sexta-feira, 27 de julho de 2018

Curitiba recebe evento de mídias sociais do sul do Brasil


Considerado o principal encontro de mídias sociais da região sul e um dos mais tradicionais da história da internet brasileira, o Curitiba Social Mix (CSM) vai agitar a capital paranaense neste sábado, dia 28. O evento, que nasceu para comemorar os 20 anos do Centro Europeu, em 2011, vai reunir milhares de participantes e centenas de grandes personalidades referências das mídias sociais no Brasil.
Durante a oitava edição do Curitiba Social Mix, serão 12 horas ininterruptas de programação dinâmica com muito entretenimento. O evento se sustenta em quatro pilares fundamentais: conhecimento, entretenimento, informação e relacionamento. “Isso move o Curitiba Social Mix há oito anos. Conseguimos celebrar histórias, compartilhar caminhos e conectar oportunidades”, comenta Sandro Rodrigues, idealizador do evento.
Entre os palestrantes do evento estarão grandes referências nacionais do segmento, entre eles os irmãos Ricardo e Rodrigo Piologo, Maria Claudia (Cacau), João do MMV, Gustavo Chagas (Porta dos Fundos), Totoro (Porta dos Fundos e Totorial), Lucas Inutilismo, Bianca Schiavon, Everson Zóio e Edson Mackenzy. Os palestrantes trarão muito conteúdo e dicas fundamentais para profissionais e estudantes de comunicação, marketing, publicidade e demais áreas correlatas.
Valorizando os talentos paranaenses, os painéis e workshops do CSM contam, também, com participação de produtores de conteúdo de Curitiba e região, como Thaís Marques (Coisas de Diva), o Hallorino Jr, Débora Alcântara (Tudo Orna), Nicoly França (Desavesso), Cris (Receitas da Cris), Fagner Zadra (Tesão Piá), Christopher Paes (Escritório de Criatividade) e Nina Braz.
O Curitiba Social Mix 2018 será realizado neste sábado, no Canal da Música na Rua Julio Perneta, 695, das 10h às 22h. Os ingressos custam a partir de R$ 15,00 e podem ser adquiridos no site www.sympla.com.br/curitibasocialmix. Além disso, serão disponibilizados lotes promocionais vinculados a doações diretamente no Canal da Música. Mais informações no site www.curitibasocialmix.com.br.

FBMA e Sesi trazem turnê gratuita de “JK: Um Reencontro Com o Brasil”


Um espetáculo que mistura música, teatro e artes visuais. Este é “JK: Um Reencontro Com o Brasil”, uma obra da Fundação Brasil Meu Amor, que conta a história do país do século XX através da vida de Juscelino Kubitschek. Com apresentações gratuitas, o musical já esteve em cartaz em diversas cidades do Brasil, com um público de mais de 8 mil espectadores, e chega a Curitiba trazendo reflexões sobre a política nacional e, sobretudo, a autoestima da população. A apresentação acontece nesta sexta-feira (27), às 20h, no Teatro Sesi Campus da Indústria.
É muito mais que um espetáculo. É uma aula de história e uma injeção de brasilidade num momento em que vivemos uma desilusão. Este é o momento para discutirmos a verdadeira história do Brasil, para que possamos construir um futuro decente, e o musical nos faz refletir o quanto podemos realizar e mudar o nosso país todos os dias, como protagonistas da nossa própria história”, conta a equipe da FBMA.
A escolha em retratar a vida de JK surgiu não só pela sua importância histórica – o presidente foi o responsável por um dos mandatos em que o Brasil mais se desenvolveu economicamente – mas também pela sua biografia. De origem humilde, JK chegou à presidência e seu mandato é lembrado como a construção de uma era. No espetáculo, a história do político é contada desde o seu nascimento, toda a sua trajetória profissional e política, incluindo grandes momentos, como a construção de Brasília, seu plano de retornar em 65 e o reflexo desta história nos dias de hoje.
Queremos levar uma mensagem de esperança para conectar cada pessoa da plateia à ‘alma do Brasil’, relembrando a fé, a alegria de ser brasileiro e a confiança de que nosso país pode ser o melhor lugar do mundo”, diz Glaucia Nasser, intérprete do espetáculo e cofundadora da FBMA.
Além de um repertório musical bem vasto, o espetáculo conta ainda com um telão que ocupa todo o palco. Enquanto a cantora Glaucia Nasser canta e narra a história de JK, imagens do Brasil vão sendo reproduzidas como uma maneira de contextualizar a história. O trabalho de construção do roteiro e de imagens utilizadas contou com a participação de uma equipe de 135 pessoas, incluindo doutorandos da USP que realizaram uma vasta pesquisa histórica para nos contar sobre o verdadeiro Brasil.
No elenco, além de Glaucia Nasser – que também é cofundadora da Fundação Brasil Meu Amor, idealizadora do projeto – oito músicos de diversas regiões do Brasil participam do espetáculo. Entre eles, Fernando Nunes, que já produziu a cantora Cássia Eller, e Paulinho Dáfilin, que já produziu artistas como Maria Bethânia e é o diretor musical do espetáculo. Além deles, Fernando Nunes (baixo), Pedro Cunha (teclados e acordeon), Chrys Galante e Leandrinho Vieira (percussão), Thiago Gomes (bateria), Guiza Ribeiro (guitarra e violões)e Jonas Moncaio (violoncelo).

