terça-feira, 19 de setembro de 2017

Caixa Cultural Curitiba faz resgate da obra de Farnese de Andrade

A Caixa Cultural Curitiba apresenta até dia 19 de novembro, a exposição “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial”. A mostra reúne um conjunto de obras pertencentes a coleções particulares e dos herdeiros do artista, mapeando sua produção ao longo dos anos 1970, 1980 e 1990.
A exposição revela a linguagem única e singular do artista, mostrando sua personalidade e trajetória fundida com as fases de sua obra. A mostra prevê recursos de cor, som e iluminação para acentuar as características dos trabalhos e proporcionar ao público um clima lúdico e intenso. Farnese de Andrade (1926-1996) é considerado um dos mais expressivos artistas de sua geração.
A exposição na Caixa Cultural propõe o resgate de sua memória através de uma mostra abrangente e relevante. O artista contribuiu de forma decisiva para a história da arte brasileira e agrega valores internacionais na construção das questões vanguardistas do século XX. Com uma produção ininterrupta participou de diversas bienais no Brasil e no exterior e suas obras hoje são disputadas entre grandes colecionadores.
Farnese é um dos mais valorizados artistas brasileiros e tem obras nas maiores coleções particulares e museus do Brasil e do mundo, como: Coleção de Arte Latino-Americana da Universidade de Essex, na Inglaterra, Instituto de Arte Contemporânea de Londres, MAC Niterói (RJ), Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), MAM RJ, Museu Nacional de Belas Artes e MAM SP, entre outras.
Além de obras, a mostra apresentará o filme “Farnese” (1970) do cineasta Olívio Tavares e Araújo – premiado como melhor curta-metragem no Festival de Brasília, em 1971, e único filme latino-americano selecionado no Festival de Cannes, em 1972. Também será exibido um vídeo contendo uma entrevista com o curador Marcus Lontra e textos/poemas que ajudam a elucidar a trajetória e os fundamentos artísticos de Farnese de Andrade.

Múltiplo Farnese - Farnese de Andrade foi um artista múltiplo, cuja produção, vida e arte se enlaçam de maneira inseparável dando origem a uma obra densa, de caráter fortemente autoral. Começou sua carreira como desenhista e gravador e, a partir de 1964, cria objetos ou assemblages com cabeças e corpos de bonecas, santos de gesso e plásticos, todos corroídos pelo mar, coletados nas praias e nos aterros. Passa a comprar materiais como redomas de vidro, armários, oratórios, nichos, caixas e imagens religiosas em lojas de objetos usados, de antiguidades e depósitos de demolição.
Utiliza com frequência velhos retratos de família e cartões-postais, e começa a realizar trabalhos com resina de poliéster, sendo considerado um pioneiro da técnica no Brasil. Apontado como dono de uma personalidade difícil e de um trabalho marcadamente autobiográfico, Farnese revelou nas obras sua densa trajetória pelas memórias de infância, do pai, da mãe, dos irmãos, da sagrada família mineira e de sua fase oceânica, além de um certo aspecto libertário e transgressor, a partir de sua mudança para o Rio de Janeiro.
Enclausurado na própria solidão, expressou principalmente o embate dos seus medos, dores, tristezas, rancores, complexos, perdas, depressões, recalques, pânicos, relações, fetiches, libido, euforias e alguma alegria. A poética de Farnese de Andrade, pautada no inconsciente, contrasta com as de outras tendências do período, como as da arte construtiva e concreta. Construiu assim, uma obra na qual o lirismo oscila do concreto ao abstrato e o bruto consegue ser gentil.

