sexta-feira, 29 de maio de 2020

Santa Casa de Curitiba lança livro que conta a história da instituição


A história da Santa Casa de Curitiba se confunde com a história da própria cidade. Comemorando seus 140 anos, o mais antigo hospital da capital está lançando, no mês de Maio, o livro “Santa Casa de Curitiba: Presente para o Futuro”, que fará um resgate da história e da memória do hospital. Realizado em parceria com a Associação Médica do Paraná (AMP), o material faz parte da campanha #SantaCasaaFavordaVida, por meio da qual a entidade pretende arrecadar fundos para a compra de materiais médicos, insumos, além de custear despesas extras com profissionais. Todas as ações serão voltadas ao combate do novo Coronavírus.
A Santa Casa é uma instituição que fez e continua fazendo parte da vida de muitos curitibanos, sendo reconhecida na cidade por sua atuação na saúde. Esse livro será uma oportunidade de conhecer novas e curiosas histórias, como, por exemplo, que o hospital esteve presente no combate a grandes pandemias, como a de Cólera na década de 1850, ou ainda de Febre Tifoide em 1917 e da Gripe Espanhola em 1918, além de ouvir a voz de grandes nomes da Medicina paranaense, que muito contribuíram para o desenvolvimento do estado”, explica Eduardo Otoni, diretor-geral da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.
Todas as vendas do livro serão revertidas para a campanha que ampliará a capacidade de atendimento do tradicional hospital para auxiliar no combate à pandemia, e o lançamento do material coincide com a criação do Museu da História da Medicina do Paraná. “Quem não tem história para contar não tem futuro. Nós temos que mostrar o processo evolutivo da história e pensar no futuro. E o futuro é um desafio construído diariamente. Então, temos que preservar a história, cultuá-la e valorizá-la”, diz o presidente da AMP, Dr. Nerlan Carvalho.
O livro ainda contará com prefácios do prefeito de Curitiba, Rafael Greca e do Arcebispo Emérito de Curitiba, Dom Pedro Antônio Fedalto, além da participação do Dr. Carlos Alberto Ravazzani, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, e do Dr. Ehrenfried Othmar Wittig, neurologista que foi mentor e diretor do Museu da História da Medicina da Associação Médica do Paraná. “Precede o livro a narrativa monumental para memória urbana de Curitiba, Patrimônio Cultural do Paraná, do Brasil e da Humanidade, de toda história acumulada neste esplêndido prédio histórico, onde este livro é oportunamente editado. Guardem os que vão nascer, assim como nós o fazemos perpétua memória destes médicos humanistas que foram grandes e foram nossos”, diz o prefeito de Curitiba e ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca.
Os livros serão vendidos por R$ 50,00, mas no portal em que serão realizadas as vendas, os interessados poderão também fazer doações extras para a campanha e, dependendo do valor, é possível saber quais materiais serão adquiridos com o valor doado. “A pessoa que comprar o livro e desejar doar mais R$ 50,00, por exemplo, vai auxiliar na compra de 15 máscaras. Já aquele que tiver interesse em comprar o livro e doar mais R$ 500,00 auxiliará na compra de 75 filtros umidificadores para respirador. Essa transparência faz parte dos valores da Santa Casa e traz ao público ainda mais o desejo de fazer parte desta ação”, garante Marco Sanfelice, gerente de relações institucionais do hospital.
Para participar, basta acessar: http://santacasacuritiba.com.br/museu/loja/
#SantaCasaaFavordaVida
A campanha, que teve início no mês de abril, tem como objetivo arrecadar R$ 1,5 milhão que será destinado à aquisição de equipamentos hospitalares e de proteção aos trabalhadores da saúde, materiais médicos, insumos, além de custear despesas extras com quadro de profissionais. Desde o início da campanha já foram arrecadados cerca de 64% da meta desejada.

A Santa Casa tem hoje 38 leitos de UTI dos quais a maioria são destinados a pacientes cirúrgicos. Nosso objetivo é a abertura de mais dez, somando quase 50 leitos de UTI. Estamos correndo contra o tempo para equipar mais leitos, não só para suportar pacientes contaminados pelo novo Coronavírus, mas principalmente para acolher pacientes de outras especialidades que poderão vir transferidos de outros hospitais, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e por meio do SIATE. Afinal, o corona é mais uma moléstia, mas continuaremos atendendo nefrologia, cardiologia, transplantes, entre outras 20 especialidades”, comenta Otoni.
A campanha de arrecadação é destinada tanto para pessoas físicas, como para pessoas jurídicas e qualquer quantia pode ser doada. Pelo link http://santacasacuritiba.com.br/santacasaafavordavida/ é possível entrar em uma aba descrita como “Doação” em que o participante escolhe como prefere contribuir: pelo Botão pagseguro, Paypal, conta bancária do Bradesco do Hospital ou Cartão. Não há valores fixos para a doação.
A campanha conta até o momento com o apoio de empresas como GT Building, Bla Blu, No AR Comunicação, Buhrer Serviços de Alimentação, entre outros. No site da campanha será possível acompanhar sobre doações recebidas, equipamentos comprados e outros investimentos feitos com as doações, tudo de forma transparente para comprovar a destinação final do valor de quem foi solidário e participou da campanha.

SOBRE A SANTA CASA DE CURITIBA  - Em 2020 a Santa Casa de Curitiba completa 140 anos. O Complexo Hospitalar e Ambulatorial da Santa Casa de Curitiba é um dos mais completos da região e está estruturado para atendimentos de média e alta complexidade. Está instalado em uma área total de 17,5 mil m², em uma edificação histórica, localizada no coração de Curitiba, que mantém preservada sua fachada e sua arquitetura tradicional. O Hospital conta com centros cirúrgicos, UTIs, unidade de pronto-atendimento (com área exclusiva para atendimentos a casos suspeitos de coronavírus), além de serviços como hemodinâmica, hemodiálise, centro de imagem e ambulatório. Conta ainda com uma equipe de mais de 1.300 colaboradores diretos e 450 médicos.
Atende por ano mais de 120 mil pacientes ambulatoriais, realiza aproximadamente 10 mil cirurgias, além de milhares de exames e procedimentos terapêuticos em mais de 20 especialidades médicas, sendo em média 79% desses atendimentos pelo Sistema Único de Saúde – SUS.

