segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Começam os trabalhos de revitalização e limpeza dos lagos do Passeio Público

Relógios, medalhas, moedas e até aparelhos de telefonia celular foram encontrados após o esvaziamento do primeiro dos três lagos do Passeio Público. O processo faz parte do trabalho de limpeza, finalizada recentemente. Mas esta é apenas a primeira etapa de serviços para revitalizar o primeiro parque da cidade, opção de lazer dos curitibanos na área central.
Este ano já recuperamos os portais e, após a limpeza dos lagos, devemos promover a revitalização do paisagismo”, revela o diretor de Parques e Praças da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Jean Brasil. “Estamos prevendo outras intervenções para garantir a qualidade da visitação”, completa.
O diretor lembra que não se fazia um trabalho completo de limpeza e manutenção dos lagos do Passeio Público há cerca de quatro anos. E é importante manter a área não apenas pela beleza, mas também porque os lagos foram construídos com a finalidade de conter a água das chuvas e evitar alagamentos. O volume total das três áreas chega a 11 mil metros cúbicos de água.

Passo a passo - A limpeza começou pelo menor dos lagos, que já estava com uma quantidade de água abaixo da sua capacidade em razão da estiagem e das rachaduras do fundo e bordas. A água - e os peixes - foram levados para o segundo lago para que fosse possível retirar o lodo, sedimentos e o lixo. A próxima etapa é a obra civil para o conserto das rachaduras.

As árvores do entorno recebem serviços de podas e as pontes estão sendo limpas e impermeabilizadas. Nesta semana começa o esvaziamento do segundo lago e a previsão é de que em cerca de dois meses, todo o trabalho seja finalizado. 

Roda de Choro desta quinta tem Joãozinho do Pandeiro como convidado

O antoninense João Luís Rodrigues, ou simplesmente Joãozinho do Pandeiro, é o convidado especial da Roda de Choro desta quinta-feira (31). O encontro, comandado por Julião Boêmio e Lucas Melo, é no Conservatório de MPB, a partir das 17h e a entrada é franca.
Joãozinho do Pandeiro já participou de vários shows e formações musicais de conjunto, gravações de CD e de cursos nas oficinas de música e de formações e prática de conjunto de choro ao lado de grandes mestres da música como Altamiro Carrilho, Joel Nascimento e Jorginho do Pandeiro.
O músico começou sua carreira no início da década de 1980. Sua primeira participação como pandeirista foi no Conjunto Choro e Seresta, no Parque Barigui. Com 44 anos se apresentando aos domingos no Largo da Ordem, o grupo é o mais antigo de Curitiba e está sob a coordenação do pandeirista.


Nei Lisboa faz retrospecto da carreira em show solo na Caixa Cultural

Nei Lisboa escolheu a música porque ela seria o melhor veículo a sua palavra.  Cronista agudo do cotidiano e da sua geração, seus versos nunca são tolos. O país, a política, a justiça, o amor, as relações humanas... Nei discute através da música um pouco de tudo e, principal, com muita suavidade. Um dos principais nomes da MPB do Rio Grande do Sul, Nei Lisboa retorna a Curitiba nesta terça-feira (29), às 20h, na Caixa Cultural, dentro da Série Solo Música para realizar uma retrospectiva de sua carreira, iniciada no final dos anos 70.
A sua participação dentro da Série era um desejo antigo do produtor Alvaro Collaço. “Ouço a música de Nei acompanha-me desde a minha adolescência. A sua música sempre foi marcada pela força das palavras, por um discurso crítico a sua geração, a política, o país”, diz. Para o Solo Música, ele faz uma retrospectiva da carreira, traz canções desde o primeiro disco de 1979, "Prá viajar no cosmos não precisa gasolina", até o mais recente “Telas, tramas & trapaças do novo mundo", de 2015, sem se esquecer de “Hi-Fi”, disco de intérprete de 1998 e que teve boas vendas exatamente em Curitiba.