Sua história - Farnese de Andrade nasceu em Araguari. Entrou em 1945 na Escola do Parque de Belo Horizonte, onde foi aluno de Guignard e contemporâneo de artistas como Amílcar de Castro, Mary Vieira e Mário Siléso. Quando mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1948, trabalhou como ilustrador para o suplemento literário dos jornais Diário de Notícias, Correio da Manhã e Jornal de Letras, e para as revistas Rio Magazine, Sombra, O Cruzeiro, Revista Branca e Manchete, entre 1950 e 1960. Sua primeira exposição individual de desenhos foi em 1950.
Em 1959, começou a frequentar o ateliê de gravura do MAM RJ, onde estudou gravura em metal com Johnny Friedlaender e Rossini Perez. Produziu gravuras abstratas, com formas regulares e cores fortes. Nas matrizes, utiliza materiais encontrados nas praias, como pedaços de madeira cheios de sulcos. Em 1965, realiza a série de desenhos Eróticos e inicia os Obsessivos. Bolsista do governo brasileiro, viajou em 1970 para Barcelona. Sua volta em 1975 rendeu frutos e a fama de Farnese fortaleceu a paisagem artística brasileira.
Mas não é por seu trabalho na gravura, sempre abstrato, nem como desenhista, seja abstrato ou figurativo, que ele é, hoje, conhecido e reconhecido, mas pela criação dos objetos chamados BoxForms, cuja matriz explodida e iconoclasta é o Barroco da sua infância. Oratórios, pedaços de madeira de igreja, ex-votos, etc. constituíram, até a sua morte, um mundo estranho, às vezes mórbido e com fortes referências eróticas. Resultado de uma infância secreta, a obra sempre onírica e poética dá força e senso a um trabalho sem igual.

A mostra “Farnese de Andrade – Arqueologia Existencial” pode ser visitada de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 19h. 

Caixa Cultural traz a Curitiba João Bosco e Hamilton de Holanda

A Caixa Cultural Curitiba apresenta, de 22 a 24 de setembro, o espetáculo “Eu Vou Pro Samba”, com o cantor e compositor João Bosco e o instrumentista e compositor Hamilton de Holanda. O show inédito une dois dos maiores nomes da música brasileira contemporânea e celebra o mais festejado ritmo brasileiro. Os artistas prepararam alguns de seus temas preferidos, em novos e personalizados arranjos que integram o violão (e a voz) de João com o bandolim de Hamilton.
Trinta anos de vida separam os dois talentos que comovem o público, no Brasil ou no exterior a cada exibição, seja quando se apresentam sozinhos, seja quando se unem no palco para compartilhar a boa música brasileira. João Bosco acaba de completar 71 anos. Hamilton de Holanda fez 41. Cada um, a seu modo, construiu uma vitoriosa carreira que, neste momento, conflui nos acordes do samba. “Nação”, “Coisa Feita” entre outros sambas de João Bosco ganham renovados contornos ao lado de Ary Barroso (“Isso é Brasil”), Dorival Caymmi (“Milagre” e “Vatapá”) e outros compositores que contribuíram para esse gênero musical tão brasileiro e tão difundido no mundo.

João Bosco - O mineiro nasceu em Ponte Nova e começou sua vida artística aos quatro anos. Em Ouro Preto, formou-se engenheiro civil. Em 1967, conheceu o poeta Vinicius de Morais e foi honrado com sua parceria em algumas canções. Em 1970, conheceu o poeta Aldir Blanc e os dois tornaram-se parceiros em mais de uma centena de músicas.
Elis Regina gravou canções como "Bala com Bala", "O Mestre Sala dos Mares", "Dois pra Lá e Dois pra Cá" e "Caça à Raposa", todas fruto da parceria da dupla Bosco e Blanc. No disco “Linha de Passe”, em parceria com Aldir Blanc e o saudoso poeta e compositor Paulo Emílio, destacou-se a canção "O Bêbado e a Equilibrista" clássico da MPB e conhecida como hino da anistia política, foi gravada por Elis Regina e escolhida entre as 14 canções brasileiras do século.
Gravou sucessos como "Nação", gravada também por Clara Nunes, "A Nível de..." e "Siameses" com participação especial de Nana Caymmi. Também compôs sozinho e com outras parcerias. Entre os destaques, "Papel Machê", em parceria com Capinam. Recebeu o prêmio de melhor música "Prêt-a-Porter de Tafetá" incluída no disco "Gagabirô". Fez turnês pelo Brasil e pelo mundo. Lançou o disco "Cabeça de Nêgo", mais um álbum de sua nova fase. As palavras imitam cada vez mais os sons: as letras associadas à sonoridade da música, numa linguagem percussiva, visão ampla da negritude.
A busca constante no processo de criação o leva a novos experimentalismos estético-musicais. Passou a gravar com o filho, o poeta e ensaísta Francisco Bosco. Juntos, eles gravaram "As Mil e Uma Aldeias", disco com forte inspiração no universo árabe, criando uma profusão de ritmos. A parceria se consolida em seu 20º disco, “Na esquina”, com arranjos de Jaques Morelembaun. Em 1998, foi o autor da trilha sonora criada para o novo espetáculo da Companhia de Dança Grupo Corpo – "Benguelê", trabalhando na elaboração da música com Paulo Perdeneiras e o coreógrafo Rodrigo Perdeneiras.
A trilha do espetáculo foi registrada no CD "Benguelê". Em 2004, ele e Aldir Blanc receberam o prêmio "Shell de Música 2004". Em 2012, para celebrar seus 40 anos de carreira, João lançou "40 anos depois", em CD e DVD, reunindo sucessos de seu repertório e vários convidados especiais como Chico Buarque, Milton Nascimento, João Donato, Roberta Sá, Toninho Horta, Trio Madeira Brasil e Cristóvão Bastos. Foi o grande homenageado do 23º Prêmio da Música Brasileira, maior premiação da música no Brasil.