Inédito nos cinemas, "Jovens Polacas" chega ao Canal Brasil na terça, dia 2


Estrelado por Berta Loran, Jacqueline Laurence e Emílio Orciollo Neto, o filme inédito “Jovens Polacas” estreia na terça-feira, dia 2 de junho, às 20h10, no Canal Brasil.
A produção de Alex Levy-Heller parte de uma página triste da realidade brasileira no início do século passado. Ricardo (Emílio Orciollo Neto) é um jornalista prestes a concluir sua tese de doutorado sobre o tráfico de escravas sexuais do leste europeu para o Rio de Janeiro, moças que acreditavam desembarcar na América do Sul para conhecer o amor de suas vidas, mas eram obrigadas a trabalhar em prostíbulos. O protagonista entrevista Mira (Jacqueline Laurence), filha de uma “polaca” – termo utilizado para designar as imigrantes – e que viveu parte de sua infância assistindo à própria mãe e outras mulheres como ela sendo abusadas sexualmente por brasileiros. Quando o filme retorna ao início do século, o protagonismo segue para Sarah (Lorena Castanheira), uma moça presa a um bordel no Rio de Janeiro e obcecada em voltar para casa.
O roteiro é inspirado no livro homônimo lançado pela historiadora Esther Largman, que pesquisou casos reais de moças judias polonesas que foram escravizadas em terras brasileiras. Quase três décadas depois de lançada, a trama recebe adaptação poética pelas mãos de Levy-Heller, que remonta o estilo dos antigos cabarés cariocas em uma mistura de documentário e ficção, presente e passado.
  
Horário principal de exibição: terça, dia 02/06, às 20h10

Horários alternativos: quarta, dia 03/06, às 18h20 e segunda, dia 08/06, às 16h25

Classificação: 14 anos

Na Semana Mundial do Brincar, Faz de Conta ensinará brincadeiras lúdicas para as crianças


Na Semana Mundial do Brincar, o Faz de Conta do Shopping Estação, que segue no formato online, está repleto de brincadeiras lúdicas. Hélio Werniski Wolff, mais conhecido pela garotada curitibana como Girafa, comandará a edição deste sábado (30).
Durante a live a família toda vai se divertir com caça às texturas, muita mímica e jogos com as mãos. Wolff faz parte da equipe da empresa "Incríveis Recreadores”, que é especializada em recreação lúdico pedagógica. Quem quiser acompanhar de perto o trabalho é só acessar o instagram @inc_recreadores.
Devido à pandemia, o Faz de Conta, que tem curadoria do Muralzinho de Ideias, está sendo feito exclusivamente de modo on-line. A transmissão será feita às 16h, no Instagram do Shopping Estação.

Prefeitura de Curitiba atua contra impacto da pandemia na área cultural


Desde março, quando foram detectados os primeiros casos de covid-19 em Curitiba, obrigando a adoção de medidas de prevenção e distanciamento social, a Prefeitura e a Fundação Cultural de Curitiba desenvolvem ações para minimizar os efeitos da suspensão das atividades e fechamento dos espaços culturais junto aos artistas e ao público. Foram realizados vários projetos emergenciais para apoiar economicamente a classe artística e os trabalhadores do setor, e também para manter a cultura em funcionamento na cidade.
Uma das principais medidas foi o lançamento de um edital emergencial para seleção de conteúdos audiovisuais e divulgação nas redes sociais da FCC. Artistas de todos os segmentos e linguagens puderam se inscrever, enviando vídeos de seus trabalhos. Foi um edital abrangente, que atendeu, além dos artistas, os técnicos da área da cultura, como produtores, iluminadores, técnicos de som, cenotécnicos, cenógrafos, maquiadores, figurinistas e roadies.
A Prefeitura destinou R$ 450 mil para esse edital que beneficia 300 projetos culturais. Cada artista, neste caso, receberá o valor de R$ 1.500,00. O edital está em fase análise de recursos e em breve terá o seu resultado final publicado no Diário Oficial.
O setor cultural é uma das áreas que mais sofre com as medidas de distanciamento social. Sabemos que será uma das últimas a retomar suas atividades. Esse edital foi uma das estratégias encontradas para minimizar os impactos junto aos trabalhadores do setor. Continuamos buscando alternativas que contribuam com os profissionais da cultura no enfrentamento desse grave momento de pandemia”, disse a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, anunciando o lançamento, em breve, de um segundo edital emergencial.
De acordo com Ana Cristina, o novo edital será elaborado em conjunto com a classe artística. “O primeiro teve suas inscrições abertas um mês depois da decretação da situação de emergência em saúde pública, dado o caráter de urgência que a situação exigia. Agora queremos ouvir os artistas para estruturar esse segundo edital, cujo valor deve ficar em torno de R$ 420 mil”, adiantou.

MOBILIZAÇÃO - A Fundação Cultural de Curitiba também está mobilizada para a aprovação do substitutivo do projeto de lei 1075/20, que destina ajuda de R$ 3 bilhões ao setor cultural durante a crise causada pelo coronavírus. O projeto garante recursos para renda mensal aos trabalhadores da cultura, subsídios para manutenção de espaços artísticos independentes, e para instrumentos de apoio, como editais, prêmios, chamadas públicas, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural.
A presidente da FCC manteve reuniões constantes com outras instituições e fóruns de cultura de todo o país. Na condição de presidente do Conselho Municipal de Cultura de Curitiba, enviou à Câmara Federal, em nome dos conselheiros municipais, uma carta de apoio ao projeto (leia a íntegra).
O prefeito Rafael Greca encaminhou ofício no mesmo sentido ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.
Considerando a urgência de amenizar os impactos, evitar demissões e impedir a falência absoluta do setor cultural, manifestamos o apoio de Curitiba à concessão de benefícios emergenciais aos seus trabalhadores, certos de que Vossa Excelência e a Câmara dos Deputados serão solidários à justa proposta”, diz trecho do ofício. O projeto foi aprovado na última segunda-feira (25) e agora segue para o Senado.

PÚBLICO - Além da questão econômica e a necessidade de buscar alternativas para a subsistência dos trabalhadores da cultura, a Fundação Cultural de Curitiba se preocupou em garantir a oferta de bens culturais à população durante o período de isolamento social. Para isso, criou o programa FCC Digital, que adaptou a Fundação Cultural de Curitiba a uma nova realidade. Atividades culturais de todas as linguagens artísticas e de patrimônio cultural passaram a ser ofertadas por meio das plataformas digitais.
A Fundação Cultural de Curitiba está trabalhando para que as atividades culturais não sejam interrompidas, mesmo que de forma virtual, permitindo que a população tenha acesso aos serviços, bem como os artistas continuem produzindo e divulgando sua arte”, destacou Ana Cristina.
As principais novidades foram os concertos inéditos da Camerata Antiqua de Curitiba e dos grupos do Conservatório de Música Popular Brasileira transmitidos pela internet; o projeto multimídia Passeio em Casa, que mantém o Cine Passeio conectado com o público em salas de cinema virtuais, podcasts e masterclasses on-line; o Studio Virtual da Casa Hoffmann – Centro de Estudos do Movimento, que lançou um site e dois cursos de dança on-line, também inéditos; e mais recentemente o aplicativo do programa Curitiba Lê, que pode ser acessado pelo Curitiba App com a opção de mais de 200 títulos da literatura local, brasileira e universal.
O Conservatório de Música Popular Brasileira, a Gibiteca de Curitiba e os núcleos regionais da Fundação Cultural, que oferecem inúmeros cursos presenciais a cada semestre, estão com aulas pela internet, garantindo que os alunos recebam conteúdos e deem prosseguimento à sua formação. No Conservatório de MPB, as aulas teóricas, de instrumentos e de canto são realizadas via grupos on-line. Da mesma forma, professores estão ensinando técnicas de desenho e história em quadrinhos a alunos da Gibiteca.

