segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Procurador do Ministério Público lança edição atualizada de “Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho”


Leitura imprescindível para aqueles que desejam compreender um pouco mais sobre a Operação Lava Jato, fato que culminou na prisão do ex-presidente Lula, “Mãos Limpas e Lava Jato: A Corrupção se Olha no Espelho” (Editora Citadel, 320 páginas, R$ 44,90) tem uma nova edição e traz um apêndice inédito com os dados mais importantes sobre a prisão do ex-presidente Lula e as evidências que levaram à sua condenação.
Escrita pelo procurador do Ministério Público, Rodrigo Chemim, a obra compara a operação ocorrida na Itália com o que aconteceu no Brasil, indicando possíveis desfechos e será lançada nesta terça-feira (20), no Grande Auditório do Centro Universitário Curitiba/UniCuritiba (rua Chile, 1678, Rebouças). A entrada é franca e os livros serão comercializados Grupo Livrarias Curitiba.
Um dos grandes méritos do registro investigativo é apresentar ao público detalhes de uma das ações mais importantes na história política recente do Brasil.
Procurador do Ministério Público e doutor em Direito do Estado, o autor detalha a metodologia e as perspectivas empregadas nas investigações, tanto na italiana como na brasileira. Entre documentos e processos, Chemim demonstra o desenrolar das investigações que inicialmente enfocavam um episódio isolado de corrupção, mas se tornaram gigantescas ações contra esquemas de pilhagem dos cofres públicos e pagamento de propina.
Marco da história pública, política e policial nacional, a Lava Jato muito se assemelha à Mãos Limpas, desde o modus operandi dos corruptos das esferas pública e privada até as manobras e desculpas que usaram para se safar da justiça. Separadas por duas décadas, as operações revelam a corrupção sistêmica que assola Itália e Brasil, onde gestores públicos e privados drenam as esperanças e ideais de toda uma nação, desviando fortunas incalculáveis para as contas de políticos e partidos de todos os matizes ideológicos.
Segundo o autor, “a corrupção em última análise é um toma-lá-dá-cá, mas, diferentemente do que ocorre com o funcionário público que pratica atos de ofício vinculados à lei, como o guarda de trânsito, no caso do político a contrapartida é mais aberta e não raras vezes vinculada à sua influência política no processo decisório de um terceiro”. Ele explica que “foi justamente esse o caso do ex-presidente Lula, acusado de receber propina para se valer de seu poder discricionário na nomeação de diretores da Petrobras e influenciar nas decisões igualmente discricionárias que estes tomariam na contratação da empreiteira que corrompeu a todos. Portanto, a imputação de corrupção passiva é perfeita na denúncia e tecnicamente possível à luz da lei e da jurisprudência brasileiras. A questão agora é saber se as provas documentais, periciais e testemunhais indicadas na denúncia eram suficientes para a condenação. Deixa-se ao leitor a liberdade de avaliar o conjunto e concluir se a condenação foi correta ou não”.

O AUTOR - Rodrigo Chemim é doutor em Direito de Estado, professor de Direito Processual Penal no Centro Universitário Curitiba e no Centro Universitário Franciscano em Curitiba. Procurador do Ministério Público do Paraná há 24 anos, atuou por mais de quinze anos na investigação de crimes do colarinho-branco.

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