terça-feira, 4 de agosto de 2020

Canal Brasil exibe verão remasterizada do clássico “Vidas Secas”

Nesta quarta-feira, dia 5, o Canal Brasil exibe, às 13h40, a versão remasterizada do clássico “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos. Adaptação da obra homônima de Graciliano Ramos, a produção é considerada um marco do Cinema Novo, e é a única representante brasileira presente na lista de produções fundamentais para uma cinemateca segundo o British Film Institute. O título conquistou o Prêmio OCIC e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1964, além de ter sido aclamado em eventos por todo o mundo.

A trama aborda a comovente história do retirante Fabiano (Átila Iório) e sua cadela Baleia. A família do protagonista parte pelo sertão em busca de melhores condições de vida. Pelo caminho, encontram uma casa abandonada e por lá se estabelecem. Após passarem por mais dificuldades, iniciam uma nova jornada e, para não morrerem de fome, precisarão tomar atitudes drásticas. A saga é contada com poucas falas e planos longos, utilizando uma fotografia em preto e branco – assinada por Luiz Carlos Barreto – que é fiel à aridez da caatinga.

O filme “Vidas Secas” é livre para todas as idades.


Ministério da Economia propõe acabar com todas as meias-entradas


O tema já foi alvo do grupo de humor Porta dos Fundos, para quem “a meia é a nova inteira, e a inteira é o novo dobro”. A piada, no entanto, não é mera impressão. Quase 80% de todos os ingressos de cinema vendidos no Brasil no ano passado tiveram preço de meia-entrada. A participação do ingresso na categoria inteira nas receitas das redes cai há três anos, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Os dados levaram o órgão regulador a abrir uma consulta pública sobre a obrigatoriedade legal da meia-entrada e seus impactos no mercado exibidor. A discussão está aberta para contribuições até 13 de agosto, mas o Ministério da Economia já se manifestou e defendeu a extinção de todas as regras que garantem o benefício.

Toda a análise tem como base as informações do Sistema de Controle de Bilheteria (SBC), por meio do qual a Ancine tem acesso às informações de mais de 3 mil salas em todo o País desde 2017. Os dados são fornecidos praticamente em tempo real e mostram os números de vendas de ingressos por categoria, dia, horário e filme. As meias são divididas em legais (permitidas por lei), promocionais – por meio de parcerias comerciais com operadoras de telecomunicações ou bancos, por exemplo – e cortesias, ou seja, bilhetes gratuitos.

PUBLICIDADE - Com base nas informações fornecidas pelas redes de cinema no Brasil, a Ancine descobriu que venda de ingressos na categoria inteira, que era cerca de 30% em 2017, caiu para 21,6% no ano passado. Quase 60% das meias-entradas concedidas no ano passado estavam ligadas às diversas leis que existem no País sobre o tema.

Há três leis federais sobre o assunto, que garantem o benefício a estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência e adultos com mais de 60 anos. A estimativa da Ancine é que 96,6 milhões de brasileiros se enquadrem nos termos da legislação federal – quase metade da população medida pelo IBGE, de 211 milhões de habitantes.

Existem também leis editadas por Estados e municípios, que ampliam o alcance da meia-entrada. Na cidade do Rio de Janeiro e no Estado de São Paulo, professores da rede estadual e municipal pagam menos. Dependendo do Estado e do município, há ainda benefícios para servidores públicos, doadores de sangue, portadores de câncer, doadores de medula, além de sindicatos de categorias profissionais.

Para o ex-secretário de Política Econômica e presidente do Insper, Marcos Lisboa, a meia-entrada nos cinemas é uma distorção que se repete em diversos setores, como no crédito, que é subsidiado para alguns setores, e no transporte público, que é gratuito para alguns grupos. Na avaliação dele, em todos os casos, se o Estado quer beneficiar algum grupo, deve pagar pelo subsídio com recursos do orçamento.

Segundo Lisboa, porém, há outras formas melhores de utilizar os recursos públicos do que custear entradas de cinema.