Hamilton de Holanda - Hamilton de Holanda tem 36 anos de música. Carrega na bagagem a fusão do incentivo familiar com o Bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília e a prática das rodas de choro e samba. Por tudo isso, Hamilton de Holanda transita com tranquilidade pelas mais diferentes formações e passeia por diversos gêneros. Há 17 anos, ele adicionou duas cordas extras, 10 no total, reinventando o seu bandolim, aliando a velocidade de solos e improvisos.
Hamilton busca uma música focada na beleza e na espontaneidade. Recebeu, por unanimidade, o prêmio de melhor instrumentista na única edição do Icatu Hartford de Artes 2001, nas categorias erudito e popular. O bandolinista foi diversas vezes nominado ao Latin Grammy, sendo premiado nas duas últimas edições: em 2016, na categoria Melhor Disco Instrumental com ‘Samba de Chico’ e, em 2015, na categoria Melhor Canção Brasileira com “Bossa Negra”, parceria com Diogo Nogueira e Marcos Portinari.
Oito de seus discos configuram nas listas de indicações do prêmio. Ele se apresenta em eventos e festivais de grande importância no Brasil e no Mundo. Já dividiu o palco com nomes como Wynton Marsalis, Hermeto Pascoal, John Paul Jones (Led Zepellin), Milton Nascimento, Chico Buarque, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Zeca Pagodinho, Stefano Bollani, Djavan, Richard Galliano, Marisa Monte, Alcione, Maria Bethânia e Seu Jorge, entre muitos outros, além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club.

Livres para todas as idades, as apresentações de João Bosco e Hamilton de Holanda acontecem sexta, às 20h; sábado, às 19 e 21h; e domingo, às 18 e 20h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.

Museu Alfredo Andersen abre três novas mostras

Nesta quinta-feira (21), às 18h, o Museu Alfredo Andersen abre três novas exposições: “Diálogos Tridimensionais” (foto), de Marcelo Monteiro, “Espaço Interno”, de Pauléte Cristiane e “Je ne sais quoi”, de Tita Pereira. As mostras permanecem no espaço até o dia 22 de outubro de 2017. A entrada é gratuita.
“Diálogos Tridimensionais” mostra como a produção artística de um mesmo autor se modifica com o passar do tempo e como essas transformações, seja na composição ou no estilo, são também inerentes ao momento em que a obra foi concebida. Esculturas em madeira compõem a exposição.
Na mostra “Espaço Interno”, a artista Pauléte Cristiane propõe um novo olhar para as coisas cotidianas, chamando a atenção para os detalhes, para a parte ao invés do todo. A exposição é composta por obras fotográficas e uma instalação interativa.
Já em “Je ne sais quoi”, Tita Pereira apresenta uma série de retratos com técnicas artesanais utilizadas pela artista para representar suas relações com as memórias de família, tempo e espaço. As recordações que dão origem a este projeto são do lado paterno da família da artista e são contadas a ela desde sua infância. A partir de então, ela tenta resgatar os rostos, as narrativas, a intimidade dessa família que nunca conheceu, mas que sempre esteve presente.