Sobre o espetáculo - O espetáculo é uma idealização e realização da Fundação Brasil meu Amor para a construção do verdadeiro Brasil, que cuida de sua história e de suas pessoas. No Paraná, o Espetáculo vem pelo Sesi Música - iniciativa do Sesi Cultura Paraná - em co-realização com a Fundação Brasil Meu Amor (FBMA).

Saiba mais sobre os realizadores do projeto:

FBMA - A Fundação Brasil Meu Amor, um projeto idealizado por 135 brasileiros, é uma jovem entidade sem fins lucrativos, que tem por objetivo maior resgatar a história do Brasil e de seus heróis, atuar na realidade apoiando servidores públicos decentes e investir no futuro do Brasil, ou seja, cuidar do Brasil a partir do cidadão, do indivíduo.

GLAUCIA NASSER – Cantora faz parte da Fundação Brasil Meu Amor que acredita que o Brasil tem jeito. Através da arte, acredita ser possível acordar uma parte essencial da história que nos inspira a colocar o melhor de nós mesmos a serviço do Brasil. Glaucia percorre o país para despertar a vontade de cada um na participação dessa construção.

SESI CULTURA – Foi em 2008 que a Regional Paraná do Serviço Social da Indústria inaugurou uma área especificamente dedicada ao desenvolvimento de ações culturais ancoradas nas diretrizes previstas na Declaração Universal dos Direitos do Homem, como a diversidade, a pluralidade e a autonomia. Desde então, o Sesi Cultura Paraná tem promovido o acesso à cultura com foco em programas de formação artística e cultural, investindo em processos criativos, formação de plateia para todas as linguagens e na formação e desenvolvimento cultural com vocação local. O Circuito Cultural Sesi, o Festival Sesi Música, os Núcleos Criativos do Sesi, o Zoom Cultural, os Programas Sesi Música, Sesi Arte, Sesi Audiovisual e Sesi Artes Cênicas são exemplos de programas desenvolvidos pela Gestão Cultural do Sesi. De 2008 até 2017, mais de um milhão de espectadores tiveram acesso à cultura por meio de cerca de 8,4 mil ações culturais realizados pelo Sesi Paraná. Todas essas ações sempre tiveram como objetivo o acesso ao bem cultural para o trabalhador da indústria, seus dependentes e para a comunidade de uma forma geral, além da difusão da arte em todas as suas manifestações, valorizando a diversidade e a pluralidade do povo brasileiro.

O Teatro Sesi Campus da Indústria está situado na Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico. Os ingressos podem ser retirados no local, uma hora antes do show (espaço sujeito à lotação). Mais informações: 3271-9834 ou http://www.sesipr.com.br/cultura.

