quinta-feira, 30 de agosto de 2018

“Angelus Mortem - Quando Chega a Hora, a Hora Chega”: teatro e dança no Miniauditório


Alguém já viu a cara da morte? Ela parece com quem? Ou com o quê? Tem cor, cheiro? É possível imaginar a morte de inúmeras maneiras. Mas de sua aparência real ninguém jamais deu testemunho. Porque a morte não tem face, não tem uma imagem que a represente. É concebida apenas como uma entidade incorpórea. Sendo assim, por que tanto receio de falar dela e até de pensar na sua existência? Bem, talvez seja exatamente por isso que a morte pareça tão assustadora, pois não tendo aparência real, cada qual inventa uma para si. Mas que ela existe, sim, ela existe, e não há como fugir ou se esconder, pois é o destino inevitável de cada ser vivente. E chega na hora exata.
A morte é um tema que gera silêncio, desconforto. Um assunto que ninguém faz questão de abordar. Mas ela está aí, lado a lado com a existência. Ângelus Mortem não entende essa aversão por uma coisa tão natural e inevitável. Para lidar com isso, ele faz analise. É nas sessões com seu terapeuta que desabafa sua frustração pela forma como é tratado. Ângelus pontua que se deve levar a morte na brincadeira. Afinal, todo mundo nasce pra morrer, sendo assim, encarar a morte como se encara a vida, deveria ser natural. “Vamos abraçar a morte sem preconceito”, diz Ângelus, “você não precisa me amar, apenas me aceite como sou, afinal, quer você queira quer não, estou caminhando ao seu lado todo o tempo, e quando chega a hora, a hora chega”.
Escrito por Marize Zakrzewski, o objetivo do espetáculo é apresentar a morte como um evento natural, tão natural quanto a vida. O assunto é tratado com o devido respeito, de forma leve e bem humorada. Aqui a morte dá testemunho de si mesma. E ela tem rosto, tem personalidade. É uma apreciadora das artes em geral, especialmente a dança, que pratica com talento e competência. É elegante e educada no trato com as pessoas, acompanha suas histórias, e às vezes até se emociona. Claro que a expectativa não é que todos morram de amores pela morte, mas que simpatizem com ela, e, ao menos, lhe deem uma chance de provar que sua existência não é assim tão... fatal.

Sinopse - “A Morte é um Show” é um espetáculo de humor que brinca com a morte. É concebido como um programa de auditório televisionado que se passa no “Além”, a região dos mortos. ou seja, todos que fazem parte do programa, inclusive a plateia, são ex-vivos. O programa é apresentado ao vivo por Angelus Mortem, o Anjo da Morte, uma espécie de Showman/Woman, que se apresenta em três versões: feminino, masculino e transexual, e têm atrações artísticas diversas, como música, dança, convidados, entrevistas, etc. Mas, como a vida, ou melhor, a morte, tem seus altos e baixos, não poderia faltar o conflito, que é gerado por fatores como: uma drástica queda no ibope, um atentado ao vivo contra a Morte e culmina quando Angelus Mortem é acometido (a) de uma crise existencial aliada ao complexo de rejeição e decide paralisar suas atividades como o Anjo da Morte.
O texto de Marize Zakrzewski teve direção de Ronald Pinheiro e um elenco formado por Brígida Menegatti, Inês Drumond, Fernandah Rocha, Dai Nogoceke, Tâmara Cordeiro, Ronnald Pinheiro, Gil Rodrigues, Valmir Azevedo, Juliano Angeli e Paulo Farias.

Indicada para maiores de 16 anos, a peça “Angelus Morten” tem ingressos custando R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia) As encenações acontecem até dia 16/9, de quinta a sábado, às 21h; domingo, às 19h. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

O Teatro Mágico comemora 15 anos de estrada neste sábado na Ópera de Arame


Com mais de dois milhões de álbuns vendidos, 7 CDs autorais, 3 DVDs, músicas em novelas e um dos projetos mais bem sucedidos da música independente nacional, O Teatro Mágico chega a Curitiba no final de semana com o show comemorativo aos 15 anos da trupe. Com realização daPrime, a apresentação inédita está marcada para  sábado (1º), no palco da Ópera de Arame, às 21h30.
Misto de sarau poético, circo e show de música, O Teatro Mágico se diferenciou na MPB moderna pela performance multiartística e trouxe o debate da “música livre” para o universo pop.
O repertório celebra o passado e o legado da banda com os sucessos da carreira, como “Deixa Ser”, “O Anjo Mais Velho”, “Pena” e “Camarada d´Água”, mas também terá espaço para músicas inéditas da trupe que farão parte do próximo disco, ainda sem previsão de lançamento. As canções são entremeadas por representações de elementos que constituem o grupo, ou seja, circo, teatro, poesia, literatura, política e cancioneiro popular.
Para este show, O Teatro Mágico contará com a participação de artistas que já passaram pela trupe em algum momento de sua trajetória: Zeca Loureiro (guitarra), Rafael dos Santos (bateria), Emerson Marciano (contrabaixo), Nô Stopa (voz e performance), Maria Fernanda Leal (violino), Andrea Barbour (dança aérea e performance) e Matheus Bonassa (palhaço,circo).

Mais sobre O Teatro Mágico - O Teatro Mágico, que foi criado pelo músico e vocalista Fernando Anitelli em 2003, se consolidou como referência na América Latina por sua estética própria, que reúne a música com as artes performáticas, e também pelo uso inovador da internet para formação de público. A percepção de mudanças comportamentais – como o público se relaciona com a música e os seus artistas – trouxe para a companhia o espírito de projeto de música livre e o uso pioneiro de redes sociais como Facebook, Twitter e Youtube. Além da criação da sigla MPB (Música para Baixar), O Teatro Mágico foi um dos primeiros no Brasil a disponibilizar suas músicas para download gratuito.
Atuando na música de forma totalmente independente, tanto na produção como na venda, a banda já lançou cinco CDs de estúdio, três DVDs e um álbum ao vivo. Mesmo disponibilizando todo seu conteúdo para download gratuito, o grupo já vendeu mais de três milhões de CDs e mais de 450 mil DVDs.
Os números da internet também são surpreendentes: mais de 17 milhões de visualizações no Youtube, 161.000 seguidores no Twitter, 95.000 no Instagram e mais de 1.200.000 curtidas na página oficial no Facebook.

Livre para todas as idades, a apresentação do grupo “O Teatro Mágico” tem ingressos que variam de R$ 50,00 (meia) a R$ 190,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 10,00 está incluída no valor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.


Teatro EBANX Regina Vogue tem temporada de stand-up comedy


Dando sequência à temporada aberta em agosto, em setembro, as risadas continuam garantidas no palco do Teatro EBANX Regina Vogue. No domingo (2), às 19h, o show de comédia fica por conta de Paulo Mansur, que traz o espetáculo "Humor de Santo". A apresentação aborda de forma divertida e acolhedora uma religião bastante representativa no Brasil, a Umbanda. Muito samba, ginga e humor dão o tom do espetáculo.
Durante o show, o humorista não fala apenas sobre a Umbanda, mas também sobre relacionamento, universo masculino e feminino, atualidades, política, música, televisão e até sobre celebridades. O espetáculo é recomendado para todos que gostam de uma das coisas melhores da vida: rir!
Nos dias 5 e 19 de setembro, a partir das 20h30, o Teatro EBANX Regina Vogue recebe o espetáculo "Espalhando a Palavra", com o comediante Afonso Padilha. Nesse especial de comédia, ele fala sobre assuntos como padrão de beleza, empoderamento feminino e também satiriza figuras que se aproveitam da religião para enganar as pessoas.
O comediante é integrante do maior grupo de stand-up comedy atual, 4 Amigos. Ele também é roteirista e já escreveu peças para canais com grande número de acessos no YouTube, como o Porta dos Fundos.

