, afetivas e de amor próprio na fase da juventude.

Curadoria

Camila Macedo é mestra em Educação pela Universidade Federal do Paraná (PPGE-UFPR) e Bacharela em Cinema e Vídeo pela Faculdade de Artes do Paraná – Universidade Estadual do Paraná (FAP-UNESPAR). Atuou como roteirista e diretora do episódio [Des]Iludidxs, da série televisiva documental [Des]Iguais, e dos curtas-metragens experimento fílmico e Lirion.

Jessica Candal é Bacharel em Audiovisual (ECA-USP) e especialista em Poéticas Visuais (EMBAP). Como diretora, realizou os curtas Bárbara na Cidade, Teia e O Espelho de AnA. Como roteirista, escreveu os longas Horizonte, Ferrugem e Barba Ensopada de Sangue, em parceria com Aly Muritiba, e Tão Longe do Centro da Terra, em parceria com Aarón Fernández. Como curadora, atuou junto ao “Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba” e ao “FICBIC – Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba”.

Bea Gerolin é artista visual e realizadora cinematográfica. Estudante de Cinema e Vídeo na Faculdade de Artes do Paraná – Unespar, atua como diretora de arte em curtas e longas metragens. Como diretora, realizou o curta-metragem Colo (2016) –  prêmio Vladimir Kozák de roteiro no Fast Doc – e Ferradura (2017) – exibido no 24º Festival de Vitória, Festival da Tainha Dourada, Metrô, entre outros. Desenvolve o projeto de pesquisa “A (auto) representação da mulher negra no cinema brasileiro contemporâneo”.

João Miguel Santana trabalha temáticas sobre sexualidade, corpo e gênero em suas fotografias e filmes. Em 2013 foi vencedor de 3 categorias do Festival Curta 8 com o filme In Memoriam Afeto e segundo lugar na categoria de “documentários” do FiCBIC, com o filme trans, além de. Em 2016 dirigiu o documentário [des] temidas que retrata a vivência de 5 mulheres trans de Curitiba e as relações dessas com a representação do corpo trans na mídia.

Fábio Allon é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela UFPR, em Cinema e Vídeo pela CINETVPR/FAP/UNESPAR e mestre em Teoria, História e Crítica da Arquitetura pela UFRGS. É professor da graduação e da pós do curso de Cinema e Vídeo da FAP/UNESPAR, onde leciona disciplinas das áreas de Direção, Roteiro e Direção de Arte. Foi vice-presidente da AVEC-PR (Associação de Vídeo e Cinema do Paraná) entre 2014-2016. Em cinema, trabalha principalmente como diretor, roteirista e montador. É um dos sócios-fundadores da Processo MultiArtes.

Cia Deborah Colker faz apresentação única de “Cão Sem Plumas” no Guairão

A Cia Deborah Colker faz em “Cão sem Plumas”, baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. A Cia.​ de Dança​ Deborah Colker, que conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995, faz única apresentação do espetáculo em Curitiba, no palco do Guairão, nesta quarta-feira (1º), às 21h.
Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”. A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno. “O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, diz Deborah.
A dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como “Amarelo Manga”, “Febre do Rato” e “Big Jato” – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos 13 bailarinos. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando a coreógrafa, cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias do limite entre sertão e agreste até Recife. A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco.
Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator), além do carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde o trabalho de estreia, “Vulcão” (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke.
A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia. Os bailarinos se cobrem de lama, alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O animal que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de “Geografia da Fome” e “Homens e Caranguejos”, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do mangue beat. O movimento mesclava regional e universal, tradição e tecnologia.
Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco. Também se valeu de samba, jogo, kuduro e outras danças populares. “Minha história é uma história de misturas”, afirma ela. Seu grupo se firmou como fenômeno pop em “Velox” (1995), “Rota” (1997) e “Casa” (1999). Os espetáculos “Nó” (2005), “Cruel” (2008), “Tatyana” (2011) e “Belle” (2014) trataram de temas existenciais, como os afetos.
Em “Cão Sem Plumas”, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira. “Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso é João Cabral”, diz ela. Reconhecida internacionalmente, Deborah recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança no mundo). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: “Ovo”. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.
João Cabral vivia em Barcelona, como diplomata, quando leu numa revista que a expectativa de vida no Recife era menor do que na Índia. A notícia foi o impulso para fazer “O Cão Sem Plumas”. Publicou em 1953 “O rio ou Relação da viagem que faz o Capibaribe de sua nascente à cidade do Recife” e, três anos depois, sua obra mais conhecida, “Morte e Vida Severina”. Sua poesia, das mais importantes do Brasil, é marcada pelo rigor e pela rejeição a sentimentalismos.

Livre para todas as idades, a apresentação da Cia Deborah Colker tem ingressos que variam de R$ 51,00 (meia) a R$ 126,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 6,00 está incluída no valor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Capela Santa Maria recebe 2.º Festival Olga Kiun

Entre os dias 1º e 4 de novembro a Capela Santa Maria será palco do 2º Festival Olga Kiun de Música de Câmara. Nas quatro noites de concerto vão passar pelo palco do icônico espaço cultural músicos convidados do Brasil e do exterior para a execução de obras clássicas, muitas inéditas ou raramente tocadas em Curitiba. As apresentações acontecem às 20h e os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).
O festival apresentará obras de compositores como Rachmaninoff, Ravel, Benjamin Britten, Camile Saint Saens por meio de diversas formações entre duo, trio, quarteto, quinteto, canto lírico, obras para dois pianos e para piano a quatro mãos.
Parte do repertório será executado pelo encontro do piano com o quarteto de cordas da Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp), que participa das quatro noites de apresentações. Outro encontro será o de Olga com sua filha, também pianista Anna Yarovaya, que atualmente reside na Europa e há anos não se apresenta no Brasil. Da Europa também desembarca no Brasil, especialmente para o festival, o pianista catarinense Pablo Rossi.

Masterclasses gratuitas - Além da programação que promete encantar o público, o festival terá três masterclasses destinadas a estudantes e professores de piano. As aulas acontecem nos dias 2, 3 e 4 de novembro na Capela Santa Maria e serão ministradas pelos pianistas Luiz Guilherme Pozzi, Pablo Rossi e Anna Yarovaya, respectivamente. Os interessados devem se inscrever gratuitamente pelo e-mail: luizpianista@hotmail.com.

