segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nova Lei de Incentivo à Cultura será encaminhada à Câmara Municipal

A Fundação Cultural de Curitiba e o Conselho Municipal de Cultura entregaram ao prefeito Gustavo Fruet, na última sexta-feira (24), durante audiência pública da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o texto-base da nova Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto revoga parte das Leis Complementares 57/05 e 59/06 em vigor e traz uma série de alterações nos mecanismos de incentivo por fomento direito e renúncia fiscal. Resultado de um trabalho de mais de dois anos de discussões com a comunidade e a classe artística, a nova lei será agora encaminhada à Câmara Municipal de Curitiba para deliberação e aprovação.
Trata-se de uma das leis de incentivo mais modernas do país, que após aprovada irá melhorar a distribuição dos recursos entre os proponentes, garantindo ainda maior financiamento para a produção curitibana por parte do poder municipal”, diz o presidente da FCC, Marcos Cordiolli. O superintendente da FCC, Igor Cordeiro, ressalta ainda que, além de ouvir diversos setores ligados à economia da cultura que são diretamente impactados pela lei, houve um grande estudo para a evolução do texto. "Curitiba estará mais uma vez à frente, prevendo inclusive mudanças futuras que hoje não são previstas na lei de incentivo, como novas linguagens artísticas", explica.
O texto-base da nova Lei de Incentivo foi elaborado pelo Conselho Municipal de Cultura e já passou pelas análises financeira e jurídica da Secretaria Municipal de Finanças e da Procuradoria Geral do Município, estando finalizado para a apreciação dos vereadores. A Secretaria de Finanças e a Procuradoria fizeram ajustes técnicos, que não alteraram a essência da minuta aprovada pelo Conselho.
A elaboração da minuta teve uma grande participação popular, em especial da classe artística, com centenas de sugestões ao texto base. Um belíssimo exemplo de processo democrático que resultará em diversos avanços para a cultura de Curitiba”, diz o conselheiro municipal de cultura, Adriano Esturilho. Ele fez parte da comissão de fomento à cultura, responsável por conduzir as discussões do texto.
A reformulação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura faz parte do plano de governo do prefeito Gustavo Fruet. Os trabalhos para concretizar essa meta iniciaram logo no primeiro ano da gestão, em 2013, com as primeiras reuniões com a classe artística (os Papos de Classe), quando representantes das diversas linguagens tiveram oportunidade de apresentar suas principais demandas ao presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli.

Transparência - A Fundação Cultural ficou responsável pelo processo de reformulação e, para garantir maior transparência e participação da sociedade, transferiu essa atribuição ao Conselho Municipal de Cultura, que em sua composição tem representantes do poder público, da classe artística e da comunidade em geral. O Conselho iniciou suas reuniões para tratar da lei em fevereiro de 2014. Além das discussões realizadas nas três conferências municipais, houve várias reuniões, consultas e audiências públicas.
O processo de participação popular incluiu nove reuniões com representantes das diferentes linguagens artísticas, quatro reuniões do Conselho Municipal de Cultura abertas à comunidade, duas consultas públicas online no site da Fundação Cultural com recorde de participação – foram apresentadas quase 400 sugestões de alteração ou inclusão de texto –, uma consulta pública presencial, duas audiências públicas e uma reunião com os principais incentivadores da cultura no município.
Foi uma discussão extremamente aberta. Desde o início houve o propósito de que a nova lei fosse feita de forma transparente, com a maior participação possível”, disse Maria Angélica da Rocha Carvalho, membro do Conselho e diretora de Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba.