Os ingressos para assistir aos espetáculos custam R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia), acrescidos de R$ 8,00 de taxa administrativa do Disk Ingressos. Mais informações: 2101-8292 ou www.reginavogue.com.br.

Portão Cultural tem show com clássicos de música caipira nesta sexta


O público vai poder conferir clássicos da música caipira ao som da viola de 10 cordas nesta sexta-feira (31), às 20h, no Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural. A atração fica por conta do Grupo Nivaldo Sergio e Violeiros, que vai trazer também ao público ritmos de guarânia, cururu e toada. O evento é gratuito e tem classificação livre.

Sobre o Grupo - Formado há dois anos, o Grupo “Nivaldo Sergio & Violeiros” se dedica à divulgação cultural e musical da arte da viola caipira de 10 cordas. O fundador do grupo, Nivaldo Sérgio, é professor de Viola Caipira desde 2014 na Associação da Copel. Estudou o instrumento no Conservatório de Música Popular Brasileira e atualmente cursa Licenciatura em Música. Foi membro fundador do grupo “Amigos da Viola” ganhador por duas vezes no concurso de Talentos de Santa Felicidade e região.
Nivaldo Sergio e Violeiros apresentou-se diversas vezes no Programa Comunidade Escola da Secretaria Municipal de Educação. Recentemente fez apresentações no projeto Arte na Feira da Fundação Cultural de Curitiba e no Mutirão da Cidadania Santa Felicidade.

Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba homenageia Harry Crowl e Edino Krieger


Compositores contemporâneos são homenageados pela Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, nesta sexta-feira (31), às 20h e sábado (1º), às 18h30, no Espaço Cultural Capela Santa Maria. Com a regência de Márcio Steuernagel e participação de Fernando Cordella (cravo) e Gabriel Schwartz (flauta), o grupo comemora os 60 anos de Harry Crowl e 90 anos de Edino Krieger.
Do compositor Harry Crowl será executada a obra Sinfonia nº 2 “Paisagens Verdes”. Essa peça elaborada em 2003 teve alteração para o concerto, sendo que a versão 2018 foi dedicada à Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba e ao cravista Fernando Cordella. “Nessa composição, o Harry utiliza todas as possibilidades do cravo, mas numa linguagem contemporânea. Essa obra é um grande concerto para cravo brasileiro!”, afirma Cordella.
Em homenagem aos 90 anos de Edino Krieger está prevista ainda a execução da obra vencedora do 1º Concurso Nacional de Composição do Ministério da Educação, em 1959, “Divertimento Para Cordas”.
Além dos homenageados, o grupo traz ainda para o programa duas obras de compositores curitibanos, a “La Sed y el Agua”, de Santiago Beis (1990), vencedora da Bienal de Música Hoje de 2017, e “Concertino Brasileiro, Para Flauta e Orquestra de Cordas”, de Gabriel Schwartz (1976).
Mais do que parece, Curitiba tem uma importância grande para a música nova. Vamos nesse concerto apresentar obras contemporâneas de várias fases, desde Edino, expoente na difusão da música há 90 anos, até o Santiago, jovem músico da cidade. Esse Programa é sinal da permanecia de Curitiba como um lugar central para música nova, polo de atrações para a cena brasileira”, explica o regente.

Os ingressos para esta apresentação da Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia).


Vencedor do Kikito de Ouro 2018, “Ferrugem” estreia na Cinemateca e Cine Guarani


Grande vencedor do Festival de Gramado deste ano, a produção curitibana “Ferrugem”, entra em cartaz a partir desta quinta-feira (30) na Cinemateca de Curitiba e no Cine Guarani. Dirigido e escrito por Aly Muritiba, o filme ganhou o Kikito de Ouro 2018 e levou ainda os troféus de desenho de som e roteiro.
O longa-metragem aborda os temas cyberbullying e porn revenge, contando a história de uma jovem que tem a vida transformada após a divulgação de um vídeo íntimo compartilhado nas redes sociais.
O roteiro, escrito por Aly Muritiba em parceria com Jessica Candal, apresenta a história de Tati (Tiffanny Dopke) que, assim como a maioria das meninas adolescentes, ama compartilhar sua vida nas redes sociais. Porém, quando menos espera, ela vai ter que amadurecer e lidar com as consequencias de seus atos, depois que algo que ela não queria que se tornasse público é divulgado no grupo do WhatsApp de sua turma de colégio.
Ferrugem estreou no Festival Sundance de Cinema em janeiro, e traz no elenco, além de Tiffanny Dopke, Giovanni de Lorenzi, Enrique Díaz, Clarissa Kiste, Dudah Azevedo e Pedro Inoue.

Indicado para maiores de 14 anos, o filme fica em cartaz até dia 5 de setembro com duas sessões diárias na Cinemateca de Curitiba (17h e 19h; ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00) e uma no Cine Guarani (19h; ingressos a R$ 12,00 e R$ 6,00).

Teatro Fernanda Montenegro recebe Fulvio Stefanini na comédia "O Pai"


As confusões entre um pai em uma filha são o tema central da peça “O Pai”, que será exibida nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, às 21h, no Teatro Fernanda Montenegro, do Shopping Novo Batel. A primeira encenação brasileira desta peça, assinada pelo francês Floran Zeller, traz Fulvio Stefanini no papel título, comemorando 60 anos de carreira e vencedor do Premio Shell de Melhor Ator. Completam o elenco Carolina Gonzalez, Déo Patricio, Carol Mariottini, Paulo Emílio Lisboa e Wilson Gomes. A montagem conta com uma equipe de grande qualidade com André Cortez nos cenários, Letícia Barbieri nos figurinos, Wagner Antônio na iluminação e Léo Stefanini, que vem despontando na cena teatral, dirigindo seu pai justamente em uma peça que fala sobre a relação entre pais e filhos.
O texto mergulha no universo provável de um homem saudável cuja memória vacila. Nós mesmos sentimos as contradições dos fatos, a necessidade das repetições, a perda da lógica comum e as incompreensões e nossa razão fica também perdida. Pouco a pouco, ninguém consegue distinguir o real da ficção, o verdadeiro do falso, o importante e o superficial e então nós mesmos nos encontramos nesse vazio mental sem nenhum ponto de apoio, sem nenhuma possibilidade de evitar esse movimento inexorável em direção à alienação.  O norte da encenação é identificar a poesia de uma relação tão desgastada a partir de um problema aparentemente sem solução.
Uma obra que trata a relação humana de forma sutil e delicada. Abordar a “reta final” de uma trajetória desta maneira é fundamental para nossa própria compreensão. As dúvidas da filha, as confusões do pai, o envolvimento de terceiros. Tudo tão corriqueiro, tão próximo de todos nós.