Sobre Olga Kiun - Descendente de uma tradicional família de músicos, a pianista Olga Kiun iniciou seus estudos de piano aos seis anos com sua mãe e sua avó, ambas professoras do Conservatório Musical de Chisineu (Moldávia). No Conservatório Tchaikóvski, em Moscou, foi aluna do consagrado pianista e professor Lev Obórin, graduando-se com distinção. Foi laureada no Concurso Internacional George Enescu, na Romênia. Em Leningrado (hoje São Petersburgo), sob a orientação de Pavel Serebriakov, concluiu o doutorado e passou a integrar o “Mosconcert”, sociedade artística estatal, junto da qual realizou diversos recitais, concertos com orquestra e gravações para o rádio e a televisão por toda a ex-União Soviética. A partir de 1993 passa a lecionar na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), em Curitiba, e, desde então, vem fazendo da cidade um reconhecido e procurado pólo pianístico da América do Sul. Além de atuar como recitalista e solista junto aos mais conceituados grupos sinfônicos - tendo trabalhado com regentes como Evgeny Tsirlin, Emin Khachaturian, Kiril Kondrashin, Alceo Bocchino, Benito Juarez, Roberto Duarte, Osvaldo Colarusso, Osvaldo Ferreira e Roberto Minczuk - suas atividades pedagógicas incluem, ainda, participações como professora convidada em festivais de música por todo o país. Em 2010 gravou seu primeiro CD, com obras de compositores russos e brasileiros.


Orquestra de Câmara de Blumenau e Renato Borghetti homenageiam Luiz Gonzaga em Curitiba

Nesta quarta-feira (1º), Curitiba recebe a turnê “O Som do Brasil”, da Orquestra de Câmara de Blumenau e o acordeonista Renato Borghetti, no Canal da Música, às 20h. O concerto homenageará um ícone da música brasileira: Luiz Gonzaga.
O pograma terá entrada franca e os ingressos deverão ser retirados nas bilheterias do local por ordem de chegada, uma hora antes do espetáculo. A turnê é realizada pelo Ministério da Cultura com o patrocínio das empresas Banco Bradesco e Cia. Hering.
A temporada conta com arranjos originais do maestro Daniel Bortolosy e do violonista Daniel Sá, com a direção artística do músico italiano Daniele Girardello.  “Compositor e músico virtuoso e versátil, Gonzaga soube representar o seu povo e cantou o nordeste como ninguém havia feito”, destaca Daniele Girardello.
No repertório apresentado por Renato Borghetti estão clássicos como “Xote das Meninas”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, e “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e também “Fronteira”, de Renato Borghetti e Daniel Sá, e “Milonga para Missões”, de Gilberto Monteiro.

Encontros - Borghetti gravou com Gonzaga na década de 1980, para um álbum do artista nordestino. “Foi muito tranquilo gravar com ele, já que ambos tocamos gaita, eu com a gaita-ponto e ele com a pianada. A gaita é tocada em todas as regiões do Brasil e, por isso, a escolha por homenagear Luiz Gonzaga faz esse elo naturalmente”, considera Borghetti. Há mais de 20 anos, Renato Borghetti faz concertos com a Orquestra da Câmara de Blumenau. “É muito prazeroso reunir os amigos. O encontro é muito bonito e isso se reflete no palco. Na hora de tocar, a música sai com facilidade”, afirma.

Orquestra de Câmara de Blumenau - Surgiu em 1981 com o propósito de tornar a cidade um importante centro de música erudita. Sob a liderança do maestro Norton Morozowicz, realizou diversas turnês pelo Brasil e pelo exterior como na Sala “Smetana” em Praga e o “Mozarteum” de Salzburg entre outros. Atualmente, com o maestro Daniel Bortolosy e a direção artística do violinista italiano Daniele Girardello se apresentam pelo país com projetos diversificados. A Orquestra gravou mais de catorze discos e um DVD com intento de valorizar os compositores brasileiros e também obras de clássicos universais. Entre tantos solistas convidados, podem-se citar alguns como: Antônio Meneses, Artur Moreira Lima, Curt Schroeter, Nelson Freire, Jean Pierre Rampal, Oscar dos Reis, Álvaro Siviero, Luis Henrique Beduschi, Michael Debost, Rita Costanzi, João Carlos Martins, Domenico Nordio, Renato Borghetti e Yamandu Costa.


Revista Helena, editada pela Biblioteca, volta reformulada

A Secretaria de Estado da Cultura e a Biblioteca Pública do Paraná acabam de lançar a edição de número 6 da revista de artes e cultura Helena. Após um período fora de circulação, a publicação trimestral retorna totalmente reformulada - com formato diferente, ensaios de fôlego e mais conteúdo de âmbito nacional. A essência do projeto, no entanto, se mantém.
Além de colocar o Paraná em diálogo com o resto do país, a revista busca cumprir uma missão nem sempre compreendida: a de valorizar o jornalismo cultural em um momento de profundas transformações da atividade.
Assinados por colaboradores de diferentes regiões do Brasil, os textos da “nova” Helena têm em comum um olhar sincrônico, que entrecruza o presente, o passado e o futuro para compreender o mundo de hoje. Maria Amélia Mello, uma das editoras mais importantes do país (trabalhou diretamente com nomes como Ferreira Gullar, Campos de Carvalho e Rachel de Queiroz), reconta sua longa trajetória profissional para falar do momento atual do mercado de livros.
Após uma viagem pela Inglaterra, Alexandre Matias explica por que o rock revolucionário dos anos 1960 virou música clássica no século XXI. José Carlos Fernandes resgata a história quase esquecida da editora curitibana Grafipar, responsável por publicar uma série de revistas transgressoras e pioneiras.
Luís Augusto Fischer apresenta uma nova leitura de “O Amanuense Belmiro”, trazendo o romance octogenário de Cyro dos Anjos para o contexto atual. João Varella traça um perfil da cineasta Anna Muylaert na tentativa de entender sua recente guinada politizada. Eduardo Macarios mostra, por meio de fotos, a diversidade arquitetônica dos museus de Curitiba - do histórico Guido Viaro ao futurista MON. Silviano Santiago evoca Guimarães Rosa e Pasolini para enaltecer o “saber vagalume” (errante, inapreensível e resistente à máquina totalitária).
Alex Antunes comenta a polarização política em voga - e aponta seus primeiros sinais de desgaste. Ronaldo Bressane entrevista Felipe Hirsch, diretor teatral que se diz patrulhado por militantes tanto de esquerda quanto de direita.
Marcelo Mirisola imagina Borges e Cortázar discutindo nas redes sociais (para depois afirmar que a boa literatura está acima dos interesses e paixões). E Fernando Ceylão reflete sobre os famigerados “limites do humor”.
A edição de reestreia ainda traz um poema de Zulmira Ribeiro Tavares, um conto de Maria Valéria Rezende, HQ de DW Ribastki inspirada na obra do escritor Manoel Carlos Karam e dezenas de ilustrações de artistas dos mais diferentes estilos (Bennet, André Dhamer, Carolina Vigna, Hallina Brandão, Marcelo Cipis, Moara Brasil, André Kitagawa, Augusto Meneghin).