Alterações – Esta é a segunda reformulação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, implantada em 1993. A primeira grande revisão aconteceu em 2005. A atual já é considerada uma lei de ponta e é referência em todo o país. Vários municípios que pretendem implantar o sistema buscam informações e procuram conhecer o modelo curitibano. Para Maria Angélica Carvalho, Curitiba ganhou maturidade cultural que lhe permitiu avançar ainda mais. “O que fizemos foi atualizar a lei e trazê-la para a uma nova realidade”, diz.
Várias alterações foram processadas em decorrência dessa larga experiência no trato com o sistema, tanto pelo poder público como pelos artistas, a começar pela mudança de nomenclaturas do programa. A nova lei cria o Programa de Fomento à Cultura de Curitiba – PFCC, implementado a título de fomento direto por meio do Fundo Municipal de Cultura e a título de fomento indireto por meio de Renúncia Fiscal Cultural.
A nova lei aumenta o teto do percentual de recursos orçamentários destinados ao programa de até 2% para até 3% do total da arrecadação do IPTU e ISS (para o Fundo será destinado entre 40% e 60% desse valor). Também aumenta de 20% para 30% do imposto devido o valor que o incentivador pode destinar ao programa. Porém, o incentivador deve destinar 20% ao projeto cultural e 10% para o Fundo Municipal de Cultura. Segundo Maria Angélica, essa distribuição foi uma das alterações importantes, pois garante mais autonomia e independência ao Fundo, que passa a contar com verba própria.
Atendendo a reivindicações da classe artística, a lei mantém a possibilidade de o projeto ser apresentando por pessoa física ou jurídica. Também permite que os projetos aprovados recebam recursos de outras fontes, possibilitando melhoria na qualidade dos projetos. A contrapartida social continua sendo uma das exigências para a percepção dos recursos, mas ela não será mais avaliada na análise de mérito do projeto. Os prazos de prestação de contas foram ampliados.

Garantias – O lançamento anual dos editais está expresso na nova lei. Assim , não só a modalidade de Renúncia Fiscal Cultural terá a garantia de ter um edital por ano, como o Fundo Municipal também está obrigado a publicar todos os anos pelo menos um edital livre, um edital dedicado à pesquisa e um edital voltado às ações descentralizadas.
A proposta de lei, ao contrário das legislações anteriores, estabelece objetivos específicos e distintos para o Fundo Municipal de Cultura e para a Renúncia Fiscal Cultural. Enquanto o Fundo é mais voltado à valorização da inovação, da pesquisa e do apoio ao empreendedor e artista iniciante, a Renúncia Fiscal é dirigida preferencialmente àqueles que têm carreiras consolidadas e maior aceitação no mercado.
Além das linguagens artísticas já estabelecidas, a lei deixa uma abertura para o enquadramento de outras categorias artísticas ou culturais que poderão ser criadas futuramente, desde que reconhecidas pelo Sistema Nacional de Cultura ou aprovadas pelas Conferências Municipais de Cultura e ratificadas pelo Conselho Municipal de Cultura. As linguagens foram abrangidas em três grandes áreas: artes, memória e patrimônio cultural, e cidadania, identidade e diversidade cultural.
No âmbito da estrutura interna do programa, há alterações também na organização das comissões técnicas. As comissões serão constituídas por linguagem artística, e estarão aptas a avaliar tanto os editais do Fundo Municipal de Cultura como o de Renúncia Fiscal. Haverá também uma comissão processante, com representantes da diretoria administrativo-financeira da Fundação Cultural de Curitiba, da Procuradoria Geral do Município e da sociedade civil, para cuidar dos procedimentos de apuração de infrações, dando transparência e garantindo o controle dos processos de seleção e de prestação de contas dos projetos incentivados com recursos públicos.
Outra forma de garantir mais transparência, controle e adequação aos objetivos propostos pela lei é o papel preponderante que o Conselho Municipal de Cultura passa a exercer. A lei requer a manifestação do Conselho em várias etapas do processo, como na publicação dos editais, na formação dos grupos técnicos, na prestação de contas, entre outros.

Proposta da nova Lei de Incentivo à Cultura de Curitiba – Principais alterações:

Cria o Programa de Fomento à Cultura de Curitiba – PFCC, implementado pelo Fundo Municipal de Cultura e pela Renúncia Fiscal Cultural.
Estabelece objetivos específicos e distintos para o Fundo Municipal de Cultura e para a Renúncia Fiscal Cultural
Aumenta o teto do percentual de recursos orçamentários destinados ao programa de até 2% para até 3% do total da arrecadação do IPTU e ISS.
Aumenta de 20% para 30% do imposto devido o valor que o incentivador pode destinar ao programa, sendo 10% dirigido ao Fundo Municipal de Cultura.
Permite que o projeto seja apresentado por pessoa física ou jurídica
Permite que os projetos aprovados recebam recursos de outras fontes
Exige contrapartida social, mas ela não é avaliada na análise de mérito do projeto
Amplia os prazos de prestação de contas
Garante o lançamento anual de editais
Possibilita o enquadramento de categorias artísticas ou culturais que poderão ser criadas futuramente
Constitui comissões técnicas por linguagem artística para avaliar tanto os editais do Fundo Municipal de Cultura como os de Renúncia Fiscal.
Constitui uma comissão processante para cuidar dos procedimentos de apuração de infrações
Amplia a atuação do Conselho Municipal de Cultura