REGIONAIS - Nas regionais, vídeos, tutoriais e aulas transmitidas pela internet mantêm os alunos conectados às técnicas e aprendizados de aulas de música, teatro, dança, pintura, desenho, entre outros cursos. O Clube de Xadrez Erbo Stenzel também já se adaptou e tem realizado torneios pela internet.
Na área de patrimônio cultural, a FCC Digital abriu a sua plataforma no sistema Pergamum, permitindo a consulta on-line do acervo histórico e artístico do município. O sistema dá acesso, por exemplo, à visualização das obras existentes no Museu da Gravura, Museu da Fotografia, Museu Metropolitano de Arte – MuMA e Museu de Arte Sacra – MASAC, e das imagens e documentos do acervo histórico da Casa da Memória. Foram ainda disponibilizadas virtualmente as exposições “Curitiba Tempo e Memória” e “Presença Negra em Curitiba”.
Mediadores das Casas da Leitura estão divulgando vídeos em que comentam sobre obras e autores, assim como faziam em rodas de leitura e contações de histórias que aconteciam enquanto as unidades estavam abertas ao público.
Muitas outras iniciativas estão sendo implementadas e divulgadas nas redes sociais da Fundação Cultural. “Nesse momento de isolamento social, é necessário usar a criatividade e encontrar alternativas que possibilitem o acesso aos conteúdos culturais, seja por meio da música, da dança, das artes visuais, enfim, trazendo um pouco de leveza nesses dias tão difíceis em decorrência da pandemia”, ressalta a presidente da FCC.

Confira todas as atrações pela página da FCC no Facebook e no site da Fundação Cultural de Curitiba: https://www.facebook.com/fundacaoculturaldecuritiba/ e www.fundacaoculturaldecuritiba.com.br

Orquestra Sinfônica do Paraná faz 35 anos e celebra de forma virtual


Nesta quinta-feira, 28 de maio, a Orquestra Sinfônica do Paraná comemorou 35 anos de música. Em um ano atípico para o mundo, a Orquestra teve que se adaptar para celebrar seu aniversário. Acostumada a se apresentar no Teatro Guaíra, em 2020 a festa da OSP é nas redes sociais.
O tradicional “Parabéns Prá Você” foi por vídeo em uma produção virtual com os músicos, maestro Stefan Geiger e participação especial da Paideia Escola de Música, Vocal Curitibôcas e Papo Coral Infantojuvenil.
A diretora do Centro Cultural Teatro Guaíra, Monica Rischbieter, explica que a comemoração do aniversário da OSP é sempre um momento especial para a cultura do Paraná.
Sempre fazemos um concerto marcante, é uma data para lembrarmos de todas as pessoas importantes na história da orquestra. A gente vê o momento como uma homenagem a todos que fizeram parte dessa trajetória”, afirma ela.
Em 2020, a programação seria um cine-concerto com a trilha de “Encouraçado Potemkin”, mas teve de ser suspensa em função da pandemia do coronavírus. “Por isso resolvemos fazer esse parabéns virtual, para estarmos perto do público e celebrar a arte do Estado”, finaliza.
O vídeo de celebração foi feito com a colaboração do Governo do Estado do Paraná, o Centro Cultural Teatro Guaíra, Palco Paraná, Orquestra Sinfônica do Paraná, Paideia Escola de Música, Estúdio Trilhas Urbanas, S Z AudioVisual e o Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná.


HISTÓRIA - Fundada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná é a primeira e maior orquestra pública mantida pelo Governo do Estado. Com sede no Centro Cultural Teatro Guaíra, faz múltiplas apresentações todos os meses a preços acessíveis.
Teve como um de seus fundadores e primeiro maestro-titular o compositor Alceo Bocchino. Nascido em Curitiba, o maestro Bocchino foi aluno de Villa-Lobos e um dos compositores brasileiros mais relevantes no cenário orquestral no Brasil no final do Século XX.
Em 35 anos de história, a Orquestra já tocou com mais de 50 maestros, recebeu um público de mais de meio milhão de pessoas e produziu grandes óperas como “Aída” (1994), de Giuseppe Verdi; “Carmen”, de Bizet; e “João e Maria” (2018), de Engelbert Humperdinck.
Além do repertório clássico de orquestra, a OSP já tocou ao lado de grandes estrelas nacionais, como Bibi Ferreira, e locais, como a Banda Blindagem. Desde 2012 traz também os filmes-concertos, apresentações de filmes mudos com a trilha sonora tocada ao vivo pela orquestra.
Ao todo, a orquestra possui quase 1.000 obras catalogadas em seu arquivo musical, entre compositores brasileiros, internacionais e paranaenses.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Vencedora do Nobel e pandemia são os destaques do Cândido


“Traidora da pátria”, “anticristã”, “terrorista ecológica”. Estes são alguns dos termos usados pelos conservadores poloneses para atacar a escritora Olga Tokarczuk, vencedora do mais recente Nobel de Literatura e assunto de capa da edição de maio do jornal Cândido, editado pela Biblioteca Pública do Paraná.
No especial do mês, o jornalista e tradutor Irinêo Baptista Netto explica por que Olga desagrada parte de seus compatriotas e analisa o romance “Sobre os Ossos dos Mortos”, seu único título disponível no Brasil. Em outro texto, Netto ainda discute a natureza do Nobel, seus critérios de premiação e as razões de seu prestígio.
O Cândido 106 também traz textos com reflexões sobre a criação artística durante este momento de pandemia e turbulências políticas no Brasil.
No “entrevistão” do mês, Ronaldo Bressane conversa com a cartunista Laerte. Prestes a completar 70 anos, ela fala da experiência de fazer humor diante de uma realidade tão conturbada.
José Carlos Fernandes, convidado da coluna Pensata, elenca os desafios de ser cronista numa época em que desviar o foco dos assuntos urgentes ou fazer piadas não parecem opções viáveis.
E a vencedora do Prêmio Sesc, Luisa Geisler, utiliza o espaço De Escritor para Escritor para falar sobre “tentar ser criativo quando a corrente pede (implora por) objetividade”.
Outros destaques da edição de maio: Marcio Renato dos Santos repassa o legado de Sérgio Sant’Anna (com depoimentos de escritores próximos, acadêmicos e de André Sant’Anna, filho do autor, morto no último dia 10), HQ de Natália Gregorini, fotos de Higor Oratz na seção Cliques em Curitiba e reportagem de João Lucas Dusi sobre o centenário de Sidonio Muralha, além de inéditos de Kah Dantas e Fernando Koproski. Todas as ilustrações da edição são de FP Rodrigues.
Em razão do fechamento temporário da Biblioteca Pública do Paraná (que segue orientação do Governo do Estado para o enfrentamento ao coronavírus), a distribuição de exemplares impressos do Cândido está suspensa até o retorno das atividades da instituição. O jornal pode ser lido em seu site: www.bpp.pr.gov.br/candido.