Batizada em homenagem à escritora paranaense Helena Kolody (1912-2004), a revista tem tiragem de mil exemplares e distribuição gratuita na Biblioteca Pública do Paraná e nas bibliotecas e escolas de ensino médio do Paraná, além de pontos de cultura de Curitiba. Também é enviada por correio para jornalistas, escritores, acadêmicos e artistas gráficos de todo o Brasil. Para ler online, acesse www.helena.pr.gov.br. Mais informações: 3221-4911.

Cinemateca recebe Mostra de Filmes Japoneses

Para celebrar o mês da cultura nipônica, a partir desta terça-feira (31) a Cinemateca de Curitiba recebe a “Mostra de Filmes Japoneses”. Serão cinco comédias e duas animações, todas com áudio original em japonês e legendas em português, que estarão em exibição ao público até sexta-feira (3).
A mostra é gratuita e traz obras atuais e premiadas de diversos diretores japoneses. Um dos destaques da programação é o filme “Key of Life” (foto), que foi nomeado em quatro categorias do Japan Academy Prize de 2012 e ganhou a estatueta na categoria de roteiro. O filme retrata a vida de Sakurai, um ator sem emprego que fracassou na tentativa de suicídio e se depara com Kondo, que cai, bate a cabeça e perde a memória. Assim que presencia o acidente, Sakurai troca sua chave de armário com a de Kondo, tomando seu lugar, sem saber que o desmemoriado é na verdade um assassino de aluguel.
A exibição é uma realização do Consulado Geral do Japão em Curitiba e da Fundação Japão e tem o apoio da Fundação Cultural de Curitiba. A exibição faz parte da Mostra de Filmes Itinerantes promovida pela Fundação Japão. Com o tema comédia, antes de vir para Curitiba a mostra foi exibida em Recife.

Confira a programação completa:

31/10 (terça)
17:00 Vozes de uma Estrela Distante (Hoshi no Koe)
18:00 O Jardim das Palavras (Kotonoha no Niwa)
19:00 Key of Life (Kago-dorobô no Mesoddo)

01/11 (quarta)
17:00 LA LA LA (Misono Universe)
19:00 The Mohican Comes Home (Mohican Kokyo ni Kaeru)

02/11 (quinta)
17:00 The Projects (Danchi)
19:00 Vozes de uma Estrela Distante (Hoshi no Koe)

03/11 (sexta)
17:00 Karate – Robo Zaborgar (Denjin Zaborgar)

Anitta vem a Curitiba para duas apresentações

Um dos grandes destaques da cena pop atual, Anitta volta a Curitiba para curta temporada de apresentações. Com realização da Like Entretenimento, no dia 1º de novembro, véspera de feriado do dia de Finados, ela comanda a festa “Live In Rio” com a Bang Tour cheia de coreografias ousadas e seus grandes sucessos, a partir das 23h59, na Live Curitiba (Rua Itajubá, 143, Portão). Já no dia 2 de novembro, ela apresenta pela primeira vez na capital paranaense o “Show das Poderosinhas” voltado ao público infanto-juvenil no palco do Teatro Guaíra, às 15h. A cantora promete uma tarde de muita diversão para os pequenos, ao som dos seus hits emblemáticos que fazem a cabeça dos fãs.
Do “Show das Poderosas“, que deu projeção nacional, a “Paradinha“, seu primeiro passo solo no mercado latino, Anitta tem uma coleção de hits e bons momentos que a tornam uma verdadeira estrela da música pop no Brasil. A cantora lançou recente seu mais novo clipe gravado na Amazônia ao lado do DJ Alesso.
Por conta de seus recentes lançamentos, a revista norte-americana Billboard colocou a cantora na lista dos 50 artistas mais influentes nas redes sociais, ocupando a 15ª posição. Tamanho reconhecimento muito se dá pela qualidade dos shows da cantora, que promete duas grandes apresentações em Curitiba. 

Poderosinhas - O show conta com uma atmosfera totalmente pensada para os pequenos fãs da cantora, desde o figurino especial, até o cenário super colorido. No repertório, sucessos de sua carreira como “Show das Poderosas”, “Não Para”, “Essa Mina é Louca”, “Bang”, “Deixa Ele Sofrer”, além de hits de outros artistas internacionais, como Ariana Grande, Taylor Swift e Katy Perry.
Os novos sucessos da cantora também não poderiam ficar de fora dessa festa. As parcerias com o cantor Maluma, “Sim ou Não” e com a rapper Iggy Azalea, “Switch”, têm presença garantida. Além de, é claro, de “Sua Cara” e “Paradinha”, cujo clipe já conta com mais de 198 milhões de visualizações no YouTube.