Violonista Cláudio Menandro lança livro de partituras

O violão no Brasil é considerado um instrumento de identidade nacional, trazido desde o início da colonização pelos portugueses. Sempre teve muitos adeptos, tanto no campo erudito quanto no popular. E ao longo do tempo foi sendo criada uma rica literatura musical para esse instrumento, que inclui nomes como Villa-Lobos, Garoto, Turíbio Santos e Paulo Bellinati. No entanto, poucos foram os compositores que verteram para o repertório solista do instrumento, evidenciando nossos ritmos populares como o Baião, Samba, Xote e o Choro. 
A intenção de Cláudio Menandro é justamente ampliar esse repertório, utilizando elementos musicais tipicamente brasileiros, aliando uma escrita sofisticada para o instrumento à imensa variedade de nossos ritmos. Esse repertório apresentado no livro de partituras “Obras para Violão de Cláudio Menandro” é destinado à formação musical clássica em violão. O livro foi impresso com o suporte do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba, incentivado pelo Positivo, mas as partituras também estão disponibilizadas integralmente no website www.musicaparaviolao.com.br, para que um maior número de músicos tenha contato com as obras e acesso gratuito ao conteúdo.
Na coleção 25 Miniaturas, o autor oferece ao aluno iniciante a chance de ter desde cedo o contato com a rítmica brasileira, sendo importante ressaltar que nessa fase de formação profissional o estudante terá à sua disposição material de estudo que utiliza a linguagem musical européia. Nos 15 estudos, o alvo é o aluno de nível médio, que já venceu os estudos mais fáceis de Fernando Sor e a Série Simples de Leo Brower – conforme Fábio Zanon comenta em seu texto. Nos 3 Estudos Curitibanos, somos brindados com três peças tipicamente brasileiras: um Choro, uma Valsa e um Samba. O Violão – usado meramente como instrumento de acompanhamento em nossa música popular, é coisa corriqueira. Um fato bem menos comum é a exploração desses ritmos para violão solo. É o que nos apresenta com maestria e perfeição Cláudio Menandro em mais um excelente livro de partituras.

Sobre o autor - Cláudio Menandro é compositor, violinista e multi-instrumentista brasileiro de música clássica e popular. Natural de Salvador, iniciou seus estudos musicais ainda na adolescência com Benjamim Silva Araújo, em Resende-RJ. Estudou com João Pedro Borges, Nélio Rodrigues, Henrique Pinto e técnicas e interpretação com Turíbio Santos, Oscar Ferreira de Souza e Oscar Cárceres. Aperfeiçoou seus estudos em viola de gamba e música renascentista/barroca em cursos de extensão em Basel e Genebra, na Suíça. É professor de violão no Conservatório de MPB em Curitiba. Em 1985 lançou o LP “Cláudio Menandro Interpreta”, disco no qual foram incluídas obras de vihuelistas, aludistas e violonistas, ainda em Resende. 
Em 1988 lançou o 1º disco solo, o LP “Capelinha”, com apresentação de Turíbio Santos, interpretando alguns clássicos do cancioneiro popular. Em 1989 desenvolveu um trabalho na Alemanha como integrante do grupo Projeto Três, ao lado do violonista alemão Ahmed El-Salamouny e do percussionista carioca Gilson de Assis, radicado na Suíça desde 1981. Integrando este trio, apresentou-se em vários concertos e workshops de música brasileira pela Europa. No ano de 1991 o grupo lançou na Alemanha o primeiro disco, “Calunga”, no qual foram incluídas diversas composições brasileiras em gêneros variados como choro, samba e bossa-nova. Em 1995, ainda integrando o grupo Projeto Três, lançou o disco “Samba Urbano”. 
No ano de 2004 lançou o CD inteiramente autoral voltado para o choro “Sombra e água fresca” cujas composições ganharam letra dos poetas Marcelo Sandmann e Benito Rodriguez. Ainda em 2004, lança outro CD – o Tributo a Waltel Branco – no qual interpreta esse grande músico nascido no litoral paranaense que ganhou mundo, projetoresgate de muitas músicas inéditas do autor. Em 2005, lança novo CD instrumental, “Descansado”, com choros de sua autoria. Em 2008 lança o álbum com partituras, “A Obra para Violão de Waltel Branco”, com peças escritas originalmente para este instrumento, com seleção e organização de Cláudio Menandro e produção de Alvaro Collaço. 
Em 2009, publica seu grande projeto documental, o livro de partituras “Choro Brasileiro”, com mais de 50 composições próprias em duas afinações, português/inglês. Devido ao seu trabalho docente, com olhos para a didática de ensino e prática do violão, lança em 2011 o álbum “15 Estudos para Violão”, analisado e elogiado pelo renomado violonista Fábio Zanon. Em 2013, lança-se no universo da música cantada com o CD Conselho do Bom, em parceria com os poetas Marcelo Sandmann e Benito Rodriguez. 
Em 2015, mais uma homenagem com o CD “Alma de Passarinho”, segundo CD com composições de Waltel Branco. Em seguida, participa de mais um disco com produção de Alvaro Collaço, “O Violão Plural de Waltel Branco” ao lado de outros violonistas renomados.