O Brasil tem há muitos anos essa prática de criar distorções, em que se oferece um preço diferente para um certo grupo, e o que acontece é que o custo tem que ser coberto e preço cheio acaba ficando muito maior. Se todo mundo paga meia, a meia vira a entrada cheia”, diz Lisboa. “Isso expulsa quem paga o preço cheio do mercado, e aí o preço tem que subir mais ainda. É um ciclo vicioso”. (Infomoney)


sexta-feira, 31 de julho de 2020

BPP lança novas edições dos projetos online Hora do Conto e Era Uma Zine


Já estão no ar as novas edições virtuais dos projetos Era Uma Zine e Hora do Conto, desenvolvidos pela Biblioteca Pública do Paraná para atender o público infantil de forma remota durante a quarentena.
HORA DO CONTO - No vídeo da semana, Thiago Dominoni apresenta "O Pintinho Ruivo de Raiva", de Anderson Novello. O conteúdo está disponível no canal do YouTube BPP Conta, que também traz materiais gravados por contadores parceiros. Assista aqui.
ERA UMA ZINE - O fanzine eletrônico traz mais uma parte da série dedicada aos contos de fadas. As fábulas são o tema da edição, que ainda traz uma entrevista a escritora Gloria Kirinus, sugestão de filme e novas dicas para os leitores produzirem seu próprio zine. Baixe aqui.
A Biblioteca segue a orientação do Governo do Estado para o enfrentamento ao coronavírus e está fechada por tempo indeterminado.

Prefeitura lança 2º edital emergencial para os trabalhadores da cultura


A Prefeitura e a Fundação Cultural de Curitiba lançaram um novo edital emergencial para a seleção de conteúdos a serem veiculados em suas redes sociais.
O segundo edital (nº 023/2020) é lançado três meses após o primeiro chamamento com o objetivo de apoiar os artistas e trabalhadores da cultura afetados pelo cancelamento de espetáculos e fechamento de espaços culturais.  Ao mesmo tempo, o edital proporciona à população o acesso a produtos culturais via internet, especialmente durante este período de pandemia.
O valor total do edital é de R$ 450 mil. O recurso é oriundo de emenda parlamentar de 23 vereadores. Serão contemplados 300 projetos no valor de R$ 1,5 mil cada.
As inscrições têm início às 18h do dia 10 de agosto e encerram às 12h do dia 17 de agosto de 2020, pelo sistema Sisprofice, no site www.sic.cultura.pr.gov.br. Os proponentes podem ser pessoas físicas com idade superior a 18 anos ou pessoas jurídicas enquadradas nas modalidades MEI (micro-empreendedor individual), EI (empreendedor individual) e Eireli (empresa individual de responsabilidade limitada), domiciliadas em Curitiba.
A Fundação Cultural de Curitiba está trabalhando no sentido de minimizar os impactos junto aos trabalhadores da cultura. No início da pandemia lançamos um primeiro edital que foi concluído com êxito. Os vídeos adquiridos já estão sendo veiculados nas redes sociais da FCC. Estamos lançando esse segundo edital que em breve garantirá o acesso gratuito da população a novos conteúdos culturais na internet”, ressaltou a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro.

NOVIDADES - A inscrição é limitada a um projeto por proponente, independentemente do tipo de personalidade jurídica. Dessa forma, o proponente deverá optar entre se inscrever como pessoa física ou jurídica. Essa é uma das alterações do novo edital em relação ao primeiro.
Outra novidade é que, além de vídeos de conteúdo cultural, serão aceitos artigos, contos e crônicas, que poderão ser disponibilizados em arquivo PDF.
O tempo de duração dos projetos de vídeos (solos ou coletivos) continuam de no mínimo 33" (trinta e três segundos) a aproximadamente 60' (sessenta minutos), à exceção dos projetos de dança e teatro, e de oficinas e práticas de artes e vídeo-aula, que terão tempos diferenciados.
A nota mínima para a classificação do projeto no edital, que era de 80 pontos na edição anterior, passa para 70 pontos. Houve alterações também nos critérios de classificação e respectivas pontuações.