Indicada para maiores de 16 anos, a apresentação de Anitta na Live Curitiba tem ingressos que variam de R$ 90,00 (meia) a R$ 190,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 10,00 está incluída no valor. Já o “Show das Poderosinhas” é livre para todas as idades e os ingressos variam de R$ 70,00 (meia) a R$ 440,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 6,00 está incluída no valor Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Mostra Grotesc-O-Vision está com inscrições abertas pra oficinas ligadas ao cinema de horror

A mostra Grotesc-O-Vision 2017, dedicada ao cinema de horror e grotesco, contará com duas oficinas imperdíveis para os fãs deste gênero de filmes. Nos dois primeiros dias (30 e 31 de outubro), haverá a oficina “História do cinema de horror contemporâneo”, ministrada pelo pesquisador Carlos Primati, a maior autoridade sobre cinema de terror na América Latina. Entre os dias 1º e 02 de novembro, será a vez da oficina de efeitos especiais com a equipe do programa “Cinelab”, do Universal Channel: Kapel Furman, Armando Fonseca e Raphael Borghi. As duas oficinas serão realizadas das 9h às 12h, no teatro Guairinha, com inscrições no valor de R$ 40,00, que podem ser feitas na página de facebook do Grotesc-O-Vision 2017, via pagamento PayPal.

O Grostesc-O-Vision é realizado de 30 de outubro a 02 de novembro (segunda a quinta-feira) com uma mostra internacional de filmes, painéis, rodas de bate-papo e um sarau de contação de histórias de horror chamada Creepypastas. Este é um projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Ebanx Payments e realização da Vigor Mortis e Moro Filmes.

Projeto Mesmas Coisas encena Manoel Carlos Karam na Flibi

O projeto Mesmas Coisas apresenta nesta sexta-feira (27) “A SerenataS, montagem a partir do legado de Manoel Carlos Karam (1947-2007), o autor homenageado nesta primeira edição da Festa Literária da Biblioteca, a Flibi. A encenação com Michelle Pucci e Marc Olaf tem início às 19h30 no Hall Térreo, na Arena Biblioteca Pública do Paraná, e segue pelo corredor e o Hall do segundo andar até o Auditório. A direção é de Nadja Naira. A entrada é franca.
Em 2017 já foram promovidas ações do projeto Mesmas Coisas, como leituras, ensaios abertos, encenações e A serenata, agora reapresentada na BPP. A proposta de dramaturgia tem, entre outras finalidades, dar visibilidade ao legado literário de Manoel Carlos Karam, catarinense que se radicou em Curitiba em 1966 e escreveu livros em que borra as fronteiras dos gêneros literários, entre eles “Comendo Bolacha Maria no Dia de São Nunca” (1991), “Encrenca” (2002) e “Algum Tempo Depois”, publicado postumamente, em 2014.
Neste que é o penúltimo dia da Festa Literária da Biblioteca, os eventos acontecem a partir das 10h, com a participação da escritora Célia Cris no projeto Aventuras Literárias, em que autores falam com o público infantojuvenil sobre suas experiências de leitura e escrita. Também haverá leitura da obra de Manoel Carlos Karam, exibição do documentário José e Pilar, apresentação de teatro lambe-lambe, lançamento do livro de Ana Rapha, o bate-papo “De onde vem a ficção?”, na Arena BPP, e show de Chico Salem.

Mais informações: 3221-4974.

Templo Luterano recebe concerto do Coro da Camerata em homenagem aos 500 anos da Reforma

O Coro da Camerata Antiqua de Curitiba celebra os 500 anos da Reforma Protestante com um concerto histórico neste sábado (28), às 17h, no Templo Luterano, também conhecido como Igrejinha. A frase “A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço”, de Martinho Lutero (1483-1546), dá título ao programa que é reforçado nas obras executadas pelo Coro sob a regência de Mara Campos e acompanhamento da organista Clenice Ortigara.
O repertório, já executado em outros dois concertos na Capela Santa Maria, é uma homenagem do Coro da Camerata aos cinco séculos da Reforma tendo como ponto de partida os primeiros hinos protestantes, compostos por uma linhagem de compositores desconhecidos do grande público, que reverberaram os ideais reformistas e aprimoraram seu hinário emblemático, como Balthasar Resinarius e Melchior Franck.
Autores consagrados que revalidaram o diálogo com a comunidade em seus escritos também serão apresentados, como Heinrich Schütz e Michael Praetorius. Ganham destaque ainda as obras aguardadas como “Castelo forte é nosso Deus” e “Non moriar sed vivam”, de Martinho Lutero e a Jesu, meine Freude (BWV 227) e Ein feste Burg ist unser Gott (Cantata BWV 80), de Johann Sebastian Bach (1685-1750).
A música exerceu um papel fundamental na proposta reformista na superação desse conflito histórico e em meio a tantos outros embates carentes de tolerância e entendimento”, explica a maestrina Mara Campos. “Compreender e participar eram os pilares da reforma, e desejamos apresentar isso no concerto. Lutero, ele mesmo compositor e admirador da obra de Josquin desPrez, uniu-se a intelectuais, músicos e escritores com o intuito de tornar acessível à congregação, tanto a leitura das escrituras, como a celebração dos ritos litúrgicos em língua alemã, antes praticadas apenas em latim”, conclui Mara.

Histórico – A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão criado no início do século XVI por Martinho Lutero. Através da publicação de suas 95 teses, em 31 de outubro de 1517, na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, Lutero protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus, provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento. O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo.

Ciclo de degustação de Chandon na Aliança Francesa

Para entender sobre vinhos espumantes não adianta apenas ler ou ouvir, é preciso experimentar e saber harmonizar com a gastronomia. A Chandon e a Aliança Francesa promovem um ciclo de Degustação para os amantes da bebida. “Já realizamos um evento em setembro e o público aprovou, ainda mais por estarmos tão perto das festas de final de ano, quando os espumantes são as estrelas dos brindes no Natal e Ano Novo”, explica Dayana Belmont, gerente de marketing da Aliança.
As inscrições estão abertas para os encontros dos dias 27 de outubro e 24 de novembro. Jonas Martins, sommelier da Chandon, vai ministrar o workshop da bebida borbulhante que pode ser servida como aperitivo ou sobremesa, e que também harmoniza bem com coquetéis e pratos principais. Além disso, o especialista vai falar sobre o processo de fabricação da marca.
O evento acontece das 19h às 21h, no espaço gourmet La Cuisine, que fica na sede da Aliança Francesa, na Alameda Prudente de Moraes, 1101. A entrada custa R$ 60,00 por pessoa, e as inscrições podem ser feitas no link http://www.afcuritiba.com.br/af/evento/ciclo-chandon-2/