Sobre o Shopping Novo Batel - Considerado o mais tradicional de Curitiba e um dos primeiros shoppings da cidade, o Novo Batel está localizado em um empreendimento único que oferece variado mix de lojas, além de espaços dedicados a lazer e cultura, como o Cineplex Batel, que possui uma exclusiva programação de estreias. É um dos únicos shoppings de Curitiba a possuir espaços dedicados às artes cênicas, com três teatros: Fernanda Montenegro, João Luiz Fiani e Paulo Autran.

Livre para todas as idades, a peça “O Pai” tem ingressos que variam de R$ 53,00 (meia) a R$ 98,00 (inteira). A taxa administrativa de R$ 8,00 está incluída no valor. Mais informações: 3224-4986 / 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Comédia “Adeus, Palhaços Mortos” é a tração da Caixa Cultural neste fim de semana


Três grandes artistas circenses do passado acidentalmente se reencontram, depois de muitos anos, na antessala de uma agência de empregos. Eles sabem que só um será escolhido. Nesse dia, suas amizades, memórias, segredos, pequenezas e vilanias serão expostos, criando, dessa maneira, uma ode ao ofício do ator e uma profunda reflexão sobre os fundamentos filosóficos da carreira artística. A sala de espera desse teste de casting – que nunca acontece – revela-se um não-lugar, um limbo onde essas três figuras se veem condenadas a rever suas escolhas éticas e estéticas, num exercício infinito de reflexão sobre a resiliência do artista, a urgência da Arte e a sacralidade do ofício. Essa é a temática de “Adeus, Palhaços Mortos”, baseada no texto do romeno Matei Visniec, que será encenado na Caixa Cultural Curitiba neste final de semana.
A peça marca a consolidação da parceria artística entre a companhia “Academia de Palhaços” e o diretor José Roberto Jardim, que já trabalharam juntos em diversas ocasiões e configurações, mas que pela primeira vez se encaram como elenco e diretor. O espetáculo recebeu o prêmio Shell de Melhor Cenário, o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Grupo e o prêmio de Melhor Direção pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (Prêmio APTR). A montagem representou o Brasil no Festival “World Stage Design 2017” em Taipei (Taiwan) e nos Festivais Internacionais de Trabzon e Antália, ambas na Turquia.
A “Academia de Palhaços” foi fundada por atores oriundos do curso de Artes Cênicas da Unicamp. Em 2018 comemora 11 anos de trajetória de pesquisa e produção teatral continuadas. A companhia deu início a uma investigação cênica sobre o palhaço de picadeiro brasileiro e, nos dez espetáculos produzidos até o momento, cinco deles foram realizados sobre uma Kombi-Palco num projeto de teatro itinerante.
Depois que a Kombi pegou fogo, em 2015, a companhia quase terminou. Dispostas a seguir com o trabalho, as artistas Laíza Dantas e Paula Hemsi convidaram o diretor José Roberto Jardim que, diferente da companhia original, tem seu olhar voltado ao teatro contemporâneo.

Indicadas para maiores de 12 anos, as encenações de “Adeus, Palhaços Mortos” acontecem sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.


Museu Oscar Niemeyer oferece venda de ingresso online


O Museu Oscar Niemeyer (MON) passa a oferecer serviço online para compra de ingresso. O serviço está disponível no site www.museuoscarniemeyer.org.br. O ingresso será válido para a data selecionada e é destinado para visitação de todo o museu em seu horário de funcionamento (10h às 18h).
Com esta iniciativa, o museu promove acessibilidade e democratiza nacional e internacionalmente o acesso das pessoas à instituição, garantindo o direito à arte e à cultura. Com um total de 12 salas expositivas, o MON realiza aproximadamente 20 mostras a cada ano, que juntas recebem um público superior a 360 mil visitantes.
O MON está com as seguintes mostras em cartaz: “Paisagens Construídas”, “Se o Paraíso Fosse Assim Tão Bom”, “Breu”, “Decantação e Desastres”, “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”, “Luz = Matéria”, Arte: Decodificação Cosmológica”, “Espaços do Desenho”, “Museu em Construção”, “Cones”, Espaço Niemeyer e Pátio das Esculturas.
Em setembro o museu receberá as mostras de Juliane Fuganti e Pierre Verger e em outubro a “Bienal de Curitiba 25 anos”, que ocupará vários espaços.

MON - O Museu Oscar Niemeyer (MON) é um espaço dedicado à exposição de Artes Visuais, Arquitetura e Design. São cerca de 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área expositiva - considerada a maior da América Latina.
Inaugurado em 2002, o MON possui atualmente cerca de 7 mil obras no acervo, com nomes como Alfredo Andersen, João Turin, Theodoro De Bona, Miguel Bakun, Guido Viaro, Helena Wong, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Ianelli, Caribé, Tomie Ohtake, Andy Warhol, Di Cavalcanti, Francisco Brennand, entre outros; além de uma coleção de arte asiática, com peças de países como China, Japão, Índia, Paquistão, Butão, Irã, Afeganistão e Myanmar.

Mais informações: 3350-4400 ou www.museuoscarniemeyer.org.br.

Klezmorim sobe ao palco do Paiol com canções tradicionais da música ídiche


A partir de canções tradicionais da música yiddish, o grupo Klezmorim apresenta um show inédito com a participação da cantora Karla Izidro, na sexta-feira (31) e sábado (1º), às 20h, no Teatro do Paiol. O show que integra o Projeto Paiol Musical conta ainda com um bate-papo na quinta-feira (30), no Conservatório de MPB de Curitiba. Os ingressos para o Paiol custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia); o bate-papo tem entrada franca.
A característica multi-instrumental do grupo busca ir além do tradicionalismo para permitir a liberdade sonora e criativa. Klezmorim quer dizer: "músicos que tocam Klezmer", gênero musical judaico em que seis músicos de Curitiba se basearam para compor o grupo, em 2009. Temas típicos da música yiddish, tradicional desde o século XV, receberam arranjos influenciados por ritmos brasileiros como frevo, choro, baião e xote.
Com a participação de Karla Izidro, que atua desde 2007 na pesquisa vocal da música étnica, esse show varia um repertório ora instrumental, ora em forma de canções no idioma yiddish e romani. O grupo é composto por André Ribas (acordeom), Hudson Muller (trompete/sax) Giorgio Bonfanti (contrabaixo acústico), Rodrigo Henrique (piano), Lucio Lowen (guitarra) e Mateus Azevedo (bateria).

