quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Da MPB ao tango: diferentes ritmos integram Menu Musical de agosto


O mês de agosto chegou e a programação do Menu Musical está completa. O projeto será comandado por duas pianistas, Noara Barreiros e Elizabeth Rech. Confira os detalhes abaixo:
Noara Barreiros se apresenta aos sábados e domingos, das 13h às 15h. Ela estudou piano clássico e popular em Curitiba.  Atualmente, além do piano, dedica-se ao estudo da flauta transversal e realiza trabalho voluntário em várias instituições da cidade. De gosto musical eclético, toca polcas, choros, maxixes, valsas, MPB, música internacional, entre outros.
Elizabeth Rech toca às quintas, sextas e sábados, das 19h às 21h. Elizabeth tem repertório amplo, com modinhas, boleros, valsas, MPB, tangos e temas de filmes clássicos. Há mais de 20 anos tocando em público, a artista está com seu 15° álbum em gravação.
As apresentações acontecem Largo Curitiba, piso L2 do Shopping Curitiba. Mais informações: 3026-1000 ou www.shoppingcuritiba.com.br.

“Noël”, show em homenagem a Noel Rosa, volta ao Paiol


Idealizado pelo ator e cantor Marcio Juliano, “Noël” estreou no ano de 2006 em Curitiba e ainda se mantém em cartaz. Embora longe dos palcos da cidade há 4 anos, o projeto não parou. Em 2017 esteve em 19 cidades entre o interior do Paraná e interior de São Paulo, além de fazer temporada na capital paulista. Até aqui, o show realizou 69 apresentações atingindo um público de aproximadamente 28 mil pessoas, visitando também o Rio de Janeiro e Brasília.
Novas apresentações estão agendadas para os dias 3 e 4 de agosto (sexta e sábado), às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. No dia 2 (quinta) haverá um bate-papo com os músicos sobre o trabalho, às 19h, no Conservatório de MPB de Curitiba, com entrada gratuita.
Protagonizado por Juliano, o elenco conta ainda com os músicos Marcelo Torrone, Ale Age, Gabriel Schwartz e Sérgio Albach que também assina a direção musical. A direção cênica é do premiado diretor Marcio Abreu, da Companhia Brasileira de Teatro.
O que dá mais charme ao trabalho é que em todas as apresentações o show conta com a participação especial de uma cantora convidada. Para esta edição, o grupo recebe a cantora paranaense Uyara Torrente, integrante da Banda Mais Bonita da Cidade. Uyara, que também é atriz, fará participação em cinco músicas do roteiro.

Livres para todas as idades, as apresentações de “Noël” têm ingressos custando R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia). As vendas acontecem pelo site Alô Ingressos ou na bilheteria do Teatro de terça a sexta, das 14h às 18h ou ainda 1 hora antes do show. Mais informações sobre o bate-papo do dia 2: 3321-3315.

Sesi Música traz Zizi Possi a Curitiba no sábado


“Caminhos do Sol”, “Asa Morena”, “A Paz”, “Per Amore”. Esses e outros sucessos de uma das maiores cantoras da música popular brasileira serão interpretados sob o comando do maestro Jether Garotti Júnior em um delicado concerto realizado pelo Sesi Música com a cantora Zizi Possi. A primeira apresentação de sua breve passagem pelo Paraná será no dia 4 de agosto, às 20h,em Curitiba, no Teatro Sesi Campus da Indústria e, no dia 5 de agosto, no Teatro Sesi em Pato Branco, no mesmo horário. Os ingressos custam R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia) e podem ser adquiridos desde já pelo DiskIngressos.
Conhecida por ter lançado três CDs acústicos na década de 90 - “Sobre Todas as Coisas”, “Valsa Brasileira” e “Mais Simples” - e por realizar incontáveis shows nesta linha pelo Brasil e pelo mundo, Zizi Possi sabe bem como encantar o seu público acompanhada por poucos instrumentos. No concerto “Piano e Voz”, além dos sucessos mais marcantes de sua carreira, a artista apresentará canções de seus trabalhos mais atuais, como: “Cacos de Amor”, “Contrato de Separação”, “Disparada”, “Meu Mundo e Nada Mais” e “Sem Você”.
Nos palcos do Sesi Música, Zizi também não deixará faltar clássicos de grandes compositores brasileiros que marcaram a sua trajetória elaborando músicas exclusivamente para ela e que ficaram eternizadas em sua voz, como: Chico Buarque, Edu Lobo, Gonzaguinha, Geraldo Vandré, Arnaldo Antunes, entre outros.
Completando 40 anos de carreira em 2018, Zizi Possi coleciona diversos prêmios como Troféu Imprensa e Prêmio da Música, além de discos de ouro, de platina e duplo de platina. A cantora ainda tem realizado shows fora do Brasil, em Portugal, França, Espanha, Dinamarca, Suíça, Argentina e Estados Unidos. Em 2018, concorre ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria MPB.