Live solidária tem participação de grandes nomes do rock cover curitibano


Neste próximo sábado (30), acontece uma edição especial do projeto Rock in da House, da Mundo Livre FM, com grandes nomes do rock cover curitibano. A rádio fará a transmissão de uma live solidária, a partir das 19h, em parceria com os Amigos do HC. O público poderá fazer doações que serão revertidas para o Hospital das Clínicas.
Serão duas horas de música com Rogério Cordoni, cover do Elvis Presley; a banda Queen Immortal, que apresenta as músicas do Queen; e a banda Heyah!, que canta os sucessos dos Beatles.
Para acompanhar a live, basta acessar o site www.mundolivrefm.com.br ou o canal do YouTube da Rádio Mundo Livre FM.

Autocine Show: Em Colombo, a nostalgia vira inovação


Respeitando o isolamento social proposto para barrar o contágio do Covid-19, muitas pessoas estão permanecendo em casa e às vezes o tédio pode surgir. A cultura tem andado de mãos dadas com todos, nos momentos de diversão e lazer, assistir a filmes, séries, ler um livro, escutar música etc., se tornaram as maiores ferramentas para passar as horas em casa.
Motivados com a ideia de poderem ser uma ferramenta de lazer, bem estar e entretenimento, respeitando a saúde de todos, três empresários com experiência em eventos, de Curitiba e região, estão à frente do projeto chamado Autocine Show, em Colombo. Um cinema adaptado para carros, para levar a família e os amigos, com protocolos específicos e direcionado para o momento de pandemia.
A possibilidade de poder criar um momento de interação respeitando ao isolamento, afinal o único contato que as pessoas terão, será com a família no próprio carro ou na hora de utilizar o sanitário, que será controlado. O projeto foi idealizado para diversão de todos, podendo inclusive, o telespectador levar o seu pet para assistir a sessão.
A inauguração acontecerá agora, nesta sexta-feira, dia 29 de Maio, contando com duas sessões às 18h e às 20h30. No sábado dia 30 e domingo 31 haverá três sessões às 18h, 20h30 e 23h.
Visando maior conforto e segurança a todos, o contato será mínimo e os ingressos que terão valor de R$ 50,00 + taxa administrativa por carro, serão disponibilizados no site - www.autocineshowoficial.com.br  -, evitando assim as aglomerações. O controle será feito com QRcode, com demarcação das vagas.
Serão passadas no telão antes das sessões, as medidas de segurança a serem realizadas, protocolos para o uso dos sanitários, emergências e uso de máscaras no local, bem como, será realizada a medição de temperatura de todos antes de entrarem no recinto. Estará presente uma equipe de segurança profissional, acompanhada de um consultório ambulatorial.
Não serão comercializadas comidas e bebidas no local. É uma oportunidade para você realizar um pic nic privado com a sua família e poder levar o que mais gosta.
A localização será em meio a natureza, com fácil acesso, o cenário se torna surpreendente e inovador. Com aproximadamente 30 mil m² de área total, sendo 10 mil m² somente de estacionamento, o Autocine Show será realizado em Colombo, na Rua Pedro Zanetti 316.
O espaço contará com um sistema de som diferenciado, com subwoofer estrategicamente posicionados, sistema de transmissão a rádio FM, e uma tela de mais de 12 metros, o limite de pessoas dentro do carro é de até quatro, para uma melhor experiência.

Mais informações: www.autocineshowoficial.com.br

Sala virtual Cine Plaza oferece filmes inéditos para ver em casa


O Passeio em Casa entra no segundo mês de programação cinematográfica virtual com uma novidade: a sala Cine Plaza, somente com filmes inéditos. Como se estivesse na bilheteria física do Cine Passeio, mas sem sair de casa, o público poderá escolher e pagar pelos filmes que desejar ver na plataforma associada Cinema Virtual, pelo site http://www.cinepasseio.org.
Para assistir a filmes que ainda não chegaram aos cinemas nem a outras plataformas, o público vai pagar valores equivalentes aos cobrados por filmes já lançados”, conta o cineasta Marcos Jorge, que também é um dos curadores do Cine Passeio.
O espaço faz parte da rede de unidades da Fundação Cultural de Curitiba e é administrado pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac).
O nome da nova atração cinematográfica virtual, Cine Plaza, é uma homenagem ao antigo cinema que funcionou na Praça Osório, no Centro, entre 1964 e 2007. Com grandes sucessos projetados em sua tela, chegou a atrair 20 mil espectadores por semana.
  
TÍTULOS DE ESTREIA - Para a primeira semana de programação, foram selecionados quatro filmes: “Antes de Partir”, de Oded Binnun e Mihal Brezis, com Brian Cox à frente do elenco; “Os Olhos de Cabul”, de Zabou Breitman e Eléa Gobbé-Mévellec; “Copperman: Um Herói Especial”, de Eros Puglielli; e “O Segredo da Floresta”, de Vikram Jayakumar.
Depois de escolhidos e pagos, eles poderão ser vistos por um prazo de 72 horas, a partir de três mídias diferentes (smartphone, computador e tablet). Confira no link da programação do Passeio em Casa (https://bit.ly/2AhCMRD) detalhes sobre cada título selecionado para "abrir" o Cine Plaza virtual, além das demais atrações grátis selecionadas pelos curadores Marcos Jorge e Marden Machado.

OUTRAS ATRAÇÕES GRÁTIS - No Passeio em Casa, o público também pode acompanhar a programação do Cine Vitória (filmes nacionais e estrangeiros selecionados por mostras e festivais), as masterclasses Conversas Sobre Cinema e o bate-papo Podcast Passeio. São 12 filmes, incluindo “Nervo Craniano Zero”, de Paulo Biscaia Filho, na Sessão da Meia-Noite virtual. A sessão será aberta pelo curta “Cercados Pela Morte”, de João Vitor Ferian.

Projetos infantis da Biblioteca Pública têm versões virtuais


Em mais uma edição virtual dos projetos Era Uma Zine e Hora do Conto, a equipe da Seção Infantil da Biblioteca Pública do Paraná desenvolve atividades ligadas ao tema Fábrica de Palavras.
No vídeo da semana, Eric Sponholz apresenta a história A Grande Fábrica de Palavras, da autora francesa Agnès de Lestrade. O conteúdo está disponível no canal do Youtube BPP Conta, que também traz materiais gravados por contadores parceiros. Assista aqui.
O terceiro Era Uma Zine em versão online convida o leitor para um tour por uma fábrica imaginária de palavras. O passeio inclui propostas de atividades e conteúdos sobre literatura, cultura e artes. Baixe aqui.
O objetivo dos projetos é ofertar as ações da Seção Infantil da BPP de forma remota durante o isolamento social. A biblioteca segue a orientação do Governo do Estado para o enfrentamento ao coronavírus e está fechada por tempo indeterminado.