Bate-papo - Em seus 9 anos de trajetória, dois álbuns e um DVD, o Klezmorim criou uma identidade própria e um trabalho consistente a partir da pesquisa do estilo klezmer. Essa construção de marca, a instrumentação da música klezmer, cultura judaica e música do leste europeu são os principais temas abordados no encontro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Orquestra Sinfônica do Paraná apresenta ópera alemã “João e Maria” no Guairão


A Orquestra Sinfônica do Paraná apresenta, nos dias 31, 1º e 2/9, a ópera “João e Maria” (Hansel und Gretel). Inspirada no conto clássico dos Irmãos Grimm, a obra foi composta pelo alemão Engelbert Humperdinck e teve sua primeira apresentação na cidade de Weimar, Alemanha, em 1893. A versão de “João e Maria” apresentada em Curitiba será no idioma original, o alemão, com legendas em português. As apresentações acontecem na sexta-feira e sábado, às 20h30, e no domingo, às 18h30.
Segundo o diretor cênico Walter Neiva, o público que for assistir à ópera pode esperar uma verdadeira imersão no universo dos contos de fadas. Durante suas aventuras por uma floresta encantada, os irmãos João e Maria irão encontrar criaturas mágicas, representadas pelos bailarinos da Escola de Dança do Teatro Guaíra, coreografados por Patrícia Otto.
A floresta, porém, também esconde grandes perigos. Os irmãos terão que ser muito espertos para escapar das garras da bruxa, interpretada pela brasileira, radicada na Alemanha, Edinéia de Oliveira. A mezzo-soprano já cantou esta ópera quatro vezes, duas delas sob a regência do maestro Ira Levin.
Para dar vida aos irmãos protagonistas da história, foram convidadas duas cantoras alemãs, a mezzo-soprano Geneviève Tschumi, Hansel (João) e Christina Heuel, Gretel (Maria). As duas cantoras já executaram os papeis em outras produções na Europa e virão a Curitiba a convite do maestro Stefan Geiger, diretor musical da montagem.
Elas são cantoras muito talentosas. Já tive a oportunidade de ouvi-las cantar e sei que conseguirão retratar as crianças de forma convincente”, afirma o maestro.
Os personagens do Pai e da Mãe serão interpretados pelo o casal de cantores curitibanos Norbert Steidl (baixo-baritono) e Luciana Melamed (soprano). Também de Curitiba é a soprano Karolyne Liesenberg, que interpreta o Homenzinho da Areia e a Fada do Orvalho. A ópera ainda contará com a presença das crianças do Coral Curumim, regido por Joyce Todeschini. A cenografia está cargo de Ricardo Garanhani, os figurinos são de Aldice Lopes e a iluminação de Diego Bertazzo.

Indicada para maiores de 7 anos, a ópera “João e Maria” tem ingressos que custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Na Reitoria, recital com o violoncelista Antonio Del Claro em prol de crianças com câncer


O músico violoncelista Antonio Lauro Del Claro, considerado um mito nacional do violoncelo, com mais de 50 anos de carreira faz apresentação exclusiva em prol das crianças em tratamento do câncer de todo o Brasil, atendidas pela Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN).
A convite da instituição, o músico vem a Curitiba para apresentar o seu trabalho atual: “Cello em Solo Brasileiro”. Um recital de violoncelo com obras brasileiras, com duração de aproximadamente 50 minutos.
O evento, organizado e promovido pela APACN, acontece na sexta-feira (31), às 20h, no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná, que une arte através da música clássica e solidariedade. Toda a arrecadação com a venda de ingressos será destinada à associação. 
De acordo com a presidente da instituição Mariza Del Claro, a vinda do músico propiciará a oportunidade ao público para assistir um dos mitos nacionais do violoncelo com esse projeto que envolve algumas obras de músicas do nosso país. “Sempre lemos ou ouvimos através de críticos e artistas que os curitibanos são apreciadores da música clássica e erudita. Não fica restrito apenas a São Paulo, Curitiba é sempre receptiva à boa arte”, argumenta.
Disse ainda que o Teatro da Reitoria da UFPR, palco que ao longo dos anos marcou a sua história no cenário paranaense, agora receberá esse artista, que dedica o seu tempo e a sua arte em prol dos carequinhas atendidos pela APACN. “Um presente ao Teatro da Reitoria, aos nossos patrocinadores, apoiadores e doadores, aos nossos voluntários e principalmente ao público”, finaliza Mariza Del Claro.
Para o artista será a primeira experiência em realizar uma ação em prol de crianças em tratamento do câncer, nesse formato: uma apresentação exclusiva. “Espero que o público consiga captar a energia e a emoção que certamente permeará a apresentação. E também compreender a importância de colaborar com esse movimento que é vital para que muitas crianças sejam atendidas da forma mais humana possível”, ressalta Antonio Lauro Del Claro.
Disse ainda que conhece o trabalho da instituição através da atual presidente, o qual sempre acompanha a distância. “Vejo todo empenho e esforço no sentido de humanizar o tratamento das crianças portadoras de câncer e suas famílias, com ajuda psicológica e todo o suporte necessário e sem custos. E, por acreditar na proposta e na seriedade da instituição e das pessoas que a compõem, não tive dúvidas em aceitar e procurar disponibilizar o mais rápido possível uma data para que pudesse prestar a minha colaboração”, finaliza.
No recital, Del Claro apresenta um leque dos diversos compositores, alguns em primeira audição mundial e outros que honram o intérprete dedicando-lhe suas obras, desde Claudio Santoro, Edmundo Villani Cortes, Dimitri Cervo, Aluísio Didier, Raul do Valle e Aleh Ferreira.

A APACN - A Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN) é uma instituição sem fins lucrativos em atuação há 34 anos, com a missão de apoiar crianças de todo o Brasil, para realizar o tratamento do câncer em Curitiba. Nesse período, recebem hospedagem, alimentação, educação, atendimento odontológico, transporte, suporte de equipe multidisciplinar composta por psicóloga, nutricionista e assistente social. Contam com espaços como brinquedoteca, oficinas de artesanato, sala de televisão, capela e anfiteatro. Os pacientes que realizam transplante de medula óssea permanecem em apartamentos especiais, lúdicos e confortáveis, chamados de TMOs (Transplante de Medula Óssea) para garantir o êxito do procedimento realizado pelo paciente. Todo esse suporte é sem custos e pelo tempo necessário para a realização do tratamento. A APACN também possui o Ambulatório Menino Jesus de Praga, que é o local de atendimento de crianças de Curitiba e Região Metropolitana que não necessitam ser internadas, e que são encaminhadas pelo Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e também com o CEGEMPAC – Centro de Genética Molecular e Pesquisa de Câncer em Crianças, para realização de pesquisas. www.apacn.org.br

O Teatro da Reitoria da UFPR está situado na Rua XV de Novembro, 1299, Centro. Os ingressos custam R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia) e podem ser encontrados através do site www.livepass.com.br. O recital é livre para todas as idades.

Caixa Cultural Curitiba recebe a 2ª Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas


Experimentação e força poético-visual foram alguns dos principais pré-requisitos para a curadoria das peças da 2ª Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas, que chega às galerias do mezanino e do térreo da Caixa Cultural Curitiba. A exposição itinerante apresenta 37 obras de 30 artistas provenientes de estados de todas as regiões do país: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os trabalhos escolhidos contemplam de desenhos a esculturas, passando por fotografias, gravuras, instalações, intervenções, pinturas e vídeo. A mostra fica aberta à visitação até dia 28 de outubro, de terça a sábado, das 10h às 20h; e domingo, das 10h às 19h. A entrada é franca.
A veia latente que norteia os trabalhos selecionados pulsa nas narrativas que mostram os artistas como atores sociais. Questões de gênero, raça, identidade, meio ambiente, ética e engajamento por direitos humanos e sociais aparecem como marcos do momento de transformação atual nos trabalhos dos artistas selecionados. “As obras expostas têm um potente diálogo contemporâneo e revelam um panorama das linguagens e propostas de uma emergente geração das artes visuais. Suas narrativas revelam o artista como um ator social crítico, pleno de cidadania, que se expõe e nos projeta para as complexas relações que se dão nas grandes cidades”, explica a curadora Liliana Magalhães.
A 2ª Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas tem como principal objetivo dar visibilidade a esses artistas para que divulguem seus trabalhos, se tornem conhecidos e encontrem novas oportunidades em suas áreas. A seleção dos artistas participantes do projeto nesta segunda edição foi feita a partir de um edital de seleção pública e a curadoria da mostra é assinada pela pernambucana Liliana Magalhães. Os critérios para a seleção de obras e artistas passaram pelo resultado entre intenção e realização da obra e diversidade de suporte e linguagens, além da representação da cena contemporânea das cinco regiões brasileiras.