O Museu Alfredo Andersen está situado na Rua Mateus Leme, 336, e pode ser visitado de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, domingo e feriado das 10h às 16h. Mais informações: 3222-8262 / 3323-5148 ou www.maa.pr.gov.br.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

“Arte na Feira” apresenta o músico Galeno Jr. com instrumentos percussivos étnicos

A apresentação de instrumentos percussivos étnicos de diversas culturas é a atração do “Arte na Feira”, com o músico e multi-instrumentista Galeno Jr, nesta terça (199). O show “Efeitos Raízes” será no palco da Praça San Marco, na Via Vêneto, em Santa Felicidade, a partir das 19h.
O músico mostrará ao público instrumentos como, o didgeridoo (australiano), dan moi (vietnamita), fujara (eslovena) e flauta hu-lu- si (chinesa). Na ocasião, o artista explicará as origens, peculiaridades, técnicas e maneiras diferentes de como tocá-los.
Galeno Jr. é músico percussionista, multi-instrumentista e pesquisador de instrumentos étnicos com participações e apresentações culturais envolvendo inúmeros segmentos, como danças, teatro, apresentações infantis, convencionais, contos de historias, projetos sociais, pesquisas e visitas a aldeias indígenas.
A ação é uma iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba, em parceria com a Administração Regional Santa Felicidade e Secretaria Municipal do Abastecimento. De acordo com Luciano Kampf, do Núcleo de Arte e Cultura da Fundação Cultural de Curitiba da Regional Santa Felicidade, o projeto objetiva propiciar aos frequentadores das feiras da Regional entretenimento de qualidade, aproximar a cultura local das demais manifestações artísticas da cidade e oportunizar aos artistas da região a divulgação do seu trabalho.

O projeto - O “Arte na Feira” é resultado de conversas com a população diante da necessidade de mostrar outras culturas da cidade, bem como valorizar a cultura local. Com periodicidade mensal, os frequentadores da feira tem a oportunidade de assistir a uma apresentação cultural gratuita na Regional.
A escolha da Praça San Marco, localizada em frente ao Terminal de Santa Felicidade, durante a feira foi motivada por ser um evento muito tradicional na região e por já ter recebido atrações culturais, a exemplo de espetáculos teatrais do Festival de Curitiba.
Além de público garantido, a Praça San Marco conta com uma estrutura de palco, pontos de energia, iluminação pública e tem fácil acesso, o que a torna bastante atrativa para realização de atividades culturais.

Trio D Favetti lança CD com Obra de Taiguara na Caixa Cultural Curitiba

A Caixa Cultural Curitiba apresenta, na terça-feira (19), o show de lançamento do CD “O Troco”, do Trio D Favetti, exclusivamente com músicas do cantor e compositor Taiguara. O show contará com a participação de mais três instrumentistas – André Ribas, no acordeon; Denis Mariano, na bateria e percussão; e Maurício Godoy, no contrabaixo. Gravado em 2016, o CD traz 14 canções, sendo oito delas com o Trio D Favetti e outras seis com Guego Favetti.
O disco foi produzido e teve arranjos de Pedro Baldanza que foi indicado pela Gravadora Kuarup, copatrocinadora do projeto e responsável pela distribuição do CD em todo o país. A capa do CD foi criada pelo artista plástico, pintor, desenhista e escultor Elifas Andreato. O trabalho é inédito no Brasil, pois não há registro de gravação de canções de Taiguara em trio de vozes.
O repertório traz as canções “O Troco”, que dá nome ao CD, “Pros Filhos do Zé”, “Rua dos Ingleses”, “Hoje”, “Índia”, “Mudou”, “O Velho e o Novo”, “Moina Me Sorriu”, “Piano e Viola”, “Menino da Silva”, “Estrela Vermelha”, “Luzes”, “Que as Crianças Cantem Livres” e “Eronita e Eu”.

Guego Favetti e o Trio D Favetti - Guego Favetti é um músico que toca na noite curitibana há mais de três décadas, tendo iniciado a carreira nos anos 1970 cantando em vários festivais do Sul do Brasil. Também fez parte do Grupo D’América, conjunto que se dedicou exclusivamente à difusão da música latino-americana.
O Trio D Favetti, que começou quase como uma brincadeira dos irmãos Tita, Titi e Guego nos saraus musicais do bar Degrau 43, acabou se transformando num trabalho profissional de alta qualidade, já há quase 20 anos. Com harmonia vocal única, o Trio D Favetti tem desfilado seu talento num repertório que inclui grandes clássicos da MPB e da música latino-americana, além da autêntica música de raiz brasileira.