REQUISITOS - Podem participar artistas que tenham vídeos autorais (solos ou coletivos) nas áreas de artes visuais, cinema, dança, literatura, música, patrimônio cultural, teatro, circo e manifestações culturais tradicionais, como curtas-metragens, videoclipes, monólogos, leituras, contação de histórias, clipoemas, videodança ou espetáculos de dança filmados, arte digital, animações, exposições virtuais, documentários, números de circo e comédia filmados, e também vídeo-aulas de técnicos da área da cultura, como produtores, iluminadores, técnicos de som, cenotécnicos, cenógrafos, maquiadores, figurinistas, roadies, entre outros. Também serão aceitos artigos, contos e crônicas, devendo ser, assim os vídeos, de classificação indicativa livre.
Considerando as instruções de isolamento social dadas pelas autoridades sanitárias, as propostas de vídeos solos, artigos, contos e crônicas podem ter sido produzidas a qualquer tempo até o prazo final de inscrição.
As propostas de vídeos coletivos devem ter sido produzidas até 15 de março de 2020, véspera da data em que foi decretada Situação de Emergência em Saúde Pública no Município de Curitiba em razão da pandemia do coronavírus (Decreto Municipal 421 de 16/03/2020). Neste caso, os artistas precisam assinar uma Declaração de Veracidade, atestando que o material coletivo foi produzido antes da data do decreto.
Os projetos passarão por duas etapas de validação: a primeira de análise da documentação exigida pelo edital e a segunda de análise do mérito das propostas. Os projetos contemplados serão apresentados nas mídias sociais da Fundação Cultural de Curitiba pelo prazo de um ano a partir da assinatura do termo de apoio para repasse do recurso financeiro.

Quiz sobre arte leva conhecimento ao visitante virtual do MON


O Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece todas as sextas-feiras ao público um quiz interativo diferente. Com perguntas e respostas, a cada semana um novo tema é abordado. O conteúdo inclui movimentos artísticos, mostras e curiosidades em geral sobre o MON.
Entre as opções já realizadas estão perguntas sobre artistas mulheres do Paraná, com curiosidades sobre vida e obra de Violeta Franco, Leonor Botteri, Ida Hannemann, e Helena Wong, por exemplo. A atividade é veiculada sempre nos “stories” do Instagram e fica disponível na seção de “destaques” da mesma rede social do MON.
Lá, o visitante também encontra detalhes da exposição “Man Ray em Paris” – voltada à produção surrealista do artista entre 1921 e 1940 – e da mostra “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”, entre outros assuntos já abordados.
Além de testar conhecimentos, o quiz estimula o participante a conhecer mais sobre artistas, obras e coleções do acervo e de exposições atuais ou que já passaram pelo Museu.
A ação integra o rol das diversas novas atividades virtuais apresentadas pelo MON desde março, após o início da quarentena. São séries de posts temáticos, mostras online, mediações a obras e exposições, entrevistas e visitas a ateliês de artistas, além das tradicionais oficinas artísticas nas quartas-feiras e domingos.