Cinema Negro Brasileiro em Mostra na Cinemateca de Curitiba


De sexta (27) a domingo (29), a Cinemateca de Curitiba recebe a Mostra de Cinema Negro Brasileiro. Mais de vinte filmes que abordam a temática serão exibidos nos três dias de evento. No dia de abertura (27), às 19h, o evento promove uma Mesa que irá abordar o que é o cinema negro. Em seguida, a partir das 20h30, a Mostra inicia com a exibição do longa “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira.
Com curadoria do evento feita por estudantes negros do curso de Bacharelado em Cinema e audiovisual da Faculdade de Artes do Paraná, a Mostra é organizada pela estudante de Cinema, realizadora e pesquisadora do Cinema Negro Brasileiro, Kariny Martins.
De acordo com a realizadora, a mostra surgiu ao perceber que seus próprios colegas de graduação desconheciam diretores negros brasileiros e não-brasileiros. “A mostra é importante porque traz pela primeira vez uma reflexão sobre o cinema negro. Ela foi pensada por e para pessoas negras, pela escassez que temos de filmes que nos contemplem em outras mostras e festivais”, explica.
Além de dar visibilidade para realizadores e pesquisadores negros no Cinema, a proposta da Mostra é também abrir diálogo sobre o tema. “É necessário discutir as questões raciais e pensar o nosso lugar e o do outro no mundo. Compreender isso é responsabilidade de todos”, enfatiza Martins.
Para a organizadora, a Mostra também é uma oportunidade de o público ter uma percepção do negro mais próxima da realidade. “Ao mesmo tempo que as representações de pessoas negras passavam longe do que realmente somos, nós, como estudantes, realizadores e pesquisadores, queremos e conhecemos outras narrativas sobre nós mesmos”, finaliza.
A mostra tem o apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba por meio da Fundação Cultural.

Programação completa:

 Dia 27/07 – Sexta

19h – MESA DE ABERTURA: “O que é Cinema Negro?” Com: Heitor Augusto e Karol Martins.

20:30h – FILME DE ABERTURA: Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira (2015, 1h48)

Dia 28/07 – Sábado

17:30 – SESSÃO 1
Caixa d'água: Qui-Lombo é Esse?, de Everlane Moraes – (2012, 15min)
Cinema de preto, de Danddara – (2004, 11min)
No espelho do outro, de Kariny Martins – (2018, 16min)
Fantasmas, de André Novais Oliveira – (2010, 11min)
Deus, de Vinícius Silva – (2017, 25min)
Travessia, de Safira Moreira – (2017, 5min)

19H – SESSÃO 2
Nada, de Gabriel Martins – (2017, 27min)
Chico, dos Irmãos Carvalho – (2016, 22min)
Bup, de Dandara de Morais – (2018, 7min)
Barbie contra ataca!, de Yan Whately – (2016, 10min)
[Des]prendidas, de Ana Esperança – (2017, 26min)

20:30 – MESA: A representação das mulheres negras no Cinema brasileiro contemporâneo. Com: Ana Esperança, Dandara de Morais e Jaqueline M. Souza.

Dia 29/07 – Domingo

16H – SESSÃO DE CURTAS INFANTIS
A piscina de Caíque, de Raphael Gustavo da Silva (2017, 15min)
A câmera de João, de Tothi Cardoso (2017, 22min)
Lá do alto, de Luciano Vidigal (2017, 8min)
Fábula de Vó Ita, de Joyce Prado e Thallita Oshiro (2016, 5min)
Lápis de Cor, de Larissa Fulana de Tal (2014, 13min)

17:30 – MESA: Como as representações no audiovisual influenciam o imaginário da criança negra? Com: Kariny Martins.