Taiguara - O cantor e compositor brasileiro Taiguara Chalar da Silva nasceu, por acaso, em Montevidéu, no Uruguai, em 9 de outubro de 1945, durante uma temporada de espetáculos de seu pai, o bandeonista e maestro Ubirajara Silva. Chegou a cursar parte da faculdade de Direito, mas abandonou o curso para se dedicar à música. Além de compositor e cantor, tocava piano, violão e outros instrumentos.
Fez grande sucesso nas décadas de 1960 e 1970 com suas canções existencialistas e românticas, tendo lançado cerca de duas dezenas de discos ao longo da carreira. Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar (1964-1985), auto exilou-se na Inglaterra em 1973 e, mais tarde, na África e na Europa. Voltou ao Brasil na década de 1980 e retomou a carreira. Faleceu em 1996 em decorrência de um câncer na bexiga.

Livre para todas as idades, a apresentação do Trio D Favetti acontece às 20h. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.


Feira de Livro da UFPR e Semana Literária Sesc movimentam Curitiba durante a semana

Começou nesta segunda (18) e vai até sábado (23), na Praça Santos Andrade, a 36ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro Editora UFPR. O evento – que acontece das 10h às 20h30 - já faz parte da agenda cultural da cidade de Curitiba e este ano traz diversas atrações. Vários nomes já foram confirmados para o evento. Entre os destaques estão Verônica Stigger, Zé Miguel Wisnik e Walter Silveira.
Na busca por pensar a literatura em toda sua plasticidade e capacidade de desdobramento em suas relações com as outras artes, a organização do evento escolheu o tema ‘Literatura e(m) movimento’ para orientar as atrações.
A programação traz ainda apresentações artísticas, exposições, oficinas e palestras. Autores e personalidades convidadas participam ainda de bate-papos, lançamentos de livros e mesas redondas. Alguns dos destaques do evento são o minicurso sobre as obras literárias selecionadas para o Vestibular da UFPR, no sábado, dia 23, e a Roda de leitura de autores angolanos, no dia 20.

Exposição - A exposição “Vidas Refugiadas” é outro dos destaques, tema emergente, diversos conflitos têm levado a um número crescente de refugiados em todo o mundo, que chegam especialmente a países vizinhos dos conflitos. A antropóloga, historiadora e jornalista Maria Iglesias fala sobre o tema no dia 22/09, às 11h. A mostra estará aberta durante toda a semana.

A programação completa está disponível em detalhes no site do Sesc.

Memorial ganha Sala Himeji, homenagem à cidade-irmã de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba inauguram, nesta segunda-feira (18), às 19h, no Memorial de Curitiba, a Sala Himeji. Na ocasião, também será aberta a exposição da maquete do Castelo de Himeji. O evento, que contará com a apresentação de grupo de dança japonês, marca o início das comemorações do Haru Matsuri, festival que celebra a chegada da primavera.
A maquete em exposição é a do Castelo de Himeji, considerado um Tesouro Nacional do Japão e um dos edifícios históricos mais visitados do país. Himeji é cidade japonesa irmã de Curitiba. A obra foi doada à cidade em 1997 e instalada na Praça do Japão.
O castelo surgiu em 1346, na forma de um edifício de madeira. A configuração atual, com 82 edifícios, é de 1580. Tem uma só entrada, várias passagens secretas e seu exterior é todo branco. Também conhecido como “Castelo da Garça Branca”, o complexo é Patrimônio da Humanidade da Unesco desde 1993.
O evento tem o apoio do Palácio Hyogo, entidade japonesa presente em Curitiba e que abriga a Câmara de Comércio e o Instituto Cultural e Científico Brasil-Japão.

Sobre a Irmandade Curitiba-Himeji - Desde maio de 1984, Himeji é cidade irmã de Curitiba. O documento de irmandade respeita e assimila as diferenças culturais. Faz avançar um produtivo intercâmbio, que aponta para a cooperação e a paz desejada entre os povos do mundo inteiro. Pode ser simbolizada na singela beleza de um origami, no profundo significado de um hai-kai, na suprema beleza de uma cerejeira em flor.