Espetáculo resgata a história dos Irmãos Queirolo, a família circense mais famosa do Brasil


Focado na figura do palhaço Chic Chic, o mais icônico dos Irmãos Queirolo, a comédia musical  "O Galhofeiro" conta a trajetória dessa que é uma das famílias circenses mais conhecidas. A peça mostra desde quando eles viviam na Europa até o sucesso obtido em solo brasileiro, com destaque para a cidade de Curitiba. Encenada pela companhia "Os Comediantes", com texto e direção de João Luiz Fiani, o espetáculo traz alegria e emoção no palco da sala Odelair Rodrigues, no Teatro Lala Schneider, todas as sextas-feiras, às 20h, e domingo às 19h, até 21 de outubro.
No final do século 19, o cantor de ópera italiano José Queirolo, em suas viagens pelo mundo, se apresentava nos mais diversos teatros e conheceu Petrona Salas, com quem se casou em Buenos Aires, em 10 de outubro de 1881. Dois anos depois nascia Francisco, o primeiro filho, seguido de mais irmãos: Alcides, Irma, Carlos, Aída, Julian, Otello e Ricardo. "O Galhofeiro" conta a história da família a partir do dia da morte do patriarca, momento em que a mãe Petrona assume as rédeas e ensina aos filhos as atividades circenses. Criou-se então o Grupo dos Irmãos Queirolo, que se apresentava nas ruas, com números de acrobacia. Um contrato com o Circo Albert Schulmann os leva pelo mundo: Estados Unidos, Europa e, finalmente, América do Sul (participaram da inauguração do Teatro Amazonas, em Manaus).
O sucesso no Brasil fez com que a família decidisse se estabelecer por aqui, onde chegou em 14 de julho de 1917, no Rio de Janeiro. Foi lá que os Queirolo inauguraram seu primeiro circo e onde começou a história de amor com nosso país. Após várias passagens pela capital paranaense, a família decidiu residir definitivamente em Curitiba, no ano de 1942. Na cidade, se apresentavam no famoso Pavilhão Carlos Gomes, não só com números circenses, mas também com peças teatrais. Nos anos 60 com a novidade da televisão, a família faz suas primeiras experiências com o novo veículo. Porém, os anos 70 trazem o declínio do gosto do público pela arte circense, mas a atual geração da família ainda luta para manter viva a paixão por essa arte milenar.
No elenco de "O Galhofeiro" estão nomes reconhecidos do público paranaense, como Luiz Henrique Fernandez, no papel do lendário palhaço Chic Chic e  Ingrid Bozza, como a matricarca Petrona, além de Rogério Bozza, Marcyo Luz, Claudia e Fernanda Bahl e um grande elenco composto de novos talentos revelados na escola de teatro Lala Schneider, como Bruna Melnik, Mateus Hecke e Ana Flávia Domingues, entre outros.

O Teatro Lala Schneider está situado na rua 13 de Maio, 629, São Francisco e os ingressos para “O Galhofeiro” custam R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia) disponíveis no Disk Ingressos ou na bilheteria do Teatro Lala.  Mais informações: 3232- 4499 ou www.teatrolala.com.br.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Pesquisa sobre os hábitos culturais dos curitibanos será apresentada na Capela Santa Maria


Os curitibanos estão entre os que mais frequentam museus no Brasil. A constatação foi feita pela pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte e os resultados do levantamento serão apresentados na quarta-feira (29), a partir das 14h, na Capela Santa Maria.
A apresentação tem entrada gratuita e vai tratar dos desafios nacionais para incrementar a economia da cultura como eixo de desenvolvimento estratégico para Curitiba e para o Brasil. As inscrições podem ser feitas no site www.culturanascapitais.com.br.
O evento terá a presença de João Leiva, diretor da JLeiva Cultura & Esporte, responsável pela concepção do estudo. Participam ainda do encontro, Ricardo Meirelles (PrimaPágina), Marlene Treuk (Datafolha), Cristine Pieske (Museu Oscar Niemeyer), Leandro Knopfholtz (Festival de Teatro de Curitiba), Marino Galvão Jr. (Instituto Curitiba de Arte e Cultura – ICAC), Ana Cristina de Castro (Fundação Cultural de Curitiba) e Beto Lanza (Fundação Cultural de Curitiba).

Sobre a pesquisa - A pesquisa Cultura nas Capitais apresenta um detalhamento inédito sobre a relação com atividades culturais e de lazer da população de 12 capitais brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belém e São Luís –, um universo que representa mais de 33 milhões de brasileiros.
Foram ouvidas 10.630 pessoas com idade a partir de 12 anos, entre os dias 14 de junho e 27 de julho de 2017. As pessoas foram abordadas pessoalmente em pontos de fluxo.
A amostra feita na capital paranaense mostrou que os curitibanos dividem com a capital mineira a primeira colocação no ranking de frequência a museus, entre as maiores cidades brasileiras. De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados afirmaram ter visitado um museu da cidade no período de um ano. Apesar do recorde nacional compartilhado, ir ao museu não é a atividade cultural preferida dos curitibanos. Segundo o grupo que respondeu à enquete, as atividades preferidas são a ida ao cinema (68%) e leitura de livros (67%).
Além dessas questões, o estudo procura ainda entender como algumas variáveis demográficas, sociais, econômicas e comportamentais influenciam a vida cultural da população. Questões que avaliam o impacto das novas tecnologias e a forma pela qual a população escolhe as suas atividades culturais também foram objetos de estudo.

Livro e plataforma digital interativa - Os dados detalhados e as principais conclusões da pesquisa estão compilados na publicação "Cultura nas Capitais: Como 33 Milhões de Brasileiros Consomem Diversão e Arte". O livro contém 180 infográficos e análises assinadas por especialistas de 15 temas abrangidos pelo estudo: Tempo livre, Acesso e Prática, Educação, Renda, Gênero, Idade, Religião, Cor da Pele, Cultura e Tecnologia, Música, Artes Visuais, Artes Cênicas, Audiovisual, Políticas Públicas e Cidades.
Todas as informações também estarão disponíveis para acesso público e gratuito no site: http://www.culturanascapitais.com.br. A plataforma interativa permitirá ainda o cruzamento livre de dados compilados, servindo como importante ferramenta de análise para o usuário.