18:30 SESSÃO 2
Peripatético, de Jéssica Queiroz – (2017, 15min)
Dentro de si, de Tulio Borges – (2018, 14min)
Pele suja, minha carne, de Bruno Ribeiro – (2016, 15min)
Copiloto, de Andrei Bueno Carvalho – (2018, 17min)
Cinzas, de Larissa Fulana de Tal – (2015, 15min)
Rapsódia para um homem negro, de Gabriel Martins – (2015, 25min)

20H15 MESA DE ENCERRAMENTO: (R)existindo: como é ser negro e estudar cinema?”, com estudantes negros do curso de Cinema da Unespar-Fap.

Grupo Os Encantados agita o Conservatório de MPB neste domingo


Misturando o samba de terreiro com o folclore brasileiro, o grupo Os Encantados se apresenta no Conservatório de MPB de Curitiba, neste domingo (29), às 11h30. O show integra a programação anual do Projeto Domingo 11h30, que acontece uma vez por mês no espaço. A entrada é gratuita.
O grupo, formado por Luis Carlos Novaes, Lucas Miranda, Fabiano Silveira, Luiz Rolim, Leonardo Novaes e Leandro Novaes, surgiu em 2012 e toca samba de terreiro, incluindo pontos, trazendo para a música influências do folclore e também de outros gêneros da música brasileira. Com origem em Curitiba, o grupo toca em várias casas noturnas da cidade.

DOMINGO 11h30 - Os Encantados foi escolhido para o Projeto através do edital 007/2018, do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, que selecionou sete grupos para apresentarem-se até o final do ano, no Conservatório de MPB de Curitiba. Sucesso desde de 1994, o Domingo Onze e Meia é um espaço permanente de divulgação dos talentos musicais da cidade e da produção dos artistas de Curitiba.
Os grupos selecionados, levam ao público espetáculos de qualidade, de diversas vertentes da música brasileira com repertórios variados, composições próprias e releituras de clássicos da MPB. Mais informações: 3321-2855.

Casa Hoffmann tem intensa programação neste domingo


Diversas atividades gratuitas estão programadas para esse domingo (29), na Casa Hoffmann – Estudos do Movimento. Com início às 10h e término às 17h30, o espaço recebe três atividades ligadas ao Projeto Portas Abertas, disponibilizadas a comunidade e ao público da feirinha do Largo da Ordem. A iniciativa visa estreitar a relação entre a comunidade com a arte da dança.
Abre a programação, a aula aberta com o laboratório de movimento ‘Pontes Móveis em Travessias Afro-contemporâneas’. Este projeto cultiva saberes afrodiaspóricos e o fortalecimento das identidades negras por meio da dança em diálogo com diferentes campos de conhecimento. A aula tem como interesse central o fomento à pesquisa e difusão de referências negras no campo da dança.
Outra atividade prevista é a apresentação às 13h30, do Coletivo Nuvens – ‘Não aguento mais você’. O Coletivo se interessa pelos atritos a partir das diferenças, a comunicação e a falta dela entre as partes do todo, a convivência dissimulada performática, a relação entre os afetos e as vontades. A apresentação busca lógicas que partem do corpo inserido na vida social e em relação com seus ambientes.
A festa ‘House Hoffmann Party’ encerra a programação. A celebração traz a cultura hip-hop e suas manifestações de corpo e movimento, através do artista Raphael Fernandes. Rodas livres, performances, debate e mostra de vídeo de dança serão realizados com a participação do DJ Baqta (SBC/Capão House) e do South Brothers Crew.

