sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

MON terá oficina de colagem de papel neste domingo


O Museu Oscar Niemeyer (MON) terá uma programação especial neste domingo (26) com oficina de retrato com colagem de papel e visita mediada à Sala 1 da “14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba”.
A oficina acontecerá no período das 11h às 17h e a visita, às 16h30. Ambas são gratuitas, mas o visitante paga o valor da entrada do Museu.
Conduzida pela equipe do Educativo do MON, a oficina trabalhará a técnica de colagem de papel. Não é necessário agendamento ou fazer a inscrição com antecedência, basta comparecer à Sala de Oficinas, no subsolo do Museu, dentro do horário programado.
A visita mediada à exposição da Sala 1 da “14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba” também será conduzida pela equipe do Educativo do MON. O tema desta edição da Bienal é “Fronteiras em Aberto”.
Além da programação, o Museu Oscar Niemeyer está com todas as salas expositivas ocupadas, sendo oito delas com exposições da Bienal.
As atividades são gratuitas, mas acontecem no interior do MON, portanto, para participar, é necessário adquirir a entrada, que custa R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada). Menores de 12 e maiores de 60 anos têm entrada gratuita. Nas quartas-feiras, o ingresso é gratuito para todos os públicos.

Mais informações: 3350-4468 ou www.museuoscarniemeyer.org.br

Projeto arquitetônico integra paisagem do Botânico a novo museu


O novo Museu de História Natural de Curitiba está mais perto de se tornar realidade. E será um espaço com pouca intervenção na paisagem da área onde está prevista para ser implantado, entre o Bosque do Jardim Botânico de Curitiba e a Linha Verde, no bairro Jardim Botânico.
Na manhã desta quinta-feira (23), o projeto arquitetônico foi apresentado e aprovado pelo prefeito Rafael Greca, no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).
Participaram da reunião, também, o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Fonseca; a vice-reitora da instituição, Graciela Ines Bordon de Muniz; o secretário do Governo Municipal e presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur, e a secretária do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias.
A ideia do local é unir os acervos do município, coleção que remonta o ano de 1896, e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), destacou o prefeito.
Vamos dar à cidade um jardim, contíguo ao Bosque do Jardim Botânico, com anfiteatro, exposições e pesquisa científica. Um novo endereço de cultura e inovação com design paranaense”, disse Greca, referindo-se às características do novo prédio.
A secretária Marilza lembrou que todos os elementos contemplados no projeto são resultado de reuniões realizadas com os arquitetos Fernando Canalli e Guilherme Klock e as equipes responsáveis pelas coleções naturais.
Para o reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, o resultado apresentado é um presente para a cidade e para a Universidade. “Um excelente diálogo que fez com que chegássemos a soluções satisfatórias para toda a equipe”, avaliou.
A concepção do museu único começou ainda em julho de 2017, em uma reunião no gabinete do prefeito. Com a aprovação do projeto, as equipes partem para o projeto executivo para que possa ser feito o processo licitatório.

PARTE DA PAISAGEM - Visto de cima, o novo Museu parecerá uma extensão do Jardim Botânico, apontou Canalli. Boa parte da estrutura será subterrânea, com uma laje inclinada em concreto, coberta por vegetação, no topo. “Unimos técnica plástica e função de forma bastante harmônica”, completou.
O acesso deverá ser feito pelo lado do Bosque, que ainda poderá ser visto por quem passar pela Linha Verde, em razão, também, do uso de vidro. As áreas de reserva técnica do acervo e de exposições terão luz e temperatura controladas para a preservação das peças.
Os visitantes poderão contar, ainda, com um anfiteatro interno e externo, um café e estacionamento para cerca de 300 veículos.

CENTRO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL - A estrutura do atual Museu de História Natural Capão da Imbuia, anexo ao bosque de mesmo nome, continuará sendo utilizado como um Centro de Educação Ambiental, com atividades relacionadas à área.

Livros de Verão são o assunto do primeiro Cândido de 2020


Praticamente ignorado no Brasil, o conceito de “livros de verão” é o assunto de capa da edição 102 do jornal Cândido, publicado pela Biblioteca Pública do Paraná. O jornalista e tradutor Irinêo Baptista Netto explica como o mercado editorial de países com altos índices de leitura investe em títulos planejados para férias, e elabora uma lista com obras recentes para a temporada - nacionais e estrangeiras.
Outro destaque do primeiro Cândido do ano é a transcrição da edição de encerramento da temporada 2019 do projeto Um Escritor na Biblioteca, que trouxe o cronista e biógrafo Humberto Werneck à Biblioteca. Entre outras histórias, o escritor compartilhou passagens sobre sua convivência com nomes importantes da literatura brasileira, como Clarice Lispector, Otto Lara Resende, Fernando Sabino e Murilo Rubião
A edição ainda traz contos inéditos de Sérgio Sant’Anna e Maria Fernanda Elias Maglio, poemas de Marcelo Montenegro e Ievguêni Ievtuchenko (na tradução de André Rosa), dicas de Amilcar Bettega no espaço De Escritor para Escritor, artigo do jornalista e editor Luiz Rebinski na coluna Pensata, HQ de Bruno Marafigo, fotos de Rodrigo Cunha na seção Cliques em Curitiba e um levantamento de Marilia Kubota sobre a participação feminina à frente de publicações literárias no Brasil.
O Cândido tem periodicidade mensal e distribuição gratuita na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba.
O jornal também circula em bibliotecas públicas e escolas de ensino médio do Estado. É enviado pelo correio para professores, jornalistas, escritores e críticos de diversas partes do Brasil.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

