segunda-feira, 30 de março de 2015

Colheita do pinhão será permitida somente a partir de 1º de abril

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) alerta a população que a colheita e a comercialização do pinhão será permitida no Estado somente a partir de 1º de abril. A data é estabelecida para que possam ser garantidas a maturação do fruto e a continuidade da araucária no Estado, árvore ameaçada de extinção. É nesta época que as araucárias amadurecem as pinhas para a reprodução da espécie.
Precisamos lembrar que o pinhão também serve como alimento para diversas espécies da fauna. Respeitando a data da colheita, garantimos a continuidade de sua existência para as próximas gerações”, explica o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.
As normas e as instruções para a colheita estão estabelecidas na portaria do IAP nº 046/2015 que instrui os procedimentos para controle da exploração do pinhão e da araucária. Seu objetivo é regulamentar a colheita e garantir o consumo sustentável do fruto.
Assim, ficam proibidos colheita, transporte, comércio e armazenamento do fruto de qualquer pinheiro (plantado ou nativo) antes de 1º de abril. Independentemente da data, a comercialização das pinhas imaturas (que apresentam coloração verde, cujas sementes – pinhões – apresentam casca esbranquiçada e úmida) também é proibida.
A portaria também proíbe o abate dos pinheiros nativos adultos portadores de pinhas nos meses de abril, maio e junho. Estão excluídos dessa proibição apenas os pinheiros autorizados por motivo de riscos pessoais e/ou materiais, de interesse social e/ou utilidade pública, para construções em áreas urbanas consolidadas e árvores oriundas de reflorestamento.
A pessoa que for flagrada em algumas dessas situações estará sujeita a responder a processo administrativo e a processo criminal, além de receber auto de infração ambiental. A multa é de R$ 300,00 para cada 60 quilos da semente.
A população não deve aceitar e comprar o pinhão antes dessa data. Assim, todos contribuem para a preservação da espécie”, explica a diretora de Controle e Recursos Naturais do IAP, Ana Cecília Nowacki.

Livro investiga fotografias tiradas por artistas das décadas de 60 e 70

A professora e artista visual Juliana Gisi mergulhou em fotos clicadas e em textos escritos por importantes artistas plásticos durante os anos 1960 e 1970. Entre nomes como Marina Abramovic, Robert Smithson, Edward Ruscha e Jan Dibbets, ela analisou imagens e documentos para criar sua tese de doutorado, que agora sai reestruturada em forma de livro. Contemplado pelo XIV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, o livro "60/70: As Fotografias, os Artistas e Seus Discursos" será lançado nesta terça-feira (31), às 16h, no DeArtes – Departamento de Artes da Universidade Federal do Paraná (rua Coronel Dulcídio, 638, Batel), com distribuição gratuita de exemplares.
Juliana queria entender o que era a fotografia para aqueles artistas que a tomaram como meio para suas produções plásticas e afirmaram que o resultado que obtinham não possuía qualidade estética. "Voltei-me para os textos que estes artistas haviam escrito na época como uma valiosa fonte de informações que me possibilitaria um confronto com suas ideias", explica a autora. "A análise desses discursos me proporcionou uma aproximação ao modo como eles, naquele momento histórico, abordaram a fotografia na intersecção com sua prática artística", complementa.
Os artistas foram selecionados a partir de uma pesquisa minuciosa feita em antologias de escritos que continham textos das décadas de 1960 e 1970 em que a fotografia era abordada ou discutida. No entanto, a prática era pouco citada em discursos da época em comparação, por exemplo, com a pintura. "Revelou-se, naquele momento histórico, um processo complexo de estabelecimento da fotografia como um objeto para o saber artístico, cujos desdobramentos sentimos na produção atual", continua a pesquisadora.
De acordo com a autora, a fotografia na arte existe pelo discurso – tanto visual quanto textual – que a toma como objeto, e, neste sentido, estava sendo inventada para aquele momento, nos escritos e na produção plástica dos artistas. "De alguma forma, podemos extrair daí uma teoria da fotografia construída pela perspectiva dos artistas", conta Juliana na introdução do livro. A publicação será distribuída durante o lançamento e enviada para universidades públicas de todo o Brasil.

A autora - Juliana Gisi nasceu em Curitiba, cidade onde cursou o Curso Superior de Pintura na Embap – Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Continuou sua formação com uma Especialização em História da Arte do Século XX na EMBAP, um Mestrado em Educação na PUC-PR e um Doutorado em Artes Visuais na UFRGS. Desde 2005, é professora da Universidade Federal do Paraná no setor de educação.
Sua produção artística, principalmente em fotografia, inclui exposições coletivas como "caixa d'água" (Centro Cultural Solar do Barão, Museu da Fotografia, 2013), "Sobrespaços" (Espaço Tardanza, 2012), "Estado da Arte: 40 anos de arte contemporânea no Paraná – 1970-2010" (Museu Oscar Niemeyer, 2010), "Possíveis Conexões" (Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2008), entre outras.