Após 34 anos o Espaço Cultural Calamengau promove o forró do adeus


Depois de mais de 30 anos e uma vida curitibana dedicada à disseminação da cultura e do povo nordestino em Curitiba (PR), Maérlio Barbosa, mais conhecido como Ceará, encerra as atividades do Espaço Cultural Calamengau. Como legado, fica o forró e todas as histórias que esse nordestino construiu ao longo das décadas em que escolheu Curitiba para fazer história. Como não podia ser diferente, o adeus será regado a muito forró, com o lendário Trio Juazeiro e almoço típico, preparado pelo próprio Ceará. O evento acontece neste domingo (29), a partir das 11h, no clube Vasco da Gama (rua Roberto Barrozo, 1190). Os ingressos podem ser adquiridos diretamente no local e custam R$ 20,00. Para almoço e show, se adquirido antecipadamente, o valor é R$ 30,00. Mais informações e reservas pelo telefone 99904-5129. O Calamengau não aceita cartões de crédito ou débito.
Há mais de 30 anos, quando desembarquei em Curitiba, já havia passado por outras cidades do Brasil, tendo deixado o Ceará há alguns anos. Após trabalhar em uma série de ofícios, aqui na capital dos pinheirais senti que deveria resgatar a minha cultura e dividir com esse povo alegre e receptivo, que é o Curitibano. Foi assim que nasceu o Calamengau, um espaço para viver o nordeste, comida, dança, música e causo, muitos causos. Tenho uma imensa satisfação em ser um dos responsáveis por trazer minha cultura para a cidade. Mais feliz ainda eu fico quando vejo salões cheios, não só o meu, porque hoje tem muita gente aqui fazendo um excelente forró pé de serra e cada vez mais gente dançando, ajudando a manter a cultura viva!”, ressalta Ceará.

O INÍCIO - O primeiro Calamengau nasceu em 1984, próximo à Reitoria, o espaço, além de apresentar a cultura do Nordeste à cidade, com música e gastronomia, também foi muito importante como uma opção de diversão. “Naquela época o curitibano não tinha muita opção, principalmente nos dias de semana e eu abria já na segunda-feira, meu segundo melhor dia em termos de público”, explica.
O Calamengau permeou muitos locais, inclusive no litoral de Santa Catarina, como petiscaria, mas, a partir de 1998, iniciou a época de ouro para o Ceará e para o Calamengau. Foi nesse período em que o espaço se transferiu em definitivo para a Sociedade Vasco da Gama, o famoso Vasquinho. O local era alugado para o forró aos fins de semana, mas, em 2000, a temporada aos sábados se tornou permanente e o Forró do Calamengau se tornou Espaço Cultural, abrindo as portas para todas as manifestações culturais.

ESPAÇO CULTURAL – Idealizado por Maérlio Barbosa, o Ceará, o Calamengau nasceu da saudade das raízes nordestinas, em 1984. Aos poucos Ceará e o Calamengau foram se tornando a maior referência do forró no Sul do Brasil. A partir de 1998 o forró Calamengau passou a se apresentar na Sociedade Vasco da Gama e, dois anos mais tarde, o forró se tornou um espaço cultural, abrindo as portas para as mais diversas expressões culturais. Durante os 10 anos ininterruptos em que esteve no Vasquinho, o Calamengau recebeu grandes nomes da música, como Dominguinhos, Elza Soares, Geraldo Azevedo, Monobloco e Cordel do Fogo Encantado, entre outros, além de impulsionar muitos projetos curitibanos como o Clube dos Compositores e o maracatu. Após sete anos de projetos ambulantes, o Calamengau voltou à Sociedade Vasco da Gama, e a ser um espaço cultural, em fevereiro de 2015. 

SHOWS – O Espaço Cultural Calamengau também se tornou referência de qualidade na música, trazendo grandes nomes para se apresentar no local. Até hoje o espaço é lembrado pela trajetória de sucesso e por emprestar o palco para artistas como Dominguinhos, Elza Soares, Teatro Mágico, Monobloco e Geraldo Azevedo, entre outros.

TRIO JUAZEIRO - Formado, por Ligeirinho (zabumba e vocal), Mocotó (triângulo e voz) e Guilherme (sanfona e vocal), há mais de 50 anos este trio encanta seu público pelas letras satíricas e pelas melodias contagiantes que estão presentes nos doze LPs e no CD Trio Juazeiro da coleção "Raízes Nordestinas", lançado pela gravadora MI. Na capital paulista, onde residem, realizam shows nas principais casas de forró da cidade. Para comemorar os 50 anos, o Trio fará turnê pelo país. Ao longo dessas cinco décadas de vida artística, tiveram a honra de dividir o palco com os maiores nomes do forró, como o nosso eterno Rei Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, entre outros, além de também participar com artistas da nova geração como Falamansa, Rastapé, Forróçacana, Bicho de Pé, Trio Virgulino e Trio Caruá.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