Livro “Onde Estão as Cores” tem lançamento em Curitiba

O cartunista, ilustrador e escritor Marco Jacobsen lança, neste sábado (28), seu primeiro livro voltado ao público infanto-juvenil. Autor da coletânea de cartuns "Confesso" (2007) e "Lendas Brasileiras - Natureza Viva" (2009), o artista gráfico faz sua estreia como escritor de literatura infanto-juvenil com a fábula "Onde Estão as Cores". O lançamento acontece na Livraria Arte & Letra (Alameda Dom Pedro II, 44, Batel), das 11 às 17h.
Lançado pela Editora Pensa Mais, sua história se passa em um reino em preto e branco que, da noite para o dia, é transformado com o surgimento das cores. O final, surpreendente, explica o porque da classificação como uma fábula. "É uma história que criei para ajudar minha filha a superar um medo. A estratégia funcionou e acabou virando o livro, que dedico aos meus filhos, Yasmin e Theo", conta o autor. Os desenhos, parte essencial da narrativa, são do próprio escritor, que assina mais de 10 ilustrações de livros, como "Lenda das Águas", escrito pelo jornalista Zeca Corrêa Leite, e "Shakespeare: Sua Época e Sua Obra", de Liana Leão.
Em "Onde Estão as Cores", Jacobsen explica o sistema de cores usado na indústria gráfica, de forma divertida, em um conto de fadas escrito para gerações de pequenos leitores com senso de humor apurado. "Essas gerações gostam muito de humor e estão conectadas com ele. Faz parte da linguagem da internet, do cinema feito para os jovens e deve fazer parte também da literatura, sem que a fantasia e os recursos, que mexem com a imaginação tão importante na infância se percam. Usando do humor, a narrativa é recebida por crianças e adolescentes como um conteúdo mais inteligente e atrativo", diz.  

Sobre o autor - Marco Jacobsen é ilustrador, artista gráfico, cartunista, tatutador e escritor. Em 28 anos de carreira, publicou seu trabalho em vários jornais, revistas e livros de todo o país. É autor dos livros “Confesso” e “Lendas Brasileiras - Natureza Viva” e criador da tirinha do Theo. 

Casa Kozák intensifica sua programação e passa a ser Casa de Leitura e Centro Cultural

A conhecida casa nº 588 da Rua Padre Julio Saavedra, do bairro Uberaba, onde viveu o documentarista tcheco Vladimir Kozák, será reaberta como Casa da Leitura e Centro Cultural. Para celebrar a adequação do espaço, nos dias 27 e 28 terá uma programação especial e gratuita.
Nesta sexta (27), a partir das 9h30h, haverá apresentação da Banda Lyra Curitibana tocando repertório especial para as crianças. Às 10h, terá roda de leitura, voltada ao público adolescente, com o conto “A Branca dos Mortos e os Sete Zumbis”, de Fabio Yabu. A obra é uma releitura macabra do clássico dos Irmãos Grimm, Branca de Neve. E às 14h terá a Feira de Histórias, que é um encontro de vários contadores com o público leitor. Diferentes narrativas e formas de contar se intercalam num jogo dinâmico em que uma história puxa outra e assim por diante.
Já no sábado (28), a partir das 10h, com programação ao público de todas as idades, terá “Histórias de um Tempo Real”, a conversa propõe a descoberta de personagens e enredos incríveis no momento da leitura. Logo em seguida, às 11h, acontece o encontro “Múltiplas Leituras em Shakespeare”. Indicado para crianças a partir de 10 anos, o objetivo é conhecer os personagens e as histórias criados pelo grande escritor inglês William Shakespeare, além de conversar sobre essas histórias e compartilhá-las através das obras de outros artistas.
Essas atividades marcam a reabertura do local, que passa a se chamar Casa da Leitura Vladimir Kozák e a funcionar como um centro cultural. Como parte do Programa Curitiba Lê, a Casa da Leitura Vladimir Kozák realizará empréstimos de livros, além de oferecer um acervo especializado em literatura e artes. Terá também atividades de contação de histórias e mediação literária, atendendo um público variado de crianças, jovens, adultos e idosos.
Além das atividades do Curitiba Lê, a unidade oferecerá cursos livres nas áreas de artes visuais (pintura em tela) e música (violão). Em breve, oferecerá cursos de teatro e ilustração.  Para inaugurar essa nova fase, a Casa da Leitura ganhará novo mobiliário e um projeto de comunicação visual adequado ao seu funcionamento. A Casa da Leitura Vladimir Kozak funciona das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Espetáculo “Tutorial” estreia no Novelas Curitibanas

Nesta quinta-feira (26), a peça “Tutorial” inicia sua temporada no Teatro Novelas Curitibanas. A peça trata do encontro de pessoas e, lidando com assuntos delicados, como violência, depressão e suicídio, o espetáculo coloca em cena, a cada apresentação, um convidado que não é ator. O convidado contracena com os atores Eduardo Ramos e Carolina Meinerz, provocando um encontro de resultados imprevisíveis.
A atriz e o ator não conhecem o convidado que vai fazer o espetáculo com eles. Eles se conhecem no palco e tentam fazer um tutorial em que o não ator vai aprender a sobreviver e a amar. Então, o que resta entre essas pessoas é puramente esse encontro entre ator, atriz, convidado e o público.
De acordo com o diretor do espetáculo Don Correa, a expectativa é promover um encontro entre as pessoas. “Um encontro no qual a gente possa suspender o medo, especialmente, porque o espetáculo lida com questões bastante delicadas, como a violência, a depressão, o suicídio. Através desse encontro sincero as pessoas podem falar. O importante é ouvir acima de tudo. Ouvir o convidado e o que as pessoas têm para falar durante o espetáculo”, enfatiza.
Para o diretor, as temáticas abordadas na peça, de maneira alguma, devem serem tratadas como tabu. “Estamos cada vez mais vivendo um momento que as coisas não podem ser ditas. É uma oportunidade, para as pessoas também perceberem que elas podem ter um lugar, que elas podem falar”, afirma.
O espetáculo, realizado pela FALA Companhia de Teatro, estreou nesse ano durante o Festival de Teatro e também já realizou algumas apresentações no interior do Paraná.