Carreira intensa - Nei Lisboa nasceu em Caxias do Sul e reside desde a infância em Porto Alegre.  Nei possui onze discos lançados ao longo de mais de três décadas, além de dois livros: uma coletânea de crônicas e um romance, este editado no Brasil e na França. A paixão pela música popular surge na infância e a carreira artística inicia-se em 1979, com os espetáculos "Lado a lado" e "Deu prá ti anos 70", em parceria com o guitarrista Augusto Licks.
O primeiro disco, "Prá viajar no cosmos não precisa gasolina", é uma produção independente de 1983. Em 1984, por intermédio de uma gravadora regional (ACIT), ele lança seu segundo disco, “Noves fora”. Ao final de 1986, ele assina contrato com a gravadora EMI-Odeon, que resultaria nos discos “Carecas da Jamaica”, de 1987, pelo qual recebe o Prêmio Sharp de revelação pop/rock; e “Hein?!”, lançado em 1988. Em 1990, parte para sua primeira incursão na literatura, o romance “Um morto pula a janela”, lançado em 1991 pela editora Artes & Ofícios, e relançado pela editora Sulina em 1999, com uma tradução francesa editada pela L’Harmattan em 2000.
Nei Lisboa gravou os discos autorais “Amém”, de 1993; “Cena Beatnik”, de 2000; “Relógios de sol”, de 2003; “Translucidação”, de 2006; “Vapor da estação”, de 2010; “A vida inteira”, de 2013, e “"Telas, tramas & trapaças do novo mundo", de 2015. A discografia de Nei Lisboa completa-se ainda com “Hi-fi”, CD de 1998 que é um apanhado de clássicos da música pop e do repertório folk que influenciou o seu início de carreira nos anos 70. O músico foi homenageado em 2002 com o CD “Baladas do Bom Fim”, no qual artistas e bandas do Rio Grande do Sul cantam sua música.
A música de Nei fez parte da trilha de vários filmes da cinematografia gaúcha, como “Deu prá ti anos 70”, “Verdes anos” e “Houve uma vez dois verões”. Em “Meu tio matou um cara”, de Jorge Furtado, um dos principais temas é a canção “Prá te lembrar”, na interpretação de Caetano Veloso.

Livre para todas as idades, a apresentação de Nei Lisboa dentro da Série Solo Música, tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e é uma realização de Alvaro Collaço Produções. Os ingressos estão à venda por R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Pesquisa inédita mostra que livro digital não decolou no Brasil

Cinco anos depois da chegada de multinacionais dos e-books e da disseminação do formato no país, o livro digital ainda não decolou. Em 2016, ele foi responsável por apenas 1,1% do faturamento das editoras nacionais. Eles renderam R$ 42,5 milhões, contra R$ 3,8 bilhões das cópias físicas no mesmo período. Para se ter uma ideia, no Reino Unido essa participação é de cerca de 25%.
Os números estão no Censo do Livro Digital, realizado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), sob encomenda da CBL (Câmara Brasileira do Livro) e do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), divulgado nesta quarta-feira (23), em São Paulo. É a primeira vez que uma pesquisa do tipo é feita no país, o que torna impossível ter uma base de comparação com anos anteriores. "Descobrimos que o e-book é mais um canal de leitura. Acredito que para o leitor assíduo. Não vimos aumentar o número de leitores, mas o consumo per capita de quem já lêDe todo modo, o investimento valeu muito a pena", disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel e diretor da Sextante, apontando que ainda vê espaço para crescimento. Entre as grandes editoras nacionais, caso da Sextante, os e-books têm uma fatia maior no faturamento (4,5%), de acordo com o censo.
Pereira diz ainda que, em 2016, em meio à crise, viu suas vendas digitais crescerem 20%, enquanto o mercado encolhia. O fato contradiz a ideia de que o digital poderia solucionar os problemas de distribuição das pequenas casas. A pesquisa mostra que o mercado digital reflete a mesma concentração do físico.
A maioria das editoras brasileiras também não produz e comercializa e-books: apenas 37% das casas que responderam ao questionário da Fipe disseram fazê-lo. A pesquisa revela ainda que o catálogo de livros digitais no país tem 49,6 mil títulos. Mas vale ressaltar que o levantamento não levou em conta as plataformas de autopublicação, um mercado cada vez mais importante.
A Amazon, por exemplo, não divulga seus números. Para se ter uma ideia, uma pesquisa no Kindle Unlimited, sua plataforma de assinatura, que tem os livros apenas de algumas grandes editoras, mas todos os autopublicados por ela, mostra a existência de 48 mil títulos. Empresas multinacionais como a Amazon, vale dizer, não compartilham seus dados para pesquisas do tipo.
Há, contudo, uma inversão em relação ao mercado de livros físicos. Enquanto os didáticos representam, nesse segmento, 36% do faturamento em 2016, no mundo digital eles respondem por apenas 2%. A ideia de que os e-books também promoveriam uma revolução nos modelos educacionais do país, portanto, também não se confirmou. O setor de obras gerais (ficção, não ficção e autoajuda), por sua vez, é o grande motor dos livros digitais no país. Em 2016, 87% dos "exemplares" no formato, ou 58% da receita bruta, foram vendidos dentro desse setor. Em segundo vêm as obras científicas, técnicas e profissionais, com 35% de participação no faturamento.