Artistas citados na obra - Robert Smithson (Estados Unidos), Edward Ruscha (Estados Unidos), Jan Dibbets (Holanda), John Baldessari (Estados Unidos), Douglas Huebler (Estados Unidos), Sol LeWitt (Estados Unidos), Dan Graham (Estados Unidos), Vito Acconci (Estados Unidos), Eduardo Costa (Argentina), Raúl Escari (Argentina), Roberto Jacoby (Argentina), Terry Atkinson (Inglaterra), Hans Haacke (Alemanha), Gerhard Richter (Alemanha), Dennis Oppenheim (Estados Unidos), Arnulf Rainer (Áustria), Richard Hamilton (Inglaterra), Lucas Samaras (Grécia), Giorgio Ciam (Itália), Lynda Benglis (Estados Unidos), Adrian Piper (Estados Unidos), Eleanor Antin (Estados Unidos), Marina Abramovic (Sérvia), Victor Burgin (Inglaterra).

René Dotti fala sobre a Ditadura Militar em palestra gratuita no UniBrasil

“A Memória da Resistência Civil – Da ditadura militar à democracia civil” é o tema do mais recente livro do professor René Dotti e da palestra que irá ministrar nesta terça-feira (31), data de aniversário do golpe militar no Brasil, no UniBrasil Centro Universitário. No auditório do campus da Instituição nomeado em sua homenagem, às 19h30min, Dotti irá discorrer sobre a importância da preservação da memória do que efetivamente representou a ditadura militar, suas consequências sociais, políticas e pessoais, além de promover a análise do ciclo dos governos autoritários.
Trazer à tona uma história recente e muito importante para o Brasil é importante não só pelo regate histórico do nosso país, mas porque o dia 31 de março é considerado o Dia da Revolução, que foi promovida pelos militares que afastaram do governo o presidente regularmente eleito, João Goulart. Por outro lado, é importante essa discussão já que boa parte da sociedade fala da intervenção dos militares para sanear o problema gravíssimo da corrupção, mas essa lição não pode ser adotada, pois a experiência nos mostrou o comando dos militares como altamente prejudicial tanto do ponto de vista dos direitos humanos quanto da própria organização do Estado e da liberdade da sociedade”, reflete René Dotti.
O evento gratuito é promovido pelo Programa de Mestrado em Direito do UniBrasil Centro Universitário e o livro "A Memória da Resistência Civil – Da ditadura militar à democracia civil" é uma edição do Instituto Memória.

O UniBrasil – Fundado em 2000, por professores doutores da Universidade Federal do Paraná, o UniBrasil (Centro Universitário Autônomo do Brasil – UniBrasil) possui seis mil alunos em cursos de graduação, pós-graduação e mestrado. Além de excelência na formação, com corpo docente altamente qualificado (75% dos professores com títulos de mestre ou doutor), o UniBrasil promove o incentivo ao esporte (com a manutenção de equipes e bolsas de estudo aos atletas), à globalização (com programas de intercâmbio e bolsas internacionais), à sustentabilidade (com ações sustentáveis e adesão ao Global Compact da ONU), à cultura (com o grupo de teatro Grutun!) e à pesquisa (com uma biblioteca com mais de 100 mil volumes e investimento em publicações). Com 150 mil metros quadrados, o campus está localizado no bairro do Tarumã, na capital paranaense. A infraestrutura moderna oferece aos alunos estacionamento amplo, complexo esportivo com academia, quadra poliesportiva, piscina, modernos laboratórios de informática e Clínicas de Saúde (com atendimento gratuito à comunidade).

O Unibrasil está situado na rua Konrad Adenauer, 442, Tarumã. Mais informações: 3361-4200.