No Teatro do Paiol, samba curitibano homenageia Adoniran Barbosa


O compositor Adoniran Barbosa, falecido há 36 anos, aos 72 de idade, é o homenageado da noite desta sexta-feira (27), no Teatro do Paiol. O grupo Xaxá & Samba Saudade vai desfilar um repertório de primeira linha criado pelo pai do samba paulista e eternizado pelos Demônios da Garoa e por Elis Regina e sua imortal interpretação – com Adoniran – de “Tiro ao Álvaro”. Os ingressos custam R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia).
“Tributo a Adoniran Barbosa” é uma versão atualizada e refinada de um show apresentado pelo grupo em 2016, no Teatro Lala Schneider. De novo à frente do Samba Saudade, o mesmo Xaxá, agora aos 63 anos de idade, sempre com ânimo de principiante. Para quem não sabe, Xaxá, o cidadão Nemésio Xavier de França Filho, é o coronel Xavier que comandou a PM do Paraná de janeiro de 2006 a abril de 2008.
Sua ligação com a música vem desde os tempos do Colégio Estadual do Paraná, nos anos 70, quando deu os primeiros passos na Escolinha de Artes e no coral da escola, com os maestros Mário Garau, Luiz Fernando Melara e Luiz Carlos de Castro. Mais tarde, cantou no coral da Academia do Guatupê, com o maestro Garau, e participou de discos de amigos. Já oficial, sempre que convidado – e estando de folga – emprestava sua voz em aparições na noite curitibana.

O intérprete - Na reserva há dez anos, Xaxá dedica boa parte do seu tempo à música, em particular o samba e, claro, a Adoniran Barbosa – nome artístico de João Rubinato, filho de imigrantes italianos nascido em Valinhos (SP), em 1910. Na São Paulo dos imigrantes e das contradições da metrópole, o mestre construiu interessante carreira como ator de rádio, TV e cinema, e impagável comediante, até assumir o nome de um personagem que criou para eternizar-se como um dos maiores sambistas da MPB. “Ninguém levaria a sério alguém chamado João Rubinato”, dizia o compositor e cantor de voz rouca.
Adoniran é referência como compositor por ter criado obras-primas mesmo sem ter estudado música, sem mesmo tocar algum instrumento”, diz Xaxá. “Ele compunha aqueles sambas maravilhosos na caixinha de fósforos e os Demônios da Garoa e outros músicos tiravam a melodia e faziam os arranjos”.
Outro aspecto ressaltado por Xaxá é a língua portuguesa marginal, vanguardista e notavelmente poética inventada pelo compositor. “Os sambistas em geral, por virem de classes pobres, faziam questão de empregar um português correto, como se vê na obra de Cartola, mas Adoniran seguiu o caminho inverso”, nota Xaxá. “Ele se apropriou, modificou e deu cores ao português dos imigrantes e da gente simples de São Paulo e do Bixiga. Construiu belas e tristes situações como em Saudosa Maloca, e criou personagens ainda vivos na cultura popular, como Iracema e o Arnesto, tudo com aquele português enviesado”.
Com o português de Adoniran na ponta da língua, Xaxá e seu grupo vão apresentar um repertório de 15 canções, todas com arranjos criados por eles. As mais conhecidas estão todas lá, do Tiro ao Álvaro ao Trem das Onze, de Saudosa Maloca à Vila Esperança. “Adoniran é inspirador, genial, fala à alma de todos nós”, ensina Xaxá. “Se nos emocionamos nos ensaios, imagino com a plateia cantando junto”.
O Xaxá & Samba Saudade é formado por Xaxá (voz principal), Rogério Morais (cavaquinho e voz), Nabio Rodrigues (violão sete cordas e voz), Nego Celso (percussão e voz), Tino Guedes (pandeiro e voz) e Arthur Cipriani (percussão e voz).