Nesta sexta, lançamento da revista "À Moda da Casa" no Gibiteca

A Gibiteca lança nesta sexta (25), a partir das 19h, a revista de terror em quadrinhos “À Moda da Casa”, com roteiro de Julio Wong e Ser Cabral e arte de Kiko Garcia. A publicação é baseada em dois curta metragens de Wong, sendo um deles “Mal Passado”, que tem a participação do Zé do Caixão e Liz Vamp. Já o “Snuff Said” que contou com Warley Santana no elenco. A entrada é franca.
A revista, voltada ao público adulto, alerta que apenas os incautos e destemidos se atreverão a abri-la, e a se aterrorizar com a história de atores que morrem de verdade para produzir filmes realistas e também de famílias que jantam corpos de infelizes vítimas. À Moda da Casa é publicada pela Editora Estronho.

Em show neste sábado, Orquestra à Base de Sopro apresenta Pixinguinha

A Orquestra à Base de Sopro traz de volta neste sábado (26) o projeto Pixinguinha na Praça, com apresentações ao longo do semestre que homenageiam o compositor. Com diferentes arranjos, a orquestra toca os maiores sucessos de Pixinguinha em shows que acontecem na Praça Jacob do Bandolim (Conservatório de MPB), todo último sábado do mês, a partir do meio-dia. A entrada é franca.
Para este semestre foram selecionadas 13 composições que fazem parte da coleção do Instituto Moreira Salles – Pixinguinha Outras Pautas, com arranjos escritos para o programa O Pessoal da Velha Guarda. São choros, valsas, maxixes, polcas, entre outros estilos que estarão presentes na programação, incluindo o clássico “Lamentos”, parceria de Pixinguinha com Vinícius de Moraes.
O maestro Sérgio Albach explica a grande aceitação do projeto no ano anterior. “Em 2016, tivemos grande público em todos os concertos. Retomamos com novo repertório, tanto para a divulgação do trabalho como para que os músicos estejam em contato com as raízes da orquestra popular brasileira”, disse Albach.

Orquestra À Base de Sopro – Mantida pelo ICAC - Instituto Curitiba de Arte e Cultura e considerada um dos principais grupos de música instrumental brasileira, a Orquestra à Base de Sopro foi fundada em 1998 pelo regente Roberto Gnatalli. Com 18 integrantes e aproximadamente 17 anos de existência, tem em seu currículo seis lançamentos fonográficos e mais de 20 artistas convidados, dentre eles: Egberto Gismonti, Nelson Ayres, Joyce Moreno, Vocal Brasileirão, Toninho Ferragutti, Vittor Santos, Itiberê Zwarg, Nailor Proveta, Roberto Sion, Mauro Senise, Laércio de Freitas, Emílio Santiago, entre outros, além de um repertório de gafieira com a cantora Roseane Santos.

Passeio ciclístico no domingo celebra 59 anos do Mercado Municipal

A Associação dos Comerciantes Estabelecidos no Mercado Municipal de Curitiba (Ascesme), com o apoio da Prefeitura, promove no domingo (27/8) o 2º Passeio Ciclístico do Mercado Municipal de Curitiba. A largada ocorrerá às 9h30, do calçadão em frente à entrada do mercado na Avenida Sete de Setembro. As inscrições serão feitas no local a partir das 8h35. O evento encerra as celebrações pelos 59 anos do tradicional espaço administrado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab).
O passeio ciclístico já faz parte do calendário de comemorações de aniversário do Mercado Municipal e estimula a prática de atividade física, o lazer e a diversão com a família”, disse o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi. Com parceria da Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) e da Setran, o passeio terá percurso de 6,4 km e os ciclistas irão seguir por algumas das principais vias do centro da capital, com chegada também no calçadão da Avenida Sete de Setembro.
Para garantir a segurança dos participantes, funcionários da Smelj e da Setran farão a escolta e o bloqueio das ruas durante todo o percurso. Um caminhão da Smab também acompanhará os ciclistas e irá levar as bicicletas que estraguem até o ponto de chegada. Após o passeio, que deverá durar cerca de uma hora, haverá sorteio de brindes aos participantes.

História - Inaugurado em 2 de agosto de 1958, o Mercado Municipal ocupa uma área de 16,8 mil metros quadrados e reúne 196 comerciantes que vendem mais de 72 mil itens. Nas bancas e boxes, é possível adquirir hortifrutigranjeiros, bebidas, queijos e vinhos de diversas procedências, ervas medicinais, temperos e especiarias, iguarias, conservas, pescados, embutidos e carnes exóticas e com cortes especiais.
O local conta também com um pioneiro Setor de Orgânicos, com uma ampla oferta de produtos livres de agrotóxicos e aditivos químicos, como frutas, hortaliças, cereais, especiarias, carnes, roupas e até cosméticos, além de um restaurante, um café e uma lanchonete. Os frequentadores podem conferir ainda pratos de inúmeros restaurantes que são referências gastronômicas da capital.