segunda-feira, 24 de junho de 2019

Exposição sobre Adalice Araújo fica em cartaz até dia 28 de junho


O público tem até sexta-feira, 28 de junho, para visitar a exposição “História sem fim: o pensamento revolucionário de Adalice Araújo”, em cartaz no hall do prédio da Superintendência de Cultura da Secretaria de Estado da Comunicação e da Cultura. A produção e a curadoria são do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR). Entrada gratuita.
A mostra traz a cronologia da vida da crítica de arte Adalice Araújo (1931-2012), considerada o principal nome na análise da arte paranaense – também foi professora, pesquisadora, historiadora e poeta. Há também fotografias e algumas de suas críticas em jornais, publicadas entre 1987 e 1988, disponíveis em uma Praça de Leitura no meio da exposição, junto com dois volumes do Dicionário das Artes Plásticas do Paraná, considerada a obra máxima de Adalice.
A mostra reúne ainda obras de arte de mulheres artistas sobre as quais Adalice escreveu, e que fazem parte do acervo do MAC-PR. São elas Eliane Prolik, Guita Soifer, Dulce Osinski, Juliane Fuganti, Leila Pugnaloni, Letícia Marquez e Ida Hannemann de Campos.

PASSEIO HISTÓRICO - Além de conhecer a vida e a obra da crítica, a exposição também é uma boa oportunidade para passear pelo prédio histórico da secretaria. A edificação, cujo projeto é do engenheiro Afonso Teixeira de Freitas e a construção de José Bienek, teve as obras iniciadas em 1903 e foi inaugurada no ano seguinte. Abrigou, até 1953, o Gymnasio Paranaense (hoje Colégio Estadual do Paraná). Desde 1979, o prédio caracterizado por elementos neoclássicos, é sede Secretaria de Estado da Cultura, hoje Superintendência da Cultura.

VIDA E OBRA - Nascida em Ponta Grossa em uma família de ervateiros, Adalice Araújo iniciou sua formação artística nos anos 1950, no curso superior de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). Na sequência, seguiu para uma especialização na Itália. De volta ao Brasil, criou e presidiu o Círculo de Artes Plásticas do Paraná, com ateliê coletivo no subsolo da Biblioteca Pública do Paraná, onde começaram artistas como Helena Wong e Antonio Arney.
Na década seguinte estudou outras técnicas, como gravura, xilogravura, desenho e crítica teatral. Em 1969, iniciou sua carreira jornalística no Diário do Paraná com a coluna Artes Visuais, também publicada no jornal Gazeta do Povo entre 1974-1976 e 1978-1994. Em 1971, passou a integrar a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).
Foi professora no Departamento de Filosofia, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dirigiu o MAC-PR entre 1987 e 1988 e desenvolveu projeto de descentralização do 44º Salão Paranaense.
Em 2003, recebeu o Prêmio Mário de Andrade da ABCA e, em 2006, publicou o Volume 1 do Dicionário das Artes Plásticas do Paraná (verbetes de A e C). O segundo, de D a K, foi publicado postumamente. Adalice Araújo morreu em 8 de outubro de 2012, em Curitiba.


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