37ª Oficina de Música: Alunos começam série de concertos grátis pela cidade


Alunos começam a mostrar os conhecimentos adquiridos nos cursos pelos palcos da 37ª Oficina de Música de Curitiba. Nesta quinta-feira (23), estão previstos dois concertos gratuitos.
Ao meio-dia, a classe de Spalla se apresenta com a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, na Capela Santa Maria e alunos de regência fazem um ensaio aberto, às 16h, no Teatro Guaíra.
No ensaio aberto da classe de regência, seis alunos do professor e maestro Abel Rocha se revezam entre as obras de Ludwig van Beethoven (1770-1827).
Essa forma de apresentação é uma oportunidade para a o público acompanhar de perto o estudo dos alunos, Renan Cardoso, Rodrigo González, Vinícius Jaloto, Raphaela Campos e Willian Lentz.
Com a participação da Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, os alunos da Classe de Spalla (primeiro violinista) do professor e maetro Alejandro Aldana, executam árias da “Paixão Segundo São Mateus”, de Johann Sebastian Bach (1685-1750), e “Das Quatro Estações – Primavera e Inverno”, de Antonio Vivaldi (1678-1741).


No centenário de Fellini, Curitiba ganha exposição permanente sobre o cineasta


As comemorações pelos 100 anos de Fellini terão, nesta quinta-feira (23), a inauguração “Coleção Fellini”, uma exposição permanente, na maior sala do segundo andar do anexo do Museu Guido Viaro. O projeto é do produtor e curador Antonio Cava, fã e conhecedor da carreira e da história do cineasta italiano. Durante 26 anos, ele garimpou sobre a vida e obra do diretor italiano. São desenhos, fotos, cartazes, filmes, bonecas, selos e livros. “Criei uma exposição chamada ‘Circo Fellini’ para lembrar os 10 anos do falecimento do cineasta em 2003. A exposição foi um sucesso. Círculei por várias capitais. Me tornei um colecionador de desenhos, fotografias, livros, filmes e documentários de Fellini. E decidi doar todo o meu acervo para o Museu Guido Viaro em Curitiba”, conta Cava.
Entre os objetos da exposição, há algumas preciosidades, como o livro de Giulietta Masina, com pratos favoritos de Fellini. “São mais de 100 livros sobre Federico Fellini. Desde os anos 50. Alguns raros. Inclusive uma cópia do livro dos Sonhos. O maior livro onírico do mundo”, conta ele. “É uma iniciativa independente sem patrocínio público. Realizado em parceria com o Senhor Constantino Viaro do Museu”.
A coleção tem Apoio do Consulado italiano, Embaixada italiana e Instituto Italiano de Cultura.

SOBRE O DIRETOR - Fellini nasceu em 20 de janeiro de 1920, em Rimini, na Emília-Romanha, e morreu em 31 de outubro de 1993, em Roma. Naquele ano, venceu o Oscar Honorário pelo conjunto de sua obra. Entre seus filmes de maior sucesso, destacam-se "A Doce Vida", "Oito e Meio", "Amarcord", "Noites de Cabíria" e "A Estrada". Em uma carreira de quase cinquenta anos, Fellini ganhou a Palma de Ouro por “La Dolce Vita”, foi indicado a doze prêmios da Academia e ganhou quatro na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, o melhor para qualquer diretor da história da Academia. Foram 24 filmes como roteirista e diretor.

O Museu Guido Viaro está situado na Rua XV de Novembro, 1348, Centro.