Willie Nelson vai lançar a sua própria marca de maconha nos Estados Unidos

A lenda da música country norte-americana, o cantor Willie Nelson, se prepara para fazer um lançamento para lá de barulhento. Não se trata de nenhum novo single para a tristeza dos fãs do cantor, mas sim a sua própria marca de maconha.
Considerado uma lenda do Texas, Willie Nelson é defensor da legalização da maconha há décadas e considera a causa uma de suas “paixões”. Por isso, os produtos da Willie’s Reserve serão dignos dos melhores connoisseurs da cannabis e vendidos em lojas próprias nos estados americanos em que o consumo recreativo da planta é legalizado.
A empresa, administrada pela família do músico, vai oferecer uma linha assinada pelo artista, que incluirá uma edição de luxo da droga, além de bongs e vaporizadores, bem como itens de outros produtores que terão que atender a determinados critérios empresariais e ambientais, como uma preocupação com a pegada de carbono deixada, por exemplo.
Leis que legalizam o uso recreativo da maconha já foram aprovadas em Washington, Alasca, Colorado, Oregon e no Distrito de Columbia. Portanto, o processo de legalização da droga vai afetar o número de lojas que a empresa poderá abrir.
Atualmente Willie Nelson está com 81 anos e os fãs esperam do artista um álbum derradeiro, que deverá representar toda a magnitudade de uma carreira muito produtiva.
Curitiba ganhou, nesta segunda-feira (30), mais um espaço para difusão e promoção da língua alemã. Pela manhã, o prefeito Gustavo Fruet ao lado da embaixadora da Áustria no Brasil, Marianne Feldmann, inaugurou a Biblioteca da Áustria dentro da Casa da Leitura Wilson Martins no Terminal do Carmo. O espaço que já abriga seis mil títulos em português, recebeu 1200 livros em língua alemã graças a um intercâmbio literário firmado entre a Fundação Cultural de Curitiba, Embaixada da Áustria e o Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da UFPR.
Fico muito feliz com mais este presente que Curitiba ganha em seus 322 anos. É uma região com uma grande comunidade que domina o idioma alemão e saberá aproveitar o espaço”, disse Fruet.
A embaixadora da Áustria, Marianne Feldmann, também ressaltou a opção pela região. “Além de muitos descendentes de países que falam em alemão, a região abriga o Colégio Erasto Gaertner que tem a língua alemã no currículo da escola e a Igreja Menonita que promove cultos em alemão todas as semanas”, lembrou Marianne.

Atividades e acervo - A seleção dos livros colocados na Biblioteca da Áustria feita por profissionais da Universidade Federal do Paraná privilegiou títulos de novos escritores e de literatura infantil. Segundo a professora Ruth Bohunovsky,a ideia é investir e formar novos leitores. “O acervo conta com um bom número de clássicos em língua alemã, mas achamos importante abrir um espaço para uma nova geração de autores austríacos que tem se destacado nas duas últimas décadas”, conta Ruth.
Segundo o presidente da FCC, Marcos Cordiolli, ainda no primeiro semestre serão promovidas rodas de leitura e contações de histórias para crianças em língua alemã.

A Biblioteca da Áustria na Casa da Leitura Wilson Martins está situada Av. Marechal Floriano Peixoto, 8430, Rua da Cidadania do Boqueirão e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h. Mais informações: 3313-5512.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Documentários são destaque na programação cinematográfica

Nada menos que oito novidades nos cinemas curitibanos. E entre elas três documentários: os nacionais “Sal da Terra” (foto) e “Eduardo Coutinho, 7 de Outubro” e o canadense “Marcas da Água”. Temos ainda os dramas “O Último Ato”, com Al Pacino e “Duas Irmãs, Uma Paixão”; o suspense “O Garoto da Casa ao Lado”; a fantasia “Cinderela” e a animação nacional “Até Que a Sbórnia nos Separe”.
Continuam em exibição “Mapa Para as Estrelas”, “Dívida de Honra”, “A Teoria de Tudo”, “Sniper Americano” e “Golpe Duplo”.

ATÉ QUE A SBORNIA NOS SEPARE - Animação gaúcha baseada no espetáculo músico-teatral "Tangos & Tragédias", criado pela dupla Hique Gomez e Nico Nicolaeiwski, sucesso nacional há 25 anos. O que acontece quando o muro que separa um pequeno país do resto do mundo cai acidentalmente? Tranquilo e parado no tempo, o povo da Sbórnia é agora atingido pelos ventos da modernidade vindos da cidade grande, Os conflitos causados pelo violento choque cultural bagunça a vida dos protagonistas Kraunus e Pletskaya, dois conhecidos músicos sbornianos. Como consequência da interferência continental nos arraigados hábitos do pequeno país, alguns nativos fazem acordar velhas crenças adormecidas e se põem a resgatar sua identidade. A direção é da dupla Otto Guerra e Ennio Torresan Jr. (responsáveis pelo curta “Luz, Anima, Ação”) e o elenco de dubladores traz nomes como Fernanda Takai, Arlete Salles e André Abujamra.
Indicação etária: 12 anos