Fundação Cultural promove oficina de Conscientização Ambiental na Capela Santa Maria

A Fundação Cultural de Curitiba promove nesta terça-feira (28), na Capela Santa Maria, mais um encontro do Curso de Formação em Conscientização Ambiental – Nós e o Meio Ambiente. Nesta edição, o evento dirigido aos servidores municipais e aberta para a comunidade recebe a oficina "Poda e Tratos Culturais em Minipomar Nativo – Módulo de Inverno: Plantas Aromáticas", com o especialista Ademar da Silva Brasileiro (Mago Jardineiro).
A atividade é gratuita e dará noções de erradicação de ervas invasoras, podas diversas, adubação e melhoria do solo, transplantes, semeaduras, estaquias e trocas de mudas com ênfase em plantas aromáticas, condimentares e curativas. Para participar é preciso enviar um email para cursosfcc@fcc.curitiba.pr.gov.br com nome, RG, CPF, e-mail, endereço, data de nascimento e telefone.

Pré requisitos - A organizadora do encontro Márcia Squiba pede que os participantes usem roupas confortáveis e tenham vontade de colocar as mãos na terra. Além disso é preciso que os alunos levem mudas, sementes, terra, folhas secas, húmus para plantar, colocar no pomar e compartilhar com os colegas.

Inscrições

Enviar email para cursosfcc@fcc.curitiba.pr.gov.br com as seguintes informações, para fins de emissão de certificação do IMAP.
Servidores da FCC – nome e matrícula
Servidores da PMC (concursados) – nome, secretaria, matrícula e telefone
Servidores da PMC (contratados) – nome, secretaria, CPF, e-mail e telefone
Funcionários do ICAC – nome, CPF, e-mail, data de nascimento e telefone
Estagiários e membros da Comunidade – nome, RG, CPF, e-mail, endereço, data de nascimento e telefone

Objetivos

Incentivar os participantes novos e antigos a dar continuidade e multiplicar a atividade em outros locais de convivência e cidadania.
Incentivar as pessoas que possuem pouco espaço a plantarem em vasos e floreiras.
Possibilitar às pessoas que não conhecem as frutas nativas da nossa região, como por exemplo: uvaia, cereja da mata atlântica, goiaba serrana, gavirova, araçá, pitanga, butiá, jabuticaba.
Seqüestrar o gás carbônico da atmosfera, criando um ambiente mais fresco e agradável.
Revitalizar a pequena horta, iniciada no módulo anterior e corrigir erros para todos aprenderem.
Compartilhar conhecimentos, experiências e insumos para o melhor entendimento e usufruto da natureza.