Nesta quinta, o modalismo na MPB no Teatro Paiol


O maestro, músico e pesquisador Vicente Ribeiro vai lançar o livro “O Modalismo na Música Popular Brasileira” durante a Oficina de Música de Curitiba, com um sarau comentado que acontece nesta quinta-feira (23), às 19 horas, no Teatro Paiol, com entrada gratuita. O autor, que também é violonista, vai se apresentar com os músicos Fabio Cardoso (piano) Thiago Duarte (baixo acústico), Thales Lemos (bateria) e os cantores Suzie Franco, Fernanda Sabbag e Lucas Franco. No programa do show serão interpretadas músicas do repertório modal dos compositores Luiz Gonzaga, João do Vale, Baden Powell, Dorival Caymmi, Edu Lobo, Tom Jobim, Gilberto Gil e Caetano Veloso, que estão no livro.
Vicente Ribeiro conta que trouxe para esse lançamento parte das composições que ele analisa na sua obra. O autor divide os compositores em quatro grupos, com abordagens distintas, do modalismo na MPB: as matrizes "nordestina" (João do Vale e Luiz Gonzaga) e "afro-brasileira" (Baden Powell e Dorival Caymmi), e as vertentes estéticas "nacionalista" (Tom Jobim e Edu Lobo) e "tropicalista" (Caetano Veloso e Gilberto Gil).
Se no livro “O Modalismo na Música Popular Brasileira” Vicente Ribeiro exemplifica seu trabalho comentando as partituras das canções, no Teatro Paiol, o público vai poder conhecer de forma prática o que é o modalismo durante uma apresentação que vai levar a plateia a um mergulho profundo na música brasileira. “No show passeamos por cada uma dessas quatro vertentes. O repertório do espetáculo é uma amostra do livro, que tem 30 músicas analisadas”.
A pesquisa sobre o “Modalismo na Música Popular Brasileira”, de Vicente Ribeiro, começa em 2005 e, desde então, ele vem se aprofundando no tema. Primeiro com o trabalho de conclusão acadêmica, depois como tese de mestrado e agora no doutorado. Mas ele explica que muitos dos autores das músicas, provavelmente, não tinham ideia do que estavam fazendo. “Principalmente Gonzaga e João do Vale, que eram compositores mais intuitivos, compondo a partir de uma tradição oral. Já compositores como Jobim, Baden, Caetano, Edu, Caymmi e Gil demonstram, em alguma medida, uma consciência do modal ou, pelo menos, a busca de uma sonoridade diferente”.
Mas o que é a música modal? Vicente explica que existe um senso comum sobre a música em geral, de que ela é construída a partir das sete notas musicais, que formam a chamada "escala maior". Mas, ele chama atenção, essa é apenas uma das possibilidades de recorte no continuum sonoro, que inclui muito mais sons além das sete notas conhecidas. Com outros recortes, a sonoridade da música pode variar bastante. “Na música modal há outras escalas, outros recortes, como o chamado modo 'mixolídio', que aparece em composições como ‘Baião’ ou ‘Juazeiro’, de Luiz Gonzaga, ‘Tropicália’ de Caetano Veloso ou 'Pato Preto', de Jobim", pontua o pesquisador.
Para o autor do livro, esses recortes diferentes fogem da escala tonal - que está presente na música clássica, no choro, no samba, e em boa parte da música pop. “O modal remete a outros 'lugares sonoros', como as músicas nordestina, celta e ibérica”. Vicente observa que, enquanto a estrutura da música tonal é mais narrativa, a música modal é mais circular. “Como as escalas modais têm recortes diferentes, elas te transportam para lugares imprevisíveis”.
Vicente Ribeiro é graduado em Música Popular pela FAP-PR e mestre em Música pela UFPR. Atua como arranjador desde 1983; por conta desta atuação, recebe indicações ao Prêmio da Música Brasileira (1993) e ao Prêmio Profissionais da Música (2019). Em 1995 inicia uma profícua parceria com o grupo Tao do Trio, produzindo e arranjando seus três álbuns; dois deles resultam na indicação do grupo ao já citado Prêmio da Música Brasileira, em 2002 e 2017. Paralelamente, atua como regente e diretor musical do Vocal Brasileirão, desde 2006, e do Grupo de MPB da UFPR, desde 2018. Sua intensa atividade como músico não o impede de dedicar-se com o mesmo afinco ao ensino de música, ministrando disciplinas teóricas e práticas em cursos de graduação e pós-graduação, bem como em cursos livres e em diversas edições da Oficina de Música de Curitiba; atua ainda como coordenador pedagógico do Conservatório de MPB, de 2004 a 2011. Atualmente realiza seu doutorado em música na UNICAMP, onde aprofunda sua investigação sobre modalismo em pesquisa acerca da produção pós-bossanovista de Tom Jobim.

O livro será vendido no local por R$ 30,00 (preço promocional). Mais informações: 3229-4458.

Inscrições para curso de preservação de livros na Biblioteca Pública estão abertas


A BPP está com inscrições abertas para mais um curso de preservação de livros promovido pela Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Paraná (Aabippar). O treinamento será ministrado pela especialista Bety de Luna e aborda a conservação de coleções especiais de acervos bibliográficos e documentais. As aulas acontecem aos sábados, entre 14 de março e 4 abril, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h.
O valor da taxa de inscrição é de R$ 700,00 para associados da Aabipar e R$ 800,00 para não associados, e pode ser parcelado em até três vezes. O curso oferece certificado de 32 horas. Para participar é necessário se inscrever pelo e-mail amigosdabppr@gmail.com ou pelo telefone 3221-4965.

ASSOCIAÇÃO - Criada em 2005, a Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Paraná desenvolve uma série de projetos em benefício da BPP - como a pintura externa do prédio, a compra de livros para o acervo e a implantação da Biblioteca Mário Lobo, em Paranaguá. Para se associar acesse http://www.amigosdabpp.com.br