Indicada para maiores de 14 anos, a peça “Tutorial” será apresentada até dia 19/11, de sexta a domingo, 20h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).

Juca Kfouri participa da Festa Literária da Biblioteca Pública

O jornalista Juca Kfouri participa nesta quinta-feira (26), às 19h30, da Festa Literária da Biblioteca (Flibi). Ele conversa com o público a respeito de sua trajetória na imprensa brasileira, futebol e política. Kfouri tem quase 50 anos de experiência profissional e acaba de publicar o livro “Confesso Que Perdi”, que será comercializado após o encontro, em que revisita questões pessoais e também temas da vida pública brasileira. O evento acontece no auditório da BBP, com mediação do jornalista Ricardo Sabbag. A entrada é franca.
 Kfouri é de fato um veterano da imprensa. Esteve em todas as Copas do Mundo desde 1982, dirigiu as revistas Placar (entre 1979 a 1995) e Playboy (1991 a 1994), participou de programas de TV, como o Cartão Verde, da Rede Cultura, o Bola na Rede, na RedeTV. Atualmente está ESPN-Brasil e assina uma coluna no jornal Folha de S.Paulo.

PROGRAMAÇÃO – Esta quinta-feira será o quarto dia da Festa Literária da Biblioteca. Os eventos acontecem a partir das 9h, com a apresentação de teatro lambe-lambe “A menina e o mundo”, com Alyne Rocha. Também haverá o lançamento do livro de Veronica Fukuda, leitura da obra de Manoel Carlos Karam, show do Aline Morena Trio no projeto Música na Biblioteca, participação de Priscila Prado no projeto Aventuras Literárias, bate-papo sobre o escritor curitibano Jamil Snege, com Miguel Sanches Neto, e a exibição do filme Hotel Atlântico.

A FLIBI - A Festa Literária da Biblioteca segue até 28 de outubro com programação variada, incluindo a presença de mais de 20 escritores que participam de palestras, bate-papos e lançamentos de livros. Haverá exibição de longas-metragens (adaptações de obras literárias), apresentações musicais, teatrais e oficinas. O homenageado é o escritor Manoel Carlos Karam (1947-2007). O curador é o escritor e jornalista Marcio Renato dos Santos. Todas as atividades são gratuitas.
O secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani, observa que a Flibi é a primeira festa literária promovida por uma biblioteca brasileira. “É um fato inédito no país. Há uma série de festas literárias por todo o Brasil, mas até agora nenhuma outra biblioteca realizou algo semelhante”, diz Fiani.

160 ANOS DA BPP - A Flibi, que conta com o apoio da produtora cultural Cassandra Joerke e da empresa de Boca em Boca, é mais uma das ações que a BPP promove em 2017 em alusão aos 160 anos da instituição. Em março foi entregue a primeira etapa das obras de modernização do prédio histórico, com investimentos de R$ 2,1 milhões do Instituto Renault para revitalizar o auditório, o hall do segundo andar, a seção de empréstimo e os banheiros, além de novo mobiliário. O projeto é do arquiteto Manoel Coelho. Outros R$ 2,5 milhões investidos pela Renault vão garantir a segunda etapa das obras de revitalização previstas para serem entregues em março de 2018.

Mais informações: 3221-4974.

Arnaldo Antunes faz temporada na Caixa Cultural de Curitiba

A Caixa Cultural Curitiba apresenta, de 25 a 29 de outubro, o espetáculo de Arnaldo Antunes. Um dos mais consagrados artistas brasileiros da atualidade, Antunes apresenta ao público um show mais intimista, acompanhado de Chico Salem (violão e guitarra) e André Lima (teclados e sanfona). Explora com liberdade uma nova sonoridade a cada canção, propondo combinações de violões, guitarras, teclados e sanfona. Essa formação mais concentrada revela as canções de outro modo, evidenciando as letras das composições.
Autor de mais de 460 composições, nesse show Arnaldo Antunes apresenta um repertório que passeia por músicas de toda sua carreira, como “Não Vou Me Adaptar”, “O Pulso”, “Alegria”, “Essa Mulher” e “Muito Muito Pouco”. O show também traz canções escritas em parceria com Paulo Miklos (“Fim do Dia”), Marisa Monte e Carlinhos Brown (“Consumado”), Liminha (“Invejoso”) e Alice Ruiz (“Socorro”), entre outros artistas.

Sobre Arnaldo Antunes - Poeta, cantor e compositor, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo, em 1960. Integrou o grupo Titãs, com o qual gravou sete discos. Mesmo depois de ter se desligado do grupo, seguiu compondo ao lado dos demais integrantes dos Titãs. Em carreira solo desde 1992, lançou os discos Nome, Ninguém, O Silêncio, Um Som, O Corpo (trilha para espetáculo de dança do Grupo Corpo), Paradeiro, Saiba, Qualquer, Ao Vivo no Estúdio, IêIêIê, Ao Vivo Lá em Casa, A Curva da Cintura, Acústico MTV e Disco, além de Tribalistas (com Marisa Monte e Carlinhos Brown) e Pequeno Cidadão (projeto infantil com Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antônio Pinto e seus filhos).
Multiartista, Arnaldo Antunes tem vários livros publicados no Brasil (entre eles Psia, Tudos, As Coisas, 2 ou + Corpos no Mesmo Espaço, 40 Escritos, Como É Que Chama o Nome Disso e N. D. A., na Espanha (Doble Duplo) e em Portugal (Antologia). Já trabalhou como ensaísta na Folha de S. Paulo, evidenciando o embasamento teórico que acompanha suas composições. Foi VJ da MTV Brasil durante o ano de 2011, comandando o programa Grêmio Recreativo. Faz ainda incursões nas artes plásticas. Em outubro de 2008 foi apontado pela revista Rolling Stone como um dos 100 maiores artistas da Música Brasileira.

Livres para todos os públicos, as apresentações de Arnaldo Antunes acontecem de quarta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa. A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura). Mais informações: 2118-5111.