Paraná deve receber R$ 71 milhões para apoio à classe artística


O Paraná deverá receber R$ 71 milhões para prestar apoio à classe artística e cultural durante a crise do novo coronavírus. O valor é a parte que cabe ao Estado da partilha de um recurso de R$ 3 bilhões aprovado na terça-feira (25) pela Câmara dos Deputados e que será utilizado no pagamento de uma renda emergencial para os trabalhadores do setor, em subsídios mensais para manutenção dos espaços culturais e em outros instrumentos como editais, chamadas públicas e prêmios.
Os recursos serão repassados aos estados e municípios por meio dos fundos de cultura. A criação do Sistema Estadual de Cultura, cuja lei n° 20.197 foi sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em abril, vai facilitar o acesso do Paraná a esse dinheiro. Além do Estado, outros 54 municípios paranaenses receberão o repasse.
Graças à criação do Sistema Estadual de Cultura, o Paraná estará apto para receber esse recurso importante, que representa uma vitória para o setor artístico-cultural brasileiro”, afirmou a superintendente-geral da Cultura, Luciana Pereira. Segundo ela, o Fórum de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura está mobilizado para que a lei seja aprovada no Senado e sancionada pelo presidente.

LEI ALDIR BLANC – Chamada de Lei Aldir Blanc, em homenagem ao artista que morreu no início do mês de Covid-19, o recurso de R$ 3 bilhões provém do orçamento federal para a Cultura e do superávit do Fundo Nacional de Cultura. Após aprovação na Câmara, o texto foi enviado para aprovação no Senado, para então ser sancionado ou vetado pela presidência.
De acordo com Luciana, os estados também estudam como fazer o dinheiro chegar na ponta de forma rápida. “Este era um recurso que estava represado no Fundo Nacional de Cultura e que, agora, em um momento de urgência, precisa de agilidade para chegar aos artistas e demais profissionais da cultura”, explicou. “Os estados e municípios têm um diagnóstico mais claro de quais são as áreas que mais necessitam e conseguem atingir uma capilaridade muito grande”, destacou.
A superintendente ressaltou que o Governo do Estado também lançou um pacote emergencial para o setor. Entre as ações voltadas para artistas, gestores e produtores, previstas no Pacote de Medidas de Apoio e Fortalecimento do Setor Cultural, está o edital Cultura Feita em Casa, que vai beneficiar 510 projetos de realizadores paranaenses em diversas categorias.
Também está em elaboração uma Plataforma Digital, que terá uma seção com filmes paranaenses para assistir de forma gratuita. Serão curtas e longas-metragens produzidos nos últimos dez anos no Estado, que passarão por uma seleção. Já o concurso literário Prêmio Biblioteca Digital, organizado pela Biblioteca Pública do Paraná, vai incentivar a produção e a circulação de livros inéditos no formato e-book de autores residentes no Paraná.

REPASSES – De acordo com a Agência Câmara Notícias, a proposta aprovada pelos deputados prevê que os recursos sejam repassados pelo governo federal aos demais entes federados em até 15 dias depois da publicação da lei, utilizando os fundos de cultura.
Metade do valor (R$ 1,5 bilhão) ficará com os estados e o Distrito Federal, sendo 80% de acordo com a população e 20% pelos índices de rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE). A outra metade ficará com o Distrito Federal e os municípios, seguindo os mesmos critérios: 80% segundo a população e 20% a partir do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

TRABALHADORES – Parte do recurso é para o pagamento de um auxílio emergencial de profissionais como artistas, produtores, técnicos e demais trabalhadores que atuam no setor cultural.
Para receber o auxílio de R$ 600, que será pago por três meses, o profissional deve atender a alguns requisitos, como limite de renda anual e mensal; comprovação de atuação no setor cultural nos últimos dois anos; ausência de emprego formal; e não ter recebido o auxílio governamental pago aos trabalhadores informais.
O auxílio não será concedido a quem receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou valores de programas de transferência de renda federal, exceto o Bolsa Família. O recebimento da renda emergencial está limitado a dois membros da mesma unidade familiar. A mulher provedora de família monoparental, que arca sozinha com o cuidado dos filhos, receberá duas cotas, totalizando R$ 1,2 mil.

SUBSÍDIOS MENSAIS – Os governos poderão repassar entre R$ 3 mil e R$ 10 mil mensais para manter espaços artísticos e culturais, micro e pequenas empresas culturais, cooperativas e instituições e organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social.
Poderão receber essa ajuda aqueles inscritos em cadastros estaduais, municipais ou distrital, em cadastros de pontos e pontões de cultura, no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic) ou no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab). Podem ter acesso também aqueles com projetos culturais apoiados pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) nos 24 meses anteriores contados da data de publicação da futura lei.

ESPAÇOS CULTURAIS – O texto também prevê o repasse de subsídios mensais a espaços culturais, como teatros independentes, escolas de música, dança, capoeira e artes, circos, centros culturais, museus comunitários, espaços de comunidades indígenas ou quilombolas, festas populares e livrarias.
Não poderão receber o auxílio os espaços vinculados à administração pública, criados ou mantidos por grupos de empresas ou geridos pelos serviços sociais do Sistema S. Em contrapartida, o substitutivo prevê a obrigação de realizar, gratuitamente, uma atividade cultural por mês para alunos de escolas públicas ou em espaços públicos de sua comunidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Curitiba inaugura primeiro espaço aberto de cultura e lazer do sul do Brasil


O isolamento social devido ao coronavírus atingiu em cheio o setor de cultura e entretenimento que repentinamente teve que adiar shows, festas, festivais e outros eventos culturais.
Além dos reflexos econômicos, o isolamento está provocando problemas emocionais em muitas pessoas que não encontram uma alternativa segura de lazer. Para amenizar essa situação, surge uma nova possibilidade de entretenimento com toda segurança e normas de proteção que o momento exige.
Com mais de 20 anos de experiência no setor, a Live Curitiba está lançando um programa de eventos culturais em espaço aberto, o Somos+Curitiba. Um local para ofertar entretenimento onde as pessoas assistirão, de dentro de seus carros, a filmes, lives, stand-up comedy, reprises de jogos de futebol e shows que acontecerão no palco da Live Curitiba com transmissão simultânea em um telão externo de 80 metros quadrados, com led para apresentações diurnas e noturnas.
Todo o espaço será ambientado com luzes e temas de acordo com a atração tornando o evento uma grande experiência. O áudio das exibições chega até os carros via rádio FM.
Serão eventos diários diurnos e noturnos. As sessões da tarde serão mais voltados às famílias com crianças e algumas sessões com cunho social para arrecadação de alimentos e outros itens para entidades que ajudam pessoas carentes que estão sofrendo por conta do coronavírus. Os profissionais da Saúde serão beneficiados com algumas sessões exclusivas e terão direito a combos de Pipoca.
A inauguração do Somos+Curitiba acontece no dia 28 de Maio (quinta-feira) com exibições de filmes que marcaram história no cinema; “Meu Malvado Favorito” (16h), “The Post - A Guerra Secreta” (19h) e “Cassino” (21h50). A programação completa está no site www.somosmaiscuritiba.com.br e os ingressos estão à venda exclusivamente pela internet no site www.diskingressos.com.br
Localizado na Live Curitiba (rua Itajuba 123, Portão), o Somos+Curitiba terá 100 banheiros e quatro saídas para dar mais tranquilidade, conforto e segurança ao público.
 