Grupo Rosa Armorial lança álbum em homenagem a César Guerra-Peixe


Como fruto de sua última temporada de pesquisa, o grupo Rosa Armorial apresenta, nesta semana, o lançamento do CD "Fragmentos de Guerra" da vasta obra de César Guerra-Peixe, gravado sob a direção musical de Letieres Leite. O show acontece no Teatro do Paiol, nestas quarta e quinta-feiras, às 20h. Os ingressos, à venda na bilheteria do teatro, custam R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia).
O versátil compositor brasileiro César Guerra-Peixe apresenta em sua obra uma variedade de estilos musicais que proporcionou ao grupo uma identificação sonora e conceitual. A versatilidade musical de Guerra-Peixe possibilita uma riqueza infinita de possibilidades musicais e potências sonoras.
Utilizando releituras modernas e abrangentes, o show de lançamento "Fragmentos de Guerra" – como uma homenagem ao compositor – apresenta adaptações e releituras de peças solo, duos, trios e orquestrais para a formação do grupo. Os arranjos são criação do Rosa Armorial em conjunto com o maestro Letieres.
O show pretende levar e mostrar ao público não somente a produção atual da música armorial com o conceito armorial, mas como a obra de Guerra-Peixe pode ser jovem, dançante e envolvente, como tem sido todo o trabalho do grupo Rosa Armorial.

Rodrigo Lacerda ministra oficina de romance na Biblioteca


A Biblioteca Pública do Paraná promove em setembro uma oficina de romance, com o escritor, tradutor e editor carioca Rodrigo Lacerda. Os encontros, gratuitos, acontecem nos dias 12, 13 e 14, das 14h às 17h, no terceiro andar da BPP. Para concorrer a uma das 15 vagas, é preciso enviar, até 3 de setembro, um texto de ficção - de até duas páginas, em prosa - por meio do formulário disponível no site www.bpp.pr.gov.br.
Na oficina, entre aulas expositivas e exercícios de criação comentados em sala, Lacerda aborda os principais aspectos desse gênero literário: como criar e dar vida aos personagens, a diferença entre história e enredo, como estruturar uma narrativa e algumas variações dentro do romance - de aventura, psicológico e de crítica social.
Rodrigo Lacerda nasceu em 1969, no Rio de Janeiro (RJ), e está radicado em São Paulo (SP). Doutor pela Universidade de São Paulo em Teoria Literária e Literatura Comparada, estreou na literatura com a novela “O mistério do leão rampante” (1995), pela qual venceu o prêmio Jabuti. Entre outros, é autor dos contos de “Reserva natural” (2018), dos romances “A república das abelhas” (2013) e “Outra vida” (2009) e do juvenil “Hamlet ou Amleto? Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos” (2015).
Como tradutor, verteu para o português autores como William Faulkner, Alexandre Dumas, Raymond Carver e H.G. Wells. Já como editor, passou por algumas das mais importantes editoras do Brasil, como a Nova Fronteira, a Editora da Universidade de São Paulo e a Cosac Naify. Atualmente, é membro do conselho editorial da Zahar.
Mais informações: 3221-4917.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

MON apresenta duas mostras da artista paranaense Uiara Bartira e outra com obras do acervo


O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugurou as exposições “Arte - Decodificação Cosmológica” e “Espaços do Desenho”, de Uiara Bartira,e a segunda parte da mostra “Luz = Matéria”, com obras do acervo do museu.
A exposição “Luz=Matéria” tem como ideia apresentar obras que têm como ponto comum a luz, de um lado e, de outro, a materialidade. A primeira parte “Luz” inaugurou em outubro de 2017, na sala 6, com obras de Claudio Alvarez, Alfredo Andersen, José Bechara, MaureenBisilliat, Martin Chambi, Flavio Damm, Theodoro de Bona, Alberto Guignard, Julio Le Parc, Abraham Palatnik, Vik Muniz, Daniel Senise, entre outros.
Neste segundo segmento, “Matéria”, foram selecionados trabalhos de Tomie Ohtake, Efigênia Rolim, Julio Le Parc, Anna Mariah Comodos, Bernadete Amorim, Regina Silveira, Iberê Camargo, Daniel Senise, Francisco Brennand, João Turin, Joan Miró, Emanoel Araújo, Miguel Bakun, entre outros. Ambas as salas somam aproximadamente 180 obras.

Uiara Bartira - São dois espaços dedicados à obra da gravadora curitibana, referência em gravura e uma das mais importantes artistas paranaenses no cenário artístico brasileiro.
No hall entre as salas 1 e 4 está a instalação “Arte - Decodificação Cosmológica”. Trata-se de um painel de 1.002 imagens que exploram dez diferentes segmentos da história da arte - resultado de mais de 20 anos de trabalho da gravadora.
Elas estarão expostas em sua forma física e digital. O público poderá interagir com cada obra e navegar pela pesquisa da artista acerca destes temas, além de entrar em contato com as matrizes usadas para produzir as gravuras. Fazem parte da instalação um site, QR Code, TV touch e matrizes em madeira.
O curador do Museu Oscar Niemeyer, Agnaldo Farias, explica: “Uiara Bartira quer desvendar o cérebro do artista. Para isso, ela propõe uma instalação composta por um hardware e um software estabelecendo conexões “como neurônios em um sistema nervoso central”. A artista faz uma viagem pelo processo criativo da própria criação fluindo como um mecanismo para se chegar a um meio, não um fim", analisa o curador.
Na Sala 10, a mostra “Espaços do Desenho” reúne obras de Uiara Bartira pertencentes ao acervo do MON. Foram selecionados cerca de 30 entre os mais de 200 trabalhos da gravadora sob a guarda do museu - resultado de doação da própria artista.
"Exemplares de um diversificado repertório técnico - do desenho a diferentes estilos de gravura -, os trabalhos em exposição têm como principal característica a representação do gesto, através do qual Uiara revela lugares surpreendentes", descreve o curador.
O conjunto faz também uma homenagem à artista que, além de produzir uma obra consistente reconhecida em todo o país, também se ocupou da formação de público e professores de gravura em Curitiba, produzindo um legado inestimável para a arte paranaense.

Sobre a artista - Uiara Bartira nasceu em Curitiba em 27 de março de 1949. Em 1977, formou-se em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Em 1982, concluiu uma especialização em gravura de metal e desenho na The Art Students League e outra em fotogravura no Bob Blackburn Workshop, em Nova Iorque. Implantou e dirigiu o Museu da Gravura na capital paranaense, entre 1989 e 1992. Em sua trajetória artística, participou de diversas exposições individuais e coletivas e como professora se dedicou a diferentes cursos de teoria e práticas artísticas.

O Museu Oscar Niemeyer está aberto à visitação de terça a domingo, das 10h às 18h e os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia). Mais informações: 3350-4400 ou www.museuscarniemeyer.org.br.