Sessão da tarde do MIS apresenta a saga “O Rei Leão”

O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) exibe nos dias 25 e 26 de outubro os filmes “O Rei Leão” e “O Rei Leão 2 – O Reino de Simba”. Os longas fazem parte da “Sessão da tarde do MIS” e serão exibidos no miniauditório do museu a partir das 15h. A entrada é gratuita.
O primeiro filme da saga será exibido na quarta-feira (25). O musical da Disney mostra as aventuras do leão Simba, herdeiro do rei Mufasa e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki, porém ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se de seu sobrinho e herdar o trono. Classificação indicativa: livre.
Na quinta-feira (26) será exibida a continuação “O Rei Leão 2 – O Reino de Simba”. O longa nos conta agora a história de Kiara, filha de Simba e de Nala. A pequena leoa tem um espírito livre e totalmente aventureiro. Um dia, ela resolve sair para passear além dos limites do território de seu pai e acaba encontrando os descendentes do maléfico Scar. Kovu é um desses descendentes e acaba se tornando um grande amigo da pequena Kiara. Entretanto, o amor entre os dois leõezinhos irá reacender uma rivalidade histórica. Classificação indicativa: livre.

O Museu da Imagem e do Som do Paraná está situado na Rua Barão do Rio Branco, 395, Centro. Mais informações: 3232-9113 ou www.mis.pr.gov.br.

Kiko Zambianchi faz pocket show gratuito e aberto ao público no Shopping Curitiba

Quem conhece Kiko Zambianchi da década de 80, com certeza vai lembrar do hit “Rolam as Pedras” e de muitos outros. O músico marcou época ao lado de RPM, Capital Inicial e Lobão. São mais de 30 anos de carreira nos quais se destaca como um dos maiores cantores, compositores e guitarristas do rock nacional.
Zambianchi se apresenta nesta quinta-feira (26), a partir das 18h, no projeto musical gratuito e aberto ao público, o Conexão Shopping Curitiba. A parceria do Shopping com a Rádio Transamérica Light traz todos os meses artistas nacionais e até internacionais para a capital paranaense.
O palco será montado no meio do Shopping, no piso L2, em uma estrutura com fácil visualização e mais espaço para o público. Todo mundo pode participar, a entrada é gratuita. Para a sessão de fotos e autógrafos, serão distribuídas 50 senhas, que devem ser retiradas no dia, a partir das 12h, na recepção do shopping, no piso L3. Mais informações no fone 3331-1717 (Rádio Transamérica Light).

Sobre o “Conexão Shopping Curitiba” - Com o objetivo de viabilizar encontros e aproximar artistas de seus fãs da capital paranaense, o “Conexão Shopping Curitiba” é um projeto musical gratuito e aberto ao público, resultado de uma parceria entre a Rádio Transamérica Light e o Shopping Curitiba.
As apresentações, bate-papos e pocket shows acontecem mensalmente e são transmitidos ao vivo na frequência FM 95.1 e pelas redes sociais da rádio, para todo o todo o país. Já passaram pelo palco os artistas Juca Novaes, Jane Duboc, Sergio Sá, Paulinho Moska, a inglesa Jesuton e Paulo Ricardo.

MON promove duas exposições inéditas esta semana

O Museu Oscar Niemeyer inaugura duas exposições inéditas nesta quinta-feira (26), às 19 horas. “Luz = Matéria”, na sala 6, e “Antologia Poética (2000-2017) – Adolfo Montejo Navas”, na sala 10. Ambas as mostras possuem curadoria de Agnaldo Farias, curador do Museu.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, fala sobre a importância desta realização. “O esforço coordenado de todos os envolvidos, sejam eles artistas, curadores, patrocinadores, ou funcionários, têm garantido o desenvolvimento e realização do calendário expositivo do Museu Oscar Niemeyer que entrega conteúdo de qualidade ao público. Este esforço tem sido reconhecido com o aumento da visitação e com prêmios que o museu tem recebido ao longo dos seus 15 anos”.

“LUZ = MATÉRIA” - A exposição apresenta uma seleção de obras do acervo do MON em diálogo com obras apreendidas na operação Lava Jato, buscando aquelas que têm como ponto comum a luz.
São mais de 100 artistas, com nomes como Abraham Palatnik, Alberto Guignard, Alfredo Andersen, Claudio Alvarez, Daniel Senise, Flavio Damm, José Bechara, Julio Le Parc, Maureen Bisilliat, Martin Chambi, Theodoro de Bona, Vik Muniz, entre outros.
O acervo do MON, constituído a partir de 2002, é composto por mais de 4 mil obras de artistas nacionais e internacionais, considerados referenciais importantes da produção artística. As obras apreendidas na operação Lava Jato estão sob guarda da instituição desde maio de 2014, a partir de decisão da Justiça Federal, que escolheu o museu por apresentar as melhores condições técnicas para abrigá-las.

“ANTOLOGIA POÉTICA” - A mostra, que faz sua estreia no Museu Oscar Niemeyer, foi desenvolvida a partir do livro homônimo do autor, poeta e crítico espanhol residente no Brasil, Adolfo Montejo Navas. Foi idealizado e confeccionado durante 18 anos para apresentar o grau de ironia e atrito não só visual que existe na representação destas imagens-sintomas que vinculam poesia e dinheiro.
A exposição apresenta uma coleção de mais de 120 cédulas bancárias que são efígies de poetas dos cinco cantos do mundo. De acordo com o artista, a obra foi idealizada a partir do ano 2000, para depois ter três momentos intensos de configuração como pesquisa e coleção: primeiro até 2005; mais recentemente durante o ano 2013; e, por último, neste ano de 2017.

O MON está aberto à visitação de terça a domingo, das 10h às 18h e os ingressos custam R$ 16,00 e R$ 8,00 (meia-entrada). Maiores de 60 e menores de 12 anos têm entrada franca. Mais informações: 3350-4400 ou www.museuoscarniemeyer.org.br.

Biblioteca Pública do Paraná recebe exposição de miniaturas

A Biblioteca Pública do Paraná está recebendo a mostra “Memórias em Miniatura”, do artista Fabiano Fausto. A exposição traz miniaturas que contemplam diversos cenários da capital paranaense, inspiradas nas memórias de infância do artista, em filmes, lugares abandonados e cenas cotidianas de grandes e pequenas cidades.
Fabiano Fausto nasceu em Joinville (SC) e está radicado em Curitiba há mais de 40 anos. Começou a trabalhar com miniaturas, de maneira autodidata, aos 36 anos. Suas obras, ricas em detalhes, são feitas com materiais como papelão, cimento, arame, madeira e plástico.