AS NORMAS E OS CUIDADOS - Somos + Curitiba realizou, e mantém atualizado, um consistente estudo técnico sobre todos os riscos envolvidos no processo, de modo a garantir a segurança de colaboradores e de participantes dos eventos e atividades culturais que serão realizadas.

1. No mesmo veículo somente pessoas que moram juntas;
2. Todos os participantes devem usar máscaras, durante todo o período em que estiverem no local;
4. É proibido sair dos veículos, salvo no caso de necessidade de uso de banheiro, o que ocorrerá de acordo com as normas estabelecidas;
3. Os veículos devem ser estacionados nos locais indicados, guardando o distanciamento mínimo necessário;
4. Em caso de necessidade os colaboradores da Live Curitiba devem ser chamados com o uso das lanternas de alerta dos veículos.

Com revitalização, Parque São Lourenço ganha novas árvores nativas


Enquanto está fechado para o público em razão da pandemia do novo coronavírus, o Parque São Lourenço passa por revitalização. Estão em andamento as obras de implantação do Memorial Paranista e do novo playground, transferido para uma área mais interna da unidade de conservação.
A renovação inclui o plantio de árvores nativas, lembra a secretária do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias. “O parque já ganhou, ainda antes do início dos serviços, 1,3 mil novas mudas e outras ainda devem ser plantadas à medida que os trabalhos avancem”, explica.
São espécies como araucária, congonha, guabiju, quaresmeira granulosa, miguel pintado e ipês amarelo e roxo, entre outras. Os plantios entram na conta do projeto 100 Mil Árvores para Curitiba.
Foram retirados alguns exemplares em razão do projeto, entre eles, três plátanos antigos e com estrutura comprometida. “No caso de árvores saudáveis, priorizamos o transplante para outros locais e unidades de conservação, como o Parque Náutico”, explicou o diretor de Parques e Praças da Secretaria, Jean Brasil.

OUTRAS INTERVENÇÕES - Os serviços contemplam novas edificações, como a construção da galeria de aço e vidro que vai dar acesso ao Memorial. Equipes trabalham na construção das partes metálicas da galeria. Estão em andamento, ainda, reformas dos equipamentos culturais existentes -  o Centro de Criatividade de Curitiba, o Teatro Cleon Jacques e a Casa da Leitura Augusto Stresser.
Já foram feitas diversas melhorias na área do parque, como a ampliação das pistas de caminhada. Haverá macrodrenagem para contenção de enchentes, novo playground, equipamentos de lazer, canteiros, calçadas e ciclofaixas de circulação externa, e nova iluminação.

HOMENAGEM - O espaço, que vai homenagear o Movimento Paranista (braço do Movimento Modernista Brasileiro) e um dos seus principais ícones, o artista paranaense João Turin, será composto pelo Memorial (uma área coberta) e pelo Jardim das Esculturas, ao ar livre.


Curitiba Lê completa 10 anos com lançamento de aplicativo no Curitiba APP


O programa Curitiba Lê, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba para incentivar a leitura, está completando dez anos de atividades e, para comemorar, lança a sua plataforma digital. O programa está integrado ao Curitiba App, disponível gratuitamente em smartphones e tablets, e oferece a todos o acesso fácil a obras literárias de autores de Curitiba e a mais de 200 livros de domínio público da literatura universal.
O projeto foi desenvolvido numa parceria da Fundação Cultural e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac) com a Agência Curitiba de Desenvolvimento. Para acessar o app do Curitiba Lê, os leitores devem baixar o aplicativo Curitiba APP na App Store para iPhone e iPad, e no Google Play para os aparelhos com plataforma Android.
O prefeito Rafael Greca anunciou a novidade no último sábado (23/5), em sua página no Facebook. “Estamos agregando aos telefones móveis, ao seu celular, a possibilidade de ter uma biblioteca inteira na palma da mão. É o projeto Curitiba Lê App, uma expressão da Prefeitura em favor da cultura universal, nacional e local. Acesse o Curitiba APP e baixe um livro do seu gosto para a sua leitura”, conclamou o prefeito.

ESTANTE CURITIBA - Além das mais de 200 obras da literatura brasileira e universal, estão disponíveis inicialmente dez títulos de autores contemporâneos de Curitiba, cujos direitos autorais foram adquiridos para publicação no app pelo período de um ano. Agrupados na pasta denominada “Estante Curitiba”, esses livros só poderão ser lidos no próprio aplicativo, sem possibilidade de baixar ou compartilhar.
São eles: Cristóvão Tezza (Ensaio da paixão - romance), Roberto Gomes (A dança do ventre - contos), Flávio de Souza (A mãe da menina e a menina da mãe - infantil), Helena Kolody (Infinita Poesia - poesia), José Carlos Fernandes (Na Brasílio com a Ângelo - crônicas), Márcio Renato dos Santos (A cor do presente - contos), Márcia Széliga (No trilho do trem - infantil), Liana Leão (Shakespeare, sua época e sua obra - crítica teatral) e Paulo Venturelli (Meu pai - romance).
O Curitiba Lê App é mais uma ferramenta que irá possibilitar o desenvolvimento do intelecto, da imaginação e da aquisição de conhecimentos”, destaca a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro. Para ela, outro grande diferencial do aplicativo é a abertura de espaço para os escritores locais. “Nesse momento de grandes dificuldades econômicas, decorrente da pandemia do novo coronavírus, a compra dos direitos autorais também constitui mais um importante apoio aos artistas da cidade”, diz a presidente da FCC.

ACESSO LIVRE - Dezenas de outras obras de domínio público estarão disponíveis. Alguns destaques são os livros requisitados pelo vestibular da Universidade Federal do Paraná: O Uraguai, de Basílio da Gama; Clara dos Anjos, de Lima Barreto; Últimos Cantos, de Gonçalves Dias, e Casa de Pensão, de Aluízio de Azevedo.
Clássicos da literatura universal, como A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, também estarão no aplicativo. No caso de todas as obras de domínio público, os leitores poderão fazer download gratuito e acessar em seus aparelhos de celular ou tablet a qualquer momento.
O consumo de conteúdo online aumenta a cada dia e o comportamento digital faz com que as pessoas alternem entre o online e o offline sem nem mesmo perceber”, observa a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, Ana Cristina Alessi. “Nesse sentido, a Prefeitura de Curitiba tem um papel importante de promover cada vez mais conteúdos de qualidade em meios digitais e incentivar a boa leitura é fundamental. Esse também é o papel do Vale do Pinhão: fazer da inovação um processo social e cultural na nossa cidade”, afirma Cris Alessi.