Caixa Cultural Curitiba recebe “Obscena”, da obra de Hilda Hilst


Reconhecida como um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, Hilda Hilst é o foco central da montagem “Obscena - Um Encontro Com Hilda Hilst”, produzido e estrelado por Fabiana Pirro. A vida da escritora é misturada com a da atriz e desagua no texto profundamente humano da dramaturga, encenadora e diretora Luciana Lyra. Sua direção é uma ode ao teatro. Através dele surge o encontro e as possibilidades de libertação se tornam infinitas. O universo masculino é visitado e desejado em cena. As figuras do pai, do filho e do amor são as linhas grossas deste bordado. As encenações de “Obscena - Um Encontro Com Hilda Hilst” acontecem sexta e sábado, às 20h e domingo, às 19h. Os
No espetáculo, a atriz Fabiana Pirro vive Líria, uma mulher de mais de 40 anos em busca do amor do pai, um belo e inteligente homem que enlouqueceu quando ela ainda era uma garota. Através de recursos cênicos, e com inúmeras referências ao texto de Hilda Hilst, a personagem traz também um alter-ego chamado Estélia, que reclama o empoderamento feminino, professa a liberdade e a polêmica obscenidade hilstiana. O projeto teve início em janeiro de 2014, com uma minuciosa pesquisa sobre a poética da escritora Hilda Hilst, quando se fez necessária a imersão da atriz/produtora e da diretora/dramaturga na Casa do Sol, em Campinas, lugar onde Hilda Hilst viveu de 1966 até 2004, quando faleceu. Na sequência, foi realizada a Mostra Hilda Hilst de Prosa e Poesia, em Recife. Por fim, depois de um ano de experiências e amadurecimento artístico, nascia o solo poético “Obscena - Um Encontro Com Hilda Hilst”.
Apresentar “Obscena” ganha ainda mais relevância pela retomada da visibilidade da obra da escritora e dramaturga paulista que, este ano, é a homenageada no Festival Literário Internacional de Paraty. O espetáculo solo tem duração de 50 minutos nos quais a atriz faz três trocas de roupa e contracena com a projeção de um filme feita na Casa do Sol, residência de Hilda Hilst. O cenário é compacto, mas causa um efeito impactante, sugerindo o interior de uma casa e também a área externa onde há um portão e a árvore de desejos. Com uma trilha musical instigante – desenvolvida especialmente pelo artista multimídia Ricardo Brazileiro – e com um design de luz que emociona, a performance de Fabiana Pirro comunica potência cênica nos vários papeis que desempenha na busca pelo amor do pai falecido, onde tenta compreender o sentido de estar no mundo, se não for pelo amor.

Indicadas para maiores de 14 anos, as encenações de “Obscena - Um Encontro Com Hilda Hilst” tem ingressos que custam R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia, conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito Caixa). A compra pode ser feita com o cartão vale-cultura. Mais informações: 2118-5111.

