quinta-feira, 2 de julho de 2015

“Ciclo Giallo” comemora três anos do Cineclube Sesi

O Cineclube Sesi está completando três anos de existência e, para comemorar, traz em julho uma seleção especial de filmes. É o “Ciclo Giallo”, um gênero literário e cinematográfico italiano de suspense e romance policial que teve seu auge entre as décadas de 1960 e 1980. O nome é uma referência às páginas amarelas das revistas pulp italianas publicadas a partir de 1929. Entre os títulos em destaque nas sessões de quinta-feira, às 19h30, na Sala Multiartes do Centro Cultural Sistema Fiep, estarão “Gato Negro”, “O Louco Desejo” e “Profondo Rosso”.
O Ciclo começa nesta quinta-feira (2), com a exibição de “O Louco Desejo”, de Umberto Lenzi, com a história de uma glamorosa viúva americana, que chega à Itália após a morte de seu marido mais velho e extremamente rico. Com a ajuda de seu advogado, ela se instala em uma luxuosa mansão e passa a levar uma vida solitária e sem intercorrências, até que conhece um belo jovem.
Na próxima semana, no dia 9, é a vez de “O Alerta Vermelho da Loucura” ser apresentado. A história dirigida por Mario Bava fala de um dono de uma loja de design nupcial que mata noivas na tentativa de desbloquear um trauma de infância reprimido.
No dia 16, o público poderá assistir a “I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale” (foto), de Sergio Martino. Em uma cidadezinha do interior da Itália, jovens estudantes de História da Arte estão assustados com a onda de violência que vitimou várias mulheres. Quatro garotas decidem tirar um tempo para descansar e esquecer da paranoia, em uma casa de campo, e começam a serem seguidas pelo maníaco.
“Profondo Rosso”, de Dario Argento, é atração no dia 23, com a história de um pianista inglês que testemunha o brutal assassinato de uma famosa médium, mas não consegue identificar o criminoso. Ele se une a uma repórter e decide investigar o caso, mergulhando num submundo perigoso.
E para finalizar o Ciclo Giallo, no dia 30 de julho, é a vez de “Gato Negro”, de Lucio Fulci, com o enredo sobre moradores de um vilarejo inglês que começam a morrer numa série de 'acidentes' horríveis, enquanto um inspetor da Scotland Yard chega para iniciar as investigações. Mas, quando as suspeitas caem sob um médium local, que grava conversas com os mortos, as misteriosas mortes tomam um rumo inesperado.
As exibições dos filmes acontecem na Sala Multiartes do Centro Cultural Sistema Fiep (Av. Cândido de Abreu, 200, Centro) e são seguidas de debates. A entrada é franca com vagas limitadas por ordem de chegada. Mais informações pelo site www.sesipr.org.br/cultura.

Programação:

02/07 – “O Louco Desejo”, de Umberto Lenzi (1969, 92 minutos), 18 anos.
09/07 – “O Alerta Vermelho da Loucura”, de Mario Bava (1970, 85 minutos), 18 anos.
16/07 – “I Corpi Presentano Tracce di Violenza Carnale”, de Sergio Martino (1973, 93 minutos), 18 anos.
23/07 – “Profondo Rosso”, de Dario Argento (1975, 126 minutos), 18 anos.
30/07 – “Gato Negro”, de Lucio Fulci (1981, 91 minutos), 18 anos.

Fábio Jr. se apresenta com a turnê “O que importa é a gente ser feliz” no Positivo