CINDERELA - Esta nova versão live-action da Disney para o seu clássico de animação lançado em 1950 tem direção de Kenneth Branagh (“Operação Sombra: Jack Ryan”) e as presenças de Lily James, Helena Bonham Carter, Richard Madden, Cate Blanchett, Hayley Atwell e Stellan Skarsgård, no elenco. Após a trágica e inesperada morte do seu pai, Ella fica à mercê da sua terrível madrasta, Lady Tremaine, e suas filhas Anastasia e Drisella. A jovem ganha o apelido de Cinderela e é obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa, mas continua otimista com a vida. Passeando na floresta, ela se encanta por um corajoso estranho, sem desconfiar que ele é o príncipe do castelo. Cinderela recebe um convite para o grande baile e acredita que pode voltar a encontrar sua alma gêmea, mas seus planos vão por água abaixo quando a madrasta má rasga seu vestido.  É quando surge uma gentil mendiga – armada com uma abóbora e alguns ratinhos – muda a vida de Cinderela para sempre.
Indicação etária: Livre

DUAS IRMÃS, UMA PAIXÃO - Este drama do diretor alemão Dominik Graf (“Um Amor Além do Muro”) acompanha o triângulo amoroso das irmãs Caroline e Charlotte com o poeta Friedrich Schiller. As duas sempre foram muito próximas e amigas uma da outra. Com a chegada de Schiller, as duas se veem presas a um mesmo amor, e são levadas pelo escritor, que se apaixona pelas duas igualmente. Carolline é casada, mas vive uma vida infeliz com o marido, e encontra em Schiller seu conforto. Já Charlotte vivia sonhando com um bom marido, e vê igualmente em Schiller o homem de sua vida. Os três começam a viver um romance juntos, mas os laços das irmãs podem não ser tão fortes para sustentar essa situação. Hannah Herzsprung, Florian Stetter e Henriette Confurius encabeçam o elenco.
Indicação etária: 14 anos

EDUARDO COUTINHO, 7 DE OUTUBRO - Documentário nacional dirigido por Carlos Nader (“Soberano: Seis Vezes São Paulo”). Diante de sua equipe de trabalho, o documentarista Eduardo Coutinho concede a Carlos Nader uma entrevista de quatro horas. Ele, o homem acostumado a questionar, assume aqui um diferente papel e revela suas ideias. Poucos dias após as entrevistas, Coutinho foi assassinado pelo seu filho.
Indicação etária: 12 anos

MARCAS DA ÁGUA - Documentário canadense dirigido pelo fotógrafo Edward Burtysky e pela  cineasta Jennifer Baichwal (“Dívida”). O filme reúne diversas histórias de todo o mundo sobre a nossa relação com a água – desde as comunidades afetadas pela seca no delta do Rio Colorado, aos trabalhadores da construção da maior barragem no mundo, em Xiluodu, China, ao ritual do banho sagrado no Rio Ganges, que reúne, anualmente, 30 milhões de indianos. Filmado com câmeras aéreas em alta-definição, Marcas da Água oferece um registro plástico impressionante do poder da água na transformação da paisagem. O documentário foi vencedor do prêmio de melhor filme canadense pela Associação de Críticos de Cinema de Toronto, no Festival Internacional de Cinema daquela cidade.
Indicação etária: Livre

O GAROTO DA CASA AO LADO - Suspense do diretor Rob Cohen (“A Sombra do Inimigo”) com um elenco encabeçado pela estrela Jennifer Lopez, que tem ao lado Ryan Guzman, Ian Nelson, John Corbett, Kristin Chenoweth, Lexi Atkins e Hill Harper. Uma mãe recém-separada começa um romance com seu vizinho adolescente, o novo amigo de seu filho. Seus problemas começam quando ela tenta terminar o relacionamento de forma abrupta. Um único momento de fraqueza dela acaba alimentando uma doentia obsessão.
Indicação etária: 16 anos

O SAL DA TERRA - Indicado ao Oscar de Melhor Documentário de 2015, esta coprodução entre Brasil, França e Itália tem a direção do alemão Wim Wenders (“Pina”) e do brasileiro Juliano Ribeiro Salgado. Nos últimos 40 anos, o fotógrafo Sebastião Salgado tem viajado através dos continentes, aos passos de uma humanidade sempre em mutação. Ele testemunhou alguns dos principais eventos da nossa história recente; conflitos internacionais, a fome e o êxodo. Ele agora embarca na descoberta de territórios imaculados, da flora e da fauna selvagem e de paisagens grandiosas como parte de um enorme projeto fotográfico. Uma homenagem à beleza do planeta.
Indicação etária: 10 anos