“Memórias em Miniatura” fica aberta à visitação até dia 6 de novembro. Mais informações: 3221-4980.

Mostra Grotesc-O-Vision promove uma série de atividades durante a semana do Halloween

Na semana em que se comemora o Halloween (ou Dia das Bruxas), será realizada em Curitiba a quarta edição do Grotesc-O-Vision, mostra internacional de cinema de horror e grotesco, que contará com exibições de filmes, oficinas, painéis e rodas de bate-papo com realizadores e exibidores ligados ao gênero.
O evento vai de 30 de outubro a 2 de novembro (segunda a quinta-feira), com todas as atividades concentradas no Auditório Salvador de Ferrante do Teatro Guaíra (Guairinha), no Centro da cidade. Todas as atividade são gratuitas, com exceção das oficinas, que estão com inscrições abertas, a preços simbólicos.

Curtas, longas e creepypastas - A programação de filmes desta edição contará com uma mostra competitiva de curtas-metragens, e uma seleção internacional com 6 longas. Entre os destaques, está a estreia latino-americana de “Virgin Cheerleaders in Chains”, filmado nos EUA e dirigido pelo curitibano Paulo Biscaia Filho, sendo seu primeiro trabalho internacional, em uma coprodução Austin-Curitiba (EUA/BRA).
A seleção conta ainda com filmes de diversas partes do mundo, como o australiano “Red Christmas” (que tem no elenco a atriz Dee Wallace, que nos anos 80 atuou em “E.T. – O Extraterrestre” interpretando a mãe do menino Elliot), “Freak Out” (de Israel), “Noite do Virgem” (Espanha), “Replace” (Alemanha / Canadá) e uma sessão especial do clássico do cinema trash “Plan 9 From Outer Space”, do diretor Ed Wood, na noite de  Halloween (31 de outubro), contando com encenações ao vivo, discos voadores pendurados e outros recursos.
Uma novidade na programação deste ano são as creepypastas, um sarau de contação de histórias de terror, que será realizado na noite de encerramento, com 10 histórias previamente inscritas e selecionadas.

Oficinas, painéis e rodas de bate-papo - Além da programação de filmes, o Grotesc-O-Vision 2017 terá duas oficinas, 3 painéis com realizadores do cinema nacional (Rodrigo Aragão e equipes do filme “Virgin Cheerleaders in Chains e do programa “Cinelab”), rodas de bate-papo com canais de TV (Space e A&E) e cobertura especial do Canal Brasil. As oficinas são “História do cinema de horror contemporâneo” com o pesquisador Carlos Primati e “Efeitos especiais”, com equipe do programa “Cinelab”, do Universal Channel: Kapel Furman, Armando Fonseca e Raphael Borghi. As inscrições estão abertas, podendo ser feitas na página de facebook do evento, no valor de R$ 40,00 cada (pagamento via Paypal).

O Grotesc-O-Vision 2017 é um projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo da Ebanx Payments e realização da Vigor Mortis e Moro Filmes. O evento contará com os canais convidados Space e A&E, e cobertura especial do Canal Brasil. O Spooky Movie – International Horror Film Fest é colaborador dessa mostra.

Concertos sociais da Camerata Antiqua têm programação gratuita

Coro da Camerata Antiqua de Curitiba tem apresentações gratuitas em hospitais e igreja, nesta quinta-feira (26). A programação faz parte de projetos sociais do grupo que pretende levar a música erudita àqueles que não têm acesso. A agenda começa às 10h30, no Hospital Pequeno Príncipe (Rua Desembargador Motta, 1070, Água Verde, f: 3310-1010), com um repertório focado em obras infantis. No período noturno, às 20h, o concerto acontece na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora (Rua Arapongas, 1399, f: 3349-4925), do Sitio Cercado.
O repertório desses concertos também reflete a característica e a proposta musical dos projetos sendo um apanhado histórico das grandes obras clássicas de compositores estrangeiros e brasileiros, representativos em sua época, como: Johann Sebastian Bach, George Friedrich Händel, Heitor Villa-Lobos, Antônio Carlos Gomes, Mozart Camargo Guarnieri e Edmundo Villani-Côrtes. A regência fica a cargo da maestrina Mara Campos.
Os Projetos ‘Música pela Vida’, realizado em hospitais e ‘Concerto nas Igrejas’ contam com uma programação anual, difundindo a música erudita na cidade. “Quando ficamos restritos à sala de concerto deixamos de atender uma importante parcela da sociedade”, destaca Marino Galvão Jr, presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, órgão responsável pela administração do grupo.
Nessas ocasiões, a Camerata realiza concertos didáticos com o objetivo de promover o bem-estar físico, mental e espiritual do público em geral e dos pacientes, favorecendo também os familiares e amigos que os acompanham, além dos funcionários e do corpo clínico. “Tudo isso representa um avanço significativo no diálogo com a sociedade. Os concertos sociais são uma forma de a Camerata responder essas necessidades, levando cultura às igrejas, hospitais e periferias”, conclui Galvão.

Camerata Antiqua de Curitiba - Considerada um dos símbolos musicais da cidade, a Camerata Antiqua de Curitiba foi criada em 1974, pelo maestro Roberto de Regina – hoje seu maestro emérito – e a cravista Ingrid Seraphim. A proposta inicial de execução exclusiva de música barroca e renascentista foi enriquecida com o acréscimo de um repertório de compositores contemporâneos nacionais e estrangeiros, abrindo novas vertentes musicais.
Mantida pela Fundação Cultural de Curitiba – FCC e administrada pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC, a Camerata Antiqua possui uma trajetória de conquistas e sucessos que se explica pelo empenho de seus integrantes no contínuo aperfeiçoamento de conhecimentos e técnicas musicais, levando o grupo a se destacar nacionalmente pela qualidade e excelência de seu trabalho. Além do prestígio conquistado, a Camerata Antiqua é também uma verdadeira escola, pois muitos de seus instrumentistas e coralistas realizam carreiras individuais, conquistando prêmios em concursos no Brasil e no exterior.