Conteúdo programático

- Revitalização dos vasos e jardim (plantios, podas) com ênfase em ervas aromáticas e medicinais.
- Revitalização de solos em vasos e floreiras
- Biofertilização.
- Plantas companheiras
- Plantas Nativas
- Podas e transplantes
- Multiplicação de mudas por estaquia
- Cultivo e curiosidades sobre plantas aromáticas

Diálogo entre pintura e fotografia marca experimentações de Samuel Dickow, em cartaz na Diretriz

A galeria Diretriz Arte Contemporânea apresenta até o dia 14 de julho o trabalho do artista plástico Samuel Dickow, na exposição “Intensidades Sensíveis”, que tem curadoria de Ana Rocha e participação de outros três artistas: Daniel Duda, Juliana Grisi e Lailana Krinski. Na exposição, Samuel exibe seu trabalho em pintura acrílica sobre tela, que dialoga com questões presentes nas obras homônimas de Marcel Duchamp e Lygia Pape, chamadas Étant Donné - escolhidos pela curadoria como referência para inúmeras reflexões, releituras e contrapontos apresentados na mostra.
Samuel Dickow explora a pintura e a fotografia para formalizar questões poéticas e produzir experimentações. A produção do artista curitibano é dividida em diversas séries de experimentações com a linguagem pictórica, reflexo de uma pesquisa definida como “uma imersão no mundo sensível e sua emersão no mundo das representações”.
Embaso minha pesquisa a partir da interdependência entre a imagem fotográfica e a pintura, para refletir no objeto de arte percepções sobre temporalidade da imagem e seu conteúdo histórico”, conta Dickow.

Sobre os Étant Donné - A obra Étant Donné de Duchamp, feita entre 1946 e 1966, é uma instalação em que o espectador se vê diante de uma porta rústica e é convidado a olhar por uma fenda na porta. O que se vê: parte de um corpo nu deitado sobre a grama, sua mão segurando um lampião. Ao fundo, vê-se uma paisagem e uma cachoeira, que volta e meia brilha. Já o Étant Donné de Lygia Pape (1999), cujo título vem acrescido de um ponto de interrogação, é uma releitura da obra de Duchamp. Neste, a artista inclui o seu rosto numa colagem digital que completa a imagem do corpo visto através da fenda da porta no original.

Sobre Samuel Dickow - Graduado em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná, Samuel Dickow tem em seu currículo exposições como a mostra individual “Sem Título”, no Museu da Gravura e da Fotografia da Cidade de Curitiba, e “O Óbvio Improvável”, na Farol Galeria de Arte e Ação, com a curadoria de Keila Kern e Margit Leisner. Em 2013 participou da Mostra Sesi Arte Contemporânea, com o trabalho “Dispositivos Móveis”, texto crítico do trabalho de Arthur do Carmo. Entre 2012 e 2014, participou da 6ª edição projeto Bolsa Produção da cidade de Curitiba e, recentemente, participou da exposição coletiva “Limiar”, na Galeria SIM, com a curadoria de Arthur do Carmo e Tony Camargo.

Sobre a Diretriz Arte Contemporânea - Inaugurada em dezembro de 2015, pela galerista Zuleika Bisacchi, a Diretriz Arte Contemporânea realiza um trabalho de responsabilidade, critério, coerência, integridade e respeito aos artistas e ao público apreciador das artes, em suas diversas linguagens. Trata-se de um espaço de contemplação e cultura, onde o investidor tem a oportunidade de apreciar e adquirir obras de artistas já consagrados, assim como daqueles que estão despontando no meio.

A Diretriz Arte Contemporânea está situada no Shopping Pátio Batel / Piso L3 / Loja 329 e a exposição “Intensidades Sensíveis” pode ser visitada de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo, das 14h às 20h, com entrada franca. Mais informações: http://www.artediretriz.com.br.

Primeira temporada do "Ao Vivo na Capela" chega ao fim ao som dos cantores Lydio Roberto e Du Gomide