Cine Passeio tem programação variada na semana


Exatamente três meses atrás, em 30 de abril, impelidos pela pandemia, o Cine Passeio lançou a primeira sala de cinema virtual do Brasil, a Sala Cine Vitória. De lá para cá, o frequentador do Cine Passeio, teve à disposição gratuitamente, a cada semana, pelo menos quatro programas diferentes, alguns com mais de um filme, e pode contar com mais de 100 títulos para ajudar a enfrentar esta quarentena. O Cine Vitória fez sucesso e está inspirando o surgimento de diversas outras salas semelhantes ao redor do país.
Nesta semana, a décima-quarta da Sala Cine Vitória, o programa apresenta cinco sessões bem especiais. No âmbito da Mostra Curitiba de Cinema DOC, em que é feito um levantamento da ótima produção documental do cinema curitibano, o destaque é o longa-metragem “Construindo Pontes”, de Heloísa Passos, antecedido pelo curta-metragem “Ferradura”, de Bea Gerolin. São filmes delicados, que abordam de maneira muito sensível as relações familiares. Na continuidade da Mostra Rogério Sganzerla, será apresentado “Nem Tudo É Verdade”, de 1986, em que Sganzerla mistura documentário e ficção para falar sobre a visita do grande cineasta Orson Welles ao Brasil. Já na Mostra Zé do Caixão o filme da semana é “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, de 1968, um filme composto por três curtas-metragens e que é considerado, por muitos, o precursor do formato multimídia no Brasil. Completam a programação da sala dois filmes recentes: o austro-alemão “A Tabacaria”, em que o inesquecível Bruno Ganz interpreta Sigmund Freud numa Viena às portas da Segunda Guerra Mundial; e o delicioso passeio gastronômico proporcionado pelo tocante drama cingapuriano “Lámen Shop”, de Eric Khoo.
Na Sala Cine Plaza, em que são disponibilizados filmes inéditos e pagos, acontecem duas estreias, os dramas “A Escolha”, dirigido pela estoniana Lina Trishkina, e “O Prisioneiro”, filme norte-americano dirigido por Paul Kampf. Continuam em cartaz a comédia americana “Armadas e Perigosas”, de Srikant Chellappa, o premiado drama de guerra tcheco “O Pássaro Pintado”, de Václav Marhoul, o drama americano “Professor”, de Adam Dick e a ficção-científica japonesa “Ultraman R&B - O Filme: O Cristal da União”, de Masayoshi Takesue.
Todos os filmes estão disponíveis no site www.cinepasseio.org.
No Conversas Sobre Cinema de sábado (1°), o jornalista e professor Paulo Camargo nos falará de um dos mais importantes cineastas brasileiros da atualidade, na aula “O cinema de masculinidades de Beto Brant”.
E na segunda-feira (3) você poderá acompanhar, no Podcast Passeio, um bate-papo que é quase uma música, com o maestro e compositor vencedor do prêmio Grammy Ruriá Duprat.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Curso online voltado às funções do corpo no ensino e prática da dança é destaque da Casa Hoffmann


As próximas duas semanas serão de aprendizado sobre o corpo humano para quem acompanhar as aulas on-line abertas disponibilizadas pelo Facebook da Casa Hoffmann e Fundação Cultural de Curitiba. A médica, fisioterapeuta e dançarina Elaine de Markondes é a facilitadora do curso “Dança: Função e Percepção”, que acontece de 4 a 13 de agosto, nas terças e quintas, sempre ao meio-dia. A ação faz parte do programa de Ações Formativas Complementares do Studio Virtual CasaHoffmann, é gratuito e livre para todas as idades.
As atividades estão previstas para durar 20 minutos. Este novo ciclo do projeto @studiovirtual Casa Hoffmann está dividido em quatro encontros, três aulas práticas e teóricas e uma focada em desmistificar o trabalho corporal na dança. Os três segmentos tratarão sobre anatomia e movimentos funcionais através da coluna vertebral, cintura pélvica e membros inferiores, cintura escapular e membros superiores.
O curso aborda o conjunto das funções músculo-esqueléticas considerando a atividade corporal como uma importante forma de manter permanência e longevidade ao corpo que dança.

SOBRE A PROFESSORA - Elaine de Markondes é ex-bailarina clássica e dançarina de tango há oito anos. Médica, fisioterapeuta, master trainer no Método Pilates. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Diretora do DeMarkondes Pilates e do Núcleo do Corpo, em parceria, há 20 anos. Atualmente, desenvolve atividades clinicas, ministra cursos, workshops e palestras em eventos, congressos e cursos de pós-graduação nas áreas do Método Pilates, da Cinesiologia da Dança e da Fisioterapia.
Na sequência a essa programação, durante as próximas semanas estão previstas aulas de Laremi Paixão com o tema Dançar é Pertencer, voltado a todas as idades.
O projeto @studiovirtual Casa Hoffmann é uma parceria entre a Fundação Cultural e o Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), que administram a Casa Hoffmann. Ele foi lançado em maio, para ampliar a oferta de atividades culturais e artísticas durante as medidas sanitárias de isolamento para conter a disseminação do novo coronavírus. A programação pode ser acompanhada pela plataforma da Casa Hoffmann.