Exposição no MUSA reúne obras da pintora paranaense Irena Palulis


Entre os dias 28 de agosto e 26 de outubro, o MUSA – Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná, recebe a exposição “Irena Palulis: Humanidade, Natureza, Cosmos”. Um vernissage no dia 27, a partir das 18h, abre a mostra que comemora o 91° aniversário da artista plástica, remonta a vida e a obra da inquieta pintora paranaense que, a partir da segunda metade do século XX, se dedicou intensamente ao desenho, à pintura e gravura. 
Paranaense de Curitiba, a pintora nasceu no ano de 1927. Durante sua vida, Irena sempre esteve à frente de seu tempo e dedicou-se vividamente às artes plásticas. A partir da década de 1970, teve contato com grandes nomes da arte no Paraná que a influenciaram sua pintura e suas técnicas de desenho, gravura e principalmente xilogravura retratando tipos humanos em seu cotidiano. Em 1980, Palulis embarca para a Polônia duas vezes para estudar na Academia de Artes de Varsóvia, rompe com o com a religiosidade tradicional e, influenciada por uma espiritualidade sem dogmas, flerta com o pré-rafaelismo, simbolismo e com o surrealismo.
Já na década de 1990, depois de retornar da Polônia, Irena inaugura uma série abstrata formada principalmente por linoleogravura e monoprint. Com a chegada do século XXI a pintora curitibana, com o domínio de todas as técnicas, sintetiza-as em um método que chama de “técnica própria”. “Irena Palulis sempre expressou um traço e personalidade artística próprios, alimentados por uma busca interior que a inquietava, movimentava-a a viajar pelo mundo e a desenvolver-se espiritualmente”, conta Ivi Belmonte Machado, neta da pintora e uma das idealizadoras da exposição.
A exposição é uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal do Paraná e artistas como Consuelo Schlichta, Tânia Bloomfield, Luís Carlos dos Santos e Heliana Grudzien com a família da artista. “A vida e obra da artista plástica Irena Palulis, por muitos anos, ficou restrita aos arquivos e às lembranças da família. A ideia da exposição é resgatar essa história e prestar uma justa homenagem à trajetória de vida dessa intensa, porém ainda pouco conhecida, pintora paranaense” finaliza Ivi.

O MUSA - Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná está situado Rua XV de Novembro, 695, Centro (entrada pela Praça Santos Andrade) e pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. A entrada é gratuita. Para mais informações: https://www.facebook.com/MuseudeArtedaUFPR/  


Carnaval de Curitiba cresce e terá dois dias de desfiles de blocos e escolas de samba


O carnaval de Curitiba vai crescer e em 2019 terá dois dias de desfiles – em vez de um – na Avenida Marechal Deodoro. O anúncio foi feito pelo prefeito Rafael Greca no lançamento dos editais do Paiol Musical e o do Carnaval de Curitiba 2019, no Salão Nobre da Prefeitura.
O edital do carnaval garante às escolas de samba, blocos carnavalescos e manifestações do pré-carnaval da cidade a liberação dos recursos financeiros antecipadamente. Em 2019, os desfiles serão nos dias 2 (sábado) e 3 (domingo) de março.
Não pode haver coisa mais bonita do que um desfile de carnaval. A passista leva a bandeira do povo e o mestre-sala corteja a alma do Brasil", disse Greca, ao lado da presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro.
O prefeito também considera o evento um impulso para a economia criativa. "Quantos empregos surgem com o Carnaval? Desde os que costuram as fantasias, até os que preparam os corpos das passistas. Vocês vão ter quatro meses para preparar o desfile, porque o carnaval será no começo de março, mês do início das festas dos 326 anos da nossa amada Curitiba”, ressaltou o prefeito.
A ampliação dos desfiles para dois dias foi um pedido da comunidade carnavalesca. “O edital contempla R$ 1 milhão de reais e o prefeito já autorizou a complementação de verba que permitirá a realização do carnaval por dois dias”, explicou a presidente da Fundação Cultural.
O presidente da Liga das Escolas de Samba de Curitiba, Jefferson Pires, comemorou a ampliação da festividade. “Como representante das escolas de samba do carnaval de Curitiba, tenho alegria em dizer que o prefeito tem uma visão diferente nessa questão", disse Pires. "Há mais de dez anos as escolas pediam a ampliação e o prefeito atendeu. Ele sabe da responsabilidade e dos fins sociais de uma escola de samba. Com a ampliação do carnaval vamos ter um crescimento e vamos poder nos organizar melhor também”.

Recursos - O edital do Carnaval, no valor de R$ 1 milhão, prevê a destinação de R$ 620 mil para as agremiações e de R$ 380 mil para as despesas de infraestrutura e apoio logístico às atividades pré-carnavalescas. A liberação dos recursos para as escolas e blocos será feita após o cumprimento das etapas de análise técnica e documental dos projetos inscritos.
Para as escolas do Grupo Especial serão destinados R$ 400 mil. As escolas do Grupo de Acesso receberão um total de R$ 200 mil e os blocos carnavalescos, R$ 20 mil.
Já o Edital do Paiol Musical será no valor de R$ 400 mil reais e irá contemplar grupos musicais interessados em participar da programação do Teatro do Paiol na temporada de 2019. A novidade desta edição é a ampliação dos cachês artísticos para os grupos contemplados.
As inscrições já estão abertas. Todas as informações sobre o Edital do Carnaval podem ser acessadas aqui. Já os detalhes do Edital do Paiol Musical estão disponíveis aqui. Os projetos devem ser apresentados até às 12h do dia 14 de setembro de 2018.

Paiol Musical - Na cerimônia, também foi lançada a segunda edição do Edital Paiol Musical, no valor de R$ 400 mil, dedicado a grupos musicais interessados em participar da programação do Teatro do Paiol na temporada 2019. A novidade desta edição é a ampliação dos cachês artísticos para os grupos contemplados.
As inscrições já estão abertas e os editais com todas as informações podem ser acessadas aqui. Os projetos podem ser apresentados até às 12h do dia 14 de setembro de 2018.

Laura Pausini encerra sua turnê brasileira nesta segunda, no Positivo


A consagrada cantora italiana desembarcou no país para uma série de shows de sua nova turnê internacional, “Fatti Sentire”, e passa pela capital paranaense nesta segunda-feira (27), 21h, no palco do Teatro Positivo. Na bagagem, os sucessos do novo álbum, “Fatti Sentire”, e o melhor de seus 25 anos de carreira.
"Não aguento mais, estou pronta e o compromisso que me aguarda é, mais uma vez, um desafio emocionante. A música é minha vida e logo vou me sentir mais forte do que nunca com minha voz, meus pensamentos e meu coração", declarou a cantora ao anunciar as novas apresentações.
O Circus Maximus, tradicional arena da Roma Antiga (Itália), foi o local escolhido para a abertura da turnê mundial e recebeu dois shows, nos dias 21 e 22 de julho. E Laura Pausini entrou para a história. Foi a primeira mulher a se apresentar neste palco que já recebeu artistas lendários como Rolling Stones e Bruce Springsteen. A turnê mundial seguiu depois para as principais cidades da Europa, Estados Unidos e América Latina.

Indicada para maiores de 12 anos, a apresentação de Laura Pausini tem ingressos que variam de R$ 410,00 (meia) a R$ 1.110,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 10,00 está incluída no valor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Na Biblioteca Pública, “Cine Pipoca” de agosto exibe “O Soldadinho de Chumbo”


A Biblioteca Pública do Paraná promove nesta quarta-feira (29) mais uma edição do projeto Cine Pipoca, com a exibição do filme “O Soldadinho de Chumbo”. O evento, gratuito, acontece às 15h, no auditório da BPP.
Baseado no conto homônimo do dinamarquês Hans Christian Andersen, o filme conta a história de um soldadinho de chumbo defeituoso que se apaixona pela bailarina da caixinha de música.
Mais informações: 3221-4980.