A primeira temporada do projeto "Ao Vivo na Capela" apresentou na quinta-feira (23), seu último. No vídeo desta semana, Lydio Roberto e Du Gomide, interpretam a música "Eu Sei", composição de Yuri Lemos. Em parceria com a revista Rolling Stone, a Fundação Cultural de Curitiba produziu 17 clipes gravados na Capela Santa Maria que mostraram a combinação entre os gêneros musicais variados e o espaço neoclássico de concertos. Os episódios foram divulgados sempre às quintas-feiras na fanpage da FCC no Facebook. O alcance dos vídeos divulgados na rede social foi de 885.487 pessoas.
Na avaliação do Superintendente da Fundação Cultural de Curitiba, Igor Cordeiro, a primeira temporada cumpriu as expectativas. "Além do grande alcance com o público curitibano e nacional, o registro histórico foi o principal objetivo do projeto nesta temporada. Vivenciamos durante as gravações momentos marcantes como a emoção do cantor Fabio Elias de entrar na Capela 25 anos depois de ter estudado no Colégio Santa Maria", conta Igor.
Segundo o superintendnete, para a segunda temporada a ideia é aprimorar o uso da linguagem e do espaço. O projeto está com edital aberto para novas inscrições até o dia 1º de julho e terão 15 novas bandas. A curadoria será feita por uma comissão técnica composta por três profissionais da área e da FCC.

Episódio 17 - Este episódio une um representante da velha guarda, Lydio Roberto, com um representante da nova geração de músicos da cidade, Dú Gomide. A música que ambos interpretam no vídeo é de autoria do filho de Lydio, o músico Yuri Lemos, vocalista da banda de rock Crocodilla.
O curitibano Lydio Roberto é musicoterapeuta, produtor musical, compositor e músico. A atual fase de produção do compositor tem como marca principal o tom regionalista, impresso com uma temática paranaense. Lydio ainda é autor de vários livros e CDs na área educacional em parceria com Mara Fontoura da Gramofone Produtora Cultural.
O músico paulistano Dú Gomide, radicado em Curitiba desde 1998, domina diferentes ritmos e gêneros, transitando com sucesso por todos eles, numa performance musical que vai do samba ao rock, do pop à MPB, do blues ao forró. Figura constante nos palcos da cidade, como integrante das bandas Serenô, Universo em Verso Livre, Real Coletivo e Rosa Armorial e do projeto "Essa Noite Vai Ter Sol", regravando músicas de Paulo Leminski. A experiência e a diversidade musical de Dú Gomide podem ser vistas no álbum “All In”, que reúne canções próprias, pontuadas pelas influências dos diferentes grupos dos quais o músico participa.

Sobre o projeto - Além de Lydio Roberto e Du Gomide, participam as bandas Leash, Charme Chulo, Fábio Elias, Jenni Mosello e Maycon Ananias, Íria Braga e Davi Sartori, ruído/mm, Monreal, Gentileza, Téo Ruiz e Estrela Leminski, Léo Fressato e Raissa Fayet, Rosie Mankato, Cabes Mc, Trombone de Frutas, Escambau, Rodrigo Lemos e Leprevost, Troy Rossilho e Alonso Figueroa. Os clipes foram veiculados no Facebook da FCC (facebook.com/fundacaoculturaldecuritiba) e ficarão disponíveis no canal do YouTube (http://bit.ly/AoVivonaCapelaPlaylist).

A Capela - A Capela Santa Maria foi inaugurada em 15 de outubro de 1939, como parte do conjunto de edificações que compunha as antigas instalações do Colégio Santa Maria, que funcionou no local por quase 60 anos. Propriedade do município desde 1998, a construção foi inserida no programa de Recuperação dos Espaços Culturais e revitalização da região central da cidade.
A restauração e adaptação, finalizadas em 2008, fizeram surgir uma sala de concertos com 203 lugares na plateia e 75 lugares nos mezaninos laterais e no primeiro balcão. Há lugares reservados para portadores de necessidades especiais, além de elevador e rampa de acesso que atendem aos portadores de deficiências físicas.
As janelas das salas de ensaio receberam vidros especiais para amenizar os ruídos externos e melhorar a qualidade acústica, garantindo condições adequadas para os encontros da Camerata Antiqua e de outros importantes grupos musicais que formam a programação do espaço.
As obras e a nova ocupação da Capela Santa Maria, inaugurada em janeiro de 2008, durante a Oficina de Música de Curitiba, são um marco na preservação da memória e no registro histórico do patrimônio da cidade.