O ÚLTIMO ATO - Baseado em obra de Philip Roth, este drama assinado pelo diretor Barry Levinson (“Vida Bandida”) é estrelado por Al Pacino, Greta Gerwig, Kyra Sedgwick, Charles Grodin e Dianne Wiest. Simon Axler é um famoso ator de teatro que se torna depressivo e adquire tendências suicidas quando, de repente e inexplicavelmente, perde seu talento. Numa tentativa de recuperar seu dom, ele tem um caso com uma jovem lésbica que tem a metade da idade dele. Rapidamente, a relação gera caos e pessoas ligadas ao casal reaparecem em suas vidas.
Indicação etária: 14 anos
Veja o trailer 

Referência da poesia curitibana, Feira do Poeta reabre neste domingo

As comemorações do aniversário de 322 anos de Curitiba trazem de volta para a cidade uma das principais referências da poesia curitibana. A Feira do Poeta, localizada no Largo da Ordem, retoma suas atividades depois de doze anos, voltando a ser um ponto de encontro de autores e leitores. A reabertura será neste domingo (29), a partir das 10h, com a presença de muitos poetas, lançamento de livros e outras atrações.
Unidade da Fundação Cultural de Curitiba, a Feira do Poeta ocupará o mesmo espaço onde, durante mais de três décadas, revelou talentos e contribuiu para divulgar a produção poética. “A reabertura desse espaço tão simbólico é a recuperação da história da poesia de Curitiba. É um patrimônio cultural que está sendo resgatado pela Fundação e pelos artistas“, diz o presidente da FCC, Marcos Cordiolli. A Feira se integra a outras iniciativas de apoio à poesia, como os encontros “Cutucando a inspiração”, que acontece no Teatro Universitário de Curitiba – TUC, e os Saraus Populares promovidos em espaços comunitários de toda a cidade.
A Feira do Poeta funcionará durante a semana e aos domingos, oferecendo mais esta opção cultural para os freqüentadores da Feira de Artesanato. De acordo com Luiz Carlos Brizola, que coordenará as atividades, num primeiro momento a Feira não fará impressão de versos em prensas tipográficas, como fazia antigamente, mas haverá uma programação intensa para atrair e congregar o maior número de autores e admiradores de poesia – encontros, lançamentos, declamações e performances. Também será montada no local uma biblioteca especializada.
Na reabertura estarão alguns dos poetas da “velha guarda”, assim denominados por serem frequentadores assíduos do espaço desde os primeiros tempos – Eulga Berger, Regina Bustolim, Orlando Wochikosvski, José Marins, Paulo Valim, Batista de Pilar, entre outros. Outra atração será a execução do hino nacional com berrante, por Sinval Silveira Pinto. 

História – Oferecer aos poetas a chance de publicar suas produções foi o principal motivo da criação da Feira do Poeta, inaugurada em 1º de dezembro de 1981. Inicialmente a Feira funcionava durante a semana no Centro de Criatividade e aos domingos a impressora tipográfica manual era transportada para o Largo da Ordem. A partir de 1983 passou a funcionar na Casa Romário Martins. Em1989 ocupou a casa nº 108 da Rua Claudino dos Santos, aberta para o calçadão, e no ano seguinte ganhou sede própria, num imóvel ao lado da Casa Romário Martins.
O equipamento tipográfico, doado à FCC pela Fundepar, durante todos aqueles anos foi utilizado como uma opção barata para que poetas pudessem imprimir suas produções. O jornalista e crítico Aramis Millarch comentou na época “a feliz ideia” de instalar no espaço democrático da feira de artesanato uma prensa tipográfica que possibilitava aos poetas terem seus trabalhos impressos na hora, à sua frente e, o que é fundamental, sem maiores despesas.
Dezenas de poetas – desde nomes consagrados nas academias tupiniquins como Vasco Taborda e Leopoldo Scherner – até os mais rebeldes e contestadores jovens garotões de barbas cerradas e meninas de blusas transparentes e calças jeans que parecem nunca terem saído de seus corpos, mas todos unidos pelo amor à palavra e à poesia, estão se encontrando na Feira do Poeta”, descreveu o crítico em sua coluna Tablóide (edição 31/12/1981).
“Rabisque Poesia”, “Pise Poesia” e “Varando a Noite” foram alguns dos projetos desenvolvidos na Feira do Poeta, além das programações permanentes de lançamentos e recitais de poesia que aconteceram até 2003, quando suas atividades foram incorporadas por outros programas literários da Fundação Cultural.