Comédia “Suburbano Coração” chega ao palco do Guairinha


A peça “Suburbano Coração” estreia no Guairinha nestefinal de semana. O diretor Naum Alves de Sousa se inspirou na canção homônima de Chico Buarque e escreveu esta deliciosa e avassaladora comédia. “Suburbano Coração” conta a história de Lovemar, balzaquiana mal-amada, que vive à espera de um casamento que lhe dê sentido e substância à vida modesta, que flui monotonamente num subúrbio de uma grande cidade, no início dos anos 60.
Apesar dos pesares e decepções, entre os quais duas tentativas frustradas (mas hilariantes) de encontrar seu príncipe encantado, Lovemar acaba sendo ajudada por um daqueles programas do tipo “a felicidade ao seu alcance”, que fizeram época nas rádios brasileiras há algumas décadas.
É um final feliz, portanto, mas o humor cortante de Naum Alves de Souza, sempre ligado ao ridículo de certas situações e ambientes, deixa no ar o risco de novo fracasso, pois, talvez, mais importante do que a realização de um sonho seja continuar a tê-lo. O universo estreito e banal em que vive Lovemar é povoado de pessoas tão patéticas quanto ela, dominadas pela busca tão aflita quanto singela de uma definição amorosa, que dê algum calor e brilho a existências opacas e amorfas.

Indicado para maiores de 14 anos, “Suburbano Coração” tem direção de Chico Nogueira e o elenco é composto por Maíra Weber, Luiz Carlos Pazello, Eliane Campelli e Marley Mello. As encenações acontecem no dia 4, às 21h, e dia 5, às 20h. Os ingressos custam R$ 50,00 e R$ 25,00 (meia).