Mostra BRDE de Cinema exibe sete filmes nacionais em Curitiba

Quem gosta de cinema já pode incluir na agenda. A partir de hoje (27), Curitiba receberá a Mostra BRDE de Cinema Brasileiro, realizada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) como parte das comemorações dos 55 anos da instituição. A mostra, que já passou por Porto Alegre e Florianópolis, é gratuita e disponibilizará ao público sete filmes nacionais realizados com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), do qual o BRDE é agente financeiro.
As exibições acontecem no Auditório Poty Lazzarotto, do Museu Oscar Niemeyer. A abertura será nesta segunda-feira (27) com uma sessão exclusiva para convidados. As exibições para o público começam na terça (28) e seguem até quinta (30) em dois horários, às 14h30 e às 19h30. Na quinta, último dia da mostra, haverá também uma sessão extra às 17 horas.
Entre as obras selecionadas estão duas animações. Uma delas é “Até Que a Sbórnia Nos Separe”, livremente inspirado no espetáculo “Tangos & Tragédias”, criado e interpretado pela dupla gaúcha Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, falecido em 2014. Na animação, com vozes dos dois gaúchos e de Fernanda Takay e Arlete Salles, o fictício país da Sbórnia se vê em apuros quando o muro que o separa do resto do mundo cai repentinamente. A outra animação em cartaz, “Bruxarias”, é voltada para crianças e conta a história de uma menina que descobre ser de uma linhagem de feiticeiras e precisa salvar a avó e os segredos da família.
O único documentário na mostra é “Ivan”, do paranaense Guto Pasko. O documentarista conheceu o personagem-título durante a realização de outro documentário, “Made in Ucrânia”, de 2006. A partir da leitura dos diários de Ivan, o cineasta concebeu o documentário que narra história do ucraniano sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, que fugiu para o Brasil e depois de quase 70 anos volta à terra natal.
A programação da mostra ainda conta com os dramas “Para Minha Amada Morta”, que levou sete prêmios no Festival de Cinema de Brasília no ano passado; “Oração do Amor Selvagem”, com o ator Chico Diaz como protagonista; “Real Beleza”, com direção de Jorge Furtado e Adriana Esteves e Vladimir Brichta nos papéis principais; e “Beira-Mar”, premiado no Festival de Cinema do Rio no ano passado.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira (28)

14h30: ATÉ QUE A SBÓRNIA NOS SEPARE (animação) - O que acontece quando o muro que separa um pequeno país do resto do mundo cai acidentalmente? Tranquilo e parado no tempo, o povo da Sbórnia é agora atingido pelos ventos da modernidade vindos da cidade grande. Inspirado no espetáculo gaúcho Tangos & Tragédias. Classificação indicativa: 10 anos

19h30: PARA MINHA AMADA MORTA (drama) - Fernando é um bom homem que cuida do filho único, Daniel, um menino tímido e sensível. Depois da morte de Ana, sua esposa, todas as noites Fernando recorda seu sentimento, arrumando as coisas da amada morta. Um dia ele encontra uma fita VHS, que mudará tudo. O filme foi bastante elogiado pela crítica, sendo premiado no 48º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. Classificação indicativa: 16 anos

Quarta-feira (29)

14h30: BRUXARIAS (Animação) - Voltado para o público infantil, conta a história de uma menina de dez anos que vive uma aventura para salvar a avó e os segredos de sua família. Com pitadas de bom humor, a jornada desta heroína, que descobre ser de uma linhagem de feiticeiras e que tem nas receitas da avó um valioso tesouro, será contada através da linguagem fantástica da animação. Classificação indicativa: livre

19h30: ORAÇÃO DO AMOR SELVAGEM (drama) - No fim dos anos 1970, em uma sociedade isolada no interior que vive a ascensão de novas religiões e seitas, um homem desafia as leis divinas e viaja para defender seus princípios e sua liberdade. Mas o que parecia ser a felicidade em um vilarejo de crentes torna-se um labirinto de ciúme, fanatismo e violência. Foi inspirado em crimes reais cometidos em uma comunidade do interior de Santa Catarina na década de 1970. Classificação indicativa: 16 anos

Quinta-feira (30)

14h30: REAL BELEZA (drama) - O filme conta a história de João, um fotógrafo que procura candidatas à modelo. João conhece uma jovem de rara beleza, Maria, e acaba se envolvendo com a mãe dela, Anita. O pai da menina, Pedro, não quer deixar que ela seja modelo. João se apaixona por Anita e agora quer levar embora mãe e filha. Classificação indicativa: 14 anos