OPORTUNIDADE - A proposta foi enaltecida pelos escritores que estreiam suas obras no Curitiba App. “Muito boa a iniciativa em disponibilizar obras literárias gratuitas via aplicativo do programa Curitiba Lê. Especialmente durante a quarentena - mas que certamente deverá prosseguir depois como referência e porta de acesso à literatura", destacou Cristóvão Tezza, que escolheu para o app o romance Ensaio da Paixão, obra lançada em 1986 e que está fora de catálogo. Portanto, o app oferece a oportunidade aos leitores de conhecer essa obra primorosa de um dos maiores escritores brasileiros da atualidade.
A escritora Márcia Széliga, que optou por disponibilizar uma de suas obras de literatura infanto-juvenil, participa com seu livro ilustrado No trilho do trem, disponibilizando às crianças e jovens a leitura com imagens, levando a eles todo encantamento de cores e traços, aliados da imaginação e criatividade.
Penso ser maravilhosa a oportunidade de poder dispor no meio virtual nossos livros, facilitando o acesso a mais pessoas. As obras dos nossos autores ganham destaque e, assim, alçam voo no compartilhamento, cumprindo o importante papel da literatura para todas as idades e trazendo com isso a identidade e valorização de uma produção de qualidade em nosso estado”, declarou Márcia.
A escritora considera que esse é um importante passo para que o programa Curitiba Lê se torne uma tradição e faça de Curitiba mais um dos grandes centros urbanos com uma população leitora.

ALTERNATIVA - A presidente da FCC lembra que a iniciativa compõe o programa FCC Digital, que a Fundação Cultural lançou logo no início da quarentena para oferecer ao público alternativas de acesso aos bens culturais enquanto cumprem as medidas de isolamento social.
 Além do aplicativo que está sendo lançado, a Fundação Cultural abriu um edital para seleção de conteúdos audiovisuais e tem mobilizado as coordenações de todas as linguagens artísticas para que utilizem as plataformas digitais para as suas atividades que até então eram desenvolvidas presencialmente”, pontuou Ana Cristina.
Também será lançada em breve a página do Curitiba Lê no Facebook.

Museu Paranaense promove simpósio virtual sobre arte indígena


O Museu Paranaense (Mupa) promove de 25 a 29 de maio o I Simpósio Virtual “Arte indígena em comunicação: diálogos entre saberes tradicionais, estética e sustentabilidade”. O evento, que será transmitido na conta @museuparanaense no Instagram, tem a colaboração de diferentes comunidades indígenas, pesquisadores e instituições. Todos os dias será publicada a biografia do convidado e, em seguida, exibida a palestra e outros vídeos, além de uma transmissão ao vivo.
Em tempos de muitas reflexões decorrentes da pandemia em um mundo globalizado, o simpósio busca valorizar o sentido de comunidade, formada tanto pelos pesquisadores quanto por indígenas, em atividades que rompem as fronteiras do museu, chegando também nas aldeias.
O evento tem o objetivo de criar um espaço de diálogos entre as memórias, o cotidiano nas aldeias, as coleções de arte indígena e as instituições culturais da América do Sul. São contribuições importantes que vão entrelaçar narrativas sobre saberes tradicionais, tanto de povos amazônicos como do Sul do Brasil e Nordeste da Argentina, com estudos acadêmicos apresentados por pesquisadores experientes.
A diretora do Museu Paranaense, Gabriela Bettega, explica que a arte indígena será analisada sob várias perspectivas, como patrimônio, diversidade, cinema, memórias, produção cultural, e acervos em instituições públicas e privadas.
No simpósio virtual será destacada a importância dos saberes tradicionais em relação à sustentabilidade e à construção das identidades. Serão abordados também os diálogos e articulações da arte indígena com a cosmologia, as narrativas míticas, os saberes tradicionais, os artefatos e os agentes mediadores. A ideia é promover a aproximação entre várias temáticas que vêm sendo estudadas no Museu Paranaense desde as suas origens, em 1876”.

PROGRAMAÇÃO – Na segunda-feira (25), às 18 horas, tem palestra com a professora da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Luisa Elvira Belaunde, sobre a trajetória de mulheres indígenas em Cantagallo, no Peru, na busca de sustentabilidade e no reconhecimento da arte Shipibo-Konibo, e suas relações sociocosmológicas, especialmente a da artista Olinda Silvano.
No dia 26 (terça) a programação começa às 13 horas, com um mergulho na cultura Mbyá-Guarani do litoral paranaense. A cacica Mbyá-Guarani Juliana Kerexu Mirim Mariano, liderança indígena feminina no Sul do Brasil, mostra a diversidade e a importância das artes no perpetuar da memória ancestral e na construção da identidade ameríndia. Danças e músicas que se conectam com o sagrado e com a natureza socialmente transformada.
Ainda na terça, às 18 horas, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Pedro de Niemeyer Cesarino faz uma análise contextualizada das artes de povos ameríndios, especialmente da Bacia Amazônica e outras regiões das terras baixas da América do Sul, destacando os processos na produção de artefatos e construções. Ele discute as relações entre pessoas e objetos, mitos e ritos, percorrendo múltiplas trajetórias convergentes à impermanência material nas artes.
Na quarta-feira (27), às 18 horas, haverá uma live com os diretores do filme “Bicicletas de Nhanderú”, os indígenas Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira e Ariel Ortega, e a arqueóloga do Museu Paranaense, Claudia Inês Parellada. O link do filme foi disponibilizado pelo Instagram do Mupa no domingo, 24 de maio, para quem quiser assistir antes do bate-papo.
Na quinta-feira (28) tem programação dupla: às 13 horas será exibido vídeo produzido pelo professor Florêncio Rekayg Fernandes, que apresenta aspectos culturais Kaingang na Terra Indígena Rio das Cobras, Sudoeste do Paraná, incluindo a herança de saberes e fazeres, como o trançado, importantes na sustentabilidade e na afirmação da identidade étnica.
O vídeo mostra a elaboração de cestos em taquara, da forma tradicional e raramente observada, com os motivos decorativos, alternando fibras mais claras com as enegrecidas por carvão, fixados com cera de abelha jataí.
No mesmo dia, às 18 horas, a arqueóloga responsável pelo Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense, Claudia Inês Parellada, fala sobre a busca de novos horizontes no estudo das artes indígenas no Paraná, entrelaçando com dados arqueológicos e históricos, discutindo materialidade e imaterialidade, diversidade e herança cultural. A pesquisadora destaca as coleções arqueológicas e etnográficas do Mupa, possibilitando diferentes conexões e rupturas em análises sobre representações simbólicas, mitos e cultura material no transcorrer do tempo.
Encerrando o simpósio, na sexta (29), às 18 horas, a pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, Lúcia Hussak Van Velthem, apresenta um histórico das principais pesquisas já desenvolvidas sobre artes indígenas no Brasil, com a análise de diferentes conceitos que buscam englobar e destacar a diversidade cultural. Com muitos exemplos, aponta articulações entre mitologia e arte, e elenca referências fundamentais para reflexões sobre essa temática.

CONTINUIDADE – Além do simpósio virtual, o Museu Paranaense vai promover também um encontro presencial, previsto para o segundo semestre de 2020, dando continuidade ao projeto, com mais convidados de comunidades indígenas e científicas.