Curitiba recebe neste sábado (4) o cantor romântico Fábio Jr. apresentando a turnê “O que importa é a gente ser feliz”.  No set list serão tocados grandes sucessos da carreira como “Só Você”, “O Que Que Há”, “Alma Gêmea” e “Caça e Caçador” que dão muito romantismo ao show do cantor, além das canções que fazem parte de seu novo cd, “To Investindo Nessa História”, “Amem, Amor” e “Será Que Fui Claro?!”. O cantor que é um dos artistas mais completos de sua geração se apresenta em única apresentação no Teatro Positivo.
Uma das novidades foi a seleção do repertório, que contou com a participação do público na escolha por meio de uma enquete com uma lista de músicas que Fábio Jr. disponibilizou em suas redes sociais. “Colocamos para votação 52 músicas para a moçada eleger as preferidas e as que mais gostariam de ouvir neste show. Assim, juntos, acredito que conseguimos montar um repertório bem legal para todo mundo curtir pra caramba”, destaca Fábio Jr..
Um dos grandes destaques desta turnê é o cenário, que é revelado através da iluminação, contando com cortinas, colunas e elementos que valorizam a estética de forma simples e sofisticada, sem a utilização de recursos audiovisuais. O conceito da proposta, criativa e versátil, permitirá que Fábio Jr. utilize a mesma cenografia em todos os shows, independente do tamanho, mantendo a dinâmica e beleza do espetáculo com a utilização da luz que permite um resultado visualmente impactante, tornando-se um atrativo a parte.
A banda que o acompanha nesta maratona de shows é formada por Amador Longhini no teclado e direção musical, Álvaro Gonçalves na guitarra e violão, Jotinha no baixo, Gustavo Barros na guitarra, Pepa D¹Elia na bateria e Aldo Gouveia e Ellis Negress nos vocais.
Com mais de 30 trabalhos em sua discografia, Fábio Jr. também é reconhecido pelo seu talento como compositor, ator e apresentador.
Os ingressos variam de R$ 86,00 (meia) a R$ 566,00 de acordo com o setor do teatro. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.

Forró Calamengau recebe o sanfoneiro Chiquinho Alves

O Espaço Cultural Calamengau recebe, neste sábado (4), um dos maiores sanfoneiros da atualidade: o acordeonista, compositor e arranjador, Chiquinho Alves. O cearense, que há 30 anos vive em São Paulo, virá acompanhado de sua banda. Ainda, na mesma noite, haverá apresentação da tradicional banda Calamengau. A festa tem início às 22h e os ingressos, somente a dinheiro, podem ser adquiridos no local, a R$ 20,00. Mais informações e reservas podem ser feitas pelos telefones 3078-7766 ou 9904-5129.
A festa não pode parar. Depois de três edições de sucesso, com os forrós juninos, o espaço Cultural Calamengau segue com a programação, trazendo melhor forró pé de serra de Curitiba”, explica Maérlio Brabosa, o Ceará, idealizador do Calamengau. O sanfoneiro Chiquinho Alves tem muitos anos de estrada e se consagrou acompanhando artistas como Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, entre outros. O primeiro disco solo foi gravado em 2011. E, nesse sábado (4), Curitiba terá a oportunidade de conferir esse talento da música nordestina no palco do Calamengau.

CALAMENGAU - Idealizado por Maérlio Barbosa, o Ceará, o Calamengau nasceu da saudade das raízes nordestinas, e m 1984. Aos poucos Ceará e o Calamengau foram se tornando a maior referência do forró no Sul do Brasil. A partir de 1998 o forró Calamengau passou a se apresentar na Sociedade Vasco da Gama e, dois anos mais tarde, o forró se tornou um espaço cultural, abrindo as portas para as mais diversas expressões culturais. Durante os 10 anos ininterruptos em que esteve no Vasquinho, o Calamengau recebeu grandes nomes da música, como Dominguinhos, Elza Soares, Geraldo Azevedo, Monobloco e Cordel do Fogo Encantado, entre outros, além de impulsionar muitos projetos curitibanos como o Clube dos Compositores e o maracatu. Após sete anos de projetos ambulantes, o Calamengau voltou à Sociedade Vasco da Gama, e a ser um espaço cultural, em fevereiro de 2015.  O Espaço Cultural Calamengau está situado à Rua Roberto Barrozo, 1190, no Alto São Francisco, em Curitiba. Mais informações 3078-7766 ou 9904-5129.