17 horas: BEIRA-MAR (drama) - Durante o inverno, dois jovens viajam ao litoral gaúcho. Martin precisa visitar parentes distantes, em busca de um documento para seu pai. Tomaz aceita acompanhá-lo nessa jornada, aproveitando a oportunidade para se reaproximar do amigo. Alternando entre distrações corriqueiras, reflexões sobre suas vidas e sua amizade, os garotos se abrigam em uma casa de vidro, à beira de um mar frio e revolto. Classificação indicativa: 14 anos

19h30: Iván – DE VOLTA AO PASSADO (documentário) - O filme narra o emocionante retorno do refugiado ucraniano no Brasil Iván Bojko à sua terra natal, 68 anos depois, já aos 91 anos de idade. Classificação indicativa: 14 anos

As exibições são gratuitas. Não há necessidade de retirar convites antecipadamente. Mais informações: 3219-8173.

Centro Cultural Teatro Guaíra agenda passeios para público conhecer bastidores e história

Pode ser feito durante o ano, em qualquer horário e é gratuito. Este é o passeio guiado oferecido ao público pelo Centro Cultural Teatro Guaíra às instalações do prédio central. As visitas devem ser agendadas. De segunda a sexta, o setor de preservação e memória recebe grupos de estudantes, arquitetos e turistas para visitas que duram cerca de uma hora. O trajeto começa pelo segundo balcão do auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão), com a história de criação do Centro Cultural Teatro Guaíra. São apresentadas referências histórias, arquitetônicas e artísticas como do painel do artista paranaense Poty Lazzarotto, que está no frontão da entrada do Guairão.
Em algumas visitas pode-se ver outra obra do artista, que é a pintura na cortina corta-fogo, que isola o palco do Guairão da plateia, mas nem sempre esta cortina está abaixada. O passeio continua pela plateia, palco e coxias do Guairão e, em seguida, os visitantes são guiados para o auditório Salvador de Ferrante (Guairinha). Durante o trajeto é apresentada a composição artística do CCTG, que são os corpos estáveis, e que inclui a Orquestra Sinfônica do Paraná, Balé Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra e G2 Cia de Dança. Estes grupos apresentam ao longo do ano concertos, balés e óperas e, para isto, são necessários figurinos e cenários, também feitos dentro do CCTG.
Há ainda montagens pontuais como as do Teatro de Comédia do Paraná e Festival de Bonecos, cujas produções também são feitas na casa. Em caso de grupos menores e de possibilidade de atendimento, a visita é estendida ao guarda-roupa do CCTG que reúne cerca de 30 mil peças (figurinos de balé, de ópera e peças para empréstimos). O agendamento das visitas deve ser feito pelo email diart@cctg.pr.gov.br 

Histórico - Em 1939 o Theatro Guayrá (onde hoje é a Biblioteca Pública do Paraná) foi demolido e, ao mesmo tempo, começou a campanha pela construção de um teatro oficial na cidade, liderada pela Academia Paranaense de Letras.
O projeto para a construção do teatro foi escolhido no final dos anos 40 e a construção iniciada em 1952. Nesta década, o Paraná experimentou o apogeu da economia do mate e na região norte o início da expansão cafeeira a partir do estado de São Paulo. A economia em expansão aliada a um contexto político favorável, como foi o governo de Bento Munhoz da Rocha Netto, contribuíram para que a década de 50 fosse, para Curitiba, um período de expressiva evolução cultural. Além do Teatro Guaíra foram idealizados outros tantos projetos, como a Biblioteca Pública do Paraná e o Centro Cívico.
A construção do Teatro Guaíra foi iniciada em 1952 e em 1954 foi inaugurado o primeiro de três auditórios que compõem o edifício: o auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), onde, em 1955, começaram as apresentações dos espetáculos. O auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão), cuja inauguração estava prevista para 1971, foi inaugurado em dezembro de 1974, depois de ser reconstruído após um incêndio em abril de 1970, que o deixou substancialmente destruído. Em 28 de agosto de 1975 foi inaugurado o último auditório, o Glauco Flores de Sá Brito (Mini), completando o projeto do complexo cultural. O espaço total dos auditórios passa a ser de 16.900 metros quadrados, com uma capacidade total de 2.757 lugares.