quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mostra Sul oferece espetáculos de dança gratuitos em diferentes espaços da cidade

Curitiba recebe durante os meses de agosto e setembro a "Mostra Sul – diálogos dançantes", que apresenta em diversos espaços um recorte da produção de dança contemporânea na região Sul. Além da apresentação de oito peças de dança, estão previstas diversas oficinas para incentivar e promover o diálogo entre artistas e público. Viabilizado pelo Programa de Apoio e Incentivo à Cultura da Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural, o evento é organizado pela desCompanhia e toda a sua programação é gratuita.
A abertura da Mostra acontece nesta quinta-feira (4), às 19h30, na Casa Hoffmann, com um espaço de convivência, que integra o Café com Dança, e um novo olhar sobre a criação de INPUT, da desCompanhia, com a participação dos bailarinos convidados Renata Roel (PR), Airton Rodrigues (PR) e Patricia Machado (PR).
Já o Teatro Cleon Jacques recebe, nos dias 5, 6, 7 e 27 de agosto, as criações da desCompanhia de dança (PR), das bailarinas criadoras Elke Siedler (SC), Isabela Schwab (PR), do grupo LAUT! (SC) e da Companhia Municipal de Dança de Caxias do Sul (RS), as últimas duas inéditas no Paraná. No vão do Museu Oscar Niemeyer, nos dias 20, 21 e 28 de agosto, acontecem as apresentações das peças Descobrindo Plaftpet, espetáculo infantil, e Feche os Olhos para Olhar, ambas da desCompanhia de dança.
Para Cintia Napoli, diretora da companhia, a ideia é “investir em espaços de aproximação, comunicação e mapeamento, além de mobilizar a classe artística da dança no Sul do Brasil e seu público, e fortalecer os vínculos criados e a continuar a cria-los”.

Espetáculos

INPUT – desCompanhia de dança com a participação de Airton Rodrigues, Patricia Machado e Renata Roel (PR). Em cena, quatro bailarinos jogam o jogo da memória: enquanto jogam, criam uma coreografia que deve ser memorizada e replicada. Como questão, além da construção do jogo (em pedaços), a construção da memória de cada um (artista e receptor).

ATÉ QUANTO? de Isabela Schwab (PR). O trabalho propõe apresentar o corpo como um campo de batalhas. Questões sobre força e resistência permeiam a dramaturgia na tentativa de discutir – Até quanto o corpo aguenta seus desejos de potência? Até onde vai a vontade de ultrapassar suas fragilidades? Um encontro de dor e prazer, vontade e alcance, recuo e ataque. Um atrito, um conflito movido pelo desejo de se atravessar.

REC(L)USADX de Elke Siedler (SC). Solo de dança contemporânea que nasceu da investigação poética sobre um mundo que é atravessado por relações afetivas interrompidas, pois foram tecidas na superficialidade. É a dança do fracasso dos planos, do corpo reclusado em um turbilhão de pensamentos, recusado pela longa durabilidade, mas nunca recuado das relações: o movimento é gerador de história e futuro.

DESCOBRINDO PLAFTPET da desCompanhia de Dança (PR). A peça traz à tona a importância do brincar, do criar e recriar a partir de simples objetos, como garrafas pet. Neste momento em que a tecnologia vem gradualmente ocupando o lugar das brincadeiras é essencial apresentar um universo lúdico para as crianças através da dança.

[BLIND]AGEM do grupo LAUT (SC). A peça parte da pesquisa realizada ao longo de um ano pelo grupo LAUT, de Florianópolis, surge do interesse em entender os estágios corporais dos bailarinos na ausência da visão. Mais do que isso, no entanto, o grupo busca sensibilizar o olhar do público para além do que (não) se vê.

FECHE OS OLHOS PARA OLHAR da desCompanhia de dança (PR). A peça convida o público a uma experiência de “descondicionamento do olhar”, conduzindo seus olhares para pontos inusitados e para novas possibilidades de se relacionar com o espaço e os corpos em movimento.

LACUNA da Cia. Municipal de Caxias do Sul (RS). Lacuna procura desenhar cenicamente uma crítica bem-humorada sobre as relações de uso e consumo entre o ser humano e as tecnologias de smartphones. Propondo uma reflexão sobre a questão e não uma apologia contra a tecnologia, qual seria a medida?
Em tempos onde nos sentimos cada vez mais conectados, que conexões estamos perdendo quando mergulhados na microtela da palma da mão?
Vivemos em uma grande lacuna?

IN REAL – ACONTECIMENTOS POÉTICOS da desCompanhia de Dança (PR). Na peça, os bailarinos criadores subvertem a noção prático-utilitária do espaço e das coisas/objetos, oferecendo ao público uma percepção extra cotidiana da realidade, um novo ambiente de apreciação estética.

Todas as ações são gratuitas e as inscrições para as oficinas poderão ser feitas através do site www.descompanhia.blogspot.com.

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