Festival Cine Tornado leva temática solidária para a Cinemateca

A Cinemateca de Curitiba exibe nos dias 4 a 12 de julho (com exceção de segunda-feira, dia 6) o Cine Tornado, com sessões às 14h, 17h e 20h. O Festival é uma continuação da 1º Mostra de Filmes Solidários. O ciclo reúne filmes de longa e curta duração, selecionados pela documentarista e antropóloga Eveline Stella de Araújo (USP/UFPR), com o objetivo de arrecadar alimentos, roupas e materiais de higiene para o Asilo do Tarumã. O ingresso pode ser adquirido com a doação de algum desses itens, que serão doados a instituição no dia 10 de julho (sábado), às 10h.
A programação atende aos seguintes eixos: exibição de filmes de acervos, estimulando a divulgação de filmes restaurados e digitalizados, contando assim um pouco da história do cinema; a difusão de produções cinematográficas decorrentes de pesquisas científicas; e a abertura de espaço às novas gerações de cineastas com o incentivo ao cine-escola, oficinas de cinema e jovens realizadores independentes.
A Mostra de Filmes Solidários surgiu com a intenção de associar ação cultural e ação social. A 1ª Edição foi realizada, em parceria com a Cinemateca de Curitiba e a Provopar, em julho de 2014, estimulando a doação de alimentos não perecível para o enfrentamento dos danos causados pelas enchentes no centro-sul do Estado do Paraná. A programação contou com a solidariedade dos diretores e realizadores de cinema, que autorizaram a exibição, tanto de ficção quanto de documentários nacionais e internacionais.
Confira, aqui, a programação.

Obras literárias hispânicas nas vozes do Coro da Camerata

Textos de Pablo Neruda, Federico Garcia Lorca e Miguel de Cervantes serão interpretados pelo Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, nesta sexta-feira (3), às 20h, e sábado (4), às 18h30. As apresentações, sob a regência de Mara Campos, acontecem na Capela Santa Maria e terão acompanhamentos da pianista Clenice Ortigara e de Luciano Lima, no violão.
O caminho literário traçado com os poemas e o temperamento hispânico foram os elementos que inspiraram e fundamentaram a escolha deste repertório. A regente, Mara Campos, que também comentará as obras no decorrer do concerto, explica a decisão: “a oportunidade será única, por isso tentamos colocar todas as peças que, para nós, são incríveis e tem muito valor”.
Mara Campos é diretora musical e neste ano se tornou Regente Titular do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba. Sua principal caraterística é de inserir em todas as suas apresentações pelo menos uma música brasileira. Neste concerto, será “Caça à raposa”, de João Bosco (1946) e Aldir Blanc (1946).
São destaques no programa as obras literárias sonorizadas para coral, como os três epitáfios de Rodolfo Halffter (1900-1987) com textos de Cervantes, “Para la sepultura de Don Quijote, Dulcenea e Sancho Panza”; as canções de Sylvia Soublette (1923) sobre Sonetos de Neruda e obras de Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968) com textos de García Lorca. Também estão previstas canções populares espanholas de Manuel de Falla (1876-1946) e Serenatas realizadas pela Companhia Teatral Brasileira XPTO.
O violonista solo Luciano Lima foi convidado para acompanhar o Coro. Doutor em música pela Université de Montréal (Canadá), Mestre pela McGill University (Canadá) e Bacharel em violão pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Luciano desenvolve carreira como solista, camerista e arranjador, atuando no Brasil, Canadá e Estados Unidos.
Especialmente para estas apresentações, estudantes de línguas estrangeiras com comprovante de matrícula ou carteirinha da escola terão direito a meia-entrada.

Os ingressos para esta apresentação do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia, conforme legislação).