PROGRAMAÇÃO

25 de maio (segunda), às 18h
Palestra “Uma biografia urbana do Kene Shipibo-Konibo”, com a professora doutora Luisa Elvira Belaunde (Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Lima, Peru).

26 de maio (terça), às 13h
Vídeo “Arte Mbyá-Guarani da Tekoa Takuaty, Ilha da Cotinga, litoral do Paraná”, de Juliana Kerexu Mirim Mariano (Cacica Mbyá-Guarani do Tekoa Takuaty, Paraná).

26 de maio (terça), às 18h
Palestra “A política da impermanência nas artes ameríndias”, com o professor doutor Pedro de Niemeyer Cesarino (Universidade de São Paulo).

27 de maio (quarta), às 18h
Live com os diretores do filme “Bicicletas de Nhanderú”, os indígenas Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira e Ariel Ortega, e a arqueóloga Dra. Claudia Inês Parellada (Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense).

Dia 28 de maio de 2020 (quinta), às 13h
Vídeo “Memória e arte Kaingang em Rio das Cobras, Paraná” do professor Kaingang Florêncio Rekayg Fernandes (doutorando em Antropologia na Universidade Federal do Paraná).

28 de maio (quinta), às 18h
Palestra “Entrelaçando arqueologias e artes indígenas no Paraná, Sul do Brasil”, com a doutora Claudia Inês Parellada (Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense).

29 de maio (sexta), às 18h
Palestra “Artes dos povos indígenas no Brasil”, com a professora doutora Lúcia Hussak Van Velthem (Museu Paraense Emílio Goeldi).

MON inclui mais duas mostras paranaenses no Google Arts & Culture


O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugurou mais duas exposições virtuais no Google Arts & Culture. As novas mostras são “O que é Original?”, de Marcelo Conrado, e “Declaração de Princípios”, de Geraldo Leão. Os artistas se juntam a Rafael Silveira na lista de paranaenses na plataforma.
“O que é Original?” esteve no MON no ano passado e é, segundo Conrado, uma discussão sobre conceitos como autoria, anonimato, apropriação e originalidade na arte. O artista também é professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e os trabalhos refletem suas duas vertentes profissionais.
A primeira parte da mostra reúne fotografias licenciadas sobre as quais Conrado intervém, enquanto a segunda parte apresenta pinturas de grande formato. As escolhas também demonstram a capacidade do artista de transitar entre a pintura e novos meios de produzir arte na contemporaneidade.
Também no MON em 2019, a exposição “Declaração de Princípios” apresenta obras inéditas de um dos nomes mais significativos da arte paranaense contemporânea. Usando como matéria-prima uma mistura de resina acrílica e pigmentos em telas na horizontal, Geraldo Leão tenta fugir da ideia de harmonia e estabilidade, alcançando um resultado único em seus trabalhos.
Tendo atuado por mais de 20 anos como professor, um espaço da mostra é aberto a alunos de Leão. Obras de Andréia Santos, Bruno Oliveira, Lilian Gassen, Tony Camargo, Lívia Piantavini, Willian Santos e William Machado ecoam vários momentos do período de docência.

GOOGLE ARTS & CULTURE - Além de “O que é Original?” e “Declaração de Princípios”, outras dez exposições estão disponíveis na plataforma: “Luz Matéria”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”; “Nos Pormenores um Universo – Centenário de Vilanova Artigas”; “Irmãos Campana”; “Não Está Claro até que a Noite Caia”, da artista Juliana Stein; “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira; “O Último Império”, de Serguei Maksimishin; “Man Ray em Paris”; “Antanas Sutkus: Um Olhar Livre” e “União Soviética Através das Câmeras”.
Lançado em 2011, o Google Arts & Culture tem parcerias com mais de 2 mil museus e instituições culturais em todo o mundo. O MON está entre os mais de 60 museus brasileiros desde fevereiro de 2018.

SOBRE O MON - O Museu Oscar Niemeyer abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.
O acervo conta com aproximadamente 7 mil peças num espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil deles de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

DECRETO - O MON está temporariamente fechado para o público, atendendo ao decreto estadual nº 4.230, que determina o fechamento dos espaços culturais do Governo do Paraná – museus, bibliotecas e teatros – e suspende os eventos artísticos e culturais a partir do dia 17 de março de 2020.


quarta-feira, 20 de maio de 2020

Loira Fantasma desembarca no mundo virtual


Há exatos 45 anos, pela imprensa, chegava ao imaginário popular a lenda da Loira Fantasma. A personagem, que já foi tema de peça de teatro e curta-metragem, a partir desta quarta-feira (20) ganha as redes sociais pela página do Facebook Fantasmogênse: em Busca da Loira Fantasma.
O lançamento faz parte da proposta vencedora do segundo edital para Histórias em Quadrinhos (HQ), lançado em 2019 pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e apoiado pela Lei de Incentivo à Cultura. Aos poucos, os leitores acompanharão o que já foi produzido sobre a loura misteriosa, desde as matérias dos jornais locais de 1975 até a repercussão cultural, anos depois, no teatro, cinema e na literatura.

PROJETO CULTURAL - “A ideia da página é fomentar a curiosidade das pessoas sobre essa lenda urbana, que já teria sido vista em outros lugares do Brasil, e criar ambiente para o lançamento da grafic novel da Loira”, conta o desenhista Antônio Éder, um dos autores do projeto e ex-aluno da Gibiteca – o espaço cultural da FCC voltado para desenho, ilustração, cartoon e animação.
O ponto alto da iniciativa será uma graphic novel, elaborada em parceria com o também desenhista André Stahlschmidt. Ela deverá ser publicada até o fim deste ano, se as medidas de prevenção contra a covid-19 não adiarem a data.
A publicação terá 135 páginas de desenhos em preto e branco sobre a loura misteriosa e os personagens que a tornam lembrada mesmo quase cinco décadas depois do seu aparecimento – taxistas que a teriam conduzido, o policial que afirmava tê-la visto e alvejado em um dos táxis e mulheres confundidas com a Loira, além de repórteres que colocaram o caso nas capas dos jornais.
Em 2014, Loira Fantasma ganhou um capítulo no livro “Bocas Malditas: Curitiba e suas Histórias de Gelar o Sangue”. Nele os leitores também podem conferir detalhes sobre Maria Bueno, o Maníaco da Tesoura, o Mendigo Macabro e o Fantasma do Pilarzinho, entre outros personagens que habitam o imaginário dos curitibanos.

A LENDA - Um boato sobre um taxista que comunicou à polícia o caso da passageira desaparecida do carro, no meio do trajeto, teria dado origem à lenda. Apesar de meter medo nas pessoas, a loura não fazia mal a ninguém e o temor que representava se resumia a aparecer e desaparecer sem deixar pistas. Os ataques da loura contra taxistas e os tiros que teria recebido de um policial não foram provados.
Mesmo assim, a história era tida como verdadeira por quem a acompanhava e assustava os moradores da Curitiba de então – uma cidade com menos de 700 mil habitantes e há menos de dois meses de ficar hipnotizada com um fenômeno natural igualmente inesquecível: a neve de 17 de julho daquele ano.