Museu da Imagem e do Som exibe o filme “Amor” na Sessão Sabedoria


O Museu da Imagem e do Som do Paraná promove no dia 31 (sexta-feira), às 15 horas, mais uma edição da "Sessão Sabedoria". O filme “Amor”, do diretor Michael Haneke, será a obra escolhida para ser exibida no miniauditório do museu. A entrada é gratuita e aberta ao público. O filme é indicado para maiores de 12 anos.
O longa francês, lançado em 2012, revela a história de um casal de idosos aposentados: Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant). Eles são apaixonados por música assim como a filha do casal, Eva, que mora na França e é musicista.
Ao decorrer da trama, Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado. A partir disso, o casal passa por uma série de graves obstáculos que colocará o amor dos dois em teste.
Após a exibição, haverá um bate-papo sobre a obra e o tema apresentado, conduzido pelo historiador José Luiz de Carvalho.

Sessão Sabedoria - O projeto é voltado para a terceira idade e aberto a toda a comunidade. Exibe e discute filmes que abordam temas relevantes para a sociedade por meio de enredos de grande comunicabilidade. Ao final de cada sessão, é feito um debate incentivando o público presente a se manifestar em relação à obra ou ao tema apresentado, fazendo uso de suas experiências de vidas.

O Miniauditório do MIS-PR está situado na Rua Barão do Rio Branco, 395, Centro. Mais informações: 3232-9113 ou www.mis.pr.gov.br.

Festival Debussy traz renomadas pianistas para a Capela Santa Maria


A Capela Santa Maria recebe neste semestre o Festival Debussy 2018 “La Chair Nue de l’Émotion”, com a curadoria do maestro Isaac Chueke. Serão quatro apresentações com o nome de “Ecos da Música” e diversas masterclass, palestra e mesas redondas divididas em seis dias, até novembro de 2018. Nesta primeira edição, o Festival ocorre ainda em São Paulo e Paris.
A abertura do evento acontece nessa segunda-feira (27), às 20h, com a apresentação de três célebres pianistas, Zélia Chueke, Cristina Gerling e Lucia Barrenechea. No programa de abertura, além do compositor homenageado, Claude Debussy (1862-1918), estão previstas obras do brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959). A entrada é gratuita.

Veja toda a programação:

27 de agosto
20h 1º concerto da série “Ecos da Música” de Claude Debussy.
Música para piano de Claude Debussy e Heitor Villa-Lobos. Participantes: Zélia Chueke, Cristina Capparelli Gerling, Lucia Barrenechea.

11 de outubro
14h00 - Claude Debussy e as outras artes.
Música, palestras multimidia, mesa redonda.
Participantes: Leonardo Winter, Valentina Daldegan, Luci Collin, Walter Lima Torres, Giovana Simão, Katiucya Perigo. Mediação: Isaac Chueke.

22 de outubro
20h - 2º concerto da série “Ecos da Música” de Claude Debussy. Obras de Claude Debussy e Arthur Rinaldi entre outros autores.
Participantes: Professores e alunos do curso de piano da Embap/UNESPAR, Orquestra de Cordas da Embap sob a regência de Aldo Villani, dir. musical. Regente convidado: Isaac Chueke.

12 de novembro
20h - 3º concerto da série “Ecos da Música” de Claude Debussy.
Participantes: Fredi Gerling, violino; Zélia Chueke, piano; Sophia Chueke, mezzo-soprano; Paulo Pedrassoli, violão.

13 de novembro
20h - 4º concerto da série “Ecos da Música” de Claude Debussy.
Participantes: Fredi Gerling, violino, Cristina Capparelli Gerling, piano.

14 de novembro
15h - Masterclass de violão.
Professor convidado: Paulo Pedrassoli.
20h - Música e Educação - Mesa redonda e concerto com a participação de professores e alunos de música de Curitiba. Obras de Debussy e Scriabin, entre outros autores.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Espetáculo de Maurício Vogue com texto de Mário Bortolotto faz temporada no José Maria Santos


Eles nasceram no mesmo dia. Dividiram a maternidade. E em meio a famílias com realidades sociais diferentes, construíram uma longa e bonita amizade. Essa é a história de Billy e Jesse, retratada no espetáculo “À Meia-Noite um Solo de Sax na Minha Cabeça”. A montagem faz temporada no Teatro José Maria Santos até dia 9 de setembro.
“Em tempos de ódio, o texto é um fio de esperança no sentido de que é possível conviver e discordar. E o amor será sempre o fiel da balança”, diz o diretor Maurício Vogue.
O texto é de 1983. Escrito pelo paranaense Mário Bortolotto, o enredo traz questões muito atuais, sobre afetividade e o quanto estamos dispostos a flexibilizar nossas crenças políticas, sociais e também sexuais em prol de uma amizade. “Esse tema é universal. A história poderia se passar em qualquer época ou lugar porque se trata da história de dois amigos”, diz Bortolotto.

Elenco - O espetáculo conta com um time de atores experientes e já bastante entrosados. Entre eles o ator, cantor e instrumentista ítalo-brasileiro Renet Lyon estrela de “O Grande Rei Leão”, que inclusive inaugurou o Teatro Regina Vogue em 2004. Na Itália, onde viveu até os oito anos, fez filmes importantes e ficou em segundo lugar na audição para o longa “A Vida é Bela”, de Roberto Benigni, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1999.
No elenco, outro ator também já esteve nas telonas. Diegho Kozievith viveu o aprendiz de feiticeiro Nino, em “O Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme”, de Cao Hamburguer, em 2000. De lá pra cá, atuou em várias produções no cinema, na televisão, no teatro e ganhou o Kikito de melhor ator do Festival de Gramado pelo média-metragem “Paisagem de Meninos”, de Fernando Severo.
A atriz Giovana de Liz, já bastante conhecida nos palcos curitibanos, encarna a rubrica do texto, emprestando sua comicidade ao espetáculo. Também em cena estarão Jeff Franco, ator curitibano de enorme talento e Rhenan Queiroz. “A intolerância que vemos hoje nas redes sociais sempre foi expressada ao longo dos anos de diversas maneiras. O ódio está aí. E a gente o combate com amor”, diz ele.

Canção inédita - O espetáculo também lançará uma canção inédita. A composição é de Leo Fressato, autor do hit “Oração”. A música é uma das belas canções de toda a trilha sonora do espetáculo assinada pelo diretor musical Sérgio Justen.
Leo também está em cena. Ele que é bastante conhecido pela sua performance musical, é formado em direção teatral pela Faculdade de Artes do Paraná e também tem um histórico de criação de personagens em performances, espetáculos e um trânsito intenso com as artes cênicas.

Troca-troca - Em cena, todos os atores revezam a interpretação dos personagens, exceto a Rubrica. O troca-troca de personagens é constante. O termo sexual não é gratuito. Uma das cenas mais hilárias do espetáculo é quando os personagens se questionam sobre experiências homossexuais.
A encenação trouxe a plateia ao palco. A proximidade com os atores garante um jogo mais íntimo, sem ser invasivo e sem assustar aqueles que têm medo de interação.

Indicada para maiores de 14 anos, a peça “À meia-noite um solo de sax na minha cabeça” será encenada de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).