Raízes brasileira e africana fazem parte do show de François Muleka

A música do cantor e compositor François Muleka será apresentada ao público curitibano no show “Fauno Aflora”, que acontece nesta sexta-feira (3), às 20h, no Teatro do Paiol. Será a oportunidade de conhecer o trabalho desse músico brasileiro, filho de africanos, e suas canções inéditas com fortes traços da música do Congo (de onde vêm seus pais), do Brasil e de Cuba.
François Muleka viveu em vários estados do país aprendendo sobre o estilo de vida e música de cada região, antes de iniciar seu processo de composição propriamente dito. Nesta aventura, o artista acumulou amizades e experiências que se tornaram música, principalmente feitas ao violão, que são um convite a um passeio por influências musicais diversas. Suas composições tratam de temas simples da vida na cidade, e o violão é bastante percussivo. O show destaca canções inéditas, e outras que circulam nas redes sociais, em um formato intimista à voz e violão entremeado por diversas historietas.
Nascido em São Paulo em 1985, mudou-se para a Bahia e atualmente vive em Florianópolis. Em 2013, lançou com o grupo Karibu o álbum homônimo. No ano seguinte, veio o primeiro CD solo “Feijão e Sonho”. Para 2015, a meta é lançar um ao vivo com o Karibu e o disco “O Limbo da Cor”, resultado do encontro com o baterista Jean Boca e participação do guitarrista Samuca Chiodini.

Os ingressos para o show “Fauno Aflora” custam R$ 20,00.

Músicas da época da ditadura militar ganham homenagem na Caixa Cultural

A Caixa Cultural Curitiba apresenta o show “Pra não dizer que não falei das flores”, com apresentações entre os dias 3 e 5 de julho. Como o nome do espetáculo sugere, a apresentação é uma homenagem à produção musical brasileira durante o período da ditadura militar, de 1964 a 1985. Canções de grande repercussão, como o clássico homônimo de Geraldo Vandré, ganham nova roupagem nas vozes das cantoras goianas Christina Guedes, Fernanda Guedes e Ingrid Goldfeld.
Acompanhado por sua banda, o trio apresenta músicas daquela época, mas que ainda hoje estão fortemente marcadas na memória do brasileiro. Chico Buarque, um dos compositores que driblava a censura com suas letras carregadas de metáforas, é lembrado no repertório com “Cálice”, “Apesar de você”, “Roda viva” e “Acorda amor”, entre outras. O público também poderá cantar junto “Opinião” (Zé Keti), “O Bêbado e o equilibrista” (João Bosco e Aldir Blanc), “Panis et circensis” (Caetano Veloso e Gilberto Gil), “Hoje” (Taiguara), “Ponteio” (Edu Lobo) e “Cartomante” (Ivan Lins e Victor Martins).
Os pouco mais de 20 anos de regime militar no Brasil viram nascer canções que mudaram os rumos da música popular. O golpe militar de 1964 instaurou uma forte censura, praticada por meio dos Atos Institucionais, criados para aumentar a repressão do Estado sobre a população ou qualquer manifestação que fosse contrária ao governo imposto no país. Não demorou para a música estar entre os principais alvos dos censores.
Nem todas as canções foram criadas como forma de protesto, embora tivessem forte teor político e social. Por sua relevância no contexto político cultural, no entanto, tiveram grande importância como legado musical de qualidade, inteligência, bravura e transgressão à ordem vigente daqueles tempos de chumbo.

As vozes - As cantoras Christina Guedes, Fernanda Guedes e Ingrid Goldfeld são goianas, assim como a banda que as acompanha. Elas possuem vários discos solo gravados e participam ativamente do movimento artístico e dos festivais tradicionais de Goiás. Como resultado da afinidade pessoal e musical entre elas, foi criado o Grupo Coralinas, com o qual já apresentaram os projetos “Vinícius... Se todos fossem iguais a você”, “Outros tons” e “Palavra de mulher” – este último registrado em DVD e exibido atualmente no Canal Brasil. A banda é formada por Marcelo Maia (direção musical, arranjos e baixo elétrico), Fred Valle (bateria), Dimar Viana (violão e guitarra) e Henrique Reis (teclado e sanfona).

Não recomendadas para menores de 10 anos, as apresentações de “Prá não dizer que não falei das flores” acontecem sexta-feira e sábado, às 20h; domingo, às 19h. On ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa. A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura). Informações: 2118-5111.