“Caravanas”, de Chico Buarque, passa pelo Guairão neste final de semana


"Minha embaixada chegou/ Deixa meu povo passar". Assim, tomando para si a canção de Assis Valente, Chico Buarque anunciava em Belo Horizonte a estreia da turnê “Caravanas”. Agora, depois de passar pela capital mineira, pelo Rio de Janeiro e São Paulo e ser vista por mais de 90 mil pessoas, Chico se apresenta de 2 a 4 de agosto, às 21h, no Guairão.
O sucesso da turnê se explica não só pela expectativa naturalmente criada em torno dos shows de Chico, afastado dos palcos desde 2012. O álbum “Caravanas” (lançado pela Biscoito Fino) foi apontado por muitos como um dos melhores do ano, assim como a canção As caravanas - tomada desde o nascimento como um dos grandes clássicos da obra do compositor. Além disso, o show mostra um Chico dialogando com seu tempo de forma aguda, como em alguns dos períodos mais marcantes de sua carreira. E aqui a expressão "seu tempo" tem sentido duplo. Por um lado, trata do momento de tensão política e social que o Brasil e o mundo atravessam. Por outro, "seu tempo" diz respeito ao tempo que o artista procura afirmar no palco, acima de qualquer cronologia. O "tempo da delicadeza", como escreveu ele sobre a melodia de Cristóvão Bastos em Todo o sentimento - não por acaso, presente no repertório.
Depois de pedir permissão para seu povo passar, Chico deixa claro quem chama de seu povo. Ele está presente em Mambembe, declaração de princípios e louvação à figura do artista - recentemente tratado como vagabundo em debates acalorados neste presente que Chico transcende no palco. Está também nos malandros de Partido alto e A volta do malandro assim como na involuntária heroína, duplamente violentada, de Geni e o zepelin. E, em definitivo, nos mestres e colegas listados em Paratodos.
Seu povo também são seus parceiros. Chico presta especial deferência a eles, fazendo questão de citá-los. Além de Todo o sentimento, Cristóvão Bastos é lembrado em Tua cantiga, outra do recém-lançado álbum que nasceu com ares de clássico. Edu Lobo aparece três vezes. A primeira, em A moça do sonho - uma das muitas canções do show que lidam com realidades oníricas, tempos suspensos, como Outros sonhos, Massarandupió, Futuros amantes ou mesmo Tua cantiga. Depois, Edu é lembrado de novo em A história de Lily Braun e A bela e a fera, ambas de “O Grande Circo Místico”, aqui tocadas juntas. Seu maestro soberano Tom Jobim é celebrado em Retrato em branco e preto e Sabiá. Baixista da banda, Jorge Helder aparece como compositor em Casualmente. Parceiro mais recente ("e mais amado", ressalta Chico no palco), o neto Chico Brown entra com Massarandupió.
A representação maior do povo que Chico puxa em sua embaixada talvez seja Wilson das Neves, a quem o show é dedicado. O cantor lembra seu velho amigo e baterista de sua banda, morto em 2017, cantando a primeira parceria da dupla, Grande hotel.
Cuba ganha um lugar especial no universo desenhado por Chico no show, com Yolanda (versão em português do compositor para canção do cubano Pablo Milanés) e Casualmente, construída sobre uma memória de Havana.
Chico também afirma sua embaixada a partir do que não quer. Como na tristemente atual Derradeira estação, crônica de um Rio dominado pela violência, num Estado ausente que gera mil estados paralelos. Ou na raiva, "filha do medo" e "mãe da covardia", que embala a violência em As caravanas. Em registros mais leves e irônicos, ele pisca, em Desaforos e Injuriado, para os que "proferem desaforos pro seu lado". O "malandro candidato a malandro federal", o "malandro com retrato na coluna social" e outros que nunca se dão mal também têm seu momento de infâmia no show, em Homenagem ao malandro.
A grandeza do que se vê no palco, porém, não se resume às canções. Chico é sustentado por uma banda primorosa, que, a partir dos arranjos de Luiz Claudio Ramos, parece se multiplicar. Ela é formada por João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo), Marcelo Bernardes (flauta e sopros) e Jurim Moreira (bateria), além do próprio Luiz Claudio Ramos (violão). Também constroem o espetáculo a luz de Maneco Quinderé, os figurinos de Marcelo Pies e o cenário de Helio Eichbauer, formado por um jogo de oito cordas entrelaçadas - que formam diferentes desenhos e movimentos e mudam de tom de acordo com a iluminação - e “uma esfera armilar que flutua no espaço azul como algum sistema planetário”, como ele mesmo descreve.
O show que o público curitibano poderá presenciar traz um artista com plena consciência do tempo (dos tempos), como o personagem de Jogo de bola - outra pérola da safra mais recente. Mas que sabe ser, simultaneamente, aquele craque que tem a experiência do passado ("Outrora, quando em priscas eras/ Um Puskás eras") e o garoto que ainda é capaz de inventar dribles ("O tique-taque, o pique, o breque").
A turnê “Caravanas” tem produção geral de Vinícius França, produção local de Verinha Walflor e direção técnica de Ricardo Tenente Clementino. Os shows nestas primeiras capitais têm o patrocínio da Icatu Seguros, que já havia patrocinado o último espetáculo do artista – visto por mais de 150 mil espectadores.

Livre para todas as idades, as apresentações de “Caravanas” têm ingressos que variam de R$ 156,00 (meia) a R$ 496,00 (inteira) de acordo com o setor do teatro. A taxa administrativa de R$ 6,00 está incluída no valor. Mais informações: 3315-0808 ou www.diskingressos.com.br.


Charles Dickens no Auditório Antônio Carlos Kraide


Nesta quinta (2), o Auditório Antônio Carlos Kraide, no Portão Cultural, traz o espetáculo “Oliver Twist”. A peça teatral apresenta as desventuras de Oliver Twist, uma criança órfã que não abriu mão de sua bondade. Com classificação livre, o espetáculo inicia às 20h e tem entrada franca.
Nesta adaptação do famoso clássico de Charles Dickens, Oliver conhece um ladrão nas ruas de Londres e se junta à uma gangue de meninos que são treinados para roubar, mas um segredo do passado pode mudar a sua sorte. Em meio a músicas e poesia, a peça narra a pureza do coração do menino Oliver Twist que sempre teve o amor ao próximo como seu indicador do caminho. A peça tem produção da Cia. Alldeias e